Chicago University
14 Tapa-olho e segredos
Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS INICIAIS
Pov. Tris
Assim que os garotos se despedem, eu e Tobias entramos no elevador. Eu aperto o botão e percebo que Quatro fica tenso. Ele não solta minha mão nenhum segundo sequer, e eu tento lhe passar segurança. Mas por algum motivo maledeto, o elevador para e eu percebo que esta quebrado.
– Só pode ser brincadeira- eu digo e olho para Quatro. Ele está quase desmaiando de medo.
– Acho que...- ele engole em seco- Vamos ter que es... es... espe... esperar- ele começa a suar frio e a tremer.
– Ei- ele me olha- Eu estou aqui.
– E...eu sei. Mas é...é difícil- ele respira fundo- Além da altu...tura, tem a claustro... fo... fobia.
– Eu entendo meu amor. Mas se você ficar nervoso, eu fico nervosa e o bebê também- eu acaricio a barriga levemente- Além do fato de que isso não vai resolver nada. O estresse só vai piorar.
– Eu vou tentar- ele fala, senta no chão de olhos fechados e respira mais vagarosamente tentando se controlar.
– Deve ter algum botão por aqui...- eu acho o vermelho com uma chave preta desenhada, o aperto e uma voz começa a falar
– Vocês apertaram o botão de emergência. Permaneçam calmos e não saiam deste local.- como se fosse possível- Nossos profissionais os ajudarão em breve. Obrigada e tenha um bom dia.
– Pronto. Logo, logo a gente sai daqui- eu digo tentando convencer não só o Tobias como a mim mesma- Eu espero...- sussurro bem baixinho para que apenas eu ouça, mas o Quatro estava prestando a atenção em mim e ouviu.
– Como assim "eu espero..."? Você acha que vai demorar quanto tempo?- ele pergunta com os olhos arregalados.
– Eu não sei quanto tempo, mas não vai demorar.
– Isso é o que você acha!!- ele fala irritado- Tris, acho que você está esquecida, mas eu tenho pavor de elevadores, o Edward está nos esperando e minha mãe está correndo mais perigo do que nunca. E ficar preso em um lugar como esse não é nem um pouco agradável.- ele começa a levantar o tom comigo- Eu agradeceria se você não ficasse ai parada!
– Como é que é?- eu falo cruzando os braços e olhando para Quatro totalmente descrente do que acabei de ouvir.
– Eu não...- ele ia começar a falar, mas eu o interrompo.
– Olha aqui Tobias- eu coloco o dedo no rosto dele e levanto o volume da minha voz- Eu sei da sua fobia, do Edward e da sua mãe. Mas se VOCÊ está esquecido, eu estou, além de tudo isso, GRÁVIDA. Ou seja, estou com meus nervos a flor da pele, com uma constante TPM que já está me irritando, enjôos, desmaios, dores pelo corpo e com uma vontade de fazer xixi a cada cinco minutos. E ESTOU PRESA EM UM ELEVADOR COM O IDIOTA DO MEU NOIVO, QUE ESTÁ IRRITADO COMIGO POR UMA COISA QUE NÃO É MINHA CULPA.- eu grito o mais alto que consigo- ENTÃO PENSA ANTES DE FALAR MERDA PARA ALGUÉM, PRINCIPALMENTE PARA A SUA NOIVA GRAVIDA!! E MAIS... EU JA PEDI AJUDA!! ME DESCULPE SE EU NÃO SOU UMA SUPER HEROÍNA QUE ESCALA PAREDES DE ELEVADORES PARA RESOLVER UM PROBLEMA NO MOTOR!- nesse momento a porta do elevador se abre.
– Tris, eu...- ele começa.
– Eu não quero ouvir a sua voz!- eu digo me virando de costas para ele- Você fica no seu canto e eu fico no meu.- finalizo e saio daquele lugar.- E antes que o me esqueça- eu me viro para ele- Como você desmontou o se quarto, sinta-se a vontade com o sofá da sala. Comigo você não dorme hoje.
– Tris, não faz isso.- ele começa- Eu falei da boca pra fora...
– Mas falou- eu me viro e digo com firmeza- Você acha que eu não sei dos seus medos? Hein? Você acha que eu estava contente por estar la?- eu o encaro e vejo arrependimento em seus olhos, mas não tiro a pose- Parabéns Tobias, você conseguiu me irritar!
– Amor, eu...
– Tobias, para.- eu digo- Eu nem acredito que a gente está brigando por conta disso. Vamos logo. Edward ja deve estar nos esperando.
Caminho atrás de Quatro, afinal, não sei onde Edward mora. Se soubesse, andaria o mais rápido possível par la e deixaria Tobias para trás.
Chegamos em frente a uma porta e Quatro toca a campainha. Não se passam nem dois segundos e um homem loiro, de olhos azuis e um tapa-olho aparece.
– Agora eu entendi o "tapa-olho"- eu digo.
– Mas eu não entendi a do "Paizao".- eu ainda não estou com barriga de grávida, então é meio óbvio que ele está perdido.
– Ela esta gravida Edward. E o filho é meu- fala Tobias sorrindo e logo depois ele abraça o homem que lhe deu suporte durante tanto tempo. Posso estar brava com ele, mas ainda sim fico feliz por ter alguém como Edward em sua vida.
– Você vai ser pai?- ele pergunta mio abobado e Tobias apenas acena com a cabeça- Parabéns!
– Valeu- fala Quatro.
– E você deve ser a Seis!- fala Edward me olhando- Posso te dar um abraço?
– Claro- eu digo simpaticamente e o cumprimento.
– Parabéns para você também!- ele diz ao nos separarmos.
– Obrigada- eu digo simplesmente e com um sorriso enorme no rosto.
– Entrem, temos muito o que conversar!- diz Edward.
Nós entramos no apartamento e meu queixo vai. Aquele lugar era um verdadeiro quartel general. Vários computadores, materiais tecnológicos que eu nem sei o nome, tablets e alguns monitores holográficos. Mais ao fundo eu noto três pessoas, sendo que duas delas estavam conosco a pouco tempo atrás.
– Drew? Myra? Como chegaram aqui antes da gente? Ou melhor, o que estão fazendo aqui?- pergunto meio confusa e eles apenas fazem um sinal do tipo " sossega um pouco". Logo depois olho para a terceira pessoa. Uma mulher com aproximadamente a mesma idade que meus pais, e um rosto muito familiar. Cabelos escuros e olhos azuis profundos- Eu te conheço de algum lugar...
– Sério que não se lembra de mim?- ela diz- Molly. Da faculdade.- a ficha cai.
– Mas, como? Você está com a aparência de uma pessoa mais...- Tobias começa a falar, mas logo depois ganha um olhar mortal de Molly que apenas diz "completa a frase e eu te mato".-... experiente na questão da vida.
– Engraçadinho- ela diz- Nada pessoal. Eu dei em cima do Tobias para ver se conseguia me aproximar para protege-lo, mas não deu certo- me lembro do dia.
– Sem problemas- eu digo- Agora, alguém pode abrir o bico?
– Eu explico- diz Edward- Aqui dentro não precisamos usar os nossos nomes falsos, mas para qualquer emergência, chame Molly de Afrodite, Myra de Purple e o Drew de Pegador. Ok?
– Ok- eu olho para Drew e levanto uma sobrancelha- Pegador? Sério?
– Até hoje a única pessoa que conseguiu acabar com essa fama foi a Myra, então sim. Na época em que comecei a trabalhar para o Edward eu e ela ainda não namorávamos.
– Entendi- fala Quatro e ele se vira para Edward- Estamos esperando.
– Bom, sua mãe chegou a comentar sobre uma mulher que nos ajudou a fugir?- Tobias confirma- Era a Molly.
– Verdade. Evelyn mencionou o nome dela- eu encaro a mulher e ela sorri.
– Logo depois de fugirmos, viemos para Chicago e nós três vivemos juntos desde então. Sempre com esse aparato todo que eu odeio, mas que é necessário- fala Edward- Eles que nos deixam a par das coisas que Marcus e seus capangas fazem. Vocês não sabem da metade da historia desse monstro. Ele se meteu em tanta confusão, que teve que contratar seguranças particulares, além de toda essa farsa também estar presente na política. Marcus pretende ficar no poder para dar a cartada final, que infelizmente nós não sabemos qual será, mas quando será.
– No dia do casamento- eu e Tobias falamos ao mesmo tempo. Por mais que eu esteja irritada, eu pego sua mão para buscar conforto.
– Sim. Ele está com a Evelyn por que ela sabe de um segredo nem um pouco legal sobre o passado, mas só eles sabem o que é. Logicamente que ela sabe bem mais que Marcus, ou então não a teriam sequestrado. Ele quer alguma coisa que só ela possui. Ela nunca me contou com medo de acontecer alguma coisa, e o aturou ele durante anos apenas para proteger o Tobias. — ele diz massageando as têmporas.
– Por que ele não matou Evelyn antes?- pergunto receosa- Se ele tinha tanto medo...
– Ai que está o ponto- diz Edward- Ele tinha medo. Mas não de Evelyn contar o segredo, esse era o menor dos problemas, já que isso também implicava em sua vida e na de seu filho. Ela nunca colocaria o Quatro em perigo. Marcus tinha medo de nós. Somos muito mais do que só cinco pessoas, contando com Evelyn...
– Sete- fala Tobias- Eu e a Tris vamos ajudar no que for. Continue.
– Certo, mas não somos apenas nós. Existe um grande número de policias e agentes por trás disso.- fala Molly.
– E por que não o pegaram antes?- pergunto.
– Por que não existem provas concretas, apenas historias que Evelyn nos contou. Mas nada que o condene- fala Edward e o mesmo olha para Tobias- Talvez uma falsa...
– A "morte" da minha mãe- fala ele- Mas não adianta, ela está viva.
– Exato. Mas o que acontece, basicamente, é que Evelyn aguentou anos para guardar um segredo e só não foi morta por conta de nós estarmos por perto. Mas depois de alguns anos que havíamos vindo para Chicago, Marcus descobriu que estávamos bem vivos. Ele sempre achou que eu estivesse morto, pois nunca nos encontramos de novo.- fala Edward.
– Ai o Tobias quis achar o assassino- fala Molly- Edward voltou para Nova York e comprou a historia da morte de Evelyn. Quando "descobriram" o assassino, ele voltou para Chicago e nos encontrou amarradas em nossa própria casa.- ela continua- Marcus havia nos achado e nos torturado, mas não conseguiu nada.
– Ele ficou muito estressado, e então deixou o assunto de lado por um tempo. Mas parece que tudo voltou a tona agora que vocês estão juntos.- termina Edward.
– Mas o que mais?- eu pergunto desesperada. Até agora, ninguém nos informou sobre o estado da mãe do Tobias nesse momento- Vocês tem alguma noticia da Evelyn não é mesmo?
– Sim- pronúncia-se Myra que vem em minha direção- Acho melhor você sentar em um lugar confortável e combina agua com açúcar na mão. Não é legal ficar estressada quando se está gravida- ela diz e vai buscar o líquido enquanto eu me aconchego em um sofá ao lado de Quatro. Ela volta e me entrega o copo.
– Como minha mãe está?- pergunta Tobias.
– Recebemos um video de socorro- fala Drew- Preparados?- ele pergunta.
– Sim- dizemos.
Ele aperta o play uma Evelyn toda machucada e ensanguentada aparece em uma das telas holográficas.
– Oi...- ela diz- Vou ser breve.
To Be Continued...
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