Cheerock

26 Capítulo 24


Notas iniciais
Então pessoal, esse capítulo grandinho para compensar o minúsculo da semana passada! Enjoy!!

Victor

Assim que acordei no outro dia saí de casa para visitar o asilo, fazia muito tempo que não via meu avô. Eu perdi um pai, mas tinha esquecido completamente que ele perdeu um filho.

Sim, eu tinha aula e não, eu não ia.

Saí antes mesmo que os outros acordassem, eram quase cinco da manhã e por mais que eu estivesse ligeiramente com medo de me assaltarem imaginei que na melhor situação os assaltantes estavam dormindo também. Talvez meu mantra tenha dado certo, por que quando cheguei ao asilo, quase cinco e meia, ninguém tinha me abordado.

O portão foi aberto de bom grado pelo Sr. Covalski, que aparentemente é muito mais disposto na madrugada.

– Seu avô faleceu ontem! – disse ele sorrindo.

Uma breve preocupação passou por mim, mas logo me deixou.

– Certo, Sr. Covalski. Essa já está velha.

– Já a contei antes? Poxa vida...

– Não brinque com a morte num asilo.

Ele estalou a língua e me mostrou seu dedo médio.

– Deixe eu ser feliz, velho como sou!

Sorri.

– Certo, desculpe!

Entrei no asilo e fui direto ao quarto do vovô sem falar com os velhinhos que estavam bem enérgicos para a hora do dia.

Bati na porta e só entrei quando ouvi o “Pode entrar” meio resmungado.

Entrei e encontrei meu avô deitado na cama com o edredom até o queixo.

– Oi vô – falei enquanto fechava a porta.

– Victor!

Ele rapidamente se levantou e foi andando me encontrar. Abraçamo-nos e sentamos em frente a janela.

– Estou tão feliz que tenha vindo – disse ele – Está tudo bem com você?

Ponderei a pergunta, mas cara, quem pergunta “Tudo bem?” pra receber um “não, minha vida tá um saco”? Então menti, por que em 90% das vezes as pessoas perguntam “tudo bem?” por educação.

– Sim e o senhor?

– Eu não poderia estar mais feliz com sua visita. Como vão as coisas com aquela sua namorada loira?

Ele tocou no ponto, será que meu avô sente quando a situação tá escabrosa?

– Não muito bem... a gente terminou.

Ele se inclinou para frente com o olhar preocupado e a expressão tensa.

– Mas por quê?

– Vô é uma longa história, será que podemos mudar de assunto?

– Não – ele fechou a cara e encostou na poltrona cruzando os braços.

Suspirei, meu avô é tão teimoso quanto eu.

– Pra resumir tudo...

– Não quero resumido, são cinco e meia da manhã, temos tempo.

– Vô...

– Você não deveria estar em aula?

Sorri.

– Certo, por onde eu começo...

Contei-lhe tudo. Desde nossas brigas até nossa paixão e do nosso namoro até nosso término. Ele escutou tudo calado e sério, prestando atenção em cada palavra e sem falar nada, para não interromper.

Quando acabei, com nossa briga da noite passada, ele continuou calado, como se quisesse algo mais.

– Acabou – declarei – Isso foi ontem.

– Hm...

Ela murmurou um pouco sozinho, tão baixo que não compreendi quase nada.

– Sabe Victor, na minha época de minha juventude o rock era visto como algo de pessoas mais... revolucionárias. Os old school nos odiavam.

– O que isso tem a ver com minha história?

– Eu interrompi você quando me contava sua história?

– Não...

– Não cale sua boca que estou contando a minha.

Ri.

– Ok.

– Continuando... naquela época eu estava começando a tocar e estava realmente muito feliz com minha nova guitarra. Muitos artistas da época colocavam nome em seus instrumentos, era meio que uma modinha, e eu também queria colocar nome na minha, mas nenhum nome parecia bom o suficiente.

‘Então eu vi a garota dos meus sonhos um dia no parque. Ela era ruiva como minha guitarra e tinha os olhos azuis como o céu, a coisinha mais linda que já vi. E seu nome... Assim que o ouvi sabia que seria o nome da minha guitarra.

– Mary Ann... – sussurrei, ele já tinha me dito que esse era o nome de sua primeira paixão, mas nunca me disse a história toda. Ele me deu um olhar duro por interromper sua história – Desculpa.

– Enfim, nós nos apaixonamos e ela realmente gostava de me ouvir compor, mas não era fã de música. Sua família era muito tradicional e ela não queria contrariar o que eles pensavam namorando um roqueiro qualquer. Nós éramos muito apaixonados, ficávamos um com o outro o tempo que conseguíamos.

‘Um dia eu a vi no parque com uns amigos da escola, todos mauricinhos, me aproximei para falar com minha garota e mostrar aqueles molengas que ela tinha dono, mas ela fingiu que não me conhecia e eu passei vergonha. Saí decepcionado e raivoso. Ela veio falar comigo mais tarde e brigamos. Eu queria mostrar para o mundo meu amor, não através de pseudônimos em músicas, queria gritar seu nome para o mundo, mas ela não queria assumir nosso namoro. Brigamos feio nesse dia e acabamos.

‘Você vê Victor, a semelhança com sua história agora? Eu sei que se não tivesse casado com sua vó, seu pai não teria nascido e consequentemente você também não. E nunca vi alguém tão apaixonada quanto sua avó, mas ela nunca supriu a falta que Mary Ann fazia, e ela sabia disso. Morreu sabendo.

‘Nunca consegui me perdoar por não ter me perdoado com Mary Ann, continuar nosso namoro, mesmo que escondido, talvez ela até passasse a me entender... Eu teria sido tão mais feliz com ela...

Então vovô entrou no modo “nostalgia” e começou a olhar pela janela como se fosse uma televisão e mostrasse o filme de sua vida.

– Vovô?

Ele saiu de transe e me olhou.

– Não cometa o mesmo erro que eu, Victor. Lute por essa garota, ela vai entender você eventualmente. Sei que sua situação é ruim, mas o futuro sem ela pode ser pior.

O futuro sem Carly? Tento imaginar esse futuro. Vejo uma estrela de rock pegando várias. Uma estrela do rock vazia por dentro que morre aos 27 anos quase que por suicídio de overdose, assim como todos os seus ídolos.

E o futuro com Carly? É um branco. Um futuro sem Carly é o que eu já esperava da minha vida, mas um futuro com ela é algo que eu nunca pensei, que nem chega a minha imaginação.

Lembro que meu pai me disse uma vez que a vida é feita de escolhas, sempre que você escolhe um caminho nunca antes trilhado e arrisca sua vida no desconhecido sua aventura começa. E o que é uma vida sem aventuras?

Quantos artistas morreram aos 27 anos por uso de drogas? Quantos cantores cheios de fãs malucas houve na história? Eu nem mesmo quero me envolver com drogas ou fãs...

Quantos artistas começaram sua carreira com a musa da sua vida? Quantos roqueiros amam suas namoradas desde o ensino médio até o resto de sua longa vida?

Sim, amar. É isso mesmo. Eu amo Carly Upsent e eu quero dizer isso a ela. Eu finalmente estou pronto para dizer isso a ela.

Sorrio feito bobo.

– Eu tenho uma escola para ir agora – falo me levantando.

Vovô está perdido novamente na tv de memórias e nem nota quando vou embora, correndo.

Saio correndo com todas as forças, apressado para chegar a escola. São oito horas e com sorte consigo pegar Carly antes da segunda aula.

Meus pulmões começam a arder e não estou nem na metade do caminho, então continuo correndo e correndo, sem parar nem para respirar.

Finalmente vejo o terreno do colégio, bem na hora que o sinal toca.

Corro pelos corredores, ofegante, procurando-a e procurando-a.

Vejo Andy e Carly saírem juntas do banheiro, não tenho tempo de estranhar a cena, agarro sua mão e continuo a correr, puxando-a comigo. Chegamos a um lugar vazio e o sinal toca.

Paro e me apoio nos joelhos, de frente para ela, ofegante.

– Victor?

– Me deixa... falar... por favor.... – falo respirando com dificuldade. Me endireito, ainda respirando bastante, mas olhando em seus impossivelmente verdes olhos – Me... desculpa... por favor.... eu estava zangado, sei lá o que deu em mim... mas hoje eu parei pra pensar e percebi que eu não quero um futuro sem você, eu não vejo um futuro agradável sem você. Eu preciso de você, Carly, eu sei disso agora, eu sei que posso dizer isso... eu te amo. E é a verdade – ri – Caramba eu nem sei como nunca percebi o quanto te amo, mas eu amo. Me perdoa, por favor. Volta comigo.

Ela me olhou bem fundo nos meus olhos e sorriu.

Carly

Quando acordei, Victor aparentemente já tinha saído.

Janice não estava zangada por isso, talvez ela pensasse que ele iria para a escola de qualquer que seja o lugar que ele estivesse naquele momento, mas eu sabia que aquilo não iria acontecer.

Tomei meu café em silêncio, preocupada em como seria a escola hoje e chateada com minha situação com o Victor.

Eu estava pensando seriamente em faltar. Assim como eu nunca perdoei uma ofensa às líderes de torcida e sei que as líderes de torcida nunca perdoarão a ofensa que fiz a elas. A escola será um inferno a partir de agora.

Uma parte de mim se sente orgulhosa por todas as mudanças que estão acontecendo, outra parte se sente envergonhada e ambas estão nervosas sobre o que vai acontecer a partir de agora.

– Está tudo bem Carly? – perguntou Janice preocupada.

– Sim – menti sorrindo.

Hugo desceu com seu uniforme bem engomado.

– Victor acordou cedo hoje, saiu mais ou menos cinco da manhã.

– Como você sabe disso? – perguntei.

– É a hora que eu gosto de estudar, ninguém me atrapalha por que estão todos dormindo e eu o vi saindo.

Três palavras: Hugo. É. Doente. Acordar as cinco da manhã pra estudar? Que tipo de retardado mental – tirando o Hugo – faz isso? Cinco da manhã é meu horário preferido. Pra dormir.

– Bem – declarei me levantando – Eu já vou indo.

– Ele vai faltar aula hoje – disse o garoto.

– Eu sei – disse Janice sem se preocupar – Ele está no asilo. Ele me disse ontem que iria.

Então eu fui embora. Desde que comecei a namorar Victor ele não ia muito ao asilo visitar o avô, será que eu era o motivo para a falta de visitas e ele estava se aproveitando que agora acabamos para matar a saudade? E por que Janice não fica nervosa por ele matar aula para fazer uma coisa que ele pode fazer depois da aula?

Essas coisas nunca fazem sentido para mim, se ele fosse meu filho levava dois tapas e um castigo.

Ando pela rua até chegar a escola. Respiro fundo e entro.

Logo de cara as garotas olham para mim. Sinto aquele peso da atenção. Atenção não desejada. Os garotos não parecem se importar muito, mas o time de futebol olha, com olhos de navalha.

As líderes de torcida caminham em minha direção e já começam a soltar seu veneno de cobra.

– E aí, Revoltada?

– Acordou bem, Putinha?

– Com quem a Vadia vai gritar hoje?

– Hipócrita.

E muitas outras ofensas me seguem. Sinto meus olhos marejarem.

Começo a me sentir feliz por Victor não ter vindo para a aula hoje, ele ficaria com muita raiva. Porém sentia falta de poder segurar a mão de alguém e ter força para atravessar esse corredor, por mais que eu saiba que eu não o faria para não admitir nosso relacionamento. De qualquer forma agora acabou. Não ficarei mais com Victor. De alguma forma isso machuca meu coração.

As ofensas continuam e escuto risadas. Risos de pessoas que provavelmente nem sabem da minha história. Quem é que sabe da minha história? Só Victor. Não! Vou tirá-lo de minha cabeça agora!

– Ela já deu pra tantos que a b*#...(eu sei que já falei muito palavrão aqui, mas acho essa chula demais) já está até solta – disse alguém. O comentário me faz parar, me lembra Terrence, parece algo que ele diria para me machucar.

Meus olhos marejam, eu vou chorar. A pessoa percebe que me atingiu e começa a onda de ofensas parecidas.

Estou desesperada, vou morrer, vou chorar, eu preciso...

Alguém segura minha mão e me arrasta até as vozes sumirem.

Olho para cima e vejo Anderson. Ela sorri e fecha a porta do banheiro bem na hora que o sinal toca.

Olho para baixo, envergonhada.

– Obrigada.

Ouço uma tranca e percebo que Andy trancou o banheiro inteiro, eu nem sabia que isso era possível.

– Não tem problemas, eu sei como é passar por isso.

Lembro-me então que alguns meses atrás era eu quem falava aquilo para ela. Meus olhos se enchem d´água.

– Me desculpa...

– Tudo bem, eu entendo. Eu te perdoo. Eu sei que você está mudando. Eu sei quem está mudando você.

Olhei-a perplexa.

– É tão óbvio assim?

Ela riu.

– Não, mas eu andei espionando o Ted e o Victor nesses últimos dias e vi as fugidas de vocês. Sabe, eu conheço o Victor desde sempre, ele é um cara muito doce, por mais que finja não ser.

– A gente acabou – resmunguei.

Ela fez uma cara triste.

– É uma pena, vocês combinam bastante, por serem tão destoantes, combinam bastante. Eu não sei por que vocês acabaram, mas eu o conheço o suficiente para dizer que ele vai voltar.

– Como você conhece tanto assim ele?

Será que eles já namoraram?

– Ele era meu vizinho no fundamental. Inclusive fui eu quem apresentou sua ex, Vanessa. Em troca ele me apresentou o Ted.

– Ah...

– Eu conheço muito bem o Victor e ele me conhece muito bem. Nesses últimos meses em que eu passei por dificuldades ele me deu muito apoio, claro que escondido do Ted para não ferir o amigo.

Isso parece muito a cara dele...

– Mas e então – ela continuou – Por que vocês acabaram?

Suspirei e fui sentando no chão.

– Eu tenho medo do que vão falar quando descobrirem do nosso envolvimento. Namorávamos escondido. Depois de tudo o que aconteceu eu quis menos ainda admitir e ele ficou decepcionado e com raiva de algumas coisas que eu tinha feito e acabou. Acho que é melhor assim.

Ela sentou comigo.

– Acho que eu entendo você. Eu passei por muita coisa quando comecei com o Taylor. Me desculpa por isso, inclusive. Eu não quis trair o Ted ou roubar seu namorado, simplesmente aconteceu. Foi uma aventura, sabe. Mas aventuras passam rápido e o Taylor logo enjoou de mim e eu fiquei sozinha no meio desse furacão de ofensas que me atingiam.

– Eu ia acabar com o Taylor, de qualquer forma. Ele nunca foi muito meu estilo.

– Eu pensei em me matar tantas vezes durante esse tempo. Victor parecia ler minha mente e não me deixou fazer nenhuma besteira. Teve uma época que ele parou de falar comigo, foi a mesma época que você parou de me insultar e as outras também pararam, então eu fiquei melhor. Agora tudo o que falta para minha vida voltar aos eixos é o Ted.

– Você ainda gosta dele?

– Claro, eu amo o Ted. Nenhuma aventura me faria deixar de amar o Ted como eu amo. Nosso amor e sólido e forte, enfrentaria quantas tempestades e nevascas quanto forem preciso. Porém eu não tenho certeza se ele me perdoaria.

Lembrei-me de todas as vezes que Ted me pediu para convencer Andy de voltar com ele. As tentativas pararam, mas eu não tinha certeza se sua vontade continuava.

– Não custa nada tentar.

– Eu tenho vergonha depois de tudo o que fiz ele... Fui uma idiota e fraca.

Ficamos um tempo em silencio.

– Posso perguntar uma coisa?

– Claro.

– Como foi a época que te insultavam?

– Terrível. Os insultos me acompanhavam por onde eu fosse. Se eu estivesse em um shopping e um de vocês aparecesse recomeçava. Se um de vocês me achasse no Facebook, Twitter ou outra rede social tudo recomeçava em massa. Até mesmo por telefone, quantos trotes não tive que atender... Foi tudo tão sufocante... Eu me sentia terrível – ela parou e me olhou – Olha eu sei que essa fase vai ser uma provação para você, mas eu quero que saiba que agora você tem uma amiga, e eu vou te apoiar em toda a situação.

Sorri.

– Muito obrigada.

Nos abraçamos. Eu nunca pensei em fazer uma amiga tão improvável, mas eu estava feliz. Era a primeira amizade verdadeira que eu fazia na vida. Essa eu iria segurar com unhas e dentes.

O sinal tocou e decidimos sair do banheiro. Andy destrancou e passamos pela porta.

Assim que pisei do lado de fora, um furacão passou e me arrastou pela mão. Victor me guiou até um lugar vazio assim que o sinal tocou.

– Victor?

Ele estava ofegante, quase não respirava direito. Se virou para mim apoiado nos joelhos, mas logo se endireitou para me olhar nos olhos.

– Me deixa... falar... por favor.... – ele disse entre pausas para respirar – Me... desculpa... por favor.... eu estava zangado, sei lá o que deu em mim... mas hoje eu parei pra pensar e percebi que eu não quero um futuro sem você, eu não vejo um futuro agradável sem você. Eu preciso de você, Carly, eu sei disso agora, eu sei que posso dizer isso... eu te amo. E é a verdade – eu não conseguia acreditar que ele estava dizendo mesmo aquilo, mesmo depois de tanta hesitação – Caramba eu nem sei como nunca percebi o quanto te amo, mas eu amo. Me perdoa, por favor. Volta comigo.

Sorri. Depois de todo esse discurso e de tudo o que passei nas ultimas horas eu sabia exatamente a resposta.

– Não.

Ele deixou de sorrir e pareceu murchar.

Depois de tudo isso que se passou, eu percebi que todo esse tempo eu estava com o Victor por estar com alguém para me dar o suporte que eu precisava para superar tudo o que estava acontecendo em minha vida. Eu não tinha amigos, família... nada. Victor foi a Luz de minha escuridão, ele me salvou e eu sempre serei grata a ele por isso. Porém não vou continuar enganando a nós dois.

Eu tenho Janice agora – uma família – e Andy – uma amiga – eu tenho tudo o que não tinha no passado e será assim que eu irei me sustentar nesse momento difícil.

Virei-me e comecei a andar para a sala de aula. Meu coração muito mais leve agora. Mas não me distanciei o suficiente para deixar de ouvir:

– Eu não vou desistir de você, Carly Upsent.

E meu coração voltou a ficar pesado.

Notas finais
Gostaram? Review time!! Eu não queria deixar de comentar aqui algo muito importante que eu queria passar pra vocês nesse capítulo. A primeira é sobre o Bullying. Eu sei que tá todo mundo cansado de ouvir, mas cara isso é muito importante, ele ainda existe e deixa muita gente como a Carly e a Andy: muito triste e em depressão. A segunda e na minha opinião a mais importante: o perdão. Já pensou como o mundo seria mais colorido se todo mundo fizesse que nem a Carly e pedisse perdão de coração pelas maldades que fez? E melhor que nem a Andy que perdoou! É difícil, mas importante! Minha mensagem de páscoa pra vocês!! ;) Feliz Páscoa!!