Chuva cinza

2 Capítulo 1 - Frio


Notas iniciais
Espero que gostem! Boa leitura!

Para baixo e para cima, era o movimento que fazia meu ioiô. Eu estava deitada em minha cama, olhando para o teto, ouvindo o barulho da chuva e observando a cinzenta escuridão ao meu redor. Eram cinco e meia da manhã e eu deitada brincando com meu ioiô, não parava de chover, aquele barulho animador, e a escuridão estonteante, eram o que me mantinham acordada. Meus pais foram viajar, em pleno começo de férias, porém, eu já estava acostumada com isso. Aqui em casa só sobraram eu e meu cachorro Spike, um labrador branco, teria mais alguém, se não tivesse acontecido um desastre há 2 anos; meu irmão mais novo, Daniel, o Dandan, foi atropelado por um carro, tentando pegar uma borboleta, a motorista também, estava ocupada demais falando no celular; ele morreu a caminho do hospital, pra mim, foi um tremendo baque, sinto falta dele até hoje, e muita, na verdade, pra toda família foi, meus pais nunca foram os mesmos, e todos os parentes se afastaram. Não contei para ninguém, mais ando tendo sonhos com ele, quase todas as noites, o mesmo sonho, sobre uma coisa que havia mesmo acontecido, uma conversa que ele teve comigo.

Ah! Nossa! Esqueci de me apresentar, meu nome é Maria Júlia, mas todos me chamam de M.J., menos minha tia vó! Tenho cabelos lisos e curtos, castanhos claros, e como meu pai diz, enormes olhos verdes, não sou muito alta, admito, porém sou magra, pelo menos uma coisa... Gosto de andar de skate e usar moletom, junto com meu all star surrado, tenho 17 anos e estou no 2° colegial, repeti o 8° ano. Bom, minha vida é como a de uma garota comum, só não tenho amigos, somente Spike.

Quando resolvi levantar, já eram sete e meia, bem cedo para que está de férias. Fui ao banheiro, vesti minha calça de moletom cinza favorita, uma blusa vermelha talvez dois números maior, e o casaco do meu pai, que eu havia pego escondido no dia em que ele viajou, o casaco era preto e bem quentinho, nem tomei banho, estava com frio e com preguiça; escovei os dentes, coloquei minhas pantufas de cachorro, e desci as escadas. Estava tudo como de costume, um silêncio, apenas o barulho da chuva, quase totalmente escuro, a não ser pelas janelas que como sempre estavam com as cortinas brancas e finas, não tive coragem de acender a luz, pois mal conseguia tirar as mãos dos bolsos, então sentei no último degrau da escada, e fiquei cantarolando:

–PIN PIN, PIN PIN...

Notas finais
É isso! Espero que tenham gostado! Deixem comentários com suas opiniões... Bjs: #Safisaga