Chasing The Sun

1 Out of Town Girl


Notas iniciais
Mais uma nova fanfic de percabeth, awnt. Felicidade me definindo hoje e sempre ♥

Out of Town Girl


Annabeth finalmente acordou. Lá estava seu marido ao seu lado, Luke Castellan. Ela sorriu ao vê-lo, ele era lindo. Os cabelos totalmente louros, cor de areia, ela conseguiu ver o peito musculoso e dividido. O sorriso se transformou em cansaço ao deslizar para fora da cama e lembrar-se das atividades domésticas que teria que realizar. Desembaraçou os cabelos loiros dourados com os dedos antes de se encaixar no hobby.

O apartamento era quase uma mansão, a segunda em oito meses de casados. Tinha uma escada na lateral da sala principal, a cozinha era o próximo cômodo, acoplado a sala em estilo inglesa, com um balcão de mármore grande, três bancos grandes atrás dele e do outro lado, os móveis comuns das cozinhas, um armário de pequeno porte que se erguia desde o fogão até a geladeira, logo vinha dois quartos vazios, apenas com itens básicos para algum convidado inesperado, o outro “quarto” era um escritório formal para ambos. No andar de cima, ficava o único e enorme quarto de casal. Uma cama maior que as normais de casais com um dossel branco, tinha duas portas nos lados opostos, uma do banheiro e outra do closet, que também era enorme, existia uma luminária elegante em cima da cama.

O casamento de Annabeth Chase Castellan nunca fora um dos melhores, definitivamente.

Era a sócia principal da maior empresa de advogados de NYC no meio de nove sócios, era uma empresa de herdeiros, na verdade. Sua mãe deixou o lugar para ela, e isso ia seguir-se. Conheceu Luke no mesmo ano em que entrou, ele era atraente e bonito, e todas as secretárias falavam em como tinham azar de não trabalhar com ele e outras coisas que agora, não seria bom citar aqui. Eles se conheceram quando foram almoçar no refeitório, ele se sentou na mesma mesa que ela e então, começaram a namorar. Seus chefes, Thalia e Nico, não sabiam que eles namoravam, o que, pela visão conceituada e discreta de Annabeth, foi o certo a se fazer. Eles nunca tiveram o chamado “fogo” ou “desejo” de ficar o dia todo na cama fazendo sexo, e quando faziam eram menos de dez minutos, no estilo mais tradicional possível. Eles só começaram a namorar porque era a junção do útil ao agradável, os horários se batiam e os dois eram bons na frente do juiz. Tudo se encaixava, e Annabeth se conformava com tudo que acontecia. Quem precisava de desejo quando poderia ser rica e conhecida por todo o país?, ela pensava.

Annabeth tirou os ovos da geladeira e começou a preparar seus matinais e tradicionais ovos mexidos, Luke nunca tomava café em casa, então ela sempre fazia o mais simples.

Por fim, hoje seus chefes iriam viajar para a lua de mel, ela não tinha certeza onde seria, mas isso não importava para ela, se ninguém entre os três principais herdeiros viessem tomar o poder, ela comandaria por tempo indeterminado e, mesmo assim, isso não a agradava. Nunca tivera nenhuma intimidade com nenhum dos dois, mas se tivesse alguma simpatia, esta seria com Nico di Angelo, Thalia sempre a olhava desconfiada, como se tivesse esperando que ela voasse em cima do pescoço de Annabeth, o que nunca aconteceria, é claro. Mas, ela sempre tivera um respeito enorme por Annabeth, quer dizer, todo mundo tinha por ela ser a filha da poderosa, justiceira e melhor advogada que aquela empresa já havia visto e perdido, Atena Chase.

– Bom dia, amor. – Luke acenou já da porta, o paletó bem passado cor de gris, a gravata verde clara perfeitamente certa, o sorriso forçado e sonolento no rosto.

– Hey. – Annabeth torceu os lábios

Mas, ele já tinha fechado a porta. Continuou pensando em quem administraria o Olimpo. Já ouvira falar no terceiro herdeiro, mas só vira em capas de revistas de fofocas e escândalos, não era o tipo de cara que deveria mandar no Olimpo. Devia ser um irresponsável.

Annabeth comeu seu café forte com ovos mexidos, sozinha e entediada, como sempre. Subiu as escadas de vidro até o closet e procurou uma roupa. Uma calça social bege, um sapato de um salto assustador preto, uma blusa com um decote médio de alças grossas preta e um blazer da mesma cor da calça. Saiu do banho, exalando o cheiro de rosas e morango, tirou o roupão branco e pesado de cima do corpo e começou a vestir-se, penteou os cabelos e deixou os cachos soltos, pegou a bolsa de couro preta da Gucci e esperou calmamente o elevador. Era um dia qualquer para ela.


***

– Mas, amor, é o seu primeiro dia... – Rachel deitou no peito de seu namorado no carro

– Rachel, poupe-me de seus shows. – ele rolou os olhos – Rapaz, você sabe onde é o Olimpo? – perguntou ao taxista

– Sim, senhor.

– Ótimo. – sussurrou

– Mas, onde ficarei, Percy? – ela murmurou perto de seu ouvido, manhosa, um som enojado para Percy

– Sei lá, Rachel, se vira! Tem o hotel que pegamos, mas procura, sei lá, procura um apartamento.

– Não acredito que vai me deixar sozinha aqui.

– É o jeito, docinho. – ele disse, de uma vez

O carro parou na frente de outro, era prata, mas Percy não se limitou a ver qual era. Ele desceu do carro e fechou a porta antes que Rachel descesse, abaixou-se na altura da janela e deu um selinho em sua namorada.

– Sei que vai achar o certo.

Fez o movimento abanando o ar e o carro se foi.

Percy abriu a porta de vidro e se viu no hall luxuoso do Olimpo, teto alto e brilhante com várias luminárias, sofás de couro preto ao longo dele, pessoas a espera e outras, andando furiosas e calmas demais por lá. Um balcão enorme preto com vários detalhes prateados, ele viu uma cabeleira loira passar por ele que se virou assustado e fez derrubar sua bolsa junto com uma pasta cheia de papéis.

– Que droga. – ela reclamou, furiosa – Não acredito que comecei o dia assim, que droga. – quase gritou

– Ei, desculpa. – Percy tentou

– Como se isso fosse mudar alguma coisa, não é? – ela jogou os cabelos para trás

Percy piscou, os olhos dela eram cinzas. Cinza, muito estranho.

– E muda, faz com que eu pareça educado.

– Ah, sim, claro, me fazer cair. Claro que sim. – disse, sarcástica

– É uma ótima recepção.

– Se um dia meu carro passar por cima de você, — ela olhou em seus olhos de forma ameaçadora – na frente do juiz, irei fazer com que isso pareça um acidente.

Percy revirou os olhos enquanto a mulher irritada seguia para o elevador.

Uma boa garota para sacrificar, ele pensou.


– Bom dia, Melanie. – Annabeth disse quando viu sua secretária do outro lado do elevador

– Bom dia, Sra. Castellan. – ela esticou o braço, entregando um café do Starbucks que Annabeth não olhou qual era apenas bebeu de uma vez sentindo a mistura de baunilha, chocolate e essência de café – Aqui são alguns dos casos que chegaram para a senhora, tem um sequestro e um roubo de um colar de pérolas negras e uma pulseira de ouro com diamantes e rubis.

– Uh. – Annabeth assoviou – Coitado do ladrão. – lamentou falsamente, entregando sua bolsa para a secretária e seguindo para a sua sala.

– O novo chefe já chegou, ele pediu uma reunião daqui a meia hora com todos os sócios, principalmente com a senhora. E ah, ele disse que quer ter um jantar de negócios. – ela murmurou, com um sorrisinho – E ele é um gato, Annie.

– Eu sou casada, Melanie. – respondeu, dura

– Claro que sim. – Melanie tossiu e entregou mais duas pastas para Annabeth – Aqui são sete contratos de duas empresas civis, uma de cosméticos, uma de tecidos, uma de confecção, uma de arquitetura e de um artista de Los Angeles que chegou hoje de manhã, ele pediu para que a senhora visse imediatamente já que ele pretende assinar hoje de noite.

– Como se eu trabalhasse apenas para ele.

– Sim, senhora. Eu falei isso, mas parece que ele não ouvia nada mais além de sua própria voz.

– Obrigada, Melanie.

– Ah, não se esqueça da reunião, Lee pediu para que não se atrasasse novamente. – Melanie sorriu – E o novo chefe tem uma novidade.

– Tomara que ele tenha comprado uma passagem sem volta para os quintos de inferno com abraço grátis naquele carinha com chifres. – Annabeth presumiu ao abrir a porta dupla de madeira clara

– Certamente, não. Ele apenas reforçou o pedido de Lee e disse que espera te conhecer logo.

– E que ele vá para os quintos dos infernos. – falou, de novo

– Aliás, alguns casos de Nico ficaram com você, eu não sei bem quais são, mas assim que eu der uma olhada farei os relatórios e te mandarei assim que possível.

– Novamente, obrigada, Melanie. E, por favor, me arranje alguns salgadinhos e um croissant.

– Sim, senhora. Quando a reunião estiver prestes a começar, eu te chamarei.

– Obrigada.

Então, a loira fechou a porta com força e suspirou, aliviada. Retirou o blazer e jogou em cima do seu sofá branco. Sua sala era, especialmente, perfeita.

Uma mesa de carvalho com duas gavetas em baixo, duas poltronas cobertas de couro atrás de sua mesa e outra poltrona enorme, ela sentou-se nela e esticou as pernas ligando o laptop e tentando organizar os papéis. Nunca fora muito boa com isso, no final, sempre perdia todos e tinha que pedir a Melanie que refizesse todos os relatórios, mas ela já devia estar acostumada com isso e deixava muitas cópias consigo.

– Ah, meus papéis. – Annabeth murmurou tentando achar os relatórios que estavam no carro

Eles deviam estar misturados com os outros que Melanie havia te dado. Por que logo hoje aquele idiota se bateu comigo?

O telefone tocou e Annabeth teclou na primeira tecla ligando viva voz enquanto mexia nos papéis. Não achava nenhum, os que Melanie havia te dado hoje estavam juntos por clipes e outros marcados com marcadores de textos e aqueles adesivos coloridos, como se tivessem na faculdade, ainda.

– Senhora? – ouviu a voz de Melanie, como se tivesse falado antes

– Ahn? Pode repetir, por favor? – pediu

– Srta. Beauregard está aqui, ela quer falar com você.

– Ah, sim, pode entrar.

Logo, a porta abriu e revelou sua melhor amiga.

Os cabelos louros presos em um coque elegante e sexy, ela usava uma saia preta, uma blusa branca com um decote enorme e um blazer preto e justo, ela era linda e todos sabiam disso. Ela tinha um rosto fino com traços leves e delicados, os cílios volumosos e olhos de um verde extremamente claro. Sua mãe, Afrodite, nasceu na Grécia, e deve ter sido por isso que ela tinha uma beleza quase extraordinária demais.

– Oi, Silena. – Annabeth não ergueu os olhos para vê-la

– Oi, Annie. Como está? Bom, já soube do novo chefe? Ele é um gato!

– Hm... – soltou indiferente – Você veio pegar aqueles papéis que te prometi, não é? Você tem que me desculpar, eu vinha com eles nas mãos e deixei cair quando um cara me derrubou, então Melanie deve ter as cópias, eu vou pegar com ela e depois te dou, tudo bem?

– Não, eu não vim por isso. Eu vim porque queria te falar do novo chefe, ele veio te pedir para jantar?

– Silena, o que eu estava falando era sério! – resmungou

– Sim, eu sei, mas ele te convidou para jantar! Uau, você é muito sortuda, Annie.

– É.

– Então, como você deve estar muito ocupada pensando nisso e em como seu marido é um inútil...

– Silena! – repreendeu

– ...eu vou pegar os papéis com Melanie e nos vemos na reunião.

Silena não esperou ela responder e saiu da sala batendo os saltos no piso de madeira. A loira resmungou qualquer coisa, passou as mãos pelos cabelos e não se preocupou em fazer um coque frouxo e ridículo no cabelo com molas, pegou o primeiro contrato e se levantou. Toda a parede do fundo era feita de vidro fumê sendo assim, ela tinha uma plena visão da cidade mais movimentada do mundo, ela conseguia ver a ponte que levava para Manhattan, com os prédios altos e os carros furiosos. Ela deu um sorriso pequeno, finalmente se encontrando em seu lugar. Não se preocupou com o que Silena disse, só porque toda sexta e sábado ela ia para uma boate nova e bebia até ir para a casa de um cara e se divertir, ela preferia ver o vídeo sozinha comendo pipoca e esperando Luke chegar, irritado e ir dormir, só que ao contrário.

Annabeth deu as costas para a visão poluída que tomava conta de seus olhos e se concentrou em ler os prós e os contras da primeira empresa de arquitetura.

Quinze minutos depois, ela já começava a escrever um email para a empresa, dizendo o que ela deveria mudar ou manter, se deveria conversar com a empresa que propôs o contrato ou se deveria esperá-la. Ela enviou o email para Melanie para que ela pudesse verificar, guardando uma cópia em seu laptop. Pegou o caso do sequestro e deu um sorriso quando viu que o suposto sequestrador estava preso. Ela adorava casos assim. A audição oficial seria na próxima sexta e, obviamente, seu novochefe queria vê-la.

Ele não iria, ele não seria tão provocante, pensou furiosa.

Continuou a ler e percebeu que teria que falar com a vítima e com seu pai, logo depois pegar algumas pistas e provas com a polícia e a perícia. Annabeth refez o coque horrível e frouxo, deitou-se no sofá e tirou o salto jogando de qualquer jeito, desabotoou a calça apertada e pensou que estava gorda, deveria ser por isso que Luke tanto a ignorava e a deixava de lado.

Ou ele tinha achado outra, suspirou. Não devia ser verdade. Ele não seria tão ruim com ela, aliás o que ela havia feito com ele? Ela sempre fora tão fiel e amigável. Apenas amigável. Ela esticou as pernas e empurrou os saltos para a porta, estalou os pés e finalmente, se sentiu confortável no sofá pequeno. Escondido atrás da estante de madeira escura tinha um edredom vermelho, Annabeth o puxou e cobriu até a cintura, começando a ler o caso. Isso, sim, era uma boa vida. Longe de homens, longe de problemas e longe de qualquer coisa que não a agradava.

Os olhos de Annabeth começaram a pesar, mas ela procurou o café com os olhos, estava em cima de sua mesa, longe demais, se dormisse que dormisse, ninguém iria acordá-la mesmo. O telefone tocou, mas ela ficou com preguiça e ignorou, continuando a ler seu perfeito caso. Ela mantinha um sorriso torcido no rosto, ela tinha confiança que poderia ganhar. Tudo estava tão óbvio.

Mas, nem tudo que é tão bom dura para sempre.

A porta se abriu e uma voz grossa e rouca soou, ela não se levantou, estava ocupada demais lendo, mas alguém tropeçou em seu sapato e quase caiu. Foi o mesmo cara que a derrubou hoje de manhã.

Annabeth ergueu os olhos, desinteressada.

– Estamos quites. – ela murmurou

– Ahn? – o cara levantou

Annabeth desceu a mão, discreta e voltou a abotoar a calça, sentando-se no sofá com os cabelos extremamente bagunçados, ela apenas fez seu coque e avaliou o homem.

Ele era, realmente, de perder o fôlego. Os olhos eram verdes, variando entre o verde claro e o escuro, entre o confuso e irritado, e a parte inferior mudava com facilidade como se pequenas ondas tivessem passando por ali. Seu corpo era alto e musculoso debaixo do paletó preto e da gravata azul escura, os cabelos eram bagunçados e ele ainda passava as mãos, como se quisesse dar um jeito neles.

– Quem deixou você entrar? – ela perguntou, irritada

– Falta cinco minutos para a reunião, todos estão na sala te esperando.

– Falta cinco minutos, ainda. – ela se levantou e encaixou os saltos nos pés delicados e pequenos, buscando o blazer — Aliás, quem é você?

– Ninguém te falou sobre mim?

– O cara do inferno? Ah, não, que me derrubou e me fez perder todos os meus casos. Ah, sim, me falaram da assombração.

– Com certeza, irei me recordar sempre de seu lindo sarcasmo.

– Ah, que nada, ele melhora com o tempo de convivência. – ela rolou os olhos

– Sou Percy Jackson, filho de Poseidon. Todo mundo está me chamando de “novo chefe”.

Annabeth assoviou. Como se tivesse feito tudo errado. Primeiro, quase o matou quando o viu na recepção, depois ele entra sem bater, ela deveria ter notado, quer dizer, Melanie tentou avisar, mas ele já havia entrado. E mesmo assim, ele não tinha esse direito. Ela poderia estar... O que? Nua? Definitivamente, sim. Mas, ela não se preparou e continuou com os papéis do caso no braço enquanto ele corria os olhos por seu decote e todo corpo.

– Você pode, por favor, sair daqui? – ela apontou para a porta, ele deu um sorriso divertido e malicioso

– Ok, qual é o seu nome mesmo?

– Você saberá.

Melanie entrou, assustada e então, quase implorou para que Percy saísse da sala, aliás, ela não queria perder o emprego. Entretanto, Annabeth respirava com dificuldade, envergonhada, com as bochechas vermelhas e tentando manter a calma. Ela sentia as pernas tremerem quando Percy lançou o olhar para seu corpo sem curvas, ele a olhava de um jeito quase... Quase como se quisesse aquilo que tinha visto e aquilo, não era bom. Não, não era. Ela era casada, queria ter filhos e uma vida feliz com seu marido, não tinha?

Bom, Annabeth só esperava que aquela reunião terminasse rapidamente, voltando para o seu lindo e perfeito lar.



Seu salto batia irritantemente no piso do elevador, esperando chegar ao último andar, na sala de reuniões. Ela estava sete minutos atrasada, não tendo motivos para isso. Os cabelos continuavam no coque desarrumado e o blazer estava um pouco amassado, coisa que ela tentava disfarçar passando a mão em cada segundo.

– Bom, os casos de Nico está com a senhora e os casos de Thalia estão com Luke, ela pediu exclusivamente para que ele cuidasse de tudo.

Um sentimento inquietante cresceu na boca do estômago de Annabeth, mas ela trabalhou em deixá-lo de lado.

– Ótimo. Só isso?

– Ele disse que o jantar ainda está de pé. E que está ainda mais ansioso para conhecê-la. – Melanie deu de ombros ao chegarem à porta da sala de reuniões. – Boa sorte, senhora.

– Ok. Bom, vamos lá. – ela respirou fundo três vezes seguidas. Trocou os papéis do primeiro caso para outro braço, bateu o salto mais uma vez no piso amadeirado e abriu a porta.

Todos olhares se voltaram para ela. Os olhos azuis com riscos dourados de Lee piscaram, com um sorriso amigável e sexy, ele sempre estava sexy. Os olhos castanhos de Beckendorf passavam um aviso, assim como os olhos cor de mel de Katie, os olhos verdes de Silena estavam vivos e brincalhões, como se tivesse falando “Eu disse que ele era um gato”, ele procurou os olhos azuis brilhantes de seu marido. Ele não a olhava, ele digitava algo em seu telefone e ela se sentiu rejeitada, mas deixou de lado segurando a parte de trás de sua poltrona, a segunda que não estava sendo ocupada. Assim, como sua sala, as paredes da sala de reuniões eram feitas de vidro, como todas as salas, o novo chefe olhava através vendo alguma coisa interessante demais que ela não conseguia distinguir, mas ela não se sentou, ela não estava com vontade e estava com raiva por seu marido ignorá-la.

– Bom, finalmente, a Srta. Chase chegou.

– Sra. Castellan. – ela corrigiu

– Não gosta de seu sobrenome de solteira? – ele ainda estava de costas

– Isso não tem nada a ver com a reunião, eu suponho.

– Diz que um bom chefe, sempre ajuda seus funcionários, não? Eu gosto de ajudar. – Percy virou-se, com um sorriso torto

– Se isso é interferir-se na vida dos outros, certamente, o senhor está errado.

– Percy, por favor. – ouviu uma voz feminina, no entanto não distinguiu quem seria

– O senhor – frisou — deve saber que todos nós temos o que fazer e não marcamos reuniões para ficar falando sobre nossos sobrenomes.

– Certamente, Srta. Chase.

Annabeth trincou os dentes.

– Ou posso te chamar de Annabeth? Ou Annie?

– Senhor Jackson. – Silena o chamou a atenção, com os olhos duros, Annabeth suspirou aliviada – Devo concordar com o que Sra. Castellan disse, temos o que fazer.

– Bom chamar minha atenção, Silena. – Percy pegou duas pastas diferentes e abriu a primeira na mesa de metal – Hm, quem ficou com os casos de Nico? – ele perguntou

– Eu. – Annabeth ainda estava em pé e batia o salto, ela abriu sua outra pasta que Melanie havia deixado em cima da mesa e a abriu – Uma invasão que durou três dias. Apenas esse. Suponho que ele tomou conta de tudo antes de entrar em lua de mel.

– E com os de Thalia? – argumentou

Luke levantou a mão e abriu sua pasta.

– Dois assassinatos feitos na Califórnia e um estrupo na Carolina do Norte.

Beckendorf assoviou.

– Thalia toma conta de coisas fortes. – murmurou

– Certamente. – Katie, ao seu lado, concordou

– Bom, eu estou certo que o Sr. Castellan e a Srta. Chase cuidará bem dos casos, se por um contratempo, vocês quererem dar para alguém seus casos, digam agora.

Os dois ficaram calados, e não disseram nada, isso durou por meio segundo.

– Muito bom. Então, Srta. Chase, acho que sua eficiente secretária, te disse que estou muito ansioso para que o nosso jantar chegue logo.

Annabeth suspirou e puxou sua poltrona, suas pernas voltavam a tremer. E ela não conseguia entender o porquê disso, se era de ansiedade, medo ou raiva.

Luke olhou para Annabeth, desconfiado ou como não entendesse.

– Eu estou tremendo de ansiedade, senhor. – ela disse em um tom de resmungo.

Literalmente, pensou.

All you gotta do is read the signs, the exist is to right, I don't know your name, but I love your smile, I love the way you put down down down down

Notas finais
Espero que tenham gostado :3