Checkmate

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Notas iniciais
Um capítulo curtinho comparado à o tempo para postar, não é? Desculpe, sou um pouco avoado, mas prometo que voltarei com um capítulo por semana... Isso se alguém acompanhar...

Jonh, Katie, Kai e Sandy corriam como loucos até a sala, onde possivelmente o assassino do diretor Carlos poderia ter deixado pistas valiosas. Passando pelo corredor 3, os garotos viram um amigo caído no chão e sua namorada, Annie, que encontrava-se estancando de um grande corte feito no braço.

– Royce, o que houve? — Perguntou Jonh preocupado.

– Viu aquele novato? Estou afim de decapita-lo!

– Que novato? E quem fez isso com você?- Interrogou Katie.

– Já disse, aquele garoto metido a espertalhão, o que tem o cabelo longo e olhos de gato!

– Alexy? — Disse Jonh e Kai no mesmo momento.

– Se ele foi capaz de fazer isso em Royce, aposto que poderia matar todos nós. — Disse Sandy assustada. — E o Fredy?

– É uma boa hora para nos preocupar, principalmente depois dessa horrível coisa que ele fez. — Kai falou, Katie segurou o ombro do garoto, pôs ele contra a parede e falou:

– Você conhece Alexy, sabe coisas sobre ele, o que tem a falar sobre isso?

– O que... Por que está fazendo isso? — Resmungou.

– Não tente me enganar, sou mais esperta que muitos dessa escola, agora me explique... o que você sabe sobre o garoto?

– Bem... Eu não o conheço muito bem, mas... Eu sei de uma coisa, que pode deixa-los frustrados...

– O que é? — Interrogou ela apertando o pescoço dele.

– É-é...um segredo nosso...

Kai foi esperto, usou o joelho para bater no estômago de Katie, e na hora certa começou a correr enquanto Sandy ajudava a amiga ferida. Jonh não segurou o ódio de seu melhor amigo, correu atrás dele afim de tirar satisfações.
***

Kai não demorou muito para chegar até Alexy, ele estava com o avental e o óculos das aulas no laboratório junto de Fredy, mergulhando a folha em uma substância. O rapaz cansado abriu a porta rapidamente, e falou:

– Alexy, Fredy, vamos sair daqui rápido ou...

– Ou o que traidor? — Disse uma voz familiar vinda da parte escura do laboratório, logo atrás de Alexy.

Era Jonh, seus olhos azuis escuros fulminantes e sua face não escondia o ódio. Ele colocou os braços em volta do pescoço de Alexy e começou a sufocá-lo.- Não vai salvar o seu amiguinho? Vai ter que vir com a gente se quiser seu amigo assassino vivo!

– Não dê ouvidos a esse idiota, vou conseguir me sol...- O garoto estava sem ar, não conseguia falar.

– Alexy! — Kai gritou. Depois se virou para Jonh e falou: — Você! Depois me chama de traidor, e ainda dizia que poderíamos trabalhar juntos!

Enquanto Jonh ficava mais sensível por causa do comentário, Fredy fez um sinal com a mão direita, dizendo que ia ficar tudo bem.

– Você espancou minha namorada, defendeu um novato que quase ninguém conhece bem, e ainda diz que eu estou errado? — Um sorriso sombrio abriu-se no rosto de Jonh, logo Alexy podia morrer asfixiado.

Fredy não perdeu tempo, ergueu um extintor e acertou a cabeça do agressor, que caiu no chão inconsciente. Alexy respirou fundo checando se seu pescoço não fora esmagado. Kai correu na direção dele e disse:

– Não temos muito tempo, vamos sair daqui antes que ele acorde!
E lá foram os três coelhos traidores saltitando pelos corredores em busca de um lugar seguro.

***

Depois de um tempo Katie se recuperou, decidiu ir a procura de Jonh. Não foi sozinha, Sandy estava lá para ajudar. Onde Kai teria levado Jonh? Sim. O laboratório de química.

Durante a travessia, as duas cruzaram com a amiga não tão simpática de Katie, Annie (a namorada de Royce), ela estava com um taco de Beisebol em suas mãos. Seus cabelos loiros estavam sujos de sangue, seus olhos acinzentados vibravam com um tom odioso, havia um sorriso cruel e sínico estampado em seu rosto, e continuava a repetir: " Meu lindo amor, você se fora..."

– O que houve com você Annie? — Disse Katie com certo receio de se aproximar da garota.

Ela não respondeu, a menina levantou o taco mirou para acertar Katie, e gritou:

– Morra!

Mas por um milagre, alguém empurrou a garota com o taco para o lado, pegou a mão de Katie e começou a correr, deixando Sandy com a garota psicótica. Essa pessoa levou Katie até a sala do 2º ano do Ensino médio.Depois de alguns momentos ela percebeu que essa pessoa era um garoto, ele tinha olhos como os de Alexy, claros como mel, os cabelos um pouco bagunçados eram lisos e negros, sua pele era branca como a neve, vestia uma jaqueta de couro e uma blusa da banda Iron Maden. O garoto segurou os ombros de Katie e falou:

– Você está bem? — Disse ele sem folego, a voz era familiar, ela certamente de alguém que ela conhecia — Meu nome é Nathanael, mas pode me chamar de Nathan! — ele sorriu, sua alegria era contagiante.

– Sim, estou... Meu nome é Katie...- ela tentou falar — Mas e Sandy? Ela ficou com aquela...

– Não se preocupe, ela vai ficar bem, apenas fique calma, iremos dormir aqui por hoje.- O som da voz dele era confortante, segura, a primeira vez naquele dia que ela ficara feliz.

Mal ela notou mas já havia ficado escuro, era noite, e ela estava esgotada. Nathan arrumava as cadeiras para bloquear a porta, enquanto a garota arrumava as mochilas dos alunos como travesseiros.

– Acho que irá vir a calhar, é só por hoje! — Disse ele deitando nas mochilas — Boa noite!

– Espere, onde vou dormir? — Perguntou ela o óbvio

– Do meu lado, ora, eu não mordo, sabia? — falou indignado

– Tudo bem, mas não tente fazer nada comigo, espertinho! — Os dois riram

Depois de se deitar ela ficou pensando em seu namorado, Jonh, o que ele teria feito se estivesse vendo isso, iria reprovar? ou apenas ignorar? Logo ela foi dormir, na liberdade, entrando na porta dos sonhos.