Chicago University
15 Barnabas...
Notas iniciais
Pov. Tris
– Oi...- ela diz- Vou ser breve.
Essas foram as primeiras palavras de uma Evelyn que eu nunca poderia imaginar existir. Ela aparecia toda machucada no video, e praticamente sem forças para falar.
Seus olhos carregam dois roxos enormes, sua boca está sangrando, seus cabelos loiros emaranhados e mais curtos, e suas bochechas repletas de hematomas e cortes profundos.
– Eu recebi permissão de falar algumas coisas- ela diz com dificuldade, mas com a pose ereta, demonstrando a força que ela estava tendo naquele momento- Mas nada que possa mostrar meu paradeiro.
– Mãe...- ouço Tobias sussurrar ao meu lado.
– Eu estou presa, e obviamente todos ja sabem quem fez isso. Ele me pegou e me acorrentou, me torturou e fez mais ene coisas inimagináveis. Mas como todos sabem, eu não sou fraca- ela diz com um meio sorriso- Acho que Edward ja contou a historia, e agora acho que tudo está claro. Exceto uma coisa...
Ela faz uma pausa.
– O segredo o qual Marcus procura- ela fala- Mas que não vai conseguir- alguém a bate fortemente com um cabo de vassoura, mas ela apenas sorri- Acham que me bater é a solução? Seus trogloditas. Agora me deixem terminar aqui, depois vocês me batem- ela diz com desdém, mas posso ver que está sofrendo- Marcus vai me matar no dia mais importante da vida do meu filho, mas sinto dizer que não é só isso. No dia vocês descobriram o que eu quero dizer. Mas tudo o que eu peço é que fiquem calmos. Ele precisa de mim viva, ou seja, eu vou ficar bem ate o dia do casamento. Aproveitem esses dias para se lembrarem de mim, mesmo que sejam coisas ruins, se lembrem. Não gastem o tempo de vocês me procurando. Ah, e cuidem do Barnabas por mim. Aquele gato não sobreviveria sem alguém. Deve estar na minha casa, escondido de tudo e todos com medo. É meu ultimo pedido.
Tobias aperta minha mão em busca de forças e eu apenas o correspondo da mesma forma.
– Eu amo a todos- o video termina.
Eu fico paralisada e em choque com o que eu vi. Aquela não era a Evelyn, não pode ser. Ela está sem vida, triste e sofrendo. E duvido que alguém aqui fará o que ela pediu.
Nem que eu seja a única a fazer isso, mas eu vou encontrá-la. Ela ja sofreu o bastante para mais de uma vida.
– Bom, é o que temos- diz Edward- E para alguns pode não ser nada, mas é muito.
– Eu não vi nada que pudesse mostrar onde ela está- eu digo acariciando as costas de Tobias enquanto ele chora de desespero,
– Mas eu e a Molly sim- diz Edward.
– Ela não tem nenhum gato- diz Molly- Ela odeia gatos.
– Então, como ela mencionou uma coisa que ela não gosta, achamos que o "sinal" se trata de algo ruim para ela.
– E essa tal coisa, seja la o que for, está na casa dela em um local totalmente oculto a tudo e a todos- fala Molly.
– Ela não desistiu- fala Tobias baixinho e olhando para baixo.
– Não. Ela só quer que não criemos esperanças demais. Mas quer que lutemos e encontremos algo essencial!- fala Molly.
– Então nós vamos para a casa dela- diz Myra.
– Sim- fala Edward pensativo.
– Quando? — pergunta Drew.
– Hoje a noite- diz Molly.
– Nós iremos com vocês- eu digo e Tobias concorda com a cabeça.
– Pois bem. Vão para casa relaxar um pouco- fala Edward depositando uma das mãos no ombro de Tobias.
– Ok- eles se abraçam demoradamente.
Acho que hoje vai ser um dia daqueles...
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