Notas iniciais
Bom, essa é minha reestreia desde que desativei meu antigo cadastro no Nyah! Espero que gostem do primeiro capitulo.

Como ter uma vida normal e tranquila? Essa é uma pergunta que eu não posso responder. Pelo que sei, minha mãe Judite tentou me abortar quando se engravidou de mim. Quando nasci, minha mãe me entregou para meus avós maternos e depois sumiu no mapa. Desde então vivo com minha avó Maria e meu avô Joseph. Meu pai? Não sei quem é. Meus avós nunca falaram dele para mim, sempre fugiram do assunto quando pergunto sobre ele. Você acha que acabou? Definitivamente não. Tenho um problema, a asma. Não posso praticar esportes na escola e nem em outro lugar, pois canso muito rápido e sinto muita falta de ar. Sofro Bullyng. Desde pequeno meus colegas de classe colocam apelidos maldosos em mim que não gosto nem um pouco. Jogam na minha cara que sou órfão, coisa que me chateia muito. Tento não demonstrar minha raiva e tristeza para não piorar as coisas, mas nem sempre faço isso com sucesso. Ah, e tem mais. Muitas e muitas coisas estranhas começaram a acontecer comigo depois que eu encontrei aquela... Ops, não posso contar. Isso você vai ficar sabendo no decorrer na história. Antes que eu me esqueça meu nome é Charlie Johnson e tenho 15 anos. Estou no primeiro no 1º ano do ensino médio. Qual o meu sonho? Descobrir tudo sobre meus pais e o porquê deles terem me abandonado.

Minha aventura começa assim:

Tudo começou quando eu me mudei da capital para uma pequena cidade do interior. Uma cidadezinha bem simpática. Casas bem bonitas, ruas bem limpas e plantações de flores e árvores por todos os lados.

Era sete e meia da manhã quando meus avós e eu chegamos em nossa casa.

– Chegamos! – Disse meu avô Joseph estacionando o carro em frente a uma casa branca de dois andares -.

Saí do carro logo após minha avó Maria sair.

– Que belo lugar! – Disse minha avó. –

– É, parece ser um bom lugar para morar. – Disse –

– Charlie, me ajuda a tirar as bagagens do carro, por favor? – Disse meu avô saindo do carro –

– Claro! – Respondi –

Eu o segui até o porta-malas e o ajudei a tirar as bagagens. Olhei para a casa que iríamos morar e desejei que tudo fosse diferente naquele lugar. A casa era bem simples, uma sala de estar bem grande, cozinha e sala de jantar juntas, 2 quartos e 1 banheiro no segundo andar. Todos os cômodos mobiliados. Escolhi o quarto menor enquanto meu avô e minha avó ficaram com o quarto maior e que ficava ao lado do banheiro. Ao entrar no meu quarto percebi que ele precisava urgentemente de uma limpeza. Abri a janela e os raios de sol o iluminaram por completo. Eu havia acabado de começar a faxina quando avistei pela janela da casa ao lado uma bela menina de cabelos loiros com um vestido branco e desenhos de rosas vermelhas estampadas. A garota estava sentada em um sofá com um brinquedo em suas mãos, acho que era um cubo mágico. Ela se divertia de um modo meio estranho com o brinquedo. O jogava para o alto e às vezes parecia conversar com ele. Foi quando ela olhou pela janela e percebeu que eu a estava olhando. Envergonhado eu logo deixei de olha-la. Fechei a janela e voltei a arrumar meu quarto. Não queria parecer um enxerido ou qualquer coisa do tipo.

Passado algum tempo, terminei a faxina e deitei em minha cama.

– Graças a Deus! Finalmente terminei. – Falei –

Fiquei pensando na menina da casa ao lado. Ela parecia solitária, sem amigos, como eu. De repente comecei a sentir um cheiro de comida. Levantei da cama e desci correndo para cozinha de minha nova casa. Minha avó estava colocando a comida em cima da mesa de almoço.

– Que cheiro bom vó! – Falei –

Ela sorriu.

– Que bom meu filho! – Disse ela –

– O que a senhora vai fazer para o nosso primeiro almoço nesta casa?

– Macarronada a bolonhesa.

– Adoro isso.

– É eu sei. Por isso que faço sempre.

Sorri, fui em direção a ela e dei um beijo em sua bochecha.

– Cadê meu avô? – Perguntei –

– Ele está lá fora conversando com os nossos novos vizinho. – Ela respondeu e imediatamente lembrei-me da garota que vi pela janela do meu quarto. –

– Será que eu posso ir lá também?

– Claro meu filho! Vai lá. – Respondeu ela sorridente –

Peguei uma maçã que estava em uma bandeja e fui até a casa ao lado. Ao sair da minha casa, avistei meu avô conversando com uma mulher que se parecia muito com a “garota da janela”. Meu avô me olhou e me chamou. Fui correndo até ele.

– Esse aqui é meu neto Charlie. – Disse meu avô Joseph. –

– Oi Charlie, sou Dakota. Prazer em conhecê-lo. – Disse a mulher que meu avô estava conversando estendendo a mão para que eu apertasse. –

Olhei para a mão dela e respondi:

– Oi, prazer! – Apertei a mão dela. Acho que minha cara devia estar toda vermelha de vergonha. Eu detestava ser apresentado para as outras pessoas. Acho que isso era um dos meus grandes defeitos. –

Dakota olhou nos fundos dos meus olhos o que me fez desviar o olhar.

–É uma falta de educação não olhar nos olhos das pessoas. – Disse ela –

– Ah... Sim! Desculpe... Eu não queria ser mal educa... – Ela me interrompeu –

–Não precisa se desculpar. Eu estava brincando.

Meu avô e Dakota começaram a rir de mim. Senti-me como antes. Era como se eu estivesse voltado ao passado, onde todos riam e caçoavam de mim. Mas logo os dois pararam rir e voltaram a conversar. Eu virei às costas e fui embora para casa. Minha nova vizinha e meu avô nem perceberam minha falta, acho que se eu estivesse lá eu não seria notado. Foi quando ouvi um grito. Um grito que parecia de dor. Não parecia ser o grito de minha avó, olhei para trás e Dakota e meu avô pareciam paralisados, talvez estivessem pensando de onde veio aquele grito. Alguns segundos depois Dakota entrou correndo para dentro de sua casa desesperada, meu avô e eu fomos atrás dela. Quando entramos na casa, vi a garota da janela chorando, caída no chão em frente uma escada.

– Filha, Filha! O que aconteceu? – Disse Dakota chorando –

A menina não disse nada. Estava paralisada olhando para mim e para o meu avô. As lagrimas estavam escorrendo sobre seu rosto. A garota devia ter a minha idade, 15 anos. Seu braço estava machucando e sangrando. Provavelmente ela devia ter caído da escada. Foi quando eu me mexi e ela se assustou. Ela se escondeu atrás de Dakota e ficou me olhando.

– Filha você está bem? – Perguntou Dakota –

A garota acenou que sim, mas continuou sem dizer nenhuma palavra.

– Essa é minha filha Sophia.

– Oi Sophia! – Disse meu avô calmamente –

– Ela não fala com ninguém a não ser comigo.

– Por quê? – Perguntei –

– Ela é especial, ela é autista. – Disse Dakota segurando o choro. –

Percebi que a garota ainda estava me olhando.

– Oi Sophia! – Falei calmamente –

– Ela não vai te responder. – Disse Dakota –

Fui me aproximando aos poucos. Me agachei em frente a Sophia e acariciei o seu rosto. Ela se distanciou, seus olhos começaram a encher de lagrimas.

– Ei, não precisa ter medo. Não vou te machucar. – Falei –

Estendi a mão para cumprimenta-la.

–Sou Charlie!

Ela se levantou e subiu a escada correndo.

– Eu disse. Ela... ela não fala com ninguém. – Disse Dakota –

– É melhor nós irmos Charlie. Vamos deixar Dakota cuidar da filha. – Disse meu avô me segurando pelo braço e me puxando para fora da casa. – Qualquer hora nós conversamos, obrigado Dakota.

Dakota acenou.

Notas finais
Eae? Gostaram? O que vocês querem que aconteça? Deixe seu comentário por favor e me diga o que achou. Obrigado por ler. Até mais.