Chasing The Sun
2 Bésame Sin Miedo.
Bésame Sin Miedo
Annabeth nunca pensou que isso aconteceria. Estar em dúvida em que roupa usar para jantar com seu chefe? Oh, nunca, ela sempre pensou que seria fácil. Sempre mesmo.
Mas, ela não estava, usava apenas uma lingerie azul escura e se olhava na frente do enorme espelho que tinha dentro do closet. A porta estava entreaberta, mas ela sabia que Luke não ia chegar agora.
Ele nunca chegava. Se tivesse sorte, ele chegava antes de uma hora da manhã, no entanto, ela ouvia passos firmes vindo do quarto, não arriscou olhar para trás, mas pegou dois vestidos e olhou o terno comportado de esguelha. Não era a melhor escolha, aliás, era muito casual. Ela ainda nem sabia se deveria ir.
– Tudo bem aí? – ouviu a voz de Luke
– Hm? – ela pendeu a cabeça para trás – Sim, tudo bem, amor.
– Certeza? – ele apareceu do outro lado, encostado a estante que ficava dez centímetros abaixo do teto
– Claro. Aliás, qual você acha melhor? – ela mostrou os dois vestidos
Um era preto, com o decote redondo marcando a cintura e vinha um pouco acima dos joelhos, fazia com que seu busto chamasse a atenção e mesmo assim, era comportado. O outro era de um rosa claro, parecia o mesmo modelo, mas um pouco ousado, o decote atrás podia mostrar o osso flexionado e era na metade das coxas. Luke avaliou e apontou para o preto.
– Acha mesmo? Ou com uma calça de couro? – ela perguntou, ainda em dúvida
– Por que está tão indecisa e amedrontada? – Luke perguntou, com uma sobrancelha loura arqueada
– Eu? – ela disse com a voz falha – Sabe que não estou assim... É... É só um jantar de negócios. – Annabeth deu de ombros – E... por que chegou cedo hoje?
Ele mudou de peso do corpo, desconfortável, Annabeth percebeu.
– É que eu saí de lá cedo, e fui com Ethan naquele barzinho perto do Olimpo.
– Hm... – ela murmurou enquanto se colocava dentro do vestido – Bom, eu acho que já vou indo. Ele marcou às oito e já são oito e meia, acho que ele não gosta que as pessoas se atrasem. – ela colocou o salto e repassou o brilho nos lábios, deu um sorriso para o espelho e mexeu nas molinhas de seu cabelo dourado – Já estou indo, amor, eu deixei uma lasanha no microondas, mas eu pensei que você fosse chegar tarde, então só tem um pouco. – ela se aproximou dele
– Você tem que começar a comer menos, hein. – ele deu um sorrisinho enquanto deitava a mão em sua cintura
É, eu estou gorda, eu sei, ela pensou, como se fosse óbvio.
– Estou indo, nos vemos depois. – ela deu um selinho rápido nele, no mesmo tempo que pulava para colocar o outro sapato, ele retribuiu rapidamente e entrou no closet a procura de qualquer coisa.
Annabeth adentrou o carro prata brilhante e se olhou novamente no retrovisor superior, verificando a sombra escura e depois passando um lábio no outro. Ótimo. Então, se preparou para ir ao restaurante sem graça e gorduroso de NYC.
O restaurante era diferente do que Annabeth pensara, não era nenhum pouco elegante, parecia um daqueles de beira de estrada, mas mesmo assim tinha uma fachada bonita. No entanto, estava fechado, com a plaquinha vermelha com as letras grandes e em ótimo sinal.
Ótimo, ele me deu um bolo. Ela até pensou em voltar para o carro e correr para casa, seria a melhor coisa a se fazer, mas antes que ela o destrancasse ali estava Percy Jackson. Os cabelos tão bagunçados quanto de manhã, os olhos risonhos, mas os lábios postos em uma linha reta, usava uma calça jeans e suas mãos estavam enfiadas no bolso enquanto ele se balançava para frente e para trás, usava uma camisa polo azul de mangas curtas, com gola V e Annabeth se forçou a não olhar como aquilo ressaltava seu corpo e como ela já poderia voltar para casa pensando em quanto ela era sortuda.
Percy pensava a mesma coisa. Ou de um jeito mais safado, como: hoje é meu dia. Ele não importava de que seu telefone estava vibrando desde uma hora atrás, ele não se importava que ainda estava parado feito um idiota, balançando-se para frente e para trás, ele não se importava de que seu cabelo tivesse todo bagunçado como um adolescente que mal escovou os dentes e ele não se importava de que sua namorada – uma modelo extremamente irritante – ainda não tivesse se tocado de que ela não era nada mais que um passatempo. Porque a brincadeira de verdade, tinha acabado de chegar. Lá estava ela, com um vestido provocante preto, mesmo sendo comportados, os cabelos voando de um jeito sedutor por causa do vento e os olhos cinzas – como se tivesse uma tempestade com direito a ciclones, e trovões – chamando toda sua atenção. Ele nem se deu tempo de olhar para os lábios carnudos e discretos, mas quando o fez, seu coração pareceu parar e uma tempestade de borboletas e uma pressão forte no pé da barriga insistiram que ele deveria dar um bom tempo analisando aquilo. Devendo, ou não, ele não o fez. Mas ainda tinha muito tempo.
Finalmente, Annabeth começou a se mover sobre os saltos assustadores, Percy quase perdeu o ar ao vê-la de perto, mesmo com o salto ainda era uns três a quatro centímetros mais baixa que ele, no entanto, tentava passar uma impressão que não se importava com seu nariz fino e arrebitado levemente, o rosto fino com bochechas levemente coradas. Ela parecia um anjinho, ele percebeu, o anjinho que merecia toda sua atenção.
– Boa noite. Srta. Chase. – Percy disse, ainda com o tom de voz provocador que usara na sala de reuniões
– Aqui é o restaurante que havia falado? – ela perguntou, quase enojada
– Sim, por que? Prefere algo mais luxuoso com uma comida ruim? – disse Percy, com um sorriso
– Não, tudo bem... É que você poderia ter me avisado, não é? – ela falou passeando os dedos pelos cachos – E por que está fechado?
–Não gosto que pessoas ouçam as conversas de negócios.
Annabeth sentiu medo daquilo. Mas uma sensação estranha, quase como adrenalina percorria suas veias, ela apenas assentiu quando ele abriu a porta com persianas marrons. Todas as mesas estavam com as cadeiras em cima delas, apenas uma mesa no meio estava forrada com um tecido vermelho vivo, em cima havia duas taças cheias de vinho até a boca e Annabeth pensou onde estava a classe daquelas pessoas, a classe de Percy, aliás. Tinha dois pratos com uma salada do lado e um hambúrguer enorme com duas carnes, salada, e tudo que tinha direito. Annabeth arregalou os olhos, assustada.
– O que é isso? – ela perguntou
– Um hambúrguer. Por que você é vegetariana? – Percy argumentou, envergonhado, no mesmo momento, ele puxou a cadeira para Annabeth sentar
– É, eu sou. Você deveria assistir a aqueles vídeos em que eles maltratam tanto todos os animais! É horrível, eu já pensei em dar uma palestra sobre isso no Olimpo, mas naquele tempo Zeus ainda mandava no Olimpo, não Thalia e ele era muito rígido, sabe, então deixei de lado, minha mãe disse que eu deveria ser mais paciente, mas o tempo passou, então deixei de lado. Aliás, eu consumo algumas coisinhas, raramente, mas... Hambúrguer? Não, obrigada, apenas vegetariano.
Percy deu um sorriso, apoiando o queixo na mão. Um queixo másculo, Annabeth percebeu.
– Pode continuar. – ele pediu fazendo um movimento indiferente no ar
– Não, é só isso, podemos começar.
– Não, eu gostei. Se eu não gostasse tanto de carne, hambúrguer e churrasco, eu tentaria seguir seu raciocínio. É muito bom.
– Se eu fosse nutricionista, e não advogada. – respondeu sarcástica
– Não queria ser advogada? – ele continuou perguntando
– Que tal, arquiteta? – Annabeth disse com um brilho nos olhos que Percy fez questão de notar e se perguntar se ela já havia falado com alguém sobre isso
– E por que não virou arquiteta?
– Bom, minha família é uma grande linhagem de advogados. É como você não querer decepcioná-la.
– Sou todo a ouvidos.
Ela riu, levando a taça a ponta dos lábios e ingerido o conteúdo escuro.
– Sabe, Zeus? Bom, ele teve um caso antes de se casar com Hera, mas ele era muito novo, talvez uns quinze anos, e então teve a minha mãe, Atena, ela foi meio que deixada de lado, mas ela então fez advocacia e aquele clichê em que o pai se orgulha e blablabla.
Percy deu um sorriso torto e mexeu na salada ao lado, como se estivesse pensando.
– Mas, então, o que você vai comer? – ele perguntou, talvez preocupado
– Não se preocupe comigo. Pode comer. – Annabeth incentivou
Contudo, ele não pareceu que realmente queria comer tudo aquilo sozinho, a garota de olhos tempestuosos pegou um dos alfaces soltos e o mordiscou, Percy deu apenas uma mordida no hambúrguer, ele se sentia mal por ter escolhido tudo errado. A mão dele brincou com seus dedos finos, e suas bochechas coraram.
– Olha, acho que deveríamos começar com... – Annabeth tossiu, ao ver os olhos intensos verdes a encarando – a conversa, você sabe, sobre negócios.
Annabeth não sabia o que pensar nem o que dizer sobre aquele olhar impiedoso sobre si, que tal, sair de lá e ir dormir? Seria uma boa escolha se ele não tivesse inclinado sobre a mesa, fazendo com que seus olhos estivessem cada vez mais pertos. Agora, seus olhos verdes estavam enigmáticos, em um tom escuro e feroz, os dela estavam ansiosos pelo o que poderia acontecer, e amedrontados.
– O que...
Mas ela não conseguiu terminar a frase. Lá estava os lábios quentes dele contra os seus lábios frios, primeiramente, ela teria que recuar, mas sua mão forte estava forçando seu queixo a ficar, ela não sabia o que fazer, no entanto deixou sua língua acariciar seu lábio inferior e adentrar a boca, ocupando cada espaço, ela se sentiu anestesiada pelo seu cheiro diferente e salgado, como se ele tivesse saído das aulas de surf e corresse para cá. Suas mãos pequenas estavam nos ombros dele, sem saber o que fazer. Ele sabia muito bem o que estava fazendo, uma de suas mãos estava na nuca dela, acariciando seus cabelos ralos e loiros. Do nada, ele parou, encarando os olhos cinza confusos da garota à sua frente. Percy não esperou muito pra começar a agir.
Segurou sua mão e foi até uma mesa, empurrou as cadeiras para o chão, apressado, se elas haviam quebrado, isso pouco importava para ele. O seu maior desejo agora era ouvir o gemido daquela mulher nova à sua frente. Ela era diferente de qualquer outra, como se tivesse uma ingenuidade própria, tentando parecer a garota forte. Sua expressão ainda estava confusa quando Percy soltou um sorriso safado e a encostou contra a mesa de madeira, as mãos fortes apertaram suas coxas por cima do vestido preto, Annabeth mordeu os lábios, indecisa do que estava fazendo, mas ela não queria parar, percebeu. Percy a sentou em cima da mesa redonda e ela jogou as mãos para os cantos dela, o garoto desceu os beijos pelo pescoço branco dela, ouvindo o gemido baixinho em seu ouvido.
Já era um começo, pensou vitorioso.
Pela primeira vez, em muitas noites de sexo, Percy não soube o que fazer, mas improvisou. Percebendo que ela estava bem mais excitada do que ele, suas mãos apertaram ainda mais a coxa dela que jogou a cabeça para o lado e deu um gemido entre dentes. Por fim, ela tomou uma surpresa. Ele subiu a barra de seu vestido até a cintura e se deparou com a calcinha comportada azul.
– Minha cor preferida. – murmurou, alegre
O homem de cabelos bagunçados se agachou entre as coxas dela, as colocando em cima de seus ombros... Annabeth não poderia ter corado mais. Ele afastou a calcinha com dois dedos e mergulhou a língua dentro dela. Annabeth quase soltou um grito – mas limitou-se a um gemido estrangulado – quando sua língua fria ou quente, ela não conseguia definir, deu-se encontro com sua intimidade pulsante. Seu coração batia tão rápido que ela pensou que poderia vomitá-lo a qualquer momento, suas mãos estavam tremendo, contudo ela as embaralhou nos cabelos negros bagunçados, incentivando-o a ficar a eternidade com sua língua e boca hábil ali. Ela não sabia dizer se foi sua língua, ou dedo ou seus lábios que apertaram um lugar qualquer, confuso para ela, mas ela gritou de excitação. Onde esse maldito estava topando?, ela quase perguntou
– Olha, — ele se afastou alguns milímetros e levantou os olhos, alegre e com um sorriso – eu achei.
Annabeth teve que admirar sua carinha de criança como se tivesse acabado de ganhar um doce. Era sexy como seus lábios se contorciam naquele sorriso e seus olhos piscavam, pedindo mais. Seus cabelos loiros caíram pelos ombros, seus lábios entreabertos sem saber o que falar, apenas gemendo e soltando gritos agudos quando ele tocava naquele ponto em especial. Por fim, ele introduziu sua língua com maestria, o que a fez soltar um grito que todos devem ter ouvido. Então, ela chegou ao ápice.
Percy apertou os joelhos com as mãos, finalmente, soltando as coxas de Annabeth, no entanto, suas pernas ainda estavam nas costas dele, arranhando-o com os saltos assustadores.
Essa é a hora de você fugir, idiota. Ela deve ter gritado isso centena de vezes em sua cabeça, mas não conseguia parar de ofegar e olhar a cabeça abaixada daquela pessoa perfeita à sua frente. No momento em que Annabeth estava voltando com seu bom juízo, ele já estava a sua frente, brincando com seu pescoço, o lambendo. Annabeth voltou com sua respiração rasa e ofegante, jogando a cabeça para o lado, dando uma visão privilegiada de seu decote para Percy. Ele se conteve para não rasgar o vestido e tê-la no mesmo momento.
Uma coisa de cada vez, se lembrou. Ela que deveria correr por você, não você por ela.
Ele deu uma mordida feroz em seu pescoço, o que fez o coração de Annabeth falhar algumas batidas, ela sabia que logo aquilo ficaria vermelho, talvez roxo, mas ela não se importava enquanto ele estivesse lambendo aquele local com tanto prazer, fazendo Annabeth ficar molhada de novo.
Percy desabotoou as calças jeans deixando a mostra sua cueca cinza, Annabeth não se deteve em olhar. Estava enorme, ela nem mesmo hesitou em colocar sua mão ali, sentindo-o e estimulando-o por cima do tecido. Percy mordeu os lábios, prendendo um gemido com sua mão pequena. Annabeth pensou que essa vez era a hora da vingança, mas antes que sua mão adentrasse sua cueca, ele já tinha tirado e mergulhado nela com tanta força que a fez morder seu ombro por cima da camisa polo. Finalmente, a boca fina e máscula soltou um gemido longo no meio de seus cabelos loiros. Os movimentos eram fortes e rápidos. Annabeth apertava os ombros grandes a sua frente, a medida que ele saía e adentrava com uma força, talvez exagerada, no entanto, ela estava amando. A boca de Percy emitia grunhidos que Annabeth não conseguia identificar, mas sabia que ele estava sentindo tanto prazer quanto ela. As pernas dela enrolaram sua cintura grande, aproximando mais e então, Percy adentrou sua língua na boca dela. O segundo beijo na verdade, impedindo que os dois gritassem no momento que Annabeth gozou, Percy ainda não. Continuando os movimentos rápidos em uma garota quase desfalecida sobre seus braços, minutos depois, ele chegou ao ápice.
Os dois estavam com as respirações ofegantes. Percy escondendo o rosto vermelho, manchando de suor, nos cabelos molhados dela, enquanto isso Annabeth ainda puxava os cabelos negros dele, soltando a respiração pesada em seu pescoço.
Então, Annabeth pensou na merda que tinha feito. Ela traíra seu marido. Ela nunca na vida dela pensou em fazer isso. Pensava em homens bonitos e se estimulava quando ele não dava conta de si, mas... Trair? Isso passava dos limites que sua mente mirabolante poderia passar. Ela se sentia suja. Fez uma careta, afastando os ombros daquele ser inútil que ainda estava dentro dela.
Ela respirou fundo, não tentando encontrar os olhos dele... O que foi em vão.
– O que aconteceu aqui...
– Precisa ser repetido. – ele confirmou – Você é... – Percy encontrou os olhos dela, assustados, mas mesmo assim continuou – perfeita.
– Não... Não. Eu não sou. Eu sou casada! Qual parte disso você não entendeu?
Percy limitou-se a soltar um risinho e voltar a cheirar os cabelos suados dela.
Estavam em uma distância razoável, Annabeth reclamava tentando escapar dos braços dele, novamente, em vão. Lá estava Percy se mexendo de um modo lento, na visão de Annabeth, de um modo peculiar, nunca antes visto por ela. As mãos dele cercavam seu corpo, um de cada lado, e as dela estavam em cima de suas mãos grandes. Ela soltou um gemido, Percy sorriu diante da visão. Os cabelos caindo pelas suas costas malhadas, os olhos fechados, mordendo os lábios. Uma visão tão sexy que fez Percy repetir o movimento com dureza e voracidade, desejando-a de um jeito inexplicável.
– Não... – ela sussurrou de novo
Percy jogou seus lábios contra os dela, deixando as palavras negativas de lado e sugando seu lábio inferior com força, novamente, ela deixou um gemido alto escapar. Annabeth fez o mesmo com ele, sugando, dessa vez, o lábio superior e Percy fez uma careta, não querendo gemer. Introduziu-se mais rápido nela, com força. Seus gemidos roucos preencheram o ambiente, mesclando-se com o grito que Annabeth deu quando os dois chegaram ao ápice.
– Não importa se é certo ou errado. – ele disse, no seu ouvido, a voz mais rouca que o normal, Annabeth não sabia se era possível, entretanto, desejava mais dele agora – Mas nós dois gostamos e isso você não pode negar.
– Mas posso interromper. Isso nunca mais vai acontecer. – decretou
Annabeth se obrigou a controlar a respiração, mas com o membro enorme e latejante dentro dela, isso ficava cada vez mais difícil... Percy não dava sinal de que queria sair dali.
– Podemos nos preparar para mais uma vez.
Os olhos tempestuosos – que parecia uma verdadeira tempestade, com alguns raios dançando entre eles – procuraram um relógio em cima da porta. Meia noite.
– Acho que não. – disse – E mesmo assim, eu não queria... Você pode... – ela apontou para eles dois, forçando a ficar com a expressão séria.
Percy corou. O que foi uma grande novidade pra ela. Ele não deixava de ser bonito de maneira nenhuma.
– Acho que eu devo te levar pra casa agora. – falou
A garota ajeitou a calcinha azul — que Percy fez questão de olhar e não liberar um gemido – e abaixou a barra do vestido.
– Bom, eu já vou indo.
– Não quer que eu te acompanhe? Tem certeza?
– Absoluta, Percy.
Ela saiu do restaurante, sentindo os pingos da chuva caírem nas suas costas nuas. Entrou no carro, rapidamente, e viu o homem sair do restaurante, com um sorriso satisfeito no rosto. Ele sentou em uma moto, como se a chuva não se importasse, olhou pro carro de Annabeth e seus olhos sorriram.
Isso não vai acontecer de novo, ela sussurrava em sua cabeça como um mantra até chegar em casa e ver seu marido na cama, apenas com um moletom de barriga para baixo. Eu tenho um marido, eu sou feliz e ninguém vai me tirar isso. Respirou fundo e Luke abriu os olhos, batendo no lugar vazio ao seu lado, Annabeth tirou os sapatos e se jogou ao seu lado.
Isso não vai acontecer de novo. Mesmo assim, Annabeth não teve um sonho calmo, quero dizer, se ver Percy te provocando com uma cueca sexy pode-se chamar de sonho calmo.
Dame un beso que me lleve hasta el sol, bésame sin miedo como si fuera el último.
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