Chase
8 Prison
Notas iniciais
Caroline estava assentada no sofá esperando sua amiga que tinha ido trocar as roupas. Stefan estava ao seu lado desconfortável com a situação tanto quando ela e Damon, como sempre, bebia.
A chuva tinha passado e céu já estava escuro, tudo muito quieto como sempre era em Mystic Falls.
Os passos de Bonnie podiam ser ouvidos pela escada, o coração da bruxinha estava acelerado e ela lutava para respirar regularmente. Sim, Bonnie tinha medo, queria mostra-se mais forte e parar de chorar tanto mais... Queria que Sheila estivesse ali para ajuda-la, queria que fosse tudo um pesadelo e que sua melhor amiga não fosse um vampiro, que esse maldito mundo sobrenatural não estivesse sob Mystic Falls.
Caroline estava em pé ao seu lado assim que ela estava na sala, a morena ainda vestia a camisa de Damon, bem, a sua tinha sido rasgada e tinha certeza que não queria vê-la outra vez. Recebeu um pequeno abraço de Stefan, murmurou um obrigado e ele sorriu acolhedor.
– Sei que você não gosta muito de mim. — Ele disse a olhando nos olhos. — Mais fico feliz que você esteja bem.
Bonnie assentiu com as bochechas formigarem pela vergonha, talvez Stefan não fosse tão ruim como avia imaginado. Viu os olhares trocados pelos dois vampiros e caminhou até Damon que ainda bebia despreocupado.
Avia um clima estranho entre eles desde o beijo que aviam trocado na cozinha, não avia sido o primeiro e algo no fundo da mente de Bonnie gritava para não ser o ultimo, ela não sabia como agir, só sabia que era grata por o Salvatore mais velho tê-la ajudado tanto.
– Obrigado Damon. — Ela sussurrou, ele continuava a beber, seus olhos nem ao menos encontraram os dela.
Bonnie sentiu-se mal por isso.
– Você me deve bruxinha. — Foi tudo que o vampiro disse.
Damon era confuso, estranho e completamente psicopata, era apenas isso que a Bennett sabia sobre ele. Suspirando caminhou até a porta afim de esperar sua amiga no carro, quando tocou na maçaneta sentiu uma força enviando para longe, arfou quando sentiu os braços de Caroline a segurarem.
Os irmãos Salvatore a olharam assustados, Stefan caminhou até a porta hesitante e quando tocou a porta Caroline gritou seu nome e então nada aconteceu. Bonnie arregalou os olhos verdes, se recompôs e caminhou mais uma vez até a porta que agora estava aberta
Ela sentiu algo ali, magia, as portas ainda estavam abertas e Stefan estava do outro lado tentando descobrir o que diabos estava acontecendo, a bruxa sentiu a parede invisível que a guardava ali, tocou-a e dessa vez não foi enviada para longe, e então tentou atravessar mais era impedida por alguma força desconhecida, a magia era realmente forte.
Bonnie deu um passo para trás com os olhos ainda arregalados e sentiu-se como um pequeno pássaro preso em uma gaiola. Ouviu Stefan entrando e fechando as portas e ouviu ele discutir com Caroline sobre o assunto, tudo que vinha em sua mente era que estava presa ali. Sentiu-se quase doente em ter que ficar ali até Deus sabia quando, raiva borbulhou em seu interior e ela queria correr para longe, não iria chorar agora apenas descobrir algo que a tirasse da pensão Salvatore.
– Talvez eu possa tentar um feitiço. — Bonnie disse atraindo a atenção de Caroline e Stefan, ela nunca tinha tentado nada do tipo, mais perto que tinha chegado de um feitiço foi quando tentou queimar Damon.
Bonnie não tinha nada a perder, ela poderia achar um livro de feitiços ou algo parecido e apenas tentar sair dali. Ouve esperança em seu coração e seus olhos brilharam.
A Bennett estava sentada no meio da sala dos Salvatore com um grande livro em mãos, grimório, Stefan o tinha nomeado assim e ela não discutiu. Era estranho pensar que vampiros sabiam mais sobre tudo isso do que ela mesma.
Emily Bennett estava escrito no começo do grimório e Bonnie presumiu que fosse sua ancestral ou algo parecido. Tinha ficado algum tempo lendo tudo aquilo e sentiu-se fascinada com que poderia fazer... Seus dedos formigavam pela magia que irradiava daquele livro, agradeceu a Sheila mentalmente por tê-la forçado a ir as aulas de Latim todos aqueles anos, talvez ela tinha a preparado para momentos assim.
Sorriu ao achar um feitiço de abertura, bem, era o melhor que poderia fazer naquele momento de tensão.
Sob os olhares curiosos e fascinados dos vampiros ela murmurou as palavras, um vento forte fez com que todas janelas do primeiro andar de abrissem.
Algo se formou em frente a eles que assistiam assustados, paralisados.
Uma mulher com a pele caramelo, olhos castanhos grandes e cabelos longos e cacheados, eram um tom castanho escuro como os de Bonnie.
A pequena bruxinha levou a mão a boca percebendo que aquele mulher a sua frente era mesma das fotos que viu com Caroline, era sua avó quando jovem.
– Vovó? — Perguntou incerta de que seus olhos viam, levantou-se tremula ficando a frente de Sheila que sorriu.
– Oh minha criança. — Disse e Bonnie reconheceu a voz melodiosa. Não cansada como fora todos os anos em que esteve com Sheila, mais ainda sim, era sua avó.
– Está tão linda. — A Bennett mais jovem não conseguiu esconder as lágrimas, sentiu um toque suave e percebeu que Sheila a tocou no rosto.
– Não chore minha criança. — Pediu parecendo triste. — Tudo isso é para seu bem.
– Meu bem?– Perguntou Bonnie. — Vovó, a senhora morreu para meu bem? Estou trancada nesse lugar para meu bem? Isso tudo é para meu bem?! Eu não quero essa vida! Não quero ser uma bruxa!
Sheila suspirou.
– Querida, acalme-se. — Respondeu com voz firme. — Você deve ficar na pensão, eles irão te proteger.
Bonnie balançou a cabeça.
– Eu quero ir para casa. — Murmurou se encolhendo e então Caroline estava ao seu lado com um braço em volta de seus ombros.
– Sinto sua falta. — Disse a loura olhando para sua velha amiga.
– Oh Caro, você sempre tão dramática. — Sheila sorriu. — Sei que você quer vir aqui Stefan.
Bonnie estranhou sua avó agindo como uma jovem, conversando com vampiros e os chamando em apelidos mais não disse nada.
– Você sabe que nós vamos protege-la. — Disse o Salvatore mais novo sorrindo triste para a amiga. — Nunca quis que você morresse Sheila.
Sheila sorriu.
– Ninguém nunca quer. — Ela voltou os olhos castanhos para a neta que tinha um olhar curioso. — Isso é para seu bem BonBon. — A menina sorriu triste. — Aquilo que te persegue é uma Sombra, ele foi deixado em nossa casa para caçar e sugar qualquer bruxa que pisasse lá, ele é apenas um deslumbre dos que vieram até mim... Vocês tem que mata-lo o quanto antes ou ele sugara os poderes de Bonnie e a matará sem hesitar.
Nenhum deles respondeu.
– Oh vocês Bennett's são tão mandonas. — Resmungou Damon com um sorriso sarcastico. — E é por isso que sempre acabam mortas.
Ele foi lançado a parede e grunhiu de dor aguda, levou as mãos dos dois lados da cabeça.
– Damon, eu não estou brincando. — Sheila caminhou até ele seria. — Você deveria proteger Bonnie desde seu nascimento, ela é a Bennett mais poderosa e Emily lhe alertou sobre isso.
– Emily era uma cadela mentirosa. — Ele conseguiu dizer.
– Faça alguma coisa decente pelo menos uma vez ou eu virei atrás de você e queimarei até seu ultimo fio de cabelo. — E então ela tinha sumido.
Damon suspirou em alivio e se levantou com certa dificuldade.
– Bem parece que vamos hospedar uma bruxa irmão. — Disse Damon limpando o sangue da boca.
Caroline tinha ido embora prometendo trazer algumas coisas de Bonnie para seu tempo na pensão Salvatore, Stefan estava caçando e Damon bebendo seu peso em whisky em algum cômodo do local.
A bruxa estava encolhida em frente a lareira a fim de se aquecer, ainda sentia o perfume de Damon que vinha de sua camisa preta, achou confortável e bom.
Não tinha chorado ou algo do tipo, apenas se sentou o fogo da lareira se intensificou deixando a sala quente, permaneceu lá, quando a vampira loura lhe disse algo ela apenas acenou com a cabeça em afirmativa, murmurou um estou bem Care, e então sua amiga tinha ido com Stefan. Bonnie suspeitava que Caroline estava se aproximando dele outra vez mais não disse nada, as decisões eram apenas da Forbes só esperava saber o mais rápido como ia a nova vida amorosa de sua amiga vampira.
Sheila, ela era tão bonita quando jovem, não tinha os olhos cansadas, as rugas mostrando quão sofrida foi a vida de ser mãe solteira duas vezes, pois a primeira foi por Rudy e então por Bonnie. Sempre quis que sua avó fosse feliz, ela viu a alegria no rosto sofrido de Sheila, os olhos brilhantes e orgulhosos mais a verdadeira felicidade ela jamais viu, talvez essa tal felicidade estivesse naquele homem da fotografia, ele era avô de Bonnie, ela se perguntou se sua avó se encontrou com ele depois de sua morte.
– Você vai ficar ai parada? — Perguntou Damon tirando a Bennett de seus devaneios, ela não respondeu, apenas continuou a olhar o fogo. — Bonnie.
A menina continuou lá, ela realmente não queria encara-lo, não queria que Damon a deixasse confusa e furiosa. Ela não queria olhar nos olhos azuis gelo e ver o maldito brilho que fez seu estômago revirar de ansiedade. Ela não queria encarar os lábios pequenos e avermelhados e perceber que queria beija-lo outra vez. Ela não queria.
Deus, ele estava enlouquecendo-a.
– Por você me beijou? — Bonnie perguntou se virando, quase se assustou ao perceber que ele estava assentado ao seu lado, tremeu quando encontrou os olhos azuis que brilhavam pelas chamas e algo mais...
– Oh, você sabe. — Disse dando os ombros despreocupado. — Já fiz isso antes.
Bonnie não sorriu, apenas o encarou.
– Você me entendeu... — Ela brincou com seus próprios dedos. — As vezes parece... — Um pequeno suspiro cansado. — Parece que você se importa comigo... É estranho por que nós não nos conhecemos realmente... Você é confuso Damon.
Ouve um momento de silencio. Então o vampiro estava em sua frente sorrindo.
– Sou Damon Salvatore, vampiro e psicopata local desde 1864. — Ele estendeu a mão para ela.
A bruxa o olhou confusa, o sorriso do Salvatore não vacilou, ela estendeu a mão e sorriu.
– Bonnie Bennett, estudante, garçonete nos fins de semana e bruxa desde algumas semanas atrás. — A pele de Bonnie se arrepiou quando Damon depositou um beijo nas costas de sua mão, o olhar dele nunca deixou o seu e fez o momento mais intenso.
Ele se ajoelhou em sua frente ainda olhando nos seus olhos, apertou sua mão de leve.
– Eu me importo com você Bonnie Bennett e te beijei por que pensei que jamais iria ver esses olhos verdes outra vez. — Ela lhe ofereceu um pequeno sorriso. — Droga eu quero te beijar agora.
Bonnie o encarou surpresa.
– Por que não faz? — Perguntou em um sussurro, ela não sabia de onde avia saído tanta coragem mais lá estava quase pedindo para ser beijada.
Isso soava ridículo? Sim, mais a bruxa não ligou.
Sentiu-se sendo empurrada contra o chão e deixou-se levar sentindo os lábios de Damon em seu rosto a provocando, arrepiou-se ao sentir as mãos frias em seu braço e então no seu rosto e então finalmente os lábios do vampiro cobriram os seus.
A sala ficou mais quente, do lado de fora um vento forte fazia as arvores quase serem arrancadas do solo.
Bonnie levou as mãos aos cabelos escuros de Damon os bagunçando e puxando-o para perto de si, quando as mãos frias do vampiro começaram a subir sua camisa e a morena abriu os olhos e por um instante viu o mesmo ser que a atacou e o empurrou para longe. Seu corpo tremeu e um arrependimento passou por si quando viu o Salvatore a encarando confuso e preocupado, sentiu-se envergonhada e abaixou a cabeça.
– Eu não posso... — Sussurrou se levantando, agarrou o grimório como se fosse sua própria vida. — Você é um vampiro Damon... Eu não quero que ninguém me toque... Nós quase nos matamos e agora... — Ela balançou a cabeça negativamente. — Fique longe de mim.
Sem o olhar a bruxa subiu em direção ao segundo andar, fechou os olhos tentando afastar as imagens de seu ataque. Não queria que ninguém a tocasse, não queria a proximidade de pessoas, seu corpo tremia pelo medo apenas das lembranças.
Sentiu-se uma covarde apenas em temer apenas lembranças, ela era uma bruxa e, até onde sabia, sua avó lutou até o ultimo segundo... Sheila tinha sido forte e quase imbatível e Bonnie estava sendo medrosa, a Bennett não era assim, não queria ser assim. Agarrou o grimório mais forte antes de entrar no quarto de hospedes, se era para ser uma bruxa então que fosse uma poderosa, uma bruxa de verdade, como sua avó foi.
Fale com o autor