Chronicles Of a Love

4 You'll find me beyond tears


Notas iniciais
Ain... nem sei o que dizer... desculpas pela demora? #CaraDePau Eu sou viu ¬¬ perdão gente, sabe como é a rotina universitária né? então.... Não vou estender essa nota inicial com as minhas desculpas, demorei mesmo e espero que não fiquem chateados com meu sumiço... Eu já expliquei que isso iria acontecer e espero que me entendam mesmo!! Bom, vou deixar o resto nas notas finais ok? não sei se alguém ainda acompanha esta trama :/ Mil desculpas de novo... Espero que gostem, leiam as Notas finais!! ^^

Caminhava vagarosamente pelos corredores da escola, aproveitando o tempo que possuía antes de soar o sino para o início das aulas. Estava espantada por ter chegado à escola sem se atrasar, principalmente, considerando que ficara praticamente em claro na noite anterior, colocando no papel uma ideia que, há alguns dias, não a estava permitindo descansar.

“Bom dia, Mills!” – ouviu alguém falar e foi só então que percebera que Killian caminhava ao seu lado.

“Bom dia, Killian! Desculpe, mas não percebi que estava aí…” – disse abrindo um leve sorriso.

“Ora, não há problema algum…” – o inglês respondeu, sorrindo educadamente. – “Sempre ficas dispersa desta forma logo cedo?” – perguntou, tentando manter um diálogo amigável. Regina balançou negativamente a cabeça.

“Oh, não!… Eu geralmente não tenho tempo para pensar em nada de manhã…” – comentou envergonhada, com um sorriso encantador. Killian olhou-a confuso.

“O que ela quer dizer é que: quase sempre se atrasa para chegar à escola…” – Emma disse intrometendo-se na conversa com um sorriso. – “Bom dia, Killian…” – deu um tapinha nas costas do amigo e voltou-se para fitar Regina que a encarava emburrada. Aumentou o sorriso; adorava provocá-la quando podia. – “Não fique brava, Gina…” – passou um braço sobre o ombro dela, beijando-lhe a testa. Tal ação fez a morena não resistir em abrir um sorriso.

Killian espiava a interação delas com o canto dos olhos e um sorriso no rosto. ‘Apenas amigas, a loira disse…’, pensou, contendo uma risada, enquanto entravam na sala. ‘Eu nunca a vi agir desta forma nem com a própria família...’.

Dirigiram-se para seus lugares, esperando a chegada do professor. Regina olhava curiosa para a carteira vazia de Rubi. Não era tão cedo a ponto da amiga não ter chegado ainda. Teve seus pensamentos interrompidos ao ouvir alguém chamá-la.

“Oi Rê, posso falar um instante com você?” – perguntou uma garota magra, de olhos castanhos, cabelos castanho-escuros, lisos, presos num rabo de cavalo um palmo abaixo do ombro em corte reto. Usava óculos leves, dando-lhe um ar intelectual.

“Claro, Lilly! O que houve?” – perguntou, vendo duas pastas com a etiqueta do jornal de circulação interna do colégio nas mãos da amiga.

“Estamos com falta de conteúdo na seção de arte e literatura do tabloide…” – dizia baixo para que ninguém mais escutasse. – “Eu sei que está em cima da hora, a próxima edição será impressa segunda-feira que vem, então, será que…” – interrompeu a fala ao ver a amiga balançar positivamente a cabeça.

“Eu estava mesmo pensando em apresentar uma poesia para a edição do jornal…” – sorriu, retirando uma folha de dentro do caderno. – “A ideia estava me incomodando tanto que ontem não consegui dormir antes da meia-noite…” – suspirou, entregando uma folha para Lilly.

“Muito obrigada, Rê!” – disse beijando a folha. – “Você é minha salvação…” – sorriu, deixando a amiga para trás, enquanto lia o conteúdo da folha com os olhos brilhando.

“Ahh meu Deus, bom dia!” – Rubi disse levemente ofegante, entrando na sala. – “Que sufoco! Como você aguenta chegar em cima da hora todos os dias hein Regina?” – perguntou sentando-se em sua cadeira para recuperar o fôlego.

“Ela já está acostumada Rubi!” – Emma comentou, arrancando uma risada da amiga de olhos azuis, enquanto Regina cruzava os braços encarando a loira com uma sobrancelha erguida.

“Você tirou o dia para me irritar hoje né Ems…” – comentou virando-se para frente, evitando olhar para loira.

“Não sei do que está falando…” – fez-se de desentendida. – “A última coisa que eu quereria seria irritá-la, afinal…” – interrompeu a fala ao ouvir algumas risadas. Voltou-se para a porta vendo as garotas que entravam na sala.

Killian também parou para observar a porta, reconhecendo, entre elas, a garota que vira na tarde do dia anterior e pensou, ironicamente, no ‘grande esforço’ que ela fazia para ser discreta. Não se atreveu a encará-las por muito tempo, entretanto, virou-se para Regina que organizava seu material sobre a carteira, ignorando as recém-chegadas.

Qualquer pensamento que poderia passar por sua cabeça, não chegou a se formar, pois o professor entrou na sala, colocando ordem na turma e iniciando mais um dia de aula.

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Regina estava tomando uma ducha no vestiário depois da aula de educação física. Fora a última aula do dia e isso lhe dava liberdade para delongar sua permanência ali. Sentia a água fria batendo em seu corpo dolorido pelas boladas que recebera durante o jogo. Parecia que todos a estavam fazendo de alvo. Na realidade, nada estava dando certo naquele dia. Fechou a torneira do chuveiro, encostando a testa na parede gelada.

Não era apenas hoje, fazia algum tempo que vinha sentindo uma estranha pressão no peito, uma sensação ruim, como que avisando a respeito de algo que aconteceria, provocando-lhe uma grande tristeza. Balançou levemente a cabeça, evitando pensar naquilo e secou-se, vestindo o uniforme em seguida.

Saindo do vestiário, pensava no que faria antes de voltar para casa. Estava bastante distraída, por isso soltou uma exclamação de surpresa ao ter seus olhos tampados por duas mãos que a pegaram por trás. Levou uma mão ao peito, acalmando o coração enquanto a outra segurava as que tocavam seu rosto. Sorriu, levando a que estava em seu peito para trás, por cima do ombro, no intuito de tocar os cabelos e a face de quem estava ali, mesmo já sabendo de quem se tratava.

“Emma…” – disse após alguns instantes, sentindo seus olhos serem libertos. Voltou-se para trás e viu a loira lhe sorrir.

“Demorou a descobrir hoje…” – comentou, vendo a morena corar. Se a loira soubesse que a demora era apenas para poder acariciar-lhe o rosto. – “Eu já percebi que hoje você não está bem…” – começaram a caminhar, indo em direção ao portão da escola. – “O que houve Gina?”.

“Eu acho que só estou um pouco cansada…” – disse abaixando a cabeça.

“Bem, será que essa fadiga permitiria que fôssemos até o Dinner's?” – perguntou, fazendo-a erguer o rosto e assentir com a cabeça. Trocaram um sorriso, continuando a caminhar.

Elas chegaram em frente a uma simpática lanchonete, conversando alegremente, Regina nem se lembrava mais que estava tendo um dia ruim até aquele momento. Entraram no estabelecimento, rindo discretamente de algumas bobagens.

“Emma, Regina!” – disse um rapaz alto, de cabelos loiros e olhos claros chamativos. Vestia uma calça preta, camisa branca e colete vermelho com o desenho de uma flor, que era o símbolo da lanchonete. – “Que bom ver vocês aqui…” – sorriu, terminando de ajeitar uma mesa e indicando que eles poderiam sentar.

“Como estão as coisas, Kristoff?” – Emma perguntou, sorrindo.

“Ainda estão bem calmas. A temporada só começa daqui a duas semanas…” – comentou, tirando um bloco de papel do bolso do colete. – “O de sempre para vocês?” – perguntou, colocando a caneta sobre a caderneta.

“Sim!” – Emma respondeu, após Regina confirmar com a cabeça. – “Avise-nos se precisar de ajuda aqui…” – pediu, vendo o rapaz anotar seus pedidos.

“Nem precisa falar…” – sorriu, meneando a cabeça. – “Pelo menos sabemos que vocês duas trabalham direito, ao contrário das meninas que contratamos durante a Ação de Graças…” – sussurrou para que ninguém mais ouvisse. – “Nunca perdemos tanta louça desde que abrimos a lanchonete…” – comentou, sarcástico, guardando a caneta no bolso. – “Já trago os pedidos de vocês garotas…” – acenou afastando-se até o balcão.

“Kristoff parece outra pessoa quando está trabalhando…” – Regina comentou com um sorriso, pensando na personalidade brincalhona que o amigo possuía na escola.

“Mas eu não sei ao certo se o motivo pelo qual fica mais sério é o trabalho ou os pais dele o observando…” – Emma olhou para o caixa onde o pai do rapaz estava concentrado com a contabilidade. Regina riu pelo comentário, mas seu sorriso esvaeceu logo em seguida.

Seus olhos, sem querer, cruzaram com os de Emma que a olhava com um pequeno sorriso no canto dos lábios. Tinha algo estranho acontecendo ali, naquele exato momento. Seu coração disparara e vira algo estranho nos olhos da Swan. Parecia que escondia algo.

“O-o… o que houve?” – a morena perguntou sentindo-se nervosa. A loira suspirou e abaixou a cabeça. Parecia buscar as palavras certas, quando a ergueu novamente, possuía um brilho de medo no olhar.

“Você me considera sua amiga, Gina?” – perguntou suavemente, como se pudesse machucá-la caso falasse mais alto.

“Não apenas minha amiga, Emma…” – respondeu, estranhando aquilo. Era uma pergunta tão infantil que poderia dar risada não fosse a seriedade que a loira empregara ao fazer a pergunta. – “Você é minha melhor amiga… A amiga mais querida que tenho!” – falou olhando-a nos olhos. Emma sorriu.

“Mesmo assim, existem coisas que você não me conta, não é?” – indagou, vendo a morena abaixar o rosto levemente e balançar suavemente a cabeça, respondendo que: sim. – “Mas isso não quer dizer que você não confie em mim, não é? Talvez apenas não tenha encontrado o momento certo de me revelar esses segredos, ainda…” – supôs, expressando seus pensamentos, fazendo-a erguer a cabeça, voltando a fitar a loira, que mantinha um sorriso no rosto.

“O que você está tentando me dizer?” – questionou. Viu a loira fechar os olhos tomando ar.

“Eu só… só queria saber se você ficaria brava por eu também manter algo a meu respeito em segredo…” – sua expressão ficara séria quando Regina demorou a responder.

A morena estava tentando imaginar que tipo de segredos a loira poderia ter para ficar tão nervosa com a possibilidade de ela descobrir. ‘Por que será que ela está falando disso justo agora? O que foi que mudou para causar tamanha incerteza a ela?’, questionou-se, encarando-a. Encontrou a resposta ao recordar que a loira vinha agindo de forma estranha desde a chegada de Killian.

“Eu… não acho que ficaria brava Ems…” – Regina falou pensativa. – “Dependendo do motivo pelo qual você esteja mantendo esse segredo, eu poderia ficar um pouco chateada, mas não brava…” – sorriu fracamente, encarando fixamente os olhos azul-esverdeados.

Emma sorriu, assentindo com a cabeça quando Kristoff se aproximou trazendo dois milk-shakes de chocolate, um pedaço de torta de morango para a loira e um de torta de maçã para morena.

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Ela caminhava apressadamente para a sala, estava um pouco atrasada, como o usual. Abriu a porta, ofegante, entrando em seguida.

“Bom dia!” – disse automaticamente, recebendo a resposta de seus amigos.

Enquanto caminhava para sua carteira, viu Rubi e Killian conversando amigavelmente, com sorrisos em seus rostos. Passou por eles e sentou-se em seu lugar e, pendurando a mochila no gancho atrás da cadeira, pegou o jornal do colégio que estava sobre sua mesa. A equipe do grupo de jornalismo, que era responsável pela elaboração e publicação do mesmo, distribuía-o por todas as salas antes das aulas começarem. Observou as notícias da capa notando que a maioria delas dizia respeito a eventos da cidade com os quais o colégio estava envolvido. Passou direto para a terceira página e não pôde deixar de sorrir sentindo uma pontinha de orgulho ao ver sua poesia no quadro de “Arte e Literatura”.

“Bom dia Gina!” – Emma disse aproximando-se dela ao lado de Kristoff e sentando-se em seu lugar.

“Oi, Emms…” – sorriu lindamente para a amiga e desviou o olhar, com o sorriso ainda no rosto, para o rapaz que a acompanhava. Cumprimentou-o.

“Bom dia, Regina!…” – disse retribuindo o sorriso e cumprimentando-a com a cabeça. – “Com licença, eu vou falar com a Anna…” – respirou profundamente apontando para a garota de longos cabelos castanhos e olhos azuis, presos em duas grossas trança. Emma balançou positivamente a cabeça e deu um tapinha nas costas do amigo, como que encorajando-o.

“O que está acontecendo?” — Regina indagou vendo Kristoff afastar-se para conversar com a garota que sempre ‘explodia’ com as histórias que diziam.

"Já ouviu falar que a curiosidade matou a gata?" — perguntou debochada. — “Além do mais, se tudo der certo, você vai ficar sabendo antes do término das aulas de hoje...”.

“O que você sabe que eu não sei hein Emma?” – Regina perguntou com uma sobrancelha erguida e um curioso sorriso.

“Além do conteúdo de matemática e física, inglês e culinária?” – a loira desconversou, debochada, vendo a morena fechar o sorriso e olhá-la de forma incrédula.

“Você está querendo insinuar que eu não sei cozinhar?” – perguntou com a voz perigosamente baixa.

“Quem? Eu?… Nunca!” – disse, fazendo-se de desentendida. Inclinou-se sobre sua carteira, ficando mais perto dela. – “Mas para você ver que eu não estou mentindo, você nem tentou desmentir sobre os outros três itens…” – disse, fazendo-a rir.

“Olha só que cena mais encantadora!” – ouviram alguém falar com desdém, interrompendo a brincadeira. Zelena entrou na sala olhando para elas com um sorriso zombeteiro no rosto enquanto seguia para seu lugar. – “Elas formam um lindo parzinho, não é mesmo?” – jogou os cabelos vermelhos para trás e para a amiga que a acompanhava. Esta, possuía cabelos loiros quase brancos, um pouco longo e olhos num tom azul-acinzentado e apenas concordou com a cabeça.

Emma ficou petrificada. A ruiva não poderia pensar que ela e Regina tinham alguma coisa… Então se afastou rapidamente. Não notou que a morena abaixara a cabeça tristemente com sua atitude, antes de se voltar para frente e olhar através da janela.

“É uma pena que Dorothy não esteja aqui para ver essa ceninha…” – comentou a garota de cabelos loiros.

“Quem disse que eu não estou presenciando essa linda cena romântica, Glinda?” – falou uma garota sentada em uma das fileiras centrais da sala. Tinha os olhos castanhos e os cabelos pretos até metade das costas. Zelena e a amiga juntaram-se à Dorothy, rindo da reação de Emma ao comentário.

“Como não poderia deixar de ser…” – Rubi cochichou para Killian. – “Zelena aparece, estragando outro dia que seria perfeito…” – disse suspirando, e encarando Regina que ficara desanimada.

Em seguida, a professora de Literatura entrou na sala, cumprimentando a todos sem saber o que se passara ali segundos antes. Após cumprir com todos os procedimentos de praxe, ela sorriu para a sala erguendo uma das folhas do jornal.

“Antes de começarmos com a aula, eu gostaria de parabenizar a aluna Regina Mills pela linda produção que foi publicada na edição de hoje do nosso jornal…” – disse, fazendo a morena agradecer com um pequeno sorriso, encabulado.

Zelena fez uma careta e resmungou algumas coisas, recebendo um olhar repreensivo de Rubi e Killian.

“Quem ainda não leu, por favor, dê uma olhada na página três…” – a mulher continuou dizendo. Por toda a sala, escutou-se o som do folhetim sendo manuseado.

Emma abriu o jornal, contente pelos elogios direcionados a Regina. Sabia como era difícil receber qualquer tipo de comentário positivo da Sra. Pabbie.

Apenas sentir, sem pensar
Apenas sorrir, sem conhecer
Apenas ser, sem saber
Apenas olhar, sem sequer ver
Sentimentos, sensações, emoções
Sentido que não há, razão que não se espera

Apenas voar, sem temer
Apenas querer, sem tocar
Apenas cantar, sem ouvir
Apenas viver por viver
Sonhos, desejos, esperanças
Anseios de liberdade, gestos de felicidade

[...]

Apenas sentir, sem pensar
Sentir com a alma aberta
Coração em flor, mente alerta
Deixar fluir, subir, tomar
Tudo se molda, se mostra, se forma
Tudo se abre, se funde, se torna

[...]

Apenas voar, sem temer
Alcançar o Céu, tocar o Paraíso
Abrir asas, sentir o vento
Gelado, terno, Infinito
Elevar o coração às alturas
E amar sem esperar, apenas amar

Apenas querer, sem tocar
Querer a alegria do riso pueril
Perceber do simples o composto
Enxergar no pequeno o grandioso
Almejar a ingenuidade dos sonhos
Emocionar-se com o Pôr-do-Sol.



[...]

Apenas sentir, apenas sorrir
Apenas ser, apenas olhar
Apenas voar, apenas querer
Apenas cantar, apenas viver
Apenas correr, apenas amar
Apenas saber a vida desfrutar



Subitamente, enquanto lia o que Regina havia escrito, Emma sentiu um formigamento no estômago e percebeu que seu coração estava acelerado. Já havia lido as poesias de Regina antes, mas nunca se sentira tocada daquela forma. Todos os seus pelos se arrepiaram e perdeu, por um instante, o fôlego.

O que era aquilo que sentia? Por mais que tentasse compreender, a loira não conseguia. O que era aquele contentamento que a dominava, simplesmente por perceber que Regina descrevera seus mais íntimos pensamentos e desejos daquela forma tão espetacular? Perguntou-se se a amiga também ansiava por poder viver daquela forma: apaixonadamente, sem medo… Precisava descobrir, pois era algo que não conhecia a respeito da morena.

Regina ainda mantinha em sua mente cada uma das palavras que escrevera na semana anterior e, silenciosamente, as recitava em busca de conforto a seu coração. Aquele poema fora escrito para tentar exteriorizar o desejo que tinha de jogar aos ventos a precaução, todo o medo e a eterna agonia que sentia por ter Emma sempre tão perto, mas nunca da forma que queria.

Pensava em como a atitude da loira, algumas vezes, apenas destruía as esperanças de terem qualquer envolvimento. O que havia de errado consigo, afinal? Enquanto a loira era a sua maior fonte inspiração; a mesma a maltratava agindo como fizera momentos antes: como se não significasse absolutamente nada para ela.

Estava de olhos fechados, a cabeça ligeiramente abaixada, os cabelos curtos caindo um pouco a frente dos olhos e as mãos na altura do peito, tentando acalmar seu coração que batia angustiado.

Sentiu-se tola ao perceber que lágrimas escorriam por seu rosto e que soluçava. Ergueu o rosto vendo que todos a estavam encarando com estranhamento. Olhou para a Sra. Pabbie e em seguida para a porta, voltando a encarar a professora. A mulher de meia-idade apenas balançou positivamente a cabeça, entendendo que ela queria somente sair dali. Regina levantou-se e, rapidamente, cruzou a sala saindo para o corredor sob os olhares de todos, inclusive um par de olhos esmeraldas azuis que mostravam grande preocupação.

Continua…

Notas finais
Hey! Talvez não tenha ficado muito claro, mas esse é um capítulo importante por marcar uma importante mudança no rumo das coisas. Emma magoou Regina afastando-se dela ao ouvir o comentário de Zelena; foi sem querer, mas magoou... Em compensação está se preparando para revelar uma coisa muito importante de sua vida para a morena; algo que irá aprofundar ainda mais seus laços de amizade... PS: Esse poema que tem no capítulo eu achei na net e foi escrita por Felipe S. Espero o que vcs me digam o que acharam!! ;) T+!!