Chronicles Of a Love
1 You tell me exactly what you feel for her...
Notas iniciais
rsrs bom, mais uma fic pra coleção, essa ideia já é bem antiga, mas só agora resolvi compartilhar aqui!! x)
Não vou falar muito pra não deixar vcs de saco cheio, ela vai ser maior que The Agreement e com capítulos grandes também hehe, esse aqui é curto só pra dar uma curiosidade!! xD Ignorem os erros tá bom dearies? Boa leitura!! ^^
Ela estava encostada ao muro de braços cruzados. Seus olhos chocolates mostravam-se inquietos enquanto vasculhavam o pátio do colégio. A mochila com seu material se encontrava no chão, aos seus pés. O vento balançava seus curtos cabelos lisos cor da noite. Olhou no relógio da torre da biblioteca pelo muro da escola. Não poderia esperar por mais tempo.
“Onde ela está que ainda não apareceu?” – perguntou-se varrendo o colégio com os olhos. Estava pronta para ir embora quando viu uma moça vindo em sua direção com passos apressados. Sorriu ao identificá-la.
Tinha os cabelos mais loiros que conhecia, levemente ondulados e compridos, os olhos cor de esmeralda e tinham a mesma altura. A loira sorriu ao vê-la e acenou aproximando-se.
“Onde você estava, Emma?” – perguntou olhando-a seriamente. – “Eu já estava indo embora! Esqueceu-se que combinamos de voltarmos para casa juntas?” – sentenciou, fazendo-a ficar desconcertada.
“Me desculpa, Gina, mas você não vai acreditar no que aconteceu quando eu estava saindo…” – disse abrindo um sorriso bobo, o qual a garota acostumara-se a ver nos últimos anos. Ela não precisaria continuar para que Regina soubesse que ela estava envolvida. Emma continuou a falar, mas a jovem ao seu lado não estava prestando atenção. Seus pensamentos estavam não muito longe, em uma época bem menos conturbada...
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Conheci a moça loira no início do sétimo ano, Emma havia chegado de Boston e eu de Nova Iorque, onde nasci e vivi toda sua vida.Não conhecia ninguém na cidade de Storybrooke e eu estava assustada com toda aquela mudança repentina. Me sentia excluída de todo mundo durante as atividades e a única pessoa com quem eu conseguia ficar mais à vontade era ela, Emma Swan, que estava em uma situação semelhante a minha, um pouco pior, talvez.
Em pouco tempo, nos tornamos grandes amigas inseparáveis. Emma me contou que era bi, mas eu nem sequer me importei com isso. Acabamos nos enturmando e fizemos novas amizades, mesmo assim, nós acabávamos nos isolando em determinadas ocasiões. Boatos rolaram dizendo que nós éramos um casal e tal e que estava rolando algo entre as duas, mas não deram importância e, logo, tudo fora esquecido.
O tempo passou rapidamente e logo estávamos concluindo o nono ano. Nós fomos juntas ao baile de colação de grau. E tudo estava perfeito nas férias, em que Emma fora viajar comigo e meu pai, no lugar de Neal, meu irmão, por causa de uma emergência no trabalho.
Quando as aulas recomeçaram, meus pesadelos começaram a me atormentar. A turma estava cheia de caras novas e entre todos aqueles alunos estava ela, Zelena Madder, a garota que roubara a atenção da minha melhor amiga e de grande parte daquele colégio.
O pior, não era ver Emma correr atrás dela quase todas as horas do dia, nem o fato de vê-la criar falsas esperanças quando Zelena a procurava, geralmente para que o ajudasse com suas notas e tal. O maior problema no final foi me descobrir apaixonada pela loira quando ela apenas tinha olhos para a “Sra. Perfeição”.
Minha vida não poderia ficar pior do que já estava... Poderia?
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“Ai acabamos nos distraindo e ela comentou que eu ficaria muito bem sem óculos…” – passou a mão sobre a cabeleira loira ondulada – “Então decidi experimentar e ver como ficarei. O melhor é que essa foi a primeira vez que ela me notou!" – exclamou animada. – “Você nem imagina como estou me sentindo agora…” – sorriu para a amiga, arrancando-lhe um sorriso cheio de tristeza.
Pararam de caminhar em uma bifurcação. Emma olhou para Regina com um sorriso de gratidão no rosto.
“Sabe, eu agradeço tanto por você ser minha amiga, Regina…” – começou com a voz tranquila. – “Eu não sei se suportaria toda essa situação se você não estivesse me apoiando nessa hora!” – pegou a mão dela e segurou firme entre as suas. – “Prometo que, algum dia na minha vida, eu a compensarei por tudo!” – disse com convicção, fazendo-a sorrir.
“Não se preocupe com isso, Emma...” — sorriu suavemente, pensando que aquela situação não era justa. Afinal, o que mais ela poderia dizer quando ela a olhava daquela maneira. — “Você estar ao meu lado é o suficiente…” – ficaram encarando-se ternamente.
Emma suspirou profundamente, sentia-se bem quando estava perto da moça morena. Era uma sensação maravilhosa e parecia tão natural que ela ainda estranhava um pouco.
“É melhor irmos para nossas casas né…” – disse mudando levemente sua expressão. – “Vejo você amanhã Gina!” – deu um beijo no seu rosto, afastando-se e virando já para ir embora.
Regina arregalou os olhos com a ação e ia dizer algo, mas sua boca abriu e se fechou sem emitir som algum. Apenas soltou os braços ao longo do corpo vendo-a se afastar distantemente.
“Até amanhã…” – sussurrou para o vento, seguindo para sua casa.
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Regina estava deitada em sua cama, fitando o teto. A mochila jogada no chão, cadernos e livros abertos sobre a escrivaninha. Um porta-retratos com uma foto dela e de Emma encontrava-se sobre a mesa de cabeceira, virado para a parede, e uma taça de sorvete praticamente intocada mostravam o estado caótico de seu humor naquela noite.

Batidas na porta retiraram-na de um mundo de sonhos.
“Pode entrar…” – disse sentando-se.
A porta se abriu permitindo a ela ver a figura de um homem, vestido de terno e gravata escuros. Os cabelos um pouco compridos castanho-claros tomavam um tom grisalho, mas os olhos castanhos mostravam a mesma serenidade que Regina estava acostumada a ver em seu pai.
“Eu só queria avisar que estou de saída, filha!” – olhou para a situação do quarto. – “Está estudando para as provas, Regina?”.
“Sim, elas começarão na próxima semana pai!” – ela explicou.
“Entendo…” – ele fez uma pausa. – “Emma não vem estudar com você dessa vez?” – perguntou reparando que a filha desviara o olhar ao escutar o nome da moça.
“Ela... tem outras coisas para fazer e eu não preciso da ajuda dela…” – respondeu. A verdade é que haviam combinado de estudar juntas, mas ela deve ter esquecido disso, como sempre por causa da Zelena. ‘Droga! Sempre por causa dessa garota! Como a detesto!’, Pensou franzindo a sobrancelha, mas balançou a cabeça, voltando a prestar atenção no homem parado à porta. – “Não terei problemas, dessa vez, porque o conteúdo de química e matemática é fácil…” – mentiu, forçando um sorriso.
“Está certo!” – disse o Sr. Gold, respirando profundamente. – “É melhor eu ir logo…”.
“Sim, vá! Senão vai perder o horário papai!” – Regina acenou para o pai, que fechava a porta, e deixou-se cair sobre a cama.
De onde estava, ouviu a porta e o portão se abrirem e fechar, indicando que o homem saíra.
‘A quem eu quero enganar hein? Não vou conseguir estudar…’, pensou fechando os olhos. – “Não, enquanto continuar com Emma Swan em meus pensamentos...” – murmurou sem muito ânimo no ar. Seria impossível parar de pensar nela daquele jeito. – “Preciso conversar com alguém…” – disse pensativa, levantando-se.
Saiu do quarto e desceu as escadas, tamborilhando no corrimão. Assim que entrou na sala, pegou o telefone e jogou-se no sofá, discando o número da casa de uma amiga. Mas, antes que terminasse, ouviu a campainha soar.
‘Será que papai esqueceu algo?’, perguntou-se indo até a porta. Quando a abriu, um sorriso iluminou seu rosto e seus olhos brilharam.
“Boa noite, Gina! Espero que não tenha esquecido que combinamos de estudar juntas né…” — a loira disse passando pelo portão.
“É claro que não esqueci!” – indignou-se, deixando-a entrar. – “Mas achei que você tivesse…” – comentou seguindo-a até a sala.
“Eu?… Eu nunca esqueço dos meus compromissos tá, Srta. Mills!” – disse divertindo-se. – “Já está preparada para começarmos?” – perguntou sorrindo docemente, o mais lindo que já vi.
"Sim!” – ela retribuiu o sorriso. – “Podemos subir…” – disse tomando a dianteira com um enorme sorriso.
‘Fico feliz que tenha se lembrado de mim, Emma…’, pensou olhando de esguelha para a moça que subia as escadas, seguindo-a.
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Ela saiu da sala logo após entregar a prova ao professor. Espreguiçou-se demoradamente com um sorriso no rosto. Tinha certeza que havia se saído muito bem.
‘Valeu a pena passar o final de semana enterrada em livros, afinal!’, pensou vitoriosa e otimista.
“Regina!” – alguém a chamou, fazendo-a olhar para trás. Uma garota de cabelos castanhos com umas mechas vermelhas, pele clara e olhos de um tom claro, corria para alcançá-la. – “Como foi na prova?” – perguntou, sorrindo, enquanto voltavam a caminhar pelo corredor.
“Achei que as questões estavam bem fáceis…” – sorriu para a garota. Rubi Lucas era sua melhor amiga, depois de Emma. Era a única pessoa a quem confessara seus sentimentos com relação a bela loira.
Rubi foi a responsável pela integração dela e de Emma com o resto da turma. Dizia saber como é ruim sentir-se abandonada em certas ocasiões, o que lhe acontecia pelo status que possuía na cidade de Storybrooke. Era a única herdeira de uma das maiores empresas da América. Na linha de produção da grandes empresas Granny's estavam inseridos, a grande rede de empresas alimentícias espalhadas pela América do Norte e Europa.
“Vocês passaram o fim de semana estudando juntas novamente?” – a garota de olhos claros questionou com um sorriso maroto.
“Sim. Emma dormiu lá em casa de sábado para domingo…” – disse um pouco sonhadora.
“E…” – sorriu para a amiga. – “...aconteceu alguma coisa? Você contou a ela?” – quis saber Rubi curiosa. Regina suspirou.
“Você sabe que eu não teria coragem de fazer isso…” – disse pesarosa.
“Eu não entendo vocês duas, sabia?” – Rubi disse, parando embaixo de uma árvore no pátio. Regina olhou-a confusa enquanto sentava-se na grama. – “Você e a Swan passam tanto tempo juntas, ficam sozinhas por horas, ela dorme frequentemente na sua casa…” – enumerava nos dedos enquanto falava. – “A única coisa que falta é um beijo para que estejam juntas na real...” – encostou-se à árvore olhando para o céu.
“E porquê haveríamos de fazer isso? Ninguém entenderia né, afinal somos garotas.” – Regina perguntou um pouco embaraçada, fazendo a morena encará-la com uma sobrancelha erguida de forma especulativa. Regina não era tão sonsa a ponto de não ter compreendido e a vermelhidão em que seu rosto se encontrava era a prova disso...
“Ora, minha querida, essas coisas acontecem…” – assegurou, naturalmente. – “Imagine duas pessoas, que se conhecem muito bem, conversando alegremente e no meio de um sorriso, seus olhares se cruzam de forma intensa e algo parece puxá-los cada vez para mais perto... – narrava de forma pausada, observando o rosto da amiga ficar gradativamente em chamas. – “Então, com os corações palpitando aceleradamente, os lábios se tocam de forma gentil, trazendo à tona senti-…”.
“Pare com isso, Rubi!” – Regina interrompeu a amiga, estando quase roxa de vergonha. Sentia como se todo seu sangue tivesse subido para a cabeça.
“Ah, vai me dizer que nunca imaginou isso acontecendo com vocês duas...” – a outra cruzou os braços, balançando a cabeça com um sorriso maroto.
“Não é isso, mas...” – abaixou os olhos de forma que a amiga não pudesse ver sua expressão – “Não acredito que isso poderia acontecer, Rubi. Ela gosta de outra garota, lembra? Eu pra ela não passo de uma grande amiga e só.” – suspirou desanimada.
“E você vai continuar deixando essas coisas atrapalharem como estão...” – a morena comentou, desanimada com a resignação da amiga. ‘Eu ainda insisto que aquela loira não compreende o próprio coração…’, Rubi pensou suspirando. ‘Não consigo aceitar essa paixão da Swan pela Zelena…’, olhou para Regina de forma pensativa com um sorriso no rosto.
Sabia que esse drama que a amiga vivia estava longe de terminar, mas não poderia fazer nada além de assistir. Apenas torcia para que tudo terminasse da melhor forma possível.
Continua...
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