Notas iniciais
Olá pessoas lindas da minha vidaaaaaa! Espero que gostem! BJOOOOOOOOOOOOOOOOOOOS

Acordei eram oito e meia da manhã. Levantei da cama meio sonolento, e fui ao banheiro. Quando eu ia saindo, eu me olhei no espelho. Meu cabelo preto estava bagunçado . Como ele era um pouco greande demais, segundo a minha mãe, sempre de manhã ele parecia um ninho de rato.

Saí do meu quarto, e desci as escadas para a cozinha. Quando entrei, vi minha mãe preparando nosso café da manhã. Ela era uma mulher muito bonita. Tinha cabelos longos e castanhos, que no momento estavam presos em um rabo de cavalo. Sua pele era morena. Seus olhos eram cor de avelã. Eu não era nem um pouco parecido com minha mãe. Meus cabelos totalmente negros e meus olhos castanhos bem escuros não casavam com os olhos e cabelos claros de minha mãe.

Ela sorriu me convidando para eu me juntar à mesa. Eu me sentei em uma cadeia ao lado de meu pai, que lia o jornal do dia, tendo algumas cartas pousadas sobre a mesa. Ele tinha cabelos negros iguais aos meus, e uma barba por fazer. Porém, seu cabelo era curto, e seus olhos eram um pouco mais claros.

Após terminar de colocar o café da manhã na mesa, minha mãe colocou quatro pratos na mesma. Começamos a comer.

– Alguma notícia nova, querido? – minha mãe perguntou.

– Não. As mesmas coisas de sempre. – ele respondeu — Acharam uma nova mina de ferro nas montanhas do leste. E o prefeito está importando um novo agrotóxico para acabar com as lagartas.

– O problema das lagartas já não havia sido resolvido? – eu perguntei.

– Não, filho. – ele suspirou, sem tirar os olhos do jornal – O problema só tinha piorado.

Voltei a comer. Nós morávamos em uma pequena cidade, chamada Yorutown, que era localizada em volta de várias minas de ferro e carvão, e também de várias plantações de trigo, castanhas, algodão, algumas frutas, e principalmente tabaco. Eu acho que é por isto que em cada casa tem pelo menos um fumante.

O problema das lagartas, havia começado cerca de um mês atrás. Algumas lagartas meio verde acinzentadas apareceram quase do nada, e começaram a comer as plantações de tabaco. Haviam tentado quase tudo, até tentaram queimar as plantações. Mas elas sempre voltavam.

Como se lesse meus pensamentos, meu pai puxou um cigarro do bolço, e ia acendê-lo, porém minha mãe o repreendeu.

– Paulo, eu já falei para não fumar na frente das crianças. Principalmente na hora das refeições.

– Me desculpe, Carol, eu me esqueci. – falou meu pai.

– Mãe, eu estou quase fazendo dezesseis anos. Não sou mais criança. – retruquei. — E não se preoculpe, eu não vou começar a fumar.

Minha mãe pediu desculpas, enquanto meu pai guardava o cigarro de novo. Eu suspirei. Faltavam alguns dias até o meu aniversário...

Quando eu já estava na metade de meu prato, ouvi passos nas escadas, e minha irmã apareceu na porta da cozinha. Ela tinha cabelos ondulados até a cintura mais ou menos, totalmente negros. Ela tinha grandes olhos negros. Para mim, eu conseguia ver o céu noturno cheio de estrelas dentro de seus olhos. Mas todos dizem que seus olhos são vazios, e sem vida. Nunca consegui enchergar seus olhos assim.

Meus pais se mecheram na cadeira, um pouco desconfortáveis. Eles não gostavam dela. Desde que eu me entendo por gente, eles sempre ficam meio estranhos, ou desconfortáveis quando ela está por perto. E sempre são frios com ela.

Ela bocejou um bom dia, se sentou na mesa, e se serviu. Houve uma pausa de silêncio. Eu apenas olhava para o meu prato quase vasio, tentando me descidir se eu colocava mais comida ali. Por fim, meu pai quebrou o silêncio.

– E então... Luna. Já descidiu que faculdade você vai querer cursar?

– Não... – sua voz era baixa, suave, e doce.

– Luna, você já é uma mulher de dezenove anos, já deveria saber o quê quer fazer da sua vida! Não podemos te sustentar para sempre!

– Calma gente... – eu murmurei. Assim que meus pais ouviram minha voz, eles se acalmaram, como se tivessem se esquecido de mim.

Quando meus pais terminaram seus devidos pratos, eles saíram da cozinha, apenas deixando eu e Luna sozinhos. Observei os dois em quanto saíam da cozinha, e depois encarei o meu prato. Ele já estava vazio, mas eu não queria que Luna comesse sozinha.

– Ale. – ouvi minha irmã chamar. – Seu aniversário está chegando.

– E-eu sei. – Falei. Eu sempre ficava nervos nas poucas vezes que ela falava comigo. Não que eu não gostasse dela. É que ela quase nunca falava, então eu não estava acostumado a ouvir a sua voz. Principalmente quando ela se dirigia a mim.

– Estou muito anciosa. Dizem que quando uma pessoa faz dezesseis anos, ela se torna completa. – Ela falou sorrindo sonhadora para o nada.

– Uma pessoa completa? O que você quer dizer com isso?

Quando eu falei isso, ela já estava se levantando, para voltar para seu quarto. Eu apenas a encarei, enquanto ela subia as escadas. Me levantei, lavei meu prato, e o de Luna, e voltei para o meu quarto, para pentear o meu cabelo, e trocar o pijama por uma roupa que eu pudesse sair de casa. Logo após, fui para a varanda, e olhei para a rua. O calçamento era feito de pedra, e as casas de madeira. Algumas como a minha, tinham em seu pequeno quintal algumas plantas crescendo.

Saí, e fui na direção do centro da cidade, até chegar a uma praça com uma fonte no centro, onde os meus amigos estavam sentados, me esperando.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~Luna~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Fui subindo as escadas da casa, até chegar no segundo andar. Fui caminhando pelo pequeno corredor. Passei pelo quatro de Alejandro, meu irmão, pelo quarto dos meus pais, e pelo cômodo que costumava ser meu quarto, que agora, se tornara apenas um depósito de coisas.

Quando cheguei ao final do pequeno corredor, eu abri o alçapão que dava para o sótão. Subi as escadas e depois puxei as escadas de volta, fechando o alçapão atrás de mim. Olhei em volta. As paredes e o teto com o formato de telhado eram feitos de madeira. Minha cama se localizava à direita, e à esquerda, um armário e uma escrivaninha com um espelho na frente, pregado na parede. No final, havia uma janela circular.

Fui até a escrivaninha, abri uma das gavetas, e peguei o meu diário. Um caderno grosso de capa dura e preta, que eu tinha feito alguns desenhos com caneta prateada na capa, e uma caneta vermelha, preta, e prata. Fui até a janela, e me sentei nela, apoiando minhas costas na parede circular, de forma que eu ficasse de lado para o vidro. Apoiei o diário em meu colo, e o abri, examinando os vários desenhos de criaturas mágicas e monstros que eu havia visto na floresta. Lendo de relance as escritas na língua da lua. Poesias, profecias, lendas, histórias.

Esperei. Olhando pela janela. Esperei. Vi meu irmão saindo de casa. E finalmente veio.

Senti um milhão de coisas na minha mente. Minha mão se mexia sozinha enquanto eu olhava vidrada para o diário. Fiquei assim por alguns minutos, e quando terminei, olhei para o que tinha feito. Desta vez era um desenho. Um desenho da lua cheia, e meu irmão, de frente para ela, de costas para mim. Eu sorri. Olhei para o calendário lunar que estava pregado na parede. A semana do aniversário do meu irmão ia cair na lua cheia. Fechei o diário, e sorri. Eu já esperava por isto, mas agora estava confirmado.

– Ele é igual a mim.

Notas finais
E aí, o quê acharam? Comentem POR FAVOOOOR Obrigadinha :3