Notas iniciais
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A noite de domingo me faz recordar a primeira vez que jantei com o Peter e conheci a Isabela, principalmente os minutos que passei no elevador.

Lagrimas.

A única coisa que me alegra é pensar que semana que vem eu me formo.

Pego o MacBook e começo a escrever uma matéria mesmo que a Renata não queria publicar eu preciso desabafar.

Esta semana eu descobri que o Homem do Sofá Suíço não é bom somente na cozinha, o quão sensual pode ser considerado da uns “pegas” na casas dos pais dele? Talvez essa felicidade não seja nem a metade dos problemas que foram deixados na sua porta. [...] Com tudo, no momento creio que fiz a escolha errada, tenho uma segunda chance será que ele é o Homem correto?

As palavras me consolam um pouco, entro no Domínio do American Show, usando meu Email e percebo que fui aceita, copio e colo minha redação. O tempo que leve no banho é suficiente para que pessoas comentem.

Emily_NAtes “Deus me ajude a encontrar um Homem assim tambem, e sinto muito por tudo, melhoras.”

Laryssa@Q: “Seu EX-marido é um filho da mãe, só dizer o endereço e mandamos matar”

Gust_Hnr: “Não é possível voltar para um lugar de onde nunca se saiu.”

LuisaMts: “Foda-se seu Ex, aproveite com seu novo homem, e se possível eu gostaria de fazer umas perguntas a ele.”

Riu sozinha no quarto lendo o restante dos comentários, penso um pouco na idéia da Luisa, mas não sei se seria uma idéia tão boa assim de assumir o Peter em publico, porem irei me esforçar para isso, talvez eu possa dar para as fãs o que elas querem sem nem saber que estão conseguindo.

Pisco algumas vezes para ter certeza que é real, Peter me olha da porta do quarto.

– Entre – Digo.

Ele caminha devagar até mim, sinto vontade de perguntar por ele esta aqui, mas o cansaço só me permite observá-lo. A luz do sol parece penetrar dentro do quarto.

– Eu queria perguntar uma coisa, não podia esperar mais.

– Que? Fale!

Sento-me na cama, e vagarosamente o Peter vai se ajoelhando, então ele pega a minha mão e coloca um anel brilhante no meu dedo.

– Juliette, aceita se casar comigo?

Alguém bate na porta. Witija entra.

– Yamaha mandou avisar pra você não perder os exames.

Levanto, esfrego os olhos, ligo o celular, nenhuma mensagem importante, arrumo a cama e vou para o banheiro.

Quando saio visto uma roupa normal, nada muito extravagante para ir ao medido. Não como nada e saio de casa.

Dirijo orientando me com o GPS até que chego no local desejado, não é muito grande mas tambem não posso dizer que é pequeno, porem notável arquitetura do Prédio de Vidro. Levanto a cabeça para ler o nome.

Karoline: Clinica Particular de Seattle

Empurro a porta e entro, uma moça loira vem me cumprimentar.

– Olá, posso ajudá-la?

– Sim... Eu tenho uma consulta em nome de Peter Eagle.

Ela fica corada.

– Siga-me, por favor.

Não há muita gente na sala de espera, ou o atendimento é rápido ou as consultas são muito caras. Tenho medo de imaginar o quanto Peter esta gastando comigo.

Chegamos ao balcão, a moça se move para trás dele, e digita algo no computador. Depois de um tempo olha para mim.

No corretor há uma porta com o numero 14b entre nela.

Sigo pelo corretor procurando a porta.

Entro em uma sala, e coleto o material, assim como a moça disse eu deixo tudo em uma prateleira sobre a mesa.

Lavo as mãos e saio.

– vamos para a próxima sala. — Diz a moça que esta me esperando.

Seguimos andando, passamos por duas portas fechadas até que ela abre uma. Está é muito melhor que a outra.

Tem as paredes brancas, e uma poltrona de couro estofado.

– Sente-se o doutor já irá atendê-la.

Ela vai embora e fecha a porta, sento-me. Pelo que me lembro não tenho nada depois daqui então voltarei pra casa. Minha faculdade funciona de modo que no penúltimo mês antes da formatura temos aulas frenéticas. E no ultimo mês, são divididos em 4/5 sábados que fazemos apenas provas, e durante a semana temos algumas aulas de revisão.

Alguém empurra a porta, um cara de pele escura e incrivelmente bonito entra com o jaleco branco, ele sorrir pra mim, mostrando seus dentes incrivelmente brancos.

Ele estica a mão e eu a aperto. Ele segura firme, balançando meu braço para cima e para baixo, seus olhos parecem me analisar, e de repente ele solta.

– Prazer em conhecê-la. – Ele diz de costas para mim, vai até um balcão e pega uma bandeja pequena com a seringa, os francos, um elástico, um vazo de álcool, e algodão. – Minha irmã é sua fã.

Ajeito-me na cadeira. Ele senta no banco ao meu lado, eu sei o que devo fazer, estico o braço. Ele molha o algodão com um pouco de álcool e passa na dobradura no meu braço.

– Quando então eu li sua matéria pensei, puxa esse homem deve ser legal. Então... Nunca ia imaginar que ele era o senhor Eagle. – Ele Riu.

– Não é algo tão voraz assim, Sr. Veroni.

– Pode me chamar de Paul.

– Tudo bem. – Digo. Ele amarra o elástico no braço, e em poucos segundo a veia aparece.

– Pelo que conheço do Peter ele não ficaria muito feliz com uma situação pessoal assim não aberta ao publico. Ele sabe que esta escrevendo sobre ele?

– Sim, Paul, ele sabe. – Respondo, achando estranho, sem saber onde ele quer chegar.

– Quando o publico vai ficar sabendo disso?

Seu sorriso é tão belo quanto assustador, então ele me fica com a agulha, vejo o liquido vermelho e em textura variável saindo do meu corpo, ele afasta a seringa de mim e enche os potinhos.

Quando ele coloca um adesivo incolor do meu braço continuo em silencio. Levanto-me.

– Em Breve. Sr. Veroni.

Saio da Sala.

***

Quero sair o mais rápido aquele lugar, não sei se vou contar ao Peter ou não sobre o que aconteceu, mas de qualquer modo tenho que parar na recepção. Não sou obrigada a esperar muito.

– Gostaria de saber quando pego os exames.

– Enviaremos pelo e-mail para o senhor Eagle. Obrigado por nos escolher. – Ela diz sem nem olhar para mim, ligada no computador.

Viro para sair, mas alguém se esbarra em mim.

– Desculpa. – digo. Continuo andando mas alguém puxa meu ombro.

– Julie?

– Isaac?

Não esperava encontrá-lo aqui, para falar a verdade eu nem lembrava da existência dele, desde o incidente do carro que o Peter me salvou da boca imunda do meu amigo nunca mais tive noticia dele.

– O que faz aqui? – pergunto

– Exames? – Ele diz com o tom irônico de sempre.

– Pensei que essa clinica fosse muito cara para você.

Ele fica em silencio.

Continuo em direção a porta.

– Eu fiz algumas economias.

Ele caminha ao meu lado.

– Me faz um favor?

– Diga.

– Eu vim de Taxi, me da uma Carona até o trabalho?

Sinto vontade de revirar os olhos, mas não faço.

– Promete que não vai tentar me beijar?

– Eu estou em outra. – Isaac Diz.

Continuo o olhando feio.

– Tudo bem, eu prometo.

Destravo o carro e ele entra.

***

Estou perto do trabalho dele, a única coisa que não nos deixa em silencio são as musicas do radio.

– Como vai o Peter?

– Bem.

No momento que as batidas do radio chamam nossa atenção.

– Shorty get down, good Lord, Baby got 'em open all over town, Strickly biz she don't play around. – Canta Issac.

– Cover much grounds, Got game by the pound, Gettin paid is her forte – Eu continuo.

Lembro de quando assisti “A Escolha Perfeita” com ele e cantamos essa musica inteirinha.

– Each and every day true player way, I can't get her outta my mind, I think about the girl all the time. – Issac voltar a cantar. Tenho medo de ser essa garota na qual ele não para de pensar.

Juntos: I like the way you work it, no diggity, I got to bag it up, i like the way you work it…

E continuamos assim até o fim da musica.

Lembro de como era bom te-lo como amigo, sinto falta disso.

Chego no prédio do American Show ainda cantando “Hey yo Hey yo” e estalando os dedos. Renata não me chamou mais preciso conversar com ela sobre a idéia que eu tive.

Subo de escadas pra gastar energia, falo com a moça na recepção ela diz que minha chefe esta na sala e posso entra que ela ira avisar.

Bato na porta.

– Entre.

Faço o que ela manda.

E me sento na cadeira.

Ela esta lendo um papeis, que me lembra o contrato. Fico arrepiada de lembrar da sopa que comi naquela noite.

Era tão Quente.

Como o Peter.

Ela assina as ultimas paginas e olha para mim.

– Primeiramente, parabéns, seu domínio no site teve varias visualizações e as pessoas parecem ter piedade de você.

Sinto vontade de indagá-la sobre como ela conhecia o Gustin, mas não faço.

– Segundamente, não lembro de ter te chamado aqui.

– Sobre isso... É... Eu gostaria de propor uma coisa nossa, que vai aumentar ainda mais a audiência.

Agora sim tenho sua total atenção.

– Estou lhe ouvindo.

– Então... As pessoas comentaram que gostariam de conhecer o Homem do Sofá Suíço... E muitos querem perguntar coisas ao Peter Harris Eagle, e se dermos uma entrevista aos fans?

Renata parece considerar a idéia, ela se ajeita na cadeira.

– Continue...

– Se Ambos forem a mesma pessoa?

Ela fica sem voz. Somando Dois mais dois.

– Exatamente isso que eu quero que as pessoas façam. A gente divulga subitamente que a AS vai dizer quem é o HDSS e publicamente falamos que o Sr. Eagle aceitou dar uma entrevista exclusiva e pessoal para a emissora.

Renata esta calada.

Então começa a bater palmas

– Ótima idéia, eu nunca teria pensado nisso.

Ela pega um caderno.

– Nesta Quarta, o que acha?

– Esta bem.

– Terei que fazer umas ligações.

– E eu falarei com o Peter.

Sorrimos. Estico a mão, ela aperta.

***

Com minha grande idéia ganhei salário adiantado, uma semana e já estou com dinheiro nas mãos, passo no shopping para comprar algumas coisas.

Roupas, almoçadas, e livros.

Acabo almoçando e passando a tarde aqui, ligo para meu melhor amigo gay para ele me acompanhar nessa aventura, ele não recusa nem demora de chegar.

Quando vou embora, já é noite.

Levo meu companheiro de compras, Ritch, em casa e vou para a minha, estaciono a caro na frente e entro.

As luzes então apagadas, caminho no escuro até a cozinha.

Há velas sobre a mesa.

Merda.

Witija deve ter esquecido de pagar a luz.

Aperto o Interruptor.

A primeira coisa que vejo é Peter.

– Boa Noite, Amor.

Não sei o que dizer, ele levanta da cadeira e vem me dar um beijo.

Deixo as sacolas caírem, e seguro seu rosto enquanto ele pega na minha cintura. Meus dedos deslizam pela sua barba por fazer quando ele se afasta.

– Qual a motivação disso?

Ele puxa minha mão até que eu me sente na cadeira.

Então ele pega uma caixa roxa com laço azul marinho e me entrega.

– Hoje faz 7 dias que eu "quase" matei você.

Começo a rir, curvo-me para trás. Fazendo a cadeira balançar e meu coração acelera mais ainda.

Seguro um novo iPhone. Começo a bater palmas de felicidade.

– Caraca. Obrigado. O que mais tem pra hoje? E desculpe eu não sabia que você ia comemorar isso então não comprei nada.

– tudo bem, tudo bem. Vamos comer.

Ele tira dois pratos do microondas, e os poe na mesa, já com os talheres.

– Vamos comer espaguete e Depois assistir meu filme favorito.

Franzo a testa.

– Vamos fazer a cena de A dama e o vagabundo? Esse é seu filme favorito?

– É... Não. Meu filme favorito é outro e eu não tinha pensando nisso mas se você quiser tentar...

Eu estou prestes a dizer não quando me vejo comendo vorazmente até que um único fico de macarrão me única com o Peter.

Vamos puxando devagar, estamos ficando perto, quase la.

– Droga.

Nossas testas se esbarram. E eu voltou pra meu lugar.

Enquanto termino de comer penso na minha amiga.

– Onde está a Witija?

– Ela foi jantar com o Yamaha... — Ele mastiga, e depois engole. — Comprei um restaurante pra eles, achei que íamos querer silêncio.

Peter sorri. Riu também, ponho a mão na frente da boca para não cuspir nada e passar vergonha.

– parece que alguém andou assistindo o episódio mais recente de The Flash.

– É que eu só tenho duas coisas pra fazer no meu tempo livre. — Ele diz.

– Assistir séries e o que?

O gesto que ele faz com a mão me deixa mortificada.

– Mas agora eu tenho você. Não preciso disso.

Terminamos de comer.

– Vai escrever sobre isso senhorita Zaneze?

– Com Certeza.

Vamos para a sala.

– Então... Que DVD você trouxe?

Ele pega a cama e me mostra.

– Ratatoulle!! Eu também amo esse filme.

O logo da Disney aparece e eu me deito com a cabeça na coxa do Peter, ele está com camisa normal azul acinzentado. Penso mais em "nós" do que no que está acontecendo com o ratinho e o cozinheiro ruivo.

Antes dos créditos acabarem Peter quebra o silêncio.

– Eu queria te contar uma coisa. — Ele não olha pra mim, levanto-me e arrumo o cabelo quando nossos olhos se tocam ele fala novamente. — Esquece, vamos ver o que estar passado na tv. Ele estiva a mão e com seus dedos longos pega o controle.

– Talvez a gente devesse ouvir um pouco de música.

Ele sapateia os canais até acha uma música agitada.

– Eu. Amo. Essa. Música!

Começo a rir quando ele pula do sofá.

– Sério? Spice Girls? — Ele parece anular meu julgamento. — Quer saber? Eu também gostava.

Pulo da cadeira e começo a dançar também.

Peter estica o braço, amolecendo a mão, faço o mesmo, de frente pra ele. Peter mexe a cabeça, e bumbum. Pego Controle remoto e finjo que é um microfone.

Ele estica o dedo para a televisão, imito-o, ponho a mão da cintura, fazendo igual as garotas no clipe.

Mexo de um lado para o outro.

“Se você quiser ser meu amor...”

– A gente deveria fazer um Brinde. – Peter diz.

– Não tenho vinho. – Digo sem parar de dançar.

– Sem problemas, eu comprei.

Ele sai me deixando sozinha na sala.

Volta com taças cheias ate a metade com vinho tinto.

– Um brinde. — Falamos juntos.

– Ao contrato.

– À eu ter encontrado uma mulher tão perfeita quando você.

A Musica muda. Sinto que a conheço. Tenho certeza que sim.

– Não precisamos tirar nossas roupas para se divertir... – Peter Diz, traduzindo que a cantora fala.

– A menos que eu queira. – digo avançando para beijá-lo.

Caímos no sofá, memórias de ontem voltam a minha mente, agora vamos terminar o que começamos.

Ele se deita por cima de mim, me beija, mordendo meus lábios, ele sobe as mãos pela minhas cintura, entrando na camisa, e retirando. Ele beija a pele descoberta pelo sutiã. Peter segura minha mão acima da cabeça. E me beija, da boca até o pescoço. Assim ele vai descendo, pela minha barriga.

– Não precisamos fazer isso... Podemos conversar e beber mais vinho...

– Peter Harris, eu já disse que quero que você faça isso? Se não ouviu. Eu quero fazer isso com você. Agora e nessa soja, acho que não é tão difícil.

Ele ri. E arranca meu jeans, puxando pra baixo com veracidade. Ele sorri para mim e tira a camisa, quando percebo está dentro de mim.

– O que seriamos de nos sem aquele sofá.

Ele me beija e começa movimentos mais rápidos e uniformes com meu corpo. Ele me beija e sussurra em meu ouvido:

– Por muito tempo achei que nunca conseguiria amar alguém de verdade, até que você aparecer na minha vida.

Ele cai ao meu lado, fico em silêncio nem saber o que responder, e acabo pegando no sono.

Viro-me, tenho medo de cair, o sofá não costuma ser muito grande para duas pessoas. Esbarro-me no Peter. Esfrego os olhos.

– Bom dia, querida.

– O que faz aqui?

– Você dormiu no sofá eu te trouxe para cá, e fiquei te olhando então você dormia...

Ele esta sem camisa, observo seus músculos definidos, e seus ombros largos, ele estica o braço e com seus dedos longos põem uma mecha de cabelo atrás da minha orelha.

– O que eu tenho que fazer agora?

– Eu vou trabalhar e você vai pra academia.

– Serio isso?

Ele assente com a cabeça e se levanta.

Não sei a parte mais confusa das ultimas vinte e quatro horas, e isso me deixa confusa, seguindo a declaração e o meu silencio, como acordar com o Peter do meu lado na cama, a parte dele ter usado minha escova de dentes e estarmos seguindo em silencio dentro do carro me incomoda.

– Onde eu vou fazer esses exercícios? – Pergunto inocente.

Ele para o carro.

– Isso responde a sua pergunta. – Estamos de frente a uma academia não tão grande nem tão lotada.

Click Eagle GYM

– Você tem sua própria academia?

Engulo em seco, e ele da de ombros.

– Não é so minha, eu aceito clientes tambem, é uma extensão da impressa. É um lugar onde você paga pra ficar gostoso e usar Wi-Fi, funciona mais como uma espécie de teste, são apenas $30. E você ganha alguns descontinhos inclusive a senha da internet se baixar os nossos aplicativos.

– E você vai pra onde agora?

– Para casa, e depois desço para o trabalho.

– Tudo bem, até mais.

– Eu mando o Yamaha vim te buscar quando for sua hora de ir embora. Qualquer coisa é so mandar uma mensagem.

Dou um beijo rápido nele e desço do carro em seguida entro no estabelecimento, não tem tantas pessoas, pesando no preço do dólar a 3,25 é relativamente caro em outros países.

– Senhorita Zaneze, que bom recebê-la, Meu nome é Emma, vou lhe orientar nesse seu período de academia. Nessa semana como hoje é terça você terá que vir pelo restos dias.

“Droga” penso.

– Tudo bem. Por onde começamos?

Maldita hora que eu fui assinar aquele contrato. Não me consolo com os trinta minutos de esteira. Pego o celular novo e ligo a tela.

+Nova mensagem: “Encantado”

Clico nessa, ainda me concentrando em mexer as pernas nunca velocidade aceitável.

“Oi, J. Espero que a Emma não tenha pegado pesado com você. Eu expliquei pra ela que você tem que fazer no mínimo uma hora por dia três dias da semana, mas nessa ia fazer quatro para se acostumar, tudo bem?”

Clico em responder e começo a digitar.

“Vou nomear as coisas por itens.

Você colocou seu nome do contato como “Encantado”, Espero que não tenha posto “Cinderela” no lugar do meu nome.

Para começar tenho que fazer 30min de Esteira, acho que não vai demorar para eu ficar gostosa.

O acordo foi três dias!! Eu tenho que estudar, e do jeito que isso vai, não sei se vou sobreviver”

Enviar.

Não demora até chegar outra mensagem.

“Se você quer colocar em itens vou responder em itens tambem.

Amor, ‘Encantado’ é o príncipe da Branca de Neve, e eu deixei seu nome como “Querida” Aqui.

Você já é gostosa.

Tudo bem. Três dias.”

Sinto vergonha pelo que disse confundindo os príncipes.

Respondo imediatamente.

“Se você colocar meu nome Julietta, eu até penso em por Romeu aqui”

Eu sei que ele não vai resistir então mudo logo o nome do contato dele.

+Nova mensagem de “Romeu”

“Mudei!! Sabe o que eu queria agora??? Uma foto sua na academia!!”

Como sei que ele não ia esperar tiro uma foto e mando para ele pelo Snapchat.

+Novo Snap “EagleGostosoLindão”

Abro a imagem, e não sei como ainda fico em pés.

Peter esta apenas usando avental, posso ver um volume no lugar onde deveria estar a cueca, o fundo é a bancada do seu “salão de jogos” com a legenda.

COZINHANDO (Emoji de carinha fofinha)

Piso na ponta do meu cadarço, e sinto meu corpo descer, o celular escorrega, espremo a mão com força. E aperto o botão de tirar foto. Ao ser jogada contra parede vejo uma nova mensagem do Peter.

“KKKKKKKKKKKKKKK Aquele vídeo que você mandou no Snap, não acredito que você caiu. OMG vou olhar na fita de segurança e assistir isso pra sempre.”

“Affs”

“Eiii”

“Que foi?”

“Você não sabem quem acabou de me ligar!!”

“Quem?”

“Sua empresa, a American Show me chamando para uma entrevista amanha, ao vivo, sinto que tem dedo seu nisso ,então estou ansioso.”

“Serio que você aceitou?”

“Sim! Mas infelizmente só vou poder te ver lá na hora, tenho uns problemas para resolver aqui, espero que amanhã não demore.”

Realmente não demorou, talvez por isso a dor não tenha passado. Depois da Esteira fiz alguns minutos na bicicleta e implorei pra ir embora. Hoje fiz, polichinelos, flexão, abdominais, outras cosias que eu não sei o nome mas lembro que doeu. Principalmente Prancha Lateral, achei que ia ter um filho pelas costelas.

Agora estou usando um vestidinho cinza azulado na altura dos joelhos, Peter me cumprimentou assim que chegou, não me disse o que andou fazendo, nem por que ficou sem responder minhas mensagens so disse que estava com saudades e eu o deixei entrar no camarim pra ajeitar o microfone.

Faltavam dois minutos para começar a entrevista.

– Boa noite, América. — diz Victoria. — Estamos ao vivo com Peter Eagle, dono de uma das maiores empresas de Entretenimento dos Estados Unidos, cedendo seu tempo para perguntas formais e pessoais, enfiadas pelos fans para o nosso Portal na internet o link estará aparecendo na tela.

Olho para o Peter de terno cinza com riscos grafites, ele está tão lindo, queria dar um pause no tempo e dar um beijo nele.

– Podemos começar?

Peter assente com a cabeça.

– Como começou sua empresa?

–Nós Éramos um grupo de amigos que queríamos derrubar o Google, então quem tinha o melhor nome era eu então ficamos os “Eagles” começamos com uma rede que criava apenas aplicativos, hoje temos filiais, diversos sócios e ramos em varias áreas.

– Além do trabalho você de considera maníaco por alguma coisa? Pergunta de Fã. – Diz Victoria nossa entrevistadora.

Peter ri tenta se descontrair.

– Eu gosto de cozinhar.

– Quem diria que o homem de cinza manja na cozinha.

A platéia ri.

– Um lugar “Favorito”?

– Supermercado. Amo torrar meu dinheiro com comida. – Diz com brincalhão.

– Como é sua relação com sua família?

– Acredito que vou bem, somos ricos afinal! – Ele diz e até eu rio com essa, até parece que ele se importa tanto com gastar.

– Livro favorito?

– Mil e uma coisas para comer antes de morrer.

Mais Risos, talvez ele devesse ser comediante.

– Cor favorita?

– Cinza... – Ele mostra a roupa que esta usando para a entrevistadora como aquilo ainda não fosse obvio.

Agora vamos ser mais profundos.

Peter fica serio.

– Senhor, há boatos que o senhor está envolvido num romance, pode nós confirmar se esses boatos são verdade?

– Até então eu não classifico como um "romance", é mais um negócio, porém passar da questão comercial para uma caso amor é algo muito rápido...

– Isso pode ser confirmado como um "sim"?

– Exato! O que mais me assusta é que em tão pouco tempo eu já a ame. Sou um homem de negócios, sei que dinheiro não pode curar essas feridas. Então espero que ela não quebre meu coração.

Peter não está mais olhando pra câmera nem para entrevistadora, está olhando pra mim.

"Eu não vou" Sussurro pra ele.

Notas finais
Obrigado minha amiga Luisa Mattos pela ideia da foto. Obrigado pelas perguntas que foram enviadas também. Até mais.