Charlie é o Cara

48 Isso é um incêndio!


Notas iniciais
GUESS WHO'S BACK? É gente, é isso aí, eu não morri, nem abandonei Charlie é o cara, nem acabei com a história porque a protagonista foi presa por matar a Angel como muitos estavam pensando por aí kkkkkk Ok, to brincando, pois é gente, estou de volta e com um capítulo novinho para vocês!! Me desculpem por ter demorado para postar assim, mas vocês sabem como é fim de ano, tudo fica muito corrido e daí eu fiquei um tempo sem escrever e gente... parecia que eu tinha perdido a pratica, acho que escrevi e apaguei esse capítulo tipo 34849438 de vezes até que ele ficasse suficientemente aceitável para vocês, as melhores leitoras do Nyah! Enfim, aí está, eu sei que eu deveria postar um bilhão de capítulos por esse atraso, mas agora que tudo está tranquilo de novo e eu voltei a escrever, é o mesmo esquema de antes, um capítulo por semana e quando eu for atrasar eu aviso. Eis então agora, obrigado a todo mundo que comentou no capítulo anterior e na fic esses dias, vcs são as melhores cara, fala sério! Charlie e todo mundo agradece, bom, sem mais delongas, matem a saudade lendo esse capítulo aí! s2

POV-Charlie

― Peter, você está bem? ― Perguntei, levando minha mão a sua testa para sentir a sua temperatura. ― Eu falei para vocês que tomar esse comprimidos de viagra e beber não ia acabar bem.

― Charlie, eu estou bem! ― Peter riu. ― Estou falando sério, você não... ― Ele gaguejou. ― Você não quer? ― Sua expressão mudou para desanimo completo.

― Não. Não é isso, Pete, eu quero. Eu quero. ― Segurei seu rosto com as duas mãos, virando-o para mim e fazendo ele me olhar. ― É só que... se nós começarmos a contar para as pessoas. Elas vão fazer perguntas e perguntas requerem respostas, respostas que não sei se estamos prontos para dar.

Peter me olhou com as sobrancelhas cerradas, me esperando continuar. Ele parecia certo disso, pronto para responder qualquer pergunta sobre mim, eu já nem tanto. Em parte por causa, de eu não ter resposta para certas perguntas, como... Ele é seu namorado? Eu não sei se eu já deveria chamá-lo dessa forma, tudo era muito recente e muito intenso. Havia também o meu lado racional que não me permitia baixar a guarda, já sabendo o tipo de cara que Peter era e deixava bem claro que entregar meu coração a ele seria perigoso.

― Perguntas como... o que vocês são? Isso é sério? Mais você mora com ele? Vocês estão casados? Você também faz sexo com os seus outros colegas de fraternidade? Já posso até imaginar Angel inventando algum boato maluco sobre eu estar grávida. ― Peter gargalhou com a minha insegurança, ele parecia tão certo do que queria, que isso me passava certa segurança também.

― Você se preocupa demais. ― Ele disse, colocando suas mãos sobre as minhas no seu rosto. ― Olha, se você quiser esperar, nós vamos esperar. Mas eu vou estar mentindo se disser que consigo manter minhas mãos longe de você.

Peter disse em tom calmo, seus olhos vagando dos meus para a minha boca.

― Como agora... ― Ele falou ao se deitar sobre mim, se apoiando um cotovelo de cada lado do meu corpo e com seu rosto baixo. ― tudo que eu consigo pensar é o quanto eu quero trancar essa porta e passar o resto da noite aqui com você.

Mordi meu lábio inferior de forma maliciosa, contendo um sorriso. Nós poderíamos conversar depois.

― Então faça isso! ― Inclinei meu rosto apenas alguns centímetros e o beijei.

Ele não perdeu tempo, saindo de cima de mim e correu até a porta, fechando-a e girando a chave. Peter se virou para mim e abriu um sorriso, então puxou sua camiseta, tirando-a de uma vez e caminhando de volta para mim.

POV-Amy

― Eles estão demorando. ― Mary falou.

Nós três estávamos sentadas na cozinha de Cece, Mary e eu estávamos sentadas nas cadeiras do balcão e Cece estava de pé diante do micro-ondas, esperando um saco de pipocas terminar de estourar.

― Nós devemos ir lá? ― Ela perguntou, meio em dúvida.

Eu e Cece trocamos um olhar e depois olhamos para ela.

― Foi só uma ideia. ― Mary levantou as mãos, em sinal de paz.

― Eu não acho que eles vão sair de lá tão cedo. ― Cece disse, então desviou os olhos para a sala, onde os rapazes continuavam jogando Just Dance. ― Vamos conseguir um pouco de tempo para eles.

Ela se abaixou para pegar algo no armário do balcão, ouvi um tilintar de vidro e em seguida Cece se levantou dali, segurando uma garrafa de tequila silver patron.

― Vai bater neles com a garrafa! ― Deduzi, já entendendo tudo e abrindo um sorriso animado.

― Na verdade, eu só estava pensando em deixá-los bêbados o suficiente para não darem por falta dos dois. Mas o seu plano também é bom! ― Cece disse, sorrindo.

― É, é claro! Vamos apenas deixá-los bêbados mesmo. ― Acenei positivamente, concordando quando Mary começou a me olhar como se eu fosse louca.

― Toda essa bebida com o viagra, eles não vão morrer né?

Cece olhou para a garrafa e depois para Mary, então deu de ombros meio em dúvida.

― Vamos descobrir. ― Ela fez uma pausa. ― Rapazes, quem está afim de jogar Eu Nunca com tequila?

POV-Charlie

Peter deixou sua camiseta no meio do chão do quarto de Cece e pulou de volta para a cama, vindo para cima de mim. Ele parou de joelhos sobre a cama e começou a puxar o laço do meu roupão, desfazendo-o. Ele abriu o mesmo, me deixando completamente exposta a ele, seus olhos correram por todo o meu corpo e ele sorriu ao olhar para a minha lingerie.

― Do que você está rindo? ― Perguntei, sorrindo para ele.

― Só estou feliz que sou o cara que vai tirar isso de você hoje. ― Ele falou deslizando a ponta dos dedos pelo tecido da minha calcinha.

― Nós não vamos fazer sexo na cama da Cece. ― Falei, tirando a sua mão dali.

― Nós com certeza vamos! ― Ele abriu um sorriso confiante e acenou positivamente.

POV-Cece

― Mary, é sua vez de novo! ― Falei, enchendo os copinhos pela sétima ou oitava vez seguida.

Olhei para os rapazes sentados ao redor da mesa, os olhos de Bobby já pareciam duas bolinhas de pinball, Bruce pendia com a cabeça para o lado, Pablo penteava o bigode com os dedos, Jon estava meio que em choque, Mike parecia a beira de um ataque de choro porque a sua ereção ainda não havia passado e Joe era o único que estava entendendo o que realmente estava acontecendo ali.

― O que eu digo? ― Ela sussurrou para mim.

Me aproximei dela e sussurrei exatamente o que ela tinha que dizer no seu ouvido. O queixo dela caiu em surpresa e Bruce reclamou.

― Porque é a vez dela de novo?

― Eu acho que em outra vida nós seríamos amantes. ― Jon falou, acariciando os ombros de Pablo. ― Você quer me abraçar? ― Pablo olhou para ele meio assustado e se afastou um pouco.

― Mary, sua vez. ― Falei novamente, quando todos os copinhos estavam cheios.

Mary acenou positivamente e pegou um copinho antes de falar.

― Pessoal, eu estou começando a ficar preocupado com a dor das minhas bolas. ― Mike choramingou baixinho, olhando para baixo. ― Roxo é normal?

― Eu nunca fiz sexo usando algemas. ― Mary falou e os rapazes soltaram um gemido agoniado e começaram a beber.

― Qual é? De novo? ― Bruce choramingou, bebendo.

― Você está roubando. ― Jon falou. ― Ela é virgem!

― Eu não faço as regras do jogo, docinho. ― Falei, virando um copinho também.

Foi então que vi Amy virar dois copinhos seguidos.

― Amy, porque está bebendo duas?

― Porque eu fiz isso duas vezes. ― Ela respondeu. ― Com Pablo.

― Seu cachorrão! ― Joe falou, dando um tapinha orgulhoso em Pablo.

― Eu fiz sexo hoje, foi ótimo. ― Bobby disse sorrindo e virando uma dose também. Então ele começou a cantar. ― I just had sex and it felt so good, a woman let me put my penis inside of her, i just had see-eeay-ee-ex...

― Felt so good... ― Bruce fez o vocal de apoio.

― Os melhores trinta segundos da sua vida, né? ― Jon sorriu para ele.

Olhei para Mary e Amy, então nós três pegamos mais uma dose e viramos.

― Vamos lá gente, todo mundo cantando... ― Jon começou. ― I just had sex and my dreams came true, so if you had sex in the last thirty minutes, then you qualified to sing with me...

― O que foi que você fez, Cece? ― Amy murmurou, acenando negativamente e olhando para os garotos completamente bêbados e cantando.

POV-Johnny

― Angel! Angel! Filhinha, por favor! Angel, abre a porta! Ou então se você não quiser abri-lá, apenas fale comigo! ― Katherine continuou chamando contra a porta do quarto de Angel.

Ela havia se trancado ali já havia mais de uma hora e ela ainda não havia dito nada. Primeiro ouvimos barulho de coisas quebrando, seguidos por alguns dos gritos histéricos de Angel e em seguida, silêncio total. Desde então, Katherine parecia determinada a conseguir algum tipo de reação da filha, mesmo até alguma negativa.

Mas conhecendo Angel muito bem, eu sabia que era energia gasta atoa. Então apenas me sentei no corredor ao lado da porta e fiquei ali esperando.

― Ela não vai falar com você. ― Era hora de tomar alguma atitude, especialmente porque eu não aguentava mais as lamurias de Katherine.

― É claro que ela vai! Eu sou a mãe dela, eu a conheço! ― Katherine disse batendo na porta novamente. ― Angel!

Me levantei do chão e olhei para Katherine, depois para a porta uma última vez.

― Se você realmente a conhecesse, saberia que ela não vai abrir essa porta ou falar com você tão cedo. ― Comecei a caminhar para sair.

Katherine parou de bater na porta e se virou para mim, cerrando os olhos.

― E o que você sabe sobre nós para dizer isso? ― Ela disse.

Esse era o momento em que eu deveria simplesmente ter virado as costas e continuado o meu caminho, mas eu não conseguia resistir pois havia uma pequena vozinha no fundo da minha mente dizendo que eu não ia ter outra oportunidade para fazer isso de novo. O que mais me impressionava era o fato de ela não parecer notar nada de errado.

― Eu sei o suficiente, sei o quão sozinha Angel é, eu sei de toda a raiva que ela sente por ter uma mãe como você, eu sei o quão duro ela trabalha para chamar a sua atenção mas você parece nunca notar isso e eu sei que você mente para ela. ― Dei de ombros. ― Acho que deveria rever os seus conceitos como mãe nos últimos dezenove anos, porque você tem falhado feio. Especificando, você tem sido uma mãe de merda.

― O que ela sabe? ― Uma sombra de medo e insegurança passou pelo do rosto de Katherine e ela engoliu esses sentimentos a seco.

― Ela não é burra como finge ser, Angel é mais inteligente do que você imagina. Eu só não acho que ela esteja preparada para lidar com isso agora, mas ela sabe. Então, dê a ela um pouco de tempo. Ela precisa, os últimos dias tem sido duros para ela.

Acenei positivamente e pisquei para ela antes de começar a caminhar pelo corredor. Eu sabia que Katherine ficou apenas parada ali, digerindo tudo o que eu acabava de dizer. Não sei se Angel ouviu o que eu falei, mas eu sabia qual seria a sua reação quando ela descobrisse que eu havia dito a sua mãe o que ela sabia.

POV-Charlie

Eu consigo fazer isso. Eu posso fazer isso. Eu vou fazer isso. Foco, força e fé. Ok, to exagerando. Não, esse não é o meu status do facebook, sou só eu mesma criando coragem para contar aos rapazes que eu e Peter, bem... somos uma coisa. Ok, um casal.

Todos estavam sentados bonitinhos na sala, apenas esperando pelo pronunciamento, Cece, Amy e Mary também estavam ali. Peter estava parado de pé ao meu lado, com a ansiedade saindo pelos meus ouvidos.

― Tudo bem, meninos. ― Comecei, apertando as minhas mãos e olhando para todos ali. ― E meninas. E asiáticas. E Amish. O que eu e Peter queremos contar para vocês é... ― Olhei para Peter e ele me deu um sorriso de encorajamento, murmurou a palavra: Continue. ― Nós somos um casal. Não tipo marido e mulher, do tipo namorados. Mais ou menos, que fazem coisas. Que já se viram pelados. Vocês me entenderam, não é?

A expressão deles não era nenhuma de surpresa, na verdade, eles pareciam até um tanto entediados.

― Se Peter é seu namorado, porque ele está beijando ela, Blanca? ― Pablo perguntou confuso e apontou para Peter ao meu lado.

Me virei para olhá-lo e meu queixo caiu com o que eu vi. Peter estava segurando Angel no colo, ela estava com as pernas agarradas na sua cintura e os braços em torno do seu pescoço. Isso ainda não era o pior, o pior era o beijo que eles estavam dando, parece que Angel queria matá-lo sufocado com a sua boca.

― Peter, o que você está fazendo? ― Perguntei indignada. ― Você é meu namorado.

Ele parou de beijar Angel e a colocou no chão, como se não estivesse fazendo nada de errado. Porém, ela não se desgrudou do seu pescoço e ele não tirou as mãos da sua cintura.

― Peter não é seu namorado. ― Angel falou e sorriu. ― Peter é meu namorado.

― Peter! ― Gritei, começando a ficar furiosa.

― Ela está certa, não sou seu namorado. Sou namorado dela. ― Ele segurou o rosto de Angel e voltou a beijá-la.

― Vocês não vão fazer nada? ― Gritei para os rapazes.

― Bom, você ouviu o que ele disse, Charlie. ― Bruce falou, dando de ombros. ― Ele é namorado dela.

Todos concordaram e então começaram a se levantar e sair dali. Peter e Angel não pararam o que estavam fazendo e o APOC ia começar bem agora.

― EU VOU MATAR VOCÊS! ― Gritei, voando para cima dos dois com os punhos cerrados.

― AU-TI! ― Ouvi Peter gritar e senti a dor no meu punho. ― Charlie, meu Deus!

Abri meus olhos e percebi que tudo isso passava de um pesadelo, Peter estava encolhido com cara de dor na cama de Cece ao meu lado.

― Meu Deus, eu bati em você? ― Perguntei, assustada e me sentando na cama.

― SIM! ― Ele gemeu. ― Você não me bateu, isso já é caso de espancamento!

― Desculpe, eu tive um pesadelo. ― Falei, esfregando os rosto com as mãos para afastar o sono.

― Ah, não me diga! Você não vai mais assistir Kick-Ass com o Bobby, entendeu? Meu Deus, está ficando violenta.

― O quê? ― Choraminguei. ― Sem Kick-Ass?

― Minha nossa, acho que você me quebrou uma costela. Que pesadelo foi esse? ― Ele cerrou os olhos para mim, se sentando na cama também.

― Foi o APOC. ― Falei, sem perceber.

― APOC?

― É. ― Concordei. ― Uma coisa sobre o apocalipse e uma porca anoréxica.

Peter me olhou confuso, cerrando os olhos para mim e continuou esfregando a região da sua costela onde eu havia dado um soco.

― Que horas são? ― Perguntei. ― Cadê o meu celular? Cadê a minha calcinha? ― Cade a minha dignidade, pensei.

― Hummm... ― Peter se mexeu por um momento e olhou tudo a sua volta. Então se esticou e pegou meu celular no criado mudo ao lado da cama. ― São oito da manhã, seu celular e eu tenho quase certeza que aquele pedacinho de pano ali no chão, no cantinho... ― Ele apontou com a mão. ― é a sua calcinha.

― Obrigado. ― Falei, pegando o meu celular.

― Agora vamos continuar dormindo. ― Ele se deitou de novo.

― MEU DEUS! ― Soltei um grito na hora que peguei meu celular. ― Acho que alguém morreu.

― Droga, o guaxinim de novo? ― Peter resmungou.

― Não! Tem cinquenta e seis chamadas perdidas no meu celular. ― Fiz uma pausa. ― Ah, é só a Katherine. Alarme falso. Ela provavelmente só deve ter sido presa ontem a noite, vamos voltar a dormir.

― Você acha? Droga, se for isso mesmo, é melhor nós irmos lá soltá-la. ― Peter disse se sentando novamente. ― A prisão não é nada como Orange Is The New Black, ok?

― O quê? Eu não vou tirar ela da cadeia.

― Não diga isso, um dia pode ser você ligando para ela. ― Ele ficou me olhando com aquela cara de eu estou certo.

Revirei os olhos e acenei positivamente, convencida.

― Tá, eu vou ligar para ela.

Liguei e fiquei olhando para Peter, com o celular contra a orelha. Katherine atendeu no primeiro toque.

― FINALMENTE! ― Ela gritou do outro lado. ― Onde você está?

― Você está na cadeia?

― Não, porquê?

― Ok então, tchau. ― Quando fui desligar, Peter me deu um olhar feio.

Deus, eu sinto falta de ser uma Angel. Simplesmente desligar e seguir com a minha vida, respirei fundo e levei o celular a orelha novamente.

― É importante?

― Ah, será que é importante? Não, talvez não. Deve ser por isso que eu só liguei um milhão de vezes! ― Ela gritou histérica do outro lado.

― Na verdade, foram só cinquenta e seis.

― Eu preciso da sua ajuda!

― Ah, claro. Serviço de ajuda da Charlie ao seu dispor. ― Falei irônica. ― O que você precisa?

― Preciso que você faça Angel me ouvir.

Eu simplesmente gargalhei no telefone.

― Vamos conseguir para você um dragão que estimação que é mais fácil. ― Disse ainda rindo.

― O quê? Não! Charlie, por favor! Vocês não são amigas?

Olhei para Peter e fiz uma careta.

― Você sabe o relacionamento do Tom e Jerry?

― Aposto que você é o Tom. Eu amo a minha filha.

― Obrigado pelo apoio. ― Acenei positivamente e tapei o microfone do celular por um momento. ― Viu? É isso que a gente ganha quando ajuda as pessoas. ― Falei para Peter.

― Eu ouvi isso! ― Katherine gritou. ― E aí, C-Girl, pronta para essa missão?

― Eu estou se você prometer não me chamar assim nunca mais.

― Ah, obrigado! Onde você está? Eu estou indo aí buscar você.

― Eu estou na casa da Cece, mas eu realmente preciso de um banho ou vão começar a me assimilar com um guaxinim.

― Ok, estou aí em quinze minutos. ― Ela desligou.

Então pensei em Katherine dirigindo novamente, atropelando tudo pelo caminho e fiz uma careta. Joguei os lençóis para longe para me levantar da cama.

― Onde você está indo? ― Peter perguntou.

― Ser uma boa pessoa. ― Falei, procurando a minha calcinha pelo chão. ― Onde é que tá a minha calcinha mesmo? ― Perguntei a ele.

― Estou pensando seriamente em não te dizer só para ficar te olhando andar pelada pelo quarto. ― Lhe dei um olhar mortal por cima dos ombros. ― Ali. ― Ele apontou com a mão na hora. ― Pessoas boas também dormem.

― Graças a você, não! E eu tenho o resto do dia para passar com Katherine e Angel, não poderia estar mais animada. Ieeeeee!

― Você não está de bom humor? Porque eu queria muito te pedir uma coisa.

― Já que estou fazendo todas as caridades hoje, o que você quer? ― Perguntei me vestindo.

― O que você acha de roupa de latex?

― Nem pensar. ― O cortei antes que ele pudesse continuar.

― Você pode pelo menos considerar? ― Ele choramingou.

― Não! ― Gritei.

― Charlie...

― Tchau Peter! ― Falei, pegando os meus sapatos e meu celular.

― E o que você acha de Mamãe Noel safada?

― Tenha um bom dia, vejo você mais tarde. ― Me inclinei sobre ele para lhe dar um beijo rápido no rosto.

― É tão difícil lidar com você! ― Ele reclamou.

― Se acostume. ― Sussurrei e pisquei para ele antes de abrir a porta.

Fechei a porta bem devagar para não fazer barulho e comecei a caminhar na pontinha dos pés para passar pela sala. O ronco do Pablo estava ecoando pelo cômodo, enquanto todos estavam dormindo empilhados no tapete felpudo de Cece e no seu sofá. Eu estava quase alcançando a porta quando ouvi alguém sussurrar.

― A caminhada da vergonha. ― Quase deixei os meus sapatos caírem e tive que me equilibrar de todas as formas para não deixar isso acontecer e fazer barulho.

Me virei para a voz e vi Joe encostado no balcão da cozinha, comendo uma maçã verde e com um sorriso irônico no rosto. Olhei furiosa para ele.

― Idiota! ― Ele riu.

― Como foi o sexo ontem a noite? ― Joe sussurrou.

― Joe! ― Fiquei indignada por ele perguntar na cara dura, mas respondi mesmo assim. ― Foi ótimo! ― Sorri para ele.

― De nada. ― Ele mordeu sua maçã novamente. ― Onde você está indo?

― Katherine quer que eu a ajude com Angel. ― Joe fez uma cara de nojo e entortou o nariz como se sentisse cheiro de cocô de cachorro. ― É, é péssimo.

― E eu pensando que eu a minha vida era ruim, boa sorte.

― Obrigado, porque eu vou precisar. Vejo vocês mais tarde.

Pisquei para ele e sai. Assim que sai do prédio de Cece, ainda carregando os sapatos na mão e com aquela cara de sono, já vi o carro de Katherine parado ali na frente, com um grande rachado no para-brisas. Espero que ela não tenha atropelado uma pessoa.

Assim que ela me viu, começou a acenar e a buzinar, tive que correr para ela parar com esse escândalo. Me joguei no banco do carona e a cumprimentei com um sorriso forçado, um daqueles que você só usa com as enfermeiras que vão lhe dar injeção.

― Bom dia! ― Ela falou, segurando o volante com as duas mãos. ― Deus, você realmente está parecendo um guaxinim.

― Engraçadinha. ― Falei, colocando o cinto. ― Pode passar em casa para eu poder tomar banho e trocar de roupa?

― É claro que sim, não vou ficar andando com você por aí parecendo uma prostituta de Las Vegas. ― Meu queixo caiu. ― São só fatos, Charlie. Não se preocupe, eu já estive nessa vida também.

Ela então saiu cantando pneu a caminho da faculdade, ela parou na frente da casa da ROR e ficou esperando na sala enquanto eu tomava um longo banho e me vestia com algo que não fosse de ''uma prostituta de Las Vegas''.

― Então, o que eu tenho que fazer? ― Perguntei ao entrar na sala. ― Bater em Angel, amarrá-la em uma cadeira e fazê-la de ouvir?

Katherine apenas me olhou mal humorada.

― O que? Estou falando sério. Não há muitas opções quando se trata de Angel.

― Apenas fale com ela, faça com que ela pelo menos me escute. Nem que seja por trás da porta.

― Tem certeza que quer fazer isso? Porque depois do que você fez, acho que se fosse comigo, eu ia ter a mesma reação. ― Dei de ombros.

― Você está escolhendo lados agora? ― Katherine perguntou. ― Pensei que fossemos um time.

― Eu não estou escolhendo lados, Katherine. ― Verdade seja dita, se eu tivesse que escolher algum lado não seria de nenhuma das duas, mas eu podia entender a fúria de Angel. ― Mas sério, se ter dormido com um adolescente em uma festa dela já é ruim, na cama dela é pior ainda!

― Era o único quarto disponível! ― Katherine deu de ombros, como se não fosse nada demais.

Apertei a ponte do meu nariz e fechei os olhos, respirando fundo por um momento. Ela não disse mesmo isso.

― Eu posso falar com ela. Posso tentar fazer com que ela te escute, mas não acho que posso fazê-la te perdoar. Não sou fada madrinha, Katherine. ― Encolhi meus olhos e olhei para ela.

Ela fez um aceno mínimo com a cabeça e cerrou as sobrancelhas, como se estivesse pensando em alguma coisa. Nós fomos caminhando até a casa da Kappa e Katherine parecia com os nervos a flor da pele.

― Você não quer perguntar? ― Ela falou quando já estávamos chegando.

― Perguntar o que? ― Me virei para olhá-la.

― Sobre Bobby. ― O jeito que ela falou, parecia que eu deveria saber a pergunta.

― Ah, não! Pelo amor de Deus, eu ainda quero almoçar hoje! ― Fiz uma careta e sai andando na frente.

― Para a sua informação, foi ótimo, tá? ― Ela gritou, correndo para me alcançar.

Nojento, pensei comigo. Subi os degraus de entrada da mansão Kappa de dois em dois, com Katherine tagarelando atrás de mim. Nem perdi o meu tempo batendo e já entrei. Dando de cara com Willa e Stacey na porta para me receber, as aspirantes a Kappa estavam fazendo o serviço de limpar a casa depois da festa.

― Onde está a Angel? ― Perguntei, sem tempo para conversa.

― Não está aqui. Não está aqui com a gente. Não está escravizando as calouras conosco. ― Willa respondeu.

― Estranho, não é? Ela deve estar realmente mal pelo o que você fez, senhora K. Especialmente porque uma das atividades favoritas dela é escravizar as calouras. ― Stacey completou.

Olhei para Katherine e sorri.

― Ouviu isso? Uma das atividades favoritas da sua filha é escravizar pessoas.

― Não tem nada de errado com gostar de escravizar as pessoas. ― Katherine tentou disfarçar. ― É claro que não é algo muito normal como qualquer outra adolescente, mas ela ainda é o meu bebê. Ela se daria super bem em algum país islâmico.

― Seu bebê demônio. ― Sussurrei.

― O que você disse? ― Willa perguntou, confusa.

― Nada, nada. ― Sorri para ela, tentando mudar de assunto. ― Ela está lá em cima ainda?

― Sim, só que ela não está falando com ninguém. ― Stacey foi quem se pronunciou dessa vez.

― É por isso que Charlie está aqui. ― Katherine disse sorrindo. ― A nossa salva vidas.

As duas olharam de uma para a outra e depois para mim.

― Bom, estamos subindo! ― Katherine falou e saiu me empurrando pelos ombros.

Eu tenho quase certeza que ouvi Stacey e Willa cochicharem algo sobre Angel cortar as nossas gargantas, mas decidi não dizer nada. Nós fomos até o quarto de Angel e demos com a cara na porta novamente.

― Angel? É a mamãe! ― Katherine começou a falar e eu lhe dei um olhar feio. ― Eu trouxe uma pessoa para falar com você. Sua amiga, Charlie.

― Olá? Não vamos provocar o demônio! Se ela não queria falar com você antes, não vai querer agora. ― Falei. ― Hei Angel, sou eu Charlie. Que tal abrir essa porta e prometo deixar você me humilhar um pouquinho se ouvir o que a sua mãe tem a dizer.

Ela não respondeu e eu olhei para Katherine.

― Angel, se ao menos estiver nos ouvindo, quebre alguma coisa. ― Tentei novamente.

Ainda sem resposta e isso era ainda mais frustante. Já é ruim quando alguém está puto com você, mas é ainda pior quando a pessoa decide simplesmente te ignorar. Olhei para Katherine, esperando ela decidir se íamos continuar com isso ou não. Porque certamente não ia ter futuro nenhum.

― Angel, por favor... ― Katherine pediu uma última vez, batendo na porta. Eu não sei porque fiquei torcendo para ela abrir ou dar algum sinal de vida. Ela encostou a testa conta a porta e fechou os olhos. ― É besteira, eu nem sei porque chamei você aqui.

Katherine se afastou da porta e acenou negativamente, então se afastou sem dizer mais nada. Olhei ela descer as escadas e olhei para a porta novamente.

― Angel, eu sei que você está aí. Posso sentir o cheiro recente de acetona daqui, sua mãe não está aqui. Mesmo eu sendo a última pessoa que você quer ouvir agora, apenas escute, ok? ― Fiz uma pausa ainda esperando a sua confirmação, mesmo sabendo que ela não viria. Mas Angel estava escutando, com toda certeza estava. ― Olha, eu sei que você está brava e tem todo o direito de estar. Mas apenas escute o que ela tem a dizer, então depois você pode fazer suas melhores caras de desprezo e nojo. Se fosse eu, teria a mesma reação que você e eu entendo isso. Não estou pedindo para perdoá-la, porque isso seria demais para qualquer um. Dê uma chance, é algo que eu aprendi aqui. As vezes as pessoas te desapontam, as vezes elas te surpreendem. Mas você não sabe com certeza até ouvir o que eles tem a dizer.

Foi então que a porta do quarto de Angel se abriu bruscamente e eu dei de cara com ela. O seu cabelo estava solto e ondulado naturalmente, não havia um só vestígio de maquiagem no seu rosto. Ela vestia apenas uma calça de pijama e moletom. Ao redor dos seus olhos e a ponta do nariz estavam avermelhados, um sinal evidente de que ela andou chorando a pouco tempo.

― Cala a boca. ― Foi a primeira coisa que ela disse.

― Me desculpe? ― Gaguejei e pisquei algumas vezes, sem acreditar que ela havia dito isso mesmo.

― Você é surda? Dê o fora da minha casa, eu não preciso da sua pena!

― Eu estou tentando ajudar e você me trata assim?

― Ajudar? ― Ela gritou, me impedindo de continuar. ― Eu realmente não te entendo, um dia você acaba comigo e no outro você quer me ajudar. Acho que está na hora de se decidir, não é?

― Eu só estava...

― Estava o quê? Sendo uma mentirosa hipócrita? ― Angel abriu um largo sorriso. ― É por isso que você se simpatiza tanto comigo, não é? Porque somos iguais e você acha que pode me transformar no seu novo projeto de bondade. Só para deixar bem claro, eu não vou mudar e me juntar ao seu grupinho hippie de auto ajuda, bondade não está na moda. ― Ela piscou. ― Eu sei que tipo de pessoa você é, sei das coisas que você fazia. O que você acha de eu contar aos seus amigos como você era? Ou só algumas das coisas que você costumava fazer, eu acho que eu vou parecer um anjo, né? ― Angel deu de ombros.

Fiquei a olhando fixamente por um momento e sorri para ela, esperando ela deslizar e provar que estava blefando. Mas Angel se manteve firme.

― Ainda acha que Peter vai te olhar com aqueles lindos olhos castanhos e apaixonados depois de saber das coisas horríveis que você fez?

― Disse para você deixar ele fora disso. ― Rosnei para ela. ― Você tem um problema comigo e não com ele.

― Bom, qual a melhor forma de afetar você se não por ele, não é? Agora dê o fora da minha casa.

POV-Peter

Sai do quarto de Cece um pouco mais tarde que Charlie, tentei fazer o mínimo de barulho possível. Mas já encontrei Cece e Joe acordados na cozinha.

― Bom dia, pessoal. ― Falei baixo, caminhando até o balcão da cozinha e os alcançando.

― Bom dia para você que não precisou dormir em um sofá apertado com um monte de caras que roncam e peidam o tempo todo. ― Joe resmungou, segurando uma xícara de café quente entre as mãos.

― Como se você não tivesse gostado. ― Cece deu um olhar cúmplice para ele e riu.

― Nenhum pouco, eu estou cheirando a queijo e testosterona. ― Joe deu um gole no seu café. ― Ah propósito, eu gostei da cor.

Ele apontou para o meu pescoço. Passei a mão por ali como se tivesse alguma sujeira.

― Oh Deus, isso é um hematoma ou um chupão? ― Cece fez uma careta, olhando para o meu pescoço.

― Provavelmente os dois. ― Joe respondeu por mim. ― Então, o que Charlie foi fazer com Katherine e Angel? ― Joe perguntou.

― Provavelmente é alguma coisa sobre ontem a noite. ― Dei de ombros e aceitei a xícara de café que Cece me ofereceu.

― Charlie está sempre tentando ajudar, isso é legal. É genuíno. ― Cece falou e abriu um sorriso de aprovação para mim. ― Ela é uma boa garota, Pete.

― É, eu acho que sim. ― Acabei soltando uma gargalhada baixa e envergonhada. ― É uma das coisas que eu mais gosto nela.

Joe e Cece ficaram me olhando com aquelas caras bobas e babando, a mesma cara que eles faziam quando assistiam novela com o Pablo ou alguma comédia romântica.

― Parem de me olhar assim! ― Dei um gole na minha xícara, me sentindo envergonhado. ― Pelo amor de Deus!

― Desculpa, é inevitável. ― Cece falou. ― Eu me sinto assistindo a uma comédia romântica.

― É, nós olhamos para você e quase podemos ver corações no lugar dos seus olhos. ― Joe disse rindo.

― Cala a boca! ― Sorri para ele.

― Viu? Você está rindo! Isso é tão bonitinho, eu nunca achei que fosse ver você assim.

― Me ver assim como? ― Cerrei minhas sobrancelhas, confuso.

― Assim, bobo, rindo desse jeito idiota... ― Joe mastigou sem conseguir encontrar a palavra que queria.

― Apaixonado! ― Cece simplificou. ― Porque é tão difícil para vocês rapazes dizerem isso?

― O que? ― Soltei uma risada nervosa. ― Eu não... Não. Nós temos uma coisa mas não que seja... Bom, pelo menos, eu não sei. Acho que não. ― Fiz uma pausa e olhei para eles. ― Vocês acham?

― Com certeza!

― Absolutamente. ― Joe concordou.

― Ah, calem a boca. Vocês ainda estão bêbados.

― E você está apaixonado. ― Cece repetiu.

― Eu não vou ficar aqui para ouvir isso. ― Acenei negativamente.

― Olha só, ele está em negação. ― Joe gargalhou e Cece também.

― Engraçadinhos, falando sobre isso... Que tal se falarmos um pouco sobre Adam e Louis?

― Eu acho que eles podem dar as mãos e correrem para a China juntos. ― Cece sorriu irônica. ― Eles estão comprando garotos por lá.

― Apoiada! ― Joe levantou sua xícara em sinal de brinde a ela, dando uma piscada cúmplice a ela.

― Uh, essa foi tão fria que eu senti até nos meus mamilos. ― Fiz uma careta. ― Bom... ― Finalizei o meu café. ― Charlie provavelmente tem um dia ocupado e vocês também, eu estava pensando em ir dar uma checada no meu pai. Eu não o vejo já tem algum tempo, preciso ver se ele não morreu de fome.

― É, Pete. Faça isso. ― Joe sorriu, me apoiando.

― Vai ver o sr. McCartney? Diga a ele que mandei um beijo na boca. E ainda estou esperando aquela ligação que ele ficou de me fazer. ― Cece disse com um sorriso malicioso nos lábios.

― Engraçadinha! ― Falei rindo. ― Você nunca vai ser a minha madrasta, Cece.

― A esperança é a última que morre. ― Ela deu de ombros, confiante de si mesma.

― Eca, gente velha. Ugh. ― Joe fez uma careta.

― Ele não é velho! Ele é um DILF! Eu totalmente o pegaria. ― Cece falou séria e sorriu de novo. ― Papai. ― Ela gemeu.

― Isso é o suficiente para mim. ― Falei, acenando positivamente. ― Você, fica longe do meu pai. ― Apontei para Cece. ― E você, pare de odiar pessoas velhas. ― Apontei para Joe. ― Vejo vocês mais tarde, digam para Pablo fazer tacos para o almoço e para Amy e Mary ficarem para comer com a gente.

Cece esticou o rosto na minha direção, esperando que eu desse nela um beijinho de mãe. Revirei os olhos e beijei a sua bochecha. Joe ficou olhando com um sorriso debochado.

― Quer um beijinho também? ― Falei para ele.

POV-Charlie

― Sua cobra! ― Gritei. ― É melhor parar com as ameaças se não quiser que a sua próxima menstruação saia pelo seu nariz! ― Apontei o dedo para o seu rosto e Angel fez cara de ofendida.

― Alguém está colocando as garras de fora novamente. ― Angel sorriu e fingiu o ataque de uma cobra com os dedos.

Respirei fundo e abaixei as mãos, apertei a ponte do nariz por um momento e tentei reunir toda a paciência do universo dentro de mim.

― Angel... ― Usei uma voz controlada demais, o que só deixou a situação mais assustadora. ― Eu realmente não quero ir para a cadeia por homicídio.

― Vá falar isso para alguém que se importa.

― Meu Deus! Você é realmente o anti-cristo! ― Gritei furiosa. ― Eu vou embora buscar a cruz e água benta para matar você! Seu monstro!

Dei as costas para ela e comecei a caminhar para longe, então parei no meio do caminho e olhei para aquela vaso horrível de ontem.

― E isso é por ser rude! ― Chutei o vaso e ele saiu rolando pelo corredor mas não quebrou. ― Espera aí, deixa eu fazer de novo.

― É, é melhor mesmo. Vai deixar a saída mais dramática. ― Finalmente concordamos em alguma coisa.

Levantei o vaso no lugar de novo e peguei um impulso, fui correndo para chutá-lo com toda força e ele finalmente se quebrou. Soltei um grito de nervoso e o chutei novamente para tirá-lo do caminho.

― Bruxa!

Desci as escadas correndo e encontrei Katherine sentada em uma cadeira na sala, com uma taça de martini na mão e mastigando uma azeitona.

― Charlie, adivinha só, se você pede alguma coisa aqui, essas garotas trazem. É incrível! Elas são como fadas madrinhas. ― Ela apontou para as calouras.

― Ou elas são só escravas da sua filha, Kim Jong-un para os íntimos. ― Murmurei. ― Eu estou indo, seu bebê demônio não tem salvação.

― Já sei! Já sei! Já sei! ― Katherine disse após um longo gole na sua taça que acabou com toda a bêbida. ― Eu vou pedir as fadas madrinhas que façam Angel me perdoar! Eu sou um gênio. ESPERA! Mas eu queria pedir o George Clooney também. Será que elas tem um limite para desejos?

― Deus, não são nove da manhã e você está provavelmente bêbada e chapada. Como você criou um bebê? ― Cerrei os olhos para ela.

― Fadas madrinhas, eu tenho um limite de desejo? ― Katherine perguntou a uma garota que esfregava o chão ao seu lado com uma escova de dentes.

A garota olhou assustada para Katherine e então olhou para mim como se pedisse socorro.

― Dê o fora daqui, fuja, fuja para o mais longe que puder! ― Sussurrei para a garota. ― Eu tenho que ir, tenho meus problemas para lidar. E você, fique longe do Bobby, entendeu? ― Falei para Katherine.

― Querida, você não pode destruir o verdadeiro amor. ― Ela levantou a sua taça para mim.

― Sorte que a polícia pode. Não me ligue novamente se for sobre Angel.

― E o que eu vou fazer? ― Katherine perguntou indignada, como se fosse minha obrigação ajudá-la.

― Eu não sei, Katherine! Seja mãe! Sei lá, tanto faz... Eu não me importo com nada que tenha a ver com Angel. ― Fiz uma pausa. ― Eu tenho que ir.

POV-Pete

Parei o jipe na entrada de casa, desafivelei o cinto e fiquei olhando pela janela por um momento.

― Ok, faça isso. É só entrar lá. Não tem nada demais. ― Falei comigo mesmo em voz alta. ― Cara, que esquisito. Eu to falando comigo mesmo. Espero que eu não comece a babar e a fazer pinturas com o dedo.

Abri a porta e sai do carro, a porta da frente estava destrancada. Ah pai, quantas vezes eu tenho que te explicar para o que as chaves servem? Entrei em casa e encostei a porta, deixei a minha chaves na mesinha de entrada.

― Pai! Eu estou em casa! ― Gritei.

Ouvi o som de panelas despencando e logo em seguida os gritos finos do meu pai. Corri até a cozinha para ver qual era o problema. A frigideira estava em chamas em cima do fogão, meu pai estava tentando destravar um extintor de incêndios e abanando o fogo com a mão como se aquilo fosse realmente apagar.

Peguei um guardanapo em cima da mesa e o joguei sobre a frigideira para abafar o fogo e ele apagou sozinho. Me virei para o meu pai que finalmente tinha conseguido destravar o extintor e ainda estava gritando.

― O que tem de errado com essas coisas? ― Ele gritou.

― Pai, quantas vezes eu tenho que te dizer, se está com fome vá comprar comida! Não cozinhe. Nunca. Jamais. Eu posso dizer isso porque tenho habilidades tão boas como as suas para cozinhar.

― Mas eu estava assistindo a um programa de culinária e me pareceu tão fácil.

― Não importa o quão fácil pareça, nós não conseguimos fazer. É impossível para nós. Me dá isso aqui. ― Falei, pegando o extintor das mãos dele. ― Você quase começou um incêndio só para fazer ovos mexidos.

― Eu queria ovos mexidos no café da manhã. ― Ele murmurou.

― E onde é que tá a Nina?

― Nina tem outras coisas para fazer Peter, eu não pago ela para me fazer ovos mexidos quando eu quero.

― Você tá reclamão hoje, vamos te arrumar uns ovos mexidos para ver se esse seu humor melhora. É essa casa, isso aqui tá te colocando para baixo, é grande demais. Sabia que os lugares também deixam as pessoas depressivas e estressadas? Sim, é verdade. Eu aprendi isso na faculdade e não na TV.

― Bom saber que você está aprendendo alguma coisa lá. Agora eu quero os meus ovos mexidos.

POV-Cece

― Eu estava pensando ― Comecei a falar e Joe se virou para me ver falar. ― Eu gostaria de voltar a ser uma Kappa.

Estalei os lábios ao dizer Kappa, já me preparando para o que viria a seguir. Joe fez aquela cara, aquela que ele sempre faz quando vê um cachorro fazendo coco.

― Eu acho que eu vomitei um pouquinho. ― Ele fingiu limpar o canto da boca. ― Você tá chapada, Cece? Está loucona de pó ainda?

Meu queixo caiu e eu fiquei sem resposta.

― Você só pode estar! Essa é a única explicação para você voltar a ser uma Kappa. Não se lembra das coisas que a Kappa torna você?

― Uma pessoa horrível? Bom, eu não cukpo a Kappa por isso. Culpo Angel, Louis e o resto do mundo. Mas eu gostava de ser uma Kappa, ainda gosto.

― Porque você não vira uma Roar? Você é praticamente uma Roar, está sempre conosco e agora tem Charlie lá também.

― Joe, não me leve a mal. ― Segurei uma das suas mãos entre as minhas. ― Eu amo você e amo os meninos, mas a Kappa é a minha casa, assim como a Roar é a de vocês. E eu não quero ficar aqui assistindo a Angel destruí-la.

― Então enche a cara dela de porrada! ― Ele me fez rir.

― Não é uma ideia ruim! Mas eu quero voltar, Joe. Eu quero o que é meu de volta. Além do mais, se eu voltar a ser presidente da Kappa, Angel não pode fazer mais nada contra vocês.

― Uau, você falou que nem um mafioso agora, eu adorei. ― Ele sorriu. ― Mas sabe que aquela chiuaua não vai largar o osso fácil né? ― Joe arqueou as sobrancelhas.

― Sorte a minha é que eu sou um Pitbull. ― Tentei soar mafiosa de novo.

― Porque vocês estão falando de cachorro? Esquisitões. ― Amy disse ao entrar na cozinha com a maior cara de ressaca do mundo.

― Você também quer incluir um flango com catupily nessa luta? ― Joe disse rindo, olhando Amy beber água direto da torneira. ― Xô flango, vai buscar catupily!

POV-Pete

― Como os rapazes estão? ― Meu pai perguntou, enquanto levava outra garfada de ovos mexidos com pimenta do reino a boca.

Eu o levei para tomar café comigo na Hot Dolls, qual é cara, não é só porque é um clube de stripper que não é o melhor rango da cidade.

― Eles estão bem. ― Acenei positivamente com a cabeça.

― Como está indo com o baseball? E o seu braço, como está?

― Meu braço está legal, pai. ― Respondi já no modo automático, cansado de falar sobre mim.

― Ótimo, você tem que estar bem para essa temporada, sabe. E a faculdade, como...

― Pai! ― Soltei meu garfo dentro do prato com um estalo de talheres.

Meu pai me olhou como se eu tivesse acabado de gritar um palavrão na mesa, como se já não fosse o suficiente estarmos tomando café em um clube de stripper com uma garota fazendo pole dance ao nosso lado.

― Me desculpe. ― Gaguejei. ― Eu só... estou cansado de falar de mim. Vamos falar de você, sobre você, como você está? Como tem sido os seus dias? O que você tem feito?

― Eu estou bem. ― Ele respondeu, ainda me olhando meio suspeito.

― Tem certeza? Porque eu estava andando lá em casa e encontrei o cacto que te dei ano passado morto. Você deixou o negócio apodrecer, pai.

― E daí? É só uma planta, Peter.

― Esse é o problema pai, é só uma planta! E você só tem que jogar água nela uma vez por mês ou sei lá quanto tempo e nem isso você fez, o negócio morreu! E as vezes parece que você está indo junto. Eu estou preocupado com você.

― Está preocupado comigo porque deixei uma planta morrer? ― Ele cerrou os olhos.

― Eu vou passar esse semestre com você em casa. Vou cuidar de você.

― O quê? ― Foi a vez dele soltar o garfo. ― Cuidar de mim? O que eu sou? Um velho de noventa anos?

― Pai, não isso que eu quis dizer...

― Bom, porque pareceu para mim! Cuidar de mim, não sou eu que trago o meu filho para tomar café da manhã em um clube de stripper. ― Ele fez uma pausa e cruzou os braços. ― Nada contra o ambiente, é legal.

― Pai, eu só acho que talvez você esteja muito sozinho. ― Comecei a falar de novo, tentando abordá-lo de outra forma e maneira mais calma.

Ele ficou me olhando por um momento, como se estivesse mais preocupado comigo do que eu com ele.

― Isso é sobre a sua mãe, Peter? Porque se isso for sobre ela...

― Ela está morta, pai. Minha mãe está morta. ― Completei, fechando os olhos ao falar, simplesmente por não conseguir encará-lo ao dizer isso. ― E as vezes parece que você está morrendo também.

― Bom, eu estou um pouco ofendido com isso, então eu vou comer mais um pouquinho desses ovos até pensar em uma resposta. ― Ele disse sério, pegando seu garfo e voltando a comer.

Tive que apertar meus lábios para não cair na gargalhada de uma vez.

― Do que você está rindo? Pensei que estivesse bravo. ― Ele perguntou de boca cheia.

― E eu estou! ― Disse gargalhando. ― Vai comer mais ovos mexidos? Meu Deus, pai! Você realmente precisa de ajuda.

― É, talvez um pouquinho. ― Ele acenou positivamente.

― Deixa você triste? ― Perguntei, remexendo os meus ovos com o garfo. ― Falar sobre ela.

― Tão triste!

― É, eu também. ― Concordei com a cabeça e fiz uma pausa. ― Tem uma garota morando conosco. ― Mudei de assunto.

― Oh Deus, qual de vocês engravidou ela? ― Meu pai disse indignado de boca cheia.

― Ela não está grávida! ― Bom, eu acho que não. ― Eu gosto dela. ― Sorri para ele, me lembrando de Charlie caindo do telhado, e me enforcando, e fazendo careta quando um dos rapazes peidava perto dela, e revirando os olhos e por fim ela sorrindo para mim.

― Oh Deus, você está apaixonado. ― Ele sorriu e soltou o garfo novamente. ― Você está apaixonado! APAIXONADO! APAIXONADO PETER! Eu não achei que fosse viver para ver isso, me deixe tirar uma foto sua!

Ele se levantou da sua cadeira e tirou o celular do bolso.

― Piu-piu! ― Ele gritou. ― Tire uma foto minha e do Peter apaixonado.

― Pai! ― Escondi o rosto entre as mãos, envergonhado. ― Não é a primeira vez que eu gosto de uma garota.

― Não é simplesmente gostar, você está apaixonado por ela. Eu estou tão orgulhoso! ― Ele continuou com a sua empolgação, tirando várias fotos. ― Porque demorou tanto para me contar? Como ela é?

― Como ela é? Bem... ela é meio doida, bastante estressada e má. Ela está sempre tentando ajudar todo mundo e ser uma garota boa, ela é loira morango e não ruiva, não confunda, deixa ela bastante irritada. Ela tem o melhor sexo do mundo, ela sempre cheira bem, é péssima em pole dance, adora KitKat, ela tem calcinhas bastante interessantes e é a pessoa mais inteligente que eu conheço. É, eu acho que isso é tudo.

― Ruiva é? Eu sempre soube que eram o seu estilo. ― Ele sorriu, orgulhoso.

― Não é ruiva, é loira morango pai!

― Oh meu Deus, você realmente está apaixonado por essa garota! ― Meu pai falou com a boca aberta em espanto.

― O quê? Não, besteira! Como é que você sabe? ― Olhei curioso para ele.

― As pequenas coisas, você está atento as pequenas coisas. Peter, não me leve a mal, mas você é o garoto mais desleixado e despreocupado que eu conheço, digo isso porque você é meu filho e eu conheço você. Eu acho que seja mais fácil ganhar na loteria do que fazer você se concentrar em algo para valer e essa garota, você sabe até a verdadeira cor do cabelo dela. Se isso não é estar apaixonado, eu não sei como vocês chamam isso hoje em dia.

― Oh, merda.

POV-Charlie

― O que é pior no mundo? ― Abri a porta da frente da casa da Roar Omega Roar gritando. ― Angel ou guerras? ― Terminei de falar ao chegar na sala.

Cece, Amy e Mary estavam amontoadas no sofá grande, Bobby e Joe estavam nas poltronas e Pablo e Bruce, Jon estavam no outro sofá.

― Essa é fácil! ― Bobby se empolgou para responder. ― Angel! ― Ele sorriu, depois parou de sorrir e me olhou confuso. ― Espera, podem ser guerras também. Mas também pode ser a Angel. Espera, já sei, e se forem guerras da Angel?

― Bobby, já alimentou seus guaxinins hoje? ― Cece perguntou para ele.

― O que ela fez dessa vez? ― Joe perguntou.

― Tudo! Tudo! Sabe, eu estou decidida a oficialmente ignorar a presença dela no planeta.

― Mas e em outros planetas? ― Bruce perguntou e todos nós olhamos para ele. ― Foi só uma pergunta. ― Pablo deu um pontapé na cabeça dele.

― Qual de vocês mulherzinhas está usando sabonete com brilho? ― Mike entrou na sala, enrolado numa toalha como mulher e ainda molhado por acabar de sair do banho.

― Eu estou. ― Levantei a mão e sorri para ele.

― Ah, obrigado Charlie! Agora o meu pinto está parecendo uma rainha de carnaval! ― Ele gritou furioso e abriu a toalha.

A minha reação não foi nem de surpresa, foi mais para engraçado mesmo. Porque eu simplesmente comecei a gargalhar no momento que eu vi aquilo. Não só eu, como todo mundo que estava na sala.

― Oh meu Deus! ― Eu disse rindo e levando a mão a boca.

Mary Elizabeth estava com a boca aberta e apavorada, sem saber para onde olhar, seus olhos pareciam duas bolinhas de pinball. Os rapazes estavam gargalhando de chorar junto com Cece e Amy.

― Parece um cone de sinalização. ― Joe disse rindo.

― Suas bolas parecem um globo de discoteca. ― Jon disse gargalhando.

― Parece um sabre de luz. ― Bruce falou.

― Parece uma pinhata em forma de pinto. ― Pablo gargalhou.

Cece escorregou do sofá de tanto rir, limpando as lágrimas dos cantos dos olhos.

― Isso, riam mesmo! Grandes amigos, obrigado!

― Já sei, parece um... ― Bobby gritou e se levantou, se preparando para fazer uma piada também. ― parece um... espera aí, deixa eu me lembrar, está na ponta da língua, eu tenho uma piada para isso, parece um... hum, não, não é isso. Ah, deixa para lá. ― Ele se sentou novamente.

― Oh Deus. ― Jon apertou a ponte do nariz e acenou negativamente com a cabeça.

― Eles costumam sempre tirar a roupa por aqui? ― Mary sussurrou para Amy.

― Eu te disse, é uma orgia pura. ― Ela deu de ombros.

POV-Pete

― Então, eu gosto dessa garota. E o que eu faço agora? ― Perguntei para o meu pai enquanto ele ainda comia ovos.

― Você diz a ela. ― Ele respondeu de boca cheia.

― Não, pai! Nada a ver, você diz a ela, isso é muito simples.

― Peter, gostar de alguém é simples. Não há mistério, nem pressão ou coisas assim. ― Ele fez uma pausa para engolir. ― Não é um bicho de sete cabeças, é só um sentimento que pode evoluir para algo mais.

― Algo mais? ― Cerrei os olhos para ele.

― É, como amor.

― Amor? ― Olhei para ele como se ele estivesse louco.

― É. Olha, pode parecer assustador, mas é tudo muito simples... Diga a ela, diga a ela como você se sente. Faça como nos filmes, seja ridículo, não tem nada de errado nisso. Conte a ela as coisas que gosta nela, não force a barra, seja você mesmo. É o melhor que pode fazer.

― Eu vou dizer a ela! ― Dei um tapa na mesa, dizendo com firmeza. ― E vou dizer agora! ― Me levantei da cadeira pronto para sair correndo.

― Espera, espera... eu preciso terminar de comer. ― Ele falou.

― Ah é, verdade. ― Acenei positivamente e me sentei novamente. ― Foi mal.

POV-Charlie

― Cadê o Pete? ― Perguntei ao pessoal na sala após Mike sair para ir se vestir.

― Foi ver o papai. ― Cece disse com um sorriso atrevido no rosto e eu fiquei confusa. ― O pai dele, ele é um gato.

― Cece! ― Bruce a advertiu.

― O que? Eu sou sincera, vocês sabem disso.

― O pai dele? ― Repeti, surpresa. Peter nunca falava sobre a sua família comigo e nem parecia manter muito contato com eles, pelo menos não na minha frente. Não posso negar que senti uma pontada de inveja e ciúmes. Não do tipo que eu achava que Cece tinha um caso com ele, me sentindo assim porque ele contou a eles e não para mim. ― Hum.

― Hum? O que foi esse hum? ― Joe cerrou os olhos para mim.

― Foi um hum tipo hum de eu não gostei. ― Amy traduziu por mim.

― Pablo, eu quero tacos. ― Bobby falou. ― E faça alguns extras para alimentar os meus guaxinins.

― O que tem de errado com vocês, gente branca? Só porque eu sou mexicano vocês acham que eu sou o escravo de vocês? ― Ele torceu o bigode. ― Tudo bem, eu faço os malditos tacos. Eu vou denunciar vocês por maus tratos. E não me peçam para cortar a grama agora, olha só a Amy aí, abusem um pouco da asiática também.

― Eu nunca mais vou poder tirar as minhas calças. ― Mike resmungou voltando para a sala.

― Oh, muito obrigado! ― Mary Elizabeth agradeceu, levantando as mãos para o alto.

― Você realmente precisa tirar as suas calças um pouco mais Mike, aí você vai ser um cara de bem com a vida! ― Jon disse sorrindo e piscou para ele.

― Desculpe pelo sabonete, Mike. ― Falei, me encolhendo de culpa.

― Peter chegou. ― Joe falou ao ouvir o barulho do Jeep de Peter do lado de fora.

Meio minuto depois, Peter abriu a porta da frente e entrou correndo.

― Oh Deus, quem morreu? ― Ele falou parando na porta da sala ao ver todo mundo ali.

Então começou a contar se todo mundo estava na sala.

― Ah, ninguém. ― Ele relaxou novamente. ― Bom saber que todo mundo está aqui, porque eu tenho algo muito importante a dizer. Bom... ― Ele entrelaçou os dedos e ficou olhando para nós sem dizer nada.

― É isso que você tem a dizer? ― Amy perguntou. ― Porque eu não ouvi nada, acho que tem um pouco de água no meu ouvido.Pode repetir, por favor?

― Ele não disse nada ainda. ― Mary Elizabeth falou.

― Ata. ― Amy acenou positivamente. ― Continua.

― Você não comeu cogumelos de novo, comeu? ― Pablo perguntou a ele.

― Não, eu não... ― Peter se virou para mim e viu que eu estava o olhando com insegurança, com medo do que ele iria falar. ― Não surte, ok? Se você surtar, eu vou surtar e daí eles vão surtar... ― Ele apontou para o resto do pessoal. ― E todo mundo vai surtar e as coisas vão ficar surtadas.

― Você comeu cogumelos? ― Sussurrei para ele.

― Não, eu não comi cogumelos! Apenas me escutem... É o seu presidente falando. Ok, ok. ― Ele esfregou a palma das mãos. ― Eu gosto da Charlie.

― É claro que você gosta, idiota. Todos nós gostamos, por isso que ela mora com a gente. ― Mike resmungou. ― E também causa problemas com shampoo com brilho.

― Eu já pedi desculpas! ― Falei.

― Não! Não! Eu gosto dela de outras formas. Tipo, eu gosto de estar com ela, de falar com ela e até de brigar com ela. Adoro quando ela me enforca, adoro as calcinhas dela e o jeito que ela fica vermelha quando eu falo sobre isso, exatamente como ela está agora. ― Ele apontou para o meu rosto corado feito um tomate. ― Adoro quando ela me corrige, adoro olhar para ela de manhã, adoro a risada dela e adoro o jeito que nós nos ajeitamos na cama, porque ela é pequeninha e eu posso abraçá-la inteira que nem um travesseirinho. Adoro até quando ela me zoa e deixa bem claro que ela é demais para mim, por ela é mesmo. Não me importa qual foi a regra que vocês fizeram sobre eu ficar longe dela, porque eu simplesmente não vou conseguir mantê-la. E eu estou dizendo isso porque eu quero que todos saibam o quão importante ela é para mim e Charlie... ― Ele fez uma pausa para respirar. ― você é a garota mais legal a qual eu já estive sexualmente atraído nos últimos anos e eu quero muito, muito mesmo, ficar com você. Eu não tenho nem um buquê ou um KitKat, porque eu simplesmente corri até aqui para te dizer isso, me desculpe mas eu não estou pedindo para você ser a minha namorada, a menos que você queira. ― Ele deu de ombros. ― Apenas seja minha amiga, minha melhor amiga como você tem sido e nós vamos ficar bem. Porque eu estou apaixonado por você!

Todo mundo ficou em silêncio na sala, apenas olhando para mim e Peter, como Pablo olha para as suas novelas mexicanas.

― Aí está algo que não adoro em você, quando você para de falar, é assustador. ― Ele disse.

Na verdade, eu estava em silêncio simplesmente porque não sabia o que dizer a ele para ficar a altura do que ele estava fazendo por mim. Peter me ganhava com muito pouco, com atos pequenos que ele fazia com que fossem gigantescos. Simplesmente contar para as pessoas que ele gosta de mim, ao seu modo é claro, de um jeito único que fazia o meu coração bater na garganta.

― Ela não vai fazer nada? ― Ouvi Amy resmungar. ― Anda logo Charlie, tá dormindo? Acorda para a vida! As pessoas aqui estão esperando por um final feliz, nós não temos o dia todo!

Apertei meus lábios para ele, tentando não sorrir.

― É uma chama. ― Falei, tentando controlar o tamanho do meu sorriso.

― O que? ― Ele perguntou confuso.

― Onde tem uma faísca tem uma chama, você me disse isso quando nos conhecemos. Isso é uma chama.

― Oh, isso não é uma chama. É um incêndio inteiro! ― Ele disse rindo e me fazendo rir.

Peter me alcançou com um passo e agarrou meu rosto com as duas mãos para me beijar. Me segurei em seus braços e sorri junto com ele entre o beijo.

― Viu? É disso que eu estou falando! ― Amy gritou e comemorou.

― Uhuuuu! ― Joe gritou e começou a bater palmas junto com o pessoal.

― Isso é tão bonitinho. ― Pablo falou. ― É como uma novela.

― Bom, eu não posso negar que é adorável. ― Jon falou e Bruce concordou com a cabeça.

― PORQUE EU NUNCA SUSPEITEI DISSO? ― Mike gritou indignado.

― Como você nunca suspeitou disso antes? ― Cece perguntou.

― Até eu suspeitei. ― Mary falou.

― Então, quem morreu? ― Bobby perguntou ainda sem entender o que estava acontecendo ali.

Peter afastou seus lábios dos meus e ficou com um sorriso bobo nos lábios até finalmente abrir os olhos. Sorri de volta para ele.

― Do que você está rindo?

― Você é minha garota, Charlie. Você sempre vai ser.

― Isso funciona para mim. ― Sussurrei para ele.

― Ok. ― E então ele me beijou e roubou o meu fôlego novamente.

Notas finais
Gostaram gente? Pois é, Peter e Charlie estão oficialmente fora das sombras (ok, isso fico esquisito) enfim, vamos ver como as coisas vão reagir com o novo relacionamento deles, o que vai ser legal de se ver também, porque eu planejo situações bem engraçadas para os dois quanto a questão ''relacionamento'' kkkkkk Angel is back com todo o poder de suas maldades, Cece quer ser uma Kappa again, e o sr. McCartney? Gostaram do papai? Vamos ver ele mais algumas vezes e seus ovos mexidos kkkkkkkkkk Pois é, estamos chegando nos 50 capítulos, Las Vegas is coming, House Roar Omega Roar, ok vou parar com as piadas de Game Of Thrones kkkkkkkkkk Bom, espero que tenham gostado, até o próximo capítulo! Comentem aí, briguem comigo, etc kkkkkk essas coisas... s2 s2 s2