Cheerios
6 Vá se fo... da... Vá se fadar!
Notas iniciais
Cheerios acordou várias vezes durante aquela noite. Não exatamente acordava pois, de certa forma, seu cérebro continuava dormindo. Isso era a única coisa que justificava as fadas, a zebra, um cavalo marinho rosa e a Barbie dando um show cantando Britney Spears em cima de dona Célia.
Ou era isso, ou ela realmente havia fumado uma tonelada de maconha.
Depois de uma série de alucinações, Cheerios teve certeza de que estava lúcida. Agora as coisas estavam em suas devidas cores e em seus devidos lugares.
Bem, quase todas.
- Mike? — ela perguntou. — O que você faz aí?
O homem, que dormia tranquilamente no lugar onde um dia estivera uma senhora chamada Célia, não pareceu notar que Cheerios falava com ele.
- ME RESPONDE SEU CARALHO!
Mike abriu os olhos e sacudiu a cabeça levemente.
- Ah, me perdoe, Cheerios. — ele se desculpou, corando um pouco. Cheerios suspirou. Mike estava ficando verde com bolinhas pretas. — Faz muito tempo que eu não durmo direito. Sabe, meu cavalo rosa pegou câncer no chifre e eu precisei passar várias noites com ele no hospital e...
- Espera, rebobina a fita! Você tem uma cavalo?
- Sim, e ele pegou câncer no chifre e...
- Dá pra pegar câncer no chifre?
- Dá, e ele estava em fase terminal e...
- Alguém devia dizer isso pro seu Vilson, meu vizinho.
Mike sorriu. Cheerios percebeu que fazia muito tempo que os dois não tinham um momento assim, de tanta intimidade. Uma pena que ela estivesse drogada.
Mas aquilo era o de menos.
- Mas e aí, seu cavalo está bem? — perguntou.
Mike deu de ombros.
- Foda-se o cavalo, Deus é mais.
No mesmo instante, Heinz Doofenshmirtz entrou no quarto, segurando uma agulha de sessenta e nove centimetros. Ele sorria maléficamente, apontando a ponta da agulha para o braço de Cheerios.
- Aí está você, Perry o ornitorrinco! — ele berrou. — Perry o ornitorrinco, the animal who lived, come to die... AVACA QUEDAVA!
Cheerios desmaiou.
Notas finais
é meu hobbie preferido, além de cultivar humanos para vender na deep web.
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