Chuva cinza

3 Capítulo 2 - Emoções


Notas iniciais
Mais um, espero que gostem!

Lá estava eu, ainda sentada, já faziam meia hora, então ouço o barulho da porta, que era praticamente do meu lado, era minha tia avó, Marta, ela vinha quase todos os dias me fazer companhia:

–Oh! Nossa! O que está fazendo aí Maria Júlia? — tia Marta perguntou assustada.

–É M.J. tia Marta... — eu disse levantando. — Estava com frio e com preguiça.- disse bocejando.

–Pois trate de levantar, vamos sair! — fala enquanto coloca algumas sacolas em cima da mesa.

–Nós vamos? — pergunto.

–Sim, vamos ao cemitério, levar flores para o seu irmão. — continua tia Marta tirando as coisas da sacola.

–Pra quê? Ele nem está mais lá! — eu disse indignada.

–Não fale assim Maria Júlia! — exclama tia Marta.

–Mais é verdade. Ele morreu! Morreu! Será que ninguém entende isso? — disse enquanto me virava e subia as escadas.

–Espere querida! — exclama minha tia.

–Ah! E mais uma coisa. — falei parando no meio da escada. — Ele não gostava de flores... — e subi pro meu quarto.

Não sei o que tia Marta fez depois, só sei que eu fiquei o restante do dia trancada no meu quarto ouvindo música.

Já era praticamente à noite quando resolvi descer, as luzes estavam todas acesas, e minha tia havia ido em bora. Fui até a cozinha, abri a geladeira, procurando alguma coisa pra comer, já que o estoque de batatinhas e refrigerantes do meu quarto haviam acabado; foi quando ouvi o latido de Spike, peguei rapidamente uma vasilha com lasanha e uma colher, então fui lá fora ver Spike. Vesti um casaco cinza perto da porta, ele era enorme, e bem quente, pois lá fora estava muito frio. Spike nem havia saído de sua casinha:

–Cadê o meu garoto? — disse após engolir o terceiro pedaço de lasanha.

Havia parado de chover, então Spike já estava mais alegrinho, eu abri o portão da "casinha" dele, e ele pulou pra cima de mim, deixando a lasanha inteira cair no chão.

–Spike! — falei me levantando.

Então ele olhou pra mim com a carinha, e eu acabei não resistindo, brinquei com ele até rolarmos no chão, até eu ouvir alguém que estava à poucos metros de mim:

–Oi. — disse um garoto de cabelos escuros e moletom azul marinho que eu nunca havia visto na vida.

–Oi. — eu falei meio sem jeito, enquanto me levantava e Spike comia a lasanha que estava no chão.

–É... Meu nome é André. — ele estendeu a mão.

–Maria Júlia, M.J. na verdade. — disse apertando a mão dele.

–Bom, acabei de me mudar, para aquela casa ali. — ele aponta para o começo da rua. — E queria saber onde é esse bairro, se é muito longe... — ele disse me mostrando um papel com um endereço escrito.

–É bem perto daqui, é só seguir até o final dessa rua, virar à direita, e depois à esquerda, é perto de uma escola velha... — eu disse olhando pra rua.

–E é sua? — ele perguntou.

–Minha o quê? — eu disse.

–A escola, você estuda lá? — perguntou novamente.

–Ah, sim. — eu falei pensando em como sou burra!

–Legal... — falou ele. — Então, até! E obrigado! — ele falou estendendo a mão de novo. — Foi um prazer.

–Igualmente, e de nada. — respondi apertando a mão dele.

Então André saiu rua a fora, e eu voltei pra dentro, após trancar Spike na casa dele. Estava tudo diferente, eu estava feliz, sorridente e...

Notas finais
Espero que tenham gostado! Deixem comentários, favoritamentos... rss Bjs: #Safisaga