Notas iniciais
Eu demorei muito? Demorei. O capítulo tá mais ou menos? Tá. Mas eu prometo que vou tentar melhorar a minha frequência. Um beijãããão enorme e eu espero que gostem.

Logo que cheguei na fonte, meus amigos vieram me comprimentar. Eram três no total. Vinícios, popularmente conhecido como Vini, tinha quinze anos, era mais ou menos da minha altura, com a pele levemente bronzeada, cabelos loiros espetados e bagunçados, e olhos verdes esmeralda. Bruno, tinha a pele com a cor de chocolate amargo, olhos castanhos escuros (surpreendemente não mais escuros que os meus), e cabelo afro, com uns dois dedos de altura. Ele era o garoto de dezessete anos mais alto que eu já conhecera. Devia ter uns 1,80 no mínimo, tirando o cabelo. E por fim tinha Yasmin. Ela tinha os cabelos castanhos pintados de rosa do meio para as pontas, que batiam no ombro, e olhos azuis marcantes. Ela era um pouco mais baixa que eu, e tinha a pele clara. Mas ela não chegava a ser pálida, como eu. Tinha dezesseis anos.

— Grande Alejandro! – Bruno falou, enquando me segurava pelo pescoço com um braço, e bagunçava meu cabelo com outro.

— Bruno, você vai sufocar ele! – Yasmin falou, estourando uma bolha de chiclete.

— Aí a cabeça dele explode, e vamos ter que limpar os miolos dele. – Vini falou. Nós três olhamos para ele. – Calma gente. Eu estou brincando.

Eu ri, enquanto Bruno me soltava.

— Eu não quero ver isto.

Eu sentei na fonte com eles, e começamos a conversar. Passamos um tempo conversando, sobre vários assuntos. Até que o chiclete de Yasmin acabou, e ela foi comprar mais. E é óbvio que nós fomos junto com ela.

Enquanto ela estava escolhendo qual chiclete ela ia levar, eu e Bruno paramos para ver um cartaz que estava pregado em uma parede em cima de uma prateleira de doces. Na parte de cima do cartaz estava escrito: Falta poucos dias para o festival da lua da cidade de Yorutown! Não deixe de comparecer! No meio estava o desenho de uma lua mal feita em um céu escuro com algumas crianças dançando em uma praça enquanto adultos estavam ao redor comendo e conversando. Em baixo estava escrito o dia e o horário. O cartaz teoricamente era para turistas, o que nossa cidade não tem há muito tempo. Praticamente a única coisa que tem para ver aqui era uma antiga caverna enorme chamada de “Caverna Kuri”, com várias galerias para visitar e tinha até um lago subterrâneo onde podia-se mergulhar em uma certa área. Porém desapareceram sem mais nem menos umas sete pessoas ali dentro, e então foi proibida a entrada de pessoas na caverna.

— Falta alguns dias para o festival. — Falou bruno com sua voz grave, me tirando de meus pensamentos.

— É. – Yasmin falou se colocando entre nós dois. – E eu vou cantar a música do festival.

— Vai ser você esse ano? – Eu esclamei. Todo ano, alguma pessoa canta uma música com a temática de lua. – Que legal. É uma grande oportunidade.

— Aposto que ela canta muito mal! – Vini falou, levando um tapa de Yasmin atrás da cabeça. – Ai!

Todos nós rimos. Eu olhei a data do festival. Era um dia antes do meu aniversário.

Após Yasmin comprar seu chiclete, nós começamos a caminhar pela cidade, conversando. Apenas isto. Não tem muita coisa para fazer em Yorutown. Nós passamos por uma das ruas mais afastadas do centro, quando nós vimos alguma coisa se mechendo em um dos arbustos. Bem, não era um arbusto pequeno, era um arbusto enorme, quase do tamanho de uma pessoa. Haviam muitos deles nos arredores de Yorutow. Nós demos um passo para trás, pois para balançar daquele jeito aquele arbusto, era nescessário algo grande. Saiu de lá ninguém mais ninguém menos que minha irmã. Os outros deram mais dois passos para trás, menos eu, é claro.

Ela estava usando um short preto, com uma regata também preta. Ela carregava uma mochila preta surrada pendurada em um de seus ombros. Ela me abraçou, e falou um “olá”. Depois, ela saiu andando em direção à nossa casa. Eu me virei para ver a cara de espanto de meus amigos.

— Calma gente. É só a minha irmã. – Eu falei, já sabendo a reação deles.

— Cara, sem querer ofender a sua irmã é meio estranha. Tipo, um tanto estranha demais. – Falou Vini.

— Desculpa a nossa reação cara. – Bruno falou — Que tal irmos todos para a minha casa jogar algum jogo? Eu tenho uns trilões de jogos lá.

Enquanto Vini e Bruno deram os primeiros passos na direção da casa de Bruno, eu olhei para Yasmin que via minha irmã ir embora. Eu ainda me lembro da época que elas eram amigas. Mas depois que minha irmã fez dezesseis tudo mudou...

Enquanto seguíamos para a casa de Bruno, eu vi Solange, caminhando pela rua, vindo em nossa direção. Senti Vini e Bruno prenderem a respiração. Os cabelos louros e ondulados de Solange balançavam com o vento. Sua pele levemente bronzeada era iluminada pelo sol. Ela vestia uma blusa colada e sem mangas, com uma saia vermelho-laranja degradê. Seus olhos dourados cintilaram quando olharam para mim e meus amigos. Ouvi Vini e Bruno prenderem a respiração.

Solange era considerada a garota mais bonita da cidade. E quase todos os garotos estavam afim dela. Bem, todos menos eu. Nunca tive nenhum interesse desse tipo nela. Ela parecia uma menina legal, mas nunca foi meu tipo. Ela parou na nossa frente, e nos comprimentou.

— Olá meninos. E Yasmin, florsinha. – Ela sorriu – Como estão neste dia lindo?

— Tudo em cima. – Falou Yasmin

— B-bem. Muito bem. Bem bom. Como bombom. – Bruno Falou.

— Melhor agora. – Vini Falou.

— Ah, Vinícios, que fofo! Você também é uma gracinha, Bruno. – Solange se virou para mim. – E você, Alejandro?

— Ando bem, muito obrigado. – Falei.

— Que bom. Foi muito bom encontrar vocês, mas agora tenho que ir. Tchauzinho.

Ela seguiu seu caminho, e quando estava suficiente longe, bruno exclamou:

— Bem bom como bombom? Onde eu estava com a cabeça?

— Hahá! Otário! – Falou Vini brincando. – Eu mandei muito bem dessa vez!

— Ela é só uma garota como qualquer outra, meu deus. – Falou Yasmin dando um tapa atrás da cabeça de Vini.

Nós continuamos nosso caminho para a casa de Bruno.

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~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~Luna~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Caminhei de volta para casa. Eu havia passado um tempo na Caverna Kuri antes de me encontrar com Ale e seus amigos. Sete foram o total de desaparecidos. A criatura que mora lá é perigosa. Fiseram certo em fechar a caverna para visitantes. Bem, mas é claro que isso não se aplica a mim.

Passei pela igreja, e parei um pouco para descançar da longa caminhada. Vi o padre Rodolfo sair de lá. Assim que ele me viu, pegou tremendo uma cruz do bolso e correu de volta para a igreja. Voltei a caminhar na direção de minha casa. Vi Solange caminhando na minha direção. Ela passou bem do meu lado, e por um segundo, um segundo apenas, nossos olhos se encontraram.

Todos na vila sempre quando eu passo me olham de cima a baixo e ficam com um olhar amedrontado. Menos Solange. Ela apenas olhou dentro dos meus olhos com desprezo e desgosto. Eu retruquei com um olhar ameaçador. Depois desse segundo, eu voltei a andar normalmente.

Continuei meu caminho até em casa. Abri a porta, passei pela sala, subi as escadas e o alçapão que dava para meu quarto/sótão. Peguei meu caderno de novo, e comecei a desenhar Raakshas, o monstro da Caverna Kuri. Ele tinha o fisiológico de um leão, só que umas três veses maior. Seu focinho era mais fino do que o de um leão, portando dentes finos, longos, e com um veneno mortal. Sua juba também era maior. Ele era de uma cor predominantemente azul, com alguns pelos roxos na juba. Ele tinha olhos rosa, e era amigável com as pessoas certas.

Quando terminei o desenho, entrei no já familiar tranze, e minha mão virou sozinha a página do caderno. Eu olhava vidrada para ele enquanto minha mão se mechia sozinha. Quando terminou, eu li o que tinha escrito.

Filha do Sol, Filho Da Lua.

A verdade nua e crua.

Em cima da mesa, exposta.

Ensinar-lo deverás,

E esperar, nada mais.

Na noite de lua cheia,

Tu guiará seu destino,

Mas cuidado tomarás,

Com o Ouro Fino.

Embaixo estava um desenho do Sol.

— Tenho que falar com Ale. – Falei, para mim mesma. Ele não iria acreditar em mim quando eu dissesse. Bem, eu teria que mostrá-lo.

Mostrá-lo que era o Filho da Lua.

Assim como eu.

Notas finais
Então, o quê acharam? Espero que tenham gostado. Até o próximo capítulo pessoas lindas da minha vida!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.