Chase

16 La Mia Anima


Notas iniciais
HEY PESSOAS LINDJAS! Estou mega feliz com a recomendação da lindja Lanna Salvatore! Esse capítulo é dedicado a você ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ AVISO: Este é o ULTIMO capítulo dessa fase da fic, ok? Ele está grandinho por que ia dividi-lo em dois mas resolvi postar tudo de uma só vez. VOLTAREI DAQUI DUAS SEMANAS! Sim, vocês devem se perguntar ~ POR QUE CAROL? POR QUE? ~ Por que quero escrever mais capítulos da segunda fase(que será postada junto a essa história mesmo) Já comecei a escrever mas preciso de tempo e paz. Me entendam. Boa leitura ;3

Bonnie sentiu dor, sua boca estava seca, seu braço tinha a mesma queimação de antes, ela ainda podia sentir o cheiro da fumaça, aquela fumaça quente que queimava seus pulmões aos poucos, os gritos de Sombra, as ameaças e Damon.

Você sabe o que ela é, não é mesmo?!

Ela tinha ouvido a conversa, enquanto Sombra estava em seu monologo ela juntava as poucas forças que tinha para poder para-lo. Se perguntou se Sombra ainda vivia. Desespero fez sua respiração acelerar e a dor parecia pior, a queimação parecia se alastrar. A bruxa abriu os olhos engasgando com sua própria saliva, seu estômago revirou e se debruçou sobre a cama a fim de vomitar, um líquido branco misturado com algumas gostas de sangue saiam de dentro dela, sentiu alguém puxando seus cabelos delicadamente para não suja-los.

– Acordando em grande estilo. — Ouviu a voz masculina dizer.

Seus olhos verdes se arregalaram, ela quase caiu da cama mais fora amparada por mãos fortes, suas bochechas formigavam como o inferno e ela sabia que devia estar em um estado deplorável, abriu a boca para dizer algo mais a dor voltou a fazendo gemer e encolher-se na cama. A porta do quarto foi aberta e uma mulher morena e alta entrou com expressão aliviada.

– Pensei que nunca mais acordaria. — Resmungou a mulher fazendo careta assim que viu o vomito ao lado da cama. — Argh! Tudo bem. — Suspirou ela. -

Preciso de um grimório e alguns instantes sozinha com Bonnie.

O homem a encarou aborrecido mais depois deu os ombros, lançou um ultimo olhar para Bonnie e se foi pelo corredor.

– Lucy? — Bonnie perguntou incerta focando sua visão em sua prima que sorriu.

– Estou aqui Bon. — Respondeu ela se aproximando da mais nova.

– Onde está Damon? — Perguntou tentando, inutilmente, se levantar, gemeu de dor e fechou os olhos.

Lucy observou Bonnie respirar fundo e procurar Damon com os olhos, os olhos verdes atordoados e confusos, receosa a mais velha se aproximou. Sabia que sua prima não estava preparada para saber sobre La Mia Anima, sua reação seria drástica o que iria piorar sua atual situação. Onde está ele Lucy? A ouviu perguntar mais ou vez, abriu a boca para responder mas um vulto louro passou por ela a fazendo suspirar aliviada.

Caroline estava chorando, aos soluços e sorrisos, abraçou a amiga com cuidado porem com muito carinho.

– Oh Bon. — Sussurrou entre o abraço. — Você e essa sua mania de simplesmente adormecer.
Bonnie riu e logo gemeu de dor.

– Estou feliz em te ver também Car. — Disse a morena sorrindo. Quando se afastaram Caroline a inspecionou como uma mãe checa seus filhos depois de um tombo feio, Bonnie apenas revirou os olhos e riu.

– Venha, vou te ajudar a tomar um banho. — Disse a loura tirando a amiga da cama com cuidado.

Bonnie a olhou agradecida enquanto caminhavam em direção ao banheiro. Lucy observou as duas e sorriu. Caroline era impossível.

– Hey Lucy! — Ouviu a vampira chamar do banheiro. — Ficaria feliz se você movesse sua bunda para cá e nos ajudasse com esse ferimento.

– Estou indo buscar as ervas Car. — Disse se virando e saindo do quarto.

Damon continuava no mesmo estado, seu peito subia e descia devagar, como se respirar o machucasse por dentro, os olhos fechados, febre, seu rosto estava avermelhado e os lábios tão brancos e secos, o coração seguia um ritmo constante, suor corria pela pele alva.

Stefan não podia fazer nada, a não ser se sentar e ouvir o som do coração de Damon. Deus parecia tão bizarro. Seu irmão era humano outra vez, não era algo bom como suava, ouviu Derrick dizer que ele poderia morrer, de verdade dessa vez, e jamais voltar. Damon e Stefan não estavam muito próximos desde que conheceram Katherine Pierce, ou Katerina Petrova, as coisas pioraram depois de Elena. Sempre que se encontravam avia brigas e insultos, eles ainda eram irmãos, ainda tinham o mesmo sangue e mesmo assim, tendo um laço eterno, insistiam em brigar por uma mulher que ele nem sabia onde se encontrava naquele momento.

– Não valeu a pena irmão. — Sussurrou o mais novo, observando suor escorrer pelo cabelo de Damon. — Eu deveria ter desistido de Elena, foi naquele momento que nos perdemos realmente, avia Caroline... E eu apenas... Deus eu desprezei a mulher da minha eternidade por uma copia de um amor mal resolvido. Nós deveríamos apenas ter nos conformado Damon, somos apenas nós dois no final. Eu perdi Caroline, perdemos nosso pai, mama se foi a tanto tempo que mal posso me lembrar de seu rosto. Prometo que se você sair dessa vou consertar o que foi quebrado entre nós. Eu te amo irmão.

– Eu sei irmão. — Stefan ofegou assim que ouviu a voz rouca e tão baixa que sabia que se fosse humano jamais o ouviria. — Eu ainda estou aqui... Você não está se livrando de mim dessa vez. — E então Damon tossiu, todo o seu corpo tremeu e os olhos continuavam fechados.

Stefan correu em direção a cozinha e levou água a seu irmão que bebeu com certa dificuldade.

– Onde está Bonnie? — Perguntou Damon abrindo os olhos mais azuis e cansados. Ele parecia ter acabado de correr uma maratona.

– Está com Caroline e Lucy. — Respondeu Stefan preocupado com estado de seu irmão.

– Ah, Lucy veio? As coisas estão realmente ruins. — Damon sorriu triste e voltou a tossir, sangue escorreu de seu nariz e boca.

Stefan o ajudou a ajustar-se na cama de modo que ficasse mais fácil respirar, o mais velho voltou a tomar água e respirou fundo.

– Se eu não sobreviver a isso. — Damon suspirou, falar o cansava como o inferno. — Cuide de Bonnie, ela se parece com uma mulher mas é apenas uma garotinha assustada. Quero que diga que ela ainda tem minha alma... Que eu me lembrei, e estou indo para matar Sheila mais uma vez no outro lado...– Então ele fechou os olhos. — Eu te amo irmão.

Stefan se levantou percebendo que Damon avia caído em um sono profundo. O mais novo jogou o copo ainda com um pouco de água contra a parede e voltou a se sentar na poltrona, enterrou as mãos nos cabelos e permitiu-se chorar. Ele estava perdendo seu irmão, a única família que lhe restou, Damon sempre foi sua única família.

Tinha que haver algo, alguma maldita magia para trazer seu irmão de volta. Fungou e encarou Damon que dormia tranquilamente.

– Ele vai ficar bem Stefan. — O Salvatore levantou a cabeça e viu Lucy encostada contra a parede com o que parecia ser sabonetes e ervas nas mãos. — Bonnie acordou, sua namorada vampira/eterna mãe de comercial de margarina e eu estamos a ajudando. Logo você terá que segura-lo, ele não vai gostar muito dos próximos capítulos dessa novelinha teen que vocês vampiros tem mania de criar em torno de adolescentes quentes. Não se preocupe baby, vim limpar essa bagunça. Damon vai ficar bem, em breve.

Stefan sorriu para Lucy que piscou para ele e foi em direção ao quarto de Bonnie.

A morena dos olhos verdes estava grata por ter Caroline Forbes como sua melhor amiga. Caroline chegou um dia depois de seu aniversário de dezessete anos, Bonnie se lembrava como se fosse a um dia atrás, a loura chegou no colégio com um sorriso enorme e deslizou para uma cadeira ao lado de Bonnie na aula de calculo e então as duas conversaram e depois a Bennett não se lembrava de ter deixado Car. Elas estavam no grupo das líderes de torcida juntas, saíam com Matt aos sábados e faziam noite das garotas e do Mattie, eles sempre foram os melhores amigos do mundo e Bonnie sentia-se tão culpada, e aliviada, em deixar Matt de lado, por que não sabia como ele reagiria ao saber que suas melhores amigas eram uma bruxa e uma vampira com idade para ser sua mãe.

Bonnie se lembrava de estar tão triste quando Caroline chegou, como se uma parte estivesse faltando, ela realmente não sabia o que era e nem por que estava tão deprimida.

"Hey Bon." Caroline se aproximou segurando a mochila branco com detalhes rosa contra o ombro e sorriu para a amiga que lhe retribuiu com um pequeno sorriu. "Por que está tão triste?"

"Pode parecer estranho Car, mas é como se faltasse uma parte da minha alma."

Naquela época Bonnie não se lembrava do por que mas Caroline deixou seus dias alegres e divertidos, Matt a abraçou carinhosamente e ouviu todos seus resmungos mau humorados sobre sair para festas quando ainda estava deprimida.

Agora a Bennett se lembrava do motivo, ela se lembrou do maldito motivo dos cabelos negros, pele alva e olhos azuis gelo. Ela não sabia se eram apenas sonhos ou lembranças mas ainda sentia sua pele formigar ao lembrar-se de cada toque de Damon. Dos sorrisos e segredos trocados sobre a cama dele. Deus, ela tinha sido tão feliz.

Foi a tanto tempo, ela tinha apenas dezesseis, agora beirava seus dezenove, os acontecimentos a fizeram repensar sobre sua possível paixão adolescente. Bonnie jamais quis se lembrar sobre sua adolescência, não avia motivo aparente, e então ouve aquelas visões e ela estava perdida. Mais uma vez.

"Então, você é novo em Mystic Falls e já está atrás de uma adolescente sozinha em um banco no parque local, isso soa como um psicopata atrás de sua próxima vítima." Bonnie comentou enquanto colocava os óculos escuros ray ban aviador recém descobertos de Damon.

"Oh claro." Damon revirou os olhos e sorriu para a menina que ligou o rádio e deixou tocando alguma música pop irritante como o inferno. Essas crianças. "Você caiu perfeitamente, agora vou te sequestrar..."

Bonnie riu. "Isso soa tão ridículo." Ela olhou para fora sentindo o vento bater em seu rosto. "É como teenage dream."

Damon acelerou e a garota ao seu lado gritou.

"Talvez esteja na hora de viver seu sonho adolescente." Ele piscou para ela que desviou o olhar.

Por que Sheila lhe fez esquecer? Por que diabos se lembrou disso quando ambos estavam a beira da morte? Soava tão clichê.

Bonnie gemeu enquanto via Lucy envolver seu braço em uma faixa, encarou Caroline que estava ao seu lado com sua mão esquerda em volta na suas, os grandes olhos azuis cheios de alivio e preocupação.

– Será que eu posso vê-lo? — Perguntou Bonnie encolhendo os ombros.

Lucy sorriu minimamente.

– Você precisa ler uma coisa antes. — A mais velha Bennett terminou o curativo e saiu do quarto.

– Caroline. — Bonnie chamou encarando o chão de seu quarto.

– O que diabos acontece com vocês dois? — Caroline perguntou cruzando os braços e a morena ao seu lado sorriu triste.

– Você acha que é possível esquecer que amou alguém? — Perguntou a bruxa suspirando, ela se encolheu na cama e piscou como se certificasse que tudo era real. Como ela poderia distinguir o que era sonho ou lembrança? Real ou alucinação? — Como se tudo que viveram fosse apenas um sonho distante... É possível? É possível simplesmente... Eu... — Então ela estava chorando e soluçando alto, seu pequeno corpo tremia e quando sentiu os braços de Caroline a envolvendo em um abraço chorou ainda mais. — Eu não queria esquece-lo Carol.

– Bon o que... — Antes que Caroline tivesse a chance de questionar a amiga Lucy entrou no quarto apressada com um grimório nas mãos.

– Desculpem-me guys, mas essa história pode esperar. — A Bennett abriu o grimório sobre a cama e procurou a página exata.

Bonnie se assustou quando sua prima gritou e lhe entregou o grimório.

– O que é isso Lucy? — Perguntou Care tirando as palavras da boca de Bonnie que também estava confusa.

La Mia Anima, Bonnie leu lentamente sob os olhares da morena e loura. Minha alma, pensou franzindo a testa.

"Vovó?" Bonnie chamou assim que chegou em casa, seu sorriso era tão brilhante e o jeito que seus olhos verdes brilhavam denunciava seu estado de espírito. "Grams, estou em casa."

Sheila deixou seu livro e seus olhos foram para Bonnie que sorriu, a mochila estava jogada no ombro, a camiseta preta era tão despojado, os shorts jeans tão diferentes do que ela viu sua neta usar ao longo de seus anos. Bonnie parecia... Leve. Aos mesmo tempo Sheila sentiu aquela energia sob a pele dela, já avia sentido antes mas naquele momento estava tão forte.

Vampiro, pensou a bruxa mais velha com tristeza e revolta. Esta não era a vida que sonhou em sua neta ter. Sheila ainda tinha cicatrizes da época em que os Salvatore vagavam por Mystic Falls, ela perdeu suas melhores amigas... Ainda podia sentir as feridas rasgando sua pele, o maldito mundo sobrenatural tinha lhe machucado tanto. Ela viu quando Bonnie se aproximou e sentou-se ao seu lado, deitou a cabeça em seu colo e continuou a sorrir.

Bonnie era diferente, Sheila via toda a magia que irradiava de sua neta em cada passo que ela dava. Ela sabia que Bonnie era muito poderosa e que os vampiros utilizavam bruxas para seus caprichos pessoais. Sheila sabia bem... Bonnie não merecia as mesmas feridas, as mesmas cicatrizes. Bonnie era brilhante e linda, tinha uma vida pela frente, diferente de Sheila que tinha vivido tanto e sentia o cansaço a vencer diariamente.

"Vai me contar quem é ele?" Perguntou a mais velha acariciando os cachos de sua neta.

Bonnie riu baixinho.

"Oh, ele é tão lindo Grams." Ela fechou os olhos e suspirou. "As vezes me irrita como o inferno mas toda vez que olho em seus olhos a raiva se vai. É como ele fosse parte de mim, ele levou meu coração... E minha alma." A Bennett mais nova sentiu sua avó ficou tensa de repente, levantou-se rapidamente assustada com a reação da mais velha. "O que foi Grams?" Perguntou observando os olhos de sua avó parecem distantes. "O que ouve?"

Sheila piscou e olhou nos olhos de Bonnie.

"A quanto tempo está vendo-o Bonnie?" Perguntou seria, seus olhos analisavam sua neta minuciosamente.

"A alguns meses." Ela encolheu os ombros sentido-se culpada em não ter contado antes. "Eu o conheci a alguns meses, ele me deu aquele livro."

Sheila balançou a cabeça.

"Quando vai traze-lo aqui?" Perguntou Sheila.

Bonnie sorriu.

"Quando eu achar que é tempo certo, nós não temos algo concreto ainda, é como meu sonho adolescente."

Se as circunstâncias não fossem tão ruins aos olhos de Sheila, ela iria se sentir feliz por ver sua neta tão bem.

"Então... Você não tem passado todo esse tempo com Matt ou treinando para o campeonato de líderes de torcida?" A Bennett mais velha não podia deixar de sorrir ao ver a mais nova corar e desviar o olhar.

Então o celular de Bonnie estava tocando.

"Como eu disse Grams, ele tem minha alma." E assim se desculpou e subiu para seu quarto.

Bem, Sheila tinha um problema, sua neta estava apaixonada por um vampiro.

Bonnie engasgou e fechou os olhos esperando aquele pensamento ser apenas algo de sua imaginação fértil.

– Minha alma e a de Damon... — Ela começou confusa. — Estão ligadas... Mas eu nunca fiz feitiço algum.

Lucy assentiu.

– Mas ele já era ligado a nossa linhagem Bon. — Explicou a prima. — Vocês trocavam mais do que sangue, eu sei o que o fizeram. — Bonnie corou e Caroline a olhou chocada. — Isso desencadeou sua ligação.

– Vocês trocavam sangue? — Perguntou a vampira loura esperando alguém romper a porta do quarto e gritar dizendo-lhe que tudo não passou de uma brincadeira de mal gosto.

Bonnie fechou os olhos.

– Quando ele me disse o que era eu fiquei assustada... Eu queria correr para longe mas... Eu não podia, eu o amava e quando permiti que mordesse... Era algo natural para nós. — A Bennett sorriu como se revivesse a lembrança, ou sonho?

– Quando diabos...? — Caroline engasgou com o ar tentando processar tudo o que Bonnie lhe contava. Parecia ter caído em uma dimensão diferente. — Lucy, você sabia?

Lucy negou.

– Eu não, apenas senti a ligação entre eles, eu sei que qualquer bruxa o faria se os vissem. — As outras meninas assentiram.

– E sobre o feitiço, por que Grams apagou nossas mentes? — Bonnie perguntou receosa.

– Por que bruxas e vampiros não são feitos para ficarem juntos.– Explicou Lucy dando os ombros. — Ela pensou que Damon iria destruir você Bon. Talvez se vocês tivessem ficado juntos, ele o faria.

Bonnie não respondeu, apenas encostou a cabeça no ombro de Caroline. Ela sentiu raiva de Sheila por faze-la esquecer de algo tão lindo, tão bom... Ela sentiu falta do jeito que Damon a olhava e nem ao menos se deu conta, inconscientemente eles se procuraram, eles estiveram voltaram e agora ali estava ela com sua memória de volta.

Mas será que Damon se lembrava dela?

– Vamos Bon. — Caroline se levantou ajudando Bonnie a se levantar e caminhar, ela ainda estava fraca. — Eu sei que você quer vê-lo.

A Bennett mais nova sorriu. Ela não poderia ter uma amiga melhor que Caroline Forbes.

Quando as três entraram no quarto de Damon, Stefan estava sentado velando o sono de seu irmão mais velho, os olhos dele demonstravam seu cansaço e frustração mas foi capaz de sorrir ao ver Bonnie apoiada em Caroline.
Ninguém disse nada, Bonnie sentou-se ao lado de Damon e os outros saíram do quarto deixando-os a sós.

A morena levou a mão ao rosto do Salvatore, hesitando, e acariciou a bochecha, surpreendentemente, quente. Ela fechou os olhos e sorriu triste.

Damon piscou lentamente e sorriu ao vê-la, logo se encurvou e tossiu, seu braço estava coberto por manchas negras e seu peito nu estava sendo coberto aos poucos pelas manchas azuladas, quase atingindo a região de seu coração que batia acelerado, assim como o de Bonnie.

A Bennett encheu um copo, que estava ao lado da cama junto a uma jarra, com água e lhe deu, ele bebeu um pouco e Bonnie percebeu um filete de sangue escorrendo por sua boca. Ele estava tão pálido e seus olhos azuis cansados, a respiração, agora, acelerada e a cada vez que Damon respirava seu corpo estremecia. Ele estava morrendo.

– Quando eu te vi pela primeira vez pensei que era uma garotinha assustada. — Ele sussurrou agarrando a mão de Bonnie junto a seu coração, ainda acelerado. — Quando conversávamos eu pensei que era uma mulher presa em um corpo pequeno... E quando você sorriu para mim eu sabia que estava perdido, com quase 200 anos e me esgueirando com uma adolescente quente. — Bonnie sorriu e percebeu que chorava assim que suas lágrimas molharam seu rosto e foram até o peito de Damon. — Mas eu te amei Bon... Amo sua mania de ler o mesmo livro todas as noites, amo quando morde o lábio inferior e abaixa a cabeça por ficar sem graça, amo o jeito que diz meu nome ou quando ri e canta uma canção qualquer apenas por que está feliz. Foi por coisas assim que me apaixonei por você, não por que se parecia com uma paixão antiga, por que você é única Bonnie. — Ela estava deitada sobre o peito dele e soluçava baixinho sem interrompe-lo. — Quando eu parti uma parte de mim ficou com você e quando voltei e te vi tão distraída e sorridente... Você é a coisa mais linda que existe, não só por fora, mas por dentro. Eu tive medo de falar com você e então quando você olhou para mim, não sei se realmente olhou, senti que não se lembrava, que era apenas um estranho.

Damon fechou os olhos e suspirou, seu corpo doía como o inferno e sua garganta estava seca. Juntou todas as forças que ainda lhe restava e a abraçou, seu peito estava molhado com as lágrimas quente de Bonnie mas ele não se importava. Só queria passar seus últimos minutos ao lado dela.

– Procurei por Sheila e então nós brigamos e a ultima coisa que me lembrava é de estar de volta a Mystic Falls com minha humanidade desligada, comecei a matar como um psicopata. — Bonnie levantou a cabeça para encara-lo, ele tinha os olhos fechados e suor escorria por sua testa. — E então, um dia, eu te vi com aquele livro e percebi que minha humanidade estava de volta... A verdade é que você trouxe o melhor de mim sem ao menos piscar. Você tem minha alma Bonnie, meu coração, ainda sinto como se fôssemos um...

O sangue voltou a escorrer pela boca de Damon e a respiração começou a ficar lenta. Bonnie se levantou com a visão embaçada pelas lágrimas. Usando sua magia fez um corte profundo em seu pulso, sangue jorrou e ela gemeu de dor.

Restava pouco tempo.

Levou o pulso a boca de Damon, o mesmo quase inconsciente se recusou a beber, ela forçou e então ele tossiu. Os olhos se abriram e encontraram os de Bonnie que ignorou a dor em seu pulso e em seu braço, ela encostou a testa a de Damon.

– Eu te amo. — Sussurrou ela e o beijou, sentiu o gosto do seu próprio sangue se misturado ao do Salvatore. Foi um beijo calmo e doce, a sensação da língua dele tocando a sua era tão boa e familiar.

Seu coração se apertou contra o peito, era doloroso estar ali, naquele momento...

– Eu te amo. — Damon disse entre o beijo e quando ambos já não tinham fôlego se afastaram. Bonnie se aconchegou junto a ele, deitou a cabeça sobre seu peito e ouviu o coração que, lentamente, dava suas ultimas batidas, a respiração de ambos foi diminuindo, quando os olhos da bruxa estavam pesados ela sorriu, envolveu sua mão a de Damon e sussurrou:

La mia anima.– O quarto foi coberto por uma luz branca, com pequenos pontos azuis e verdes, e tão rápido como chegou se foi, como se jamais estivesse lá.

E então os dois fecharam os olhos. O coração de Damon já não batia.

Notas finais
Qualquer erro na ortografia ME AVISEM, este capítulo não foi revisado devidamente ~ por preguiça, me julguem ~ Comentários? Recomendações? Críticas? Xoxo ^.~