Cheerock

25 Capitulo 23


Notas iniciais
Ultimas semanas de Cheerock!! Caramba, como passou rapido! Vou sentir saudades de escrever essa fic :') Enjoy

Carly
Chegamos em casa e Janice quase me enforcou com um abraço sufocante e disse o quanto estava preocupada. A culpa me atingiu em cheio, sou a garota mais mesquinha do mundo por ficar tão desligada sem nem pensar nas consequências.
E agora não só perdi minha reputação, como também meu namorado. Será que esse dia poderia ficar pior?
Victor deu um beijo na mãe e subiu silenciosamente e zangado. Janice me arrastou para a cozinha e começou a fazer algo para comer.
Hugo desceu quando ela estava colocando um pouco de macarrão no fogo.
– Por que Victor está tão zangado? — ele perguntou.
Janice se virou e olhou Hugo.
– senta Huguinho, estou fazendo um jantar.
Ele obedeceu e me olhou.
– boa noite.
– e aí?
– por que você está falando como meu irmão?
Calei-me. Eu nem tinha percebido que "e aí?" era algo que Victor diria.
– Hugo, por que você, não sobe para chamar o Victor pra jantar? — disse Janice.
– Já disse q ele está zangado, tenho certeza que não vai descer.
– por favor Huguinho, faço seu molho favorito se você conseguir trazer Victor pra cá.
Hugo ponderou a possibilidade e deve ter percebido que era uma boa moeda de troca, pois se levantou e saiu.
– Sabe Carly, o Victor mudou muito nesses últimos dias. Posso ver isso só pelo fato que seu luto não foi tão intenso quanto eu imaginei que seria.
– mas ele passou dias se isolando...
– você não sabe o quanto ele era próximo do pai. Ele ficava dias sem ir ao colégio ese isolando quando o pai tinha uma piorada, estou impressionada que ele tenha ido á escola hoje, normalmente ele ficava muito mais tempo assim. Por isso repetiu uma série, quando aconteceu o acidente do pai.
Eu não sabia que ele tinha repetido uma série, isso era novidade para mim.
– no começo eu atribuí essa mudança dele ao fato de que o pai estivesse razoavelmente bem, mas agora eu percebo que ele está diferente por sua causa.
Fiquei em alerta. Como assim? Será que ela sabia que tínhamos algum tipo de envolvimento? E que negócio é esse de eu mudar o Victor?
– carly você pode não perceber, mas o Victor anda mais aberto, mais alegre, mais carinhoso até. Percevi recentemente que isso se deve ao fato de que você está na vida dele, transformando-a. E eu só tenho a agradecer Carly. Eu sei que normalmente mães normais proibiriam isso o que vocês têm por morarem no mesmo ambiente, mas acho que posso abrir essa exceção pelo bem que você faz ao meu filho.
Então ela percebeu?! Nossa relação está tão aprente assim?!
– e eu não sei o que aconteceu hoje com vocês, nem quero saber, mas espero que se resolvam logo, pois sou a fã número um de vocês dois.
Ela se virou e me deu um sorriso caloroso.
– obrigada Janice — falei com lágrimas nos olhos e logo me lembrei que não éramos mais namorados — mas nós não temos nada.
– não sou sua inimiga carly, quero que saiba que sou sua segunda mãe, e te amo como a uma filha que nunca tive.
Dessa vez as lágrimas desceram.
Levantei-me e corri para abraça-la.
– muito obrigada Janice.
Abraçamo-nos fortemente até ouvirmos passos na escada. Então nos viramos e começamos a cozinhar, chorando escondidas.
Victor tinha descido, mas passou a noite com fones de ouvido parecendo não escutar nada ao seu redor.
Hugo e ele amaram a macarronada que preparamos, por mais que Victor tenha tentado parecer indiferente.

Victor
Chegamos em casa logo após a briga. Eu ainda estava com um humor ácido.
Mamãe deu um abraço apertado em Carly dizendo o quanto ficara preocupada conosco e a loira pareceu ligeiramente constrangida. Dei um beijo em minha mãe e subi as escadas ainda zangado.
Já no quarto encontrei Hugo, com quem dividia meu quarto desde que Carly chegara.
– Sai. Daqui — falei abrindo bem a porta.
Ele levantou os olhos de seu livro de física quântica e estremeceu, sentindo minha raiva.
– eu ein — disse enquanto saía pela porta. Tranquei a mesma e me larguei na cama.
Eu só tive duas namoradas em toda minha vida. Vanessa acabou comigo, então eu sabia como era a dor de ser a pessoa terminada, mas acabara de descobrir que a dor de ser um terminante era diferente, mas mesmo assim aguda.
Eu ainda gosto da Carly e queria maid que tudo ficar ao seu lado, mas como eu poderia querer algo assim se ela mesma não queria? Eu não entendia por que ela não conseguia assumir nossa relação se até mesmo ela já admitiu que gostava de mim. Por que então ficar tão zangada por Ted ter descoberto?
Nada fazia sentido na minha mente. Eu gosto de Carly, mas ao mesmo tempo não gosto. Quero ficar com ela, mas ao mesmo tempo não quero. O que diabos está acontecendo com meu cérebro idiota?
Pego meus headphones que isolam o som externo e coloco Metallica no máximo. O som da guitarra limpando mimha alma.
Levanto-me e começo a rodear o quarto curtindo as notas instrumentais. Então vejo um porta retrato em cima da mesa com uma foto antiga do meu pai e eu. Nesse dia ele tinha acabado de me mostrar Mary Jane e dito que algum dia ela seria minha. Sorrio me lembrando da minha alegria quando vi a guitarra vermelha e brilhante.
Ouço algo ao longe e tiro os fones de ouvido. Alguém bate na minha porta feito louco.
Vou até lá, destranco a porta e encontro Hugo.
– Mamãe vai fazer macarronada a bolonhesa, ta pedindo pra você descer.
Parei para pensar por um instante. Macarronada a bolonhesa era nosso prato predileto, mas Carly estava lá embaixo, com certeza.
Ponderei os prós e os contras. Foda-se eu amo macarrão a bolonhesa.
Desci en nome da comida. Lá estava Carly e mamãe preparando a comida juntas.
Sentei na mesa com meu fome de isolamento acústico e olhei para a janela, evitando tudo ao meu redor.
Nessa noite descobri que Carly faz um macarrão a bolonhesa delicioso, não que eu me importe com isso, só a título de informação.

Notas finais
Nao liguem para possiveis erros, estou postando pelo celular xD Lembrem-se que quando Cheerock acabar, minha proxima fic seminfinity começa!! Nao percam, ela vai ser simplesmente incrivel! (E vao ter coautores para cuidar que eu nao atrase nas postagens xD) Kisses!