Notas iniciais
Hey! Este é o primeiro capítulo, e eu não poderia estar mais ansiosa... X.XEsta narrativa contém tudo o que eu mais aprecio: uma personagem forte exemplo de caráter, feminismo, mas ao mesmo tempo humanidade, cultura Sci-fi (será possível identificar até mesmo um pouco da cultura oriental em alguns momentos) e uma pitada de romance porque ninguém é de ferro (desculpa, Robert Downey Jr.).Sem mais delongas, eis a história...

O trem andava a uma velocidade impressionante. Ainda que por fora o barulho se fizesse presente a centenas de metros de distância, no seu interior ouvia-se apenas as conversas dos passageiros e baque seco das botas dos seguranças que ocasionalmente passavam por Maximoff. Pela janela via-se um vulto embaçado, indistinto, de elementos os quais os olhos de um ser humano qualquer não conseguiriam captar e mais ao fundo uma paisagem desoladora afastando-se lentamente na direção contrária do destino do trem. Uma noite fria e repleta de estrelas erguia-se sobre montanhas e montanhas de entulho e casas de madeira e aço construídas precariamente, apenas para abrigar seus donos do frio — ou assim deveria ser.

O enorme monstro de ferro afastava-se daquela terra. As montanhas ficavam cada vez menores e a desolação cada vez mais distante, mais surreal. Os passageiros e até mesmo os atendentes que os serviam eram alheios àquele mundo que o trem deixava para trás. Eles, moradores dos arranha céus de Okomi, conheciam apenas o esplendor de seu estado e de si mesmos.

Maximoff olhou para o relógio em seu pulso e para as luzes hipnotizantes de Okomi na janela, cada vez mais perto. Ela levantou-se e atravessou o corredor do vagão, largo o suficiente para duas pessoas, estreito o suficiente para ser desconfortável. Ela cruzou três vagões até encontrar uma porta de aço, retirou um cartão do bolso do seu sobretudo e o aproximou do leitor digital. Um apito e depois a porta abriu-se. Ela fechou a porta atrás de si.

Um segurança do trem avançou sobre a garota.

– Hey! O que pen...

Ela sacou uma pistola e disparou antes que ele concluísse as acusações. Mais uma porta de aço e mais um segurança, no entanto este, ficou tão surpreendido pela presença de outra pessoa que sequer reagiu. Coitado. Maximoff lhe deu dois tiros e ele caiu sobre a porta seguinte a sair sangue pela boca. Ela chutou o corpo inerte para longe e abriu a última porta. Era o compartimento de bagagem. Ela procurou e encontrou a mala amontoada no fundo. Era uma maleta em alumínio com duas trancas laterais. Maximoff não sabia o que continha muito menos o destino que o que quer que estivesse ali teria. As únicas informações que possuía era onde deveria deixar tal encomenda misteriosa.

Ela pegou a mala e retrocedeu pelos vagões que viera. Um dos homens ainda agonizava e ela disparou-lhe. Saiu do Compartimento de bagagens mas não voltou para o seu assento: abriu uma janela de emergência no teto do vagão e subiu. A velocidade era tamanha que o vento agredia os seus olhos e ela não conseguia mantê-los abertos. Segurando-se pela escotilha, pressionou um dispositivo em seu ouvido e um capacete formou-se sobre seu rosto. Ela tirou o sobretudo e o jogou. Ele desapareceu sendo levado com o vento.

– Ativar armadura.

Seu corpo se iluminou. Linhas e mais linhas como filamentos iluminaram e conectaram-se a partir de seus pés até o seu pescoço dando lugar a uma armadura negra ajustada sobre o seu corpo. Ela levantou-se. A roupa de ferro lhe dava estabilidade o suficiente para ficar em pé sobre o trem a alta velocidade. Eles já haviam chegado a Okomi e passavam por cima de uma ponte. Segurando a maleta, ela saltou do trem.

– Preparar-se para aterrissagem

Maximoff disparou um gancho para a ponte sobre si e diminuiu a sua velocidade até pousar no chão calma e lentamente. Ela desativou o capacete. Estava frio e a lua branca iluminava a rua deserta. Ela estava na periferia de Okomi. Um homem vinha subindo a rua então ela foi para o lado contrário. Após virar a esquina e andar mais alguns poucos metros, ela viu-se em uma rua movimentada. A semana havia chegado ao fim então o clima era descontraído.

Um automóvel semelhante a uma moto passou por Maximoff a toda velocidade. Ela era robusta, com correntes de luz neon sobre toda a sua extensão e podia voar graças aos seus motores propulsores.

Maximoff foi para trás de um muro e desativou a armadura, ficando com apenas uma roupa de couro de cor verde.

O bar estava cheio e um rock desesperado tocava ao fundo, fazendo trilha sonora para as pessoas que dançavam e para aquelas que bebiam.

Maximoff aproximou-se do balcão.

– Licença.

O Barman que estava de costas não a ouviu. Ela tornou a interpelá-lo mais alto.

– Licença!

Ele se virou com um pulo.

– Ah, oi gracinha?! Em que posso ajudar?

Maximoff respirou aborrecida. Homens como aquele lhe dava nojo.

– Eu tenho um quarto reservado...

– Sim,estou vendo... — Ele lhe jogou um olhar indiscreto.

Ela havia escolhido aquele lugar pelo fato de muitas pessoas utilizarem os quartos e, como o bar estava sempre cheio, não corria o risco de chamar a atenção. Mas não suportava a ideia de ser tratada como uma meretriz.

– Aqui está... — Ele estendeu as enormes mãos que seguravam a chave. Ela as tomou e se dirigiu às escadas. — Até mais, gata! — Ele disse inclinado sobre o balcão.

Ela atravessou o corredor e entrou em seu quarto trancando a porta. O cheiro que tomava conta do cômodo era nauseante e, por mais que a porta estivesse fechada, ainda ouvia-se claramente a música e os gritos exasperados do andar de baixo.

Ela pousou a maleta cuidadosamente sobre a cama. Ela era relativamente pesada. Por mais que evitasse, não conseguia não sentir uma leve curiosidade sobre o objeto contido naquela pequena caixa de alumínio. Recebera aquela missão do próprio Hsai-Chou, General da Tropa de Okomi (Exército pessoal do chefe de estado de Okomi). Hsai-Chou era um homem com um porte intimidador, não muito simpático e que não despertava em Maximoff nenhum sentimento de confiança. No entanto, ela era sua Capitã, querendo ou não, deveria ouvi-lo e segui-lo.

Ela ingressou na academia muito jovem e, devido ao seu empenho, subiu de posto muito rápido. Capitã Maximoff, como era chamada, era responsável pelo comando da companhia de soldados da ala leste. Ela, junto com o seu grupo, era responsável pela desarticulação de gangues e bandos da área. Hábil e prática, Maximoff não pôde evitar de se surpreender ao ser designada para entregar um simples objeto. E era essa "importância" que ela sentia em torno daquela maleta que a deixava inquieta.

O que quer que ali estivesse, não eram simples roupas para uma viajem.

Notas finais
Então o que achou? *encara profundamente* Por favor, comente o que achou deste início: Pontos a melhorar, a manter, expectativas... Enfim.Tudo isto é de muita importância para mim.Até o próximo capítulo!