Charlie é o Cara

19 Lap o quêêê????


Notas iniciais
Bom, como algumas leitoras já haviam pedido e eu já vinha prometendo, um capítulo maior. De agora em diante todos os capítulos serão desse tamanho ou talvez um pouquinho maiores ok? Espero que gostem... Boa leituraa!

POV-Charlie.

Eu estava tendo uma crise agora e tudo o que Amy sabia fazer era tagarelar sobre nada interessante no meu fone de ouvido. Poderia ter matado Pete se os rapazes não tivessem me impedido de terminar de enforcá-lo. O quarto seria só meu e eu não precisava mais pensar em matá-lo constantemente.

― Você por acaso está ouvindo alguma coisa que eu estou falando? Eles só tem um shampoo que é creme ao mesmo tempo. ― Choraminguei no fone para Amy.

― Sério? Então como Pablo mantém o bigode tão hidratado? ― E lá vem ela novamente, simplesmente ignorando tudo o que eu digo.

― Amy, eles querem me levar em uma cerimônia de iniciação. Se eu não mandar mensagem, ligar ou não der sinal de vida até amanhã, ligue para a polícia e dê o endereço deles. Diga aos meus pais que eu os amo.

― Cerimônia de iniciação? Como vai ser isso? É tipo uma ceita ou um culto? Eles vão vendar você e te deixar pelada? Dai vai rolar uma coisa louca mutcho louca e todos vão ficar pelados e aí... ― Mas eu a impedi de continuar.

― Amy! ― Gritei no telefone. ― Não diga essas coisas. Já não acha que estou assustada o suficiente de morar com sete caras?

― Um deles é gay então eu não acho que deveria estar tão preocupada. ― Certo, como se isso ajudasse muito.

― Será que dá para você entender que eu estou desesperada? De todas ideias ruins que eu tive na vida essa é a pior delas.

― O que é uma ideia ruim? ― Antes que eu pudesse continuar falando, Pete apareceu na porta do quarto e sorriu. ― Você está pronta? Nós estamos indo.

― Quase pronta, me dê cinco minutos, pervertido. ― Falei fechando a porta na cara dele. ― Amy? Ainda está me ouvindo?

― No que você acredita mais, teoria do evolucionismo ou Adrão e Eva? Acho que seria importante saber para em que caminho seguirmos com a nossa amizade.

― AMY! ― Gritei. ― Eu estou indo, se eu não der sinal de vida até amanhã de manhã, vá a polícia. Pablo pode ter o bigode mais lindo do mundo mas não podemos esquecer que ele ainda tem nome de criminoso.

― Tudo bem. Diverta-se na sua cerimônia de iniciação. Aposto que vai ser como um porno com uma garota e um monte de caras. ― Ela disse rindo.

― Você precisa parar de assistir porno, sério. ― Desliguei.

Respirei fundo e passei a mão pelo meu vestido, ajeitando-o. Coloquei um vestido solto, azul marinho escuro com bolinhas brancas, um cinto fino e branco por cima e um salto branco. Deixei o cabelo liso e passei uma maquiagem leve. Seja lá onde quer que eles estejam me levando, aposto que quando eu descobrir eu ainda vou estar bem vestida demais.

Abri a porta do quarto e quando fui sair dei de cara com Peter ainda parado ali. Ele me olhou dos pés a cabeça e sorriu. De longe eu consegui sentir o cheiro do seu gel de cabelo, ele estava usando uma camiseta preta de manga comprida com botão na gola, as mangas da camisa estavam puxadas até a metade do braço. Jeans levi's e como sempre... tênis.

― Está bonita. ― Ele falou ainda me olhando.

― Você não desiste né? ― Falei sem gracinha com ele. Parece que quando mais você é má, mais ele gosta. Vai entender.

― Você está se sentindo demais, foi só um elogio de colega de quarto. ― Ele tentou me enganar. ― Vamos, os rapazes estão esperando. ― Saiu andando na frente.

― Não vai dizer mesmo onde estamos indo?

― Você vai descobrir quando chegar lá. ― Ele respondeu sem olhar para trás.

― Finalmente! ― Joe falou quando nos viu descendo as escadas. ― Bobby até dormiu de tanto esperar e Mike quase começou a chorar de novo. Mas eu também estou feliz porque agora ninguém vai mais reclamar que sou eu quem demora. ― Ele sorriu animado.

― O que vocês garotas fazem para demorar tanto para se arrumar? Se nós combinamos de sair as oito, é as oito e não as onze. ― Bruce falou indignado. ― Você consegue demorar mais do que Pablo.

― Eu preciso pentear o meu bigode! ― Pablo disse indignado.

― Querido, garotas não são garotos. Nós não pegamos a primeira camiseta que encontramos que não esteja fedendo e estamos prontas. É mais complicado, tem todo um processo. ― Expliquei para eles.

― Podemos assistir qualquer dia? ― Jon perguntou.

― Vou pensar sobre isso. ― Respondi. ― Enfim, onde estamos indo? ― Todos eles trocaram risadinhas para uma piada que só eu não entendia.

― Vamos Charlie, chega de perguntas. ― Pete falou me segurando pelos ombros e me empurrando para a porta.

Eu, Pete, Pablo e Mike fomos no carro de Pete. Enquanto Bruce, Bobby e os gêmeos foram no carro de Bruce. Pete dirigia um Jeep Wrangler preto e Bruce uma Ford F-150 azul. Os outros rapazes também tinha carro, exceto por Pablo, que não era só apaixonado por motos (coisas que descubro com as minhas conversas com ele além de bigode) mas também dirige uma Harley Davidson Fat Boy. Aposto que Amy vai achar isso super sexy.

Eles dirigiram para fora do campus e por mais alguns quarteirões até pararem em um bairro suspeito, estacionando no estacionamento de um lugar que parecia mais um galpão de cozinhar metanfetamina.

― Que lugar é esse? Está parecendo um episódio de Breaking Bad. Vocês vão me vender para um traficante para pagar as dívidas de vocês? ― Perguntei apavorada e trancando a minha porta do carro e eles riram. ― Não estou vendo graça.

― Relaxa, Blanca. ― Pablo disse rindo e saindo do carro.

Mike também saiu do carro e vi pela janela os garotos saírem do carro de Bruce também. Pete já havia aberto a sua porta e parecia estar só me esperando para sair também.

― Vem. ― Ele fez um sinal com a cabeça para eu sair do carro e saiu.

Deus, era só o que me faltava agora. Eles estarem me levando para uma festa em uma biqueira ou sei lá eu onde, morrer em um lugar como esse não estava nos meus planos. Mesmo com raiva abri a porta do carro e sai, batendo-a com força e com raiva para fechar.

― Eu já aviso, eu não vou lamber os peitos de ninguém! ― Gritei nervosa e eles riram.

― Vamos Charlie, você está ficando para trás. Quem chegar por último vai ter que lamber uns peitos para entrar. ― Pete falou só para me irritar e saiu andando na frente.

― Podem me esperar! ― Gritei, tentando correr com os saltos pelo estacionamento para alcançá-los. ― Sabem como é difícil correr com saltos? Eu vou enforcar todos vocês!

― Mais rápido, querida. ― Joe gritou, parando para me esperar.

― Se eu for esfaqueada aqui, vocês vão se arrepender. ― Corri na ponta dos pés até alcançar Joe e me segurar me seu braço para continuar. ― Você é um cavalheiro, Joe.

― Não sou não, só sei como é difícil correr de saltos. Quando eu era pequeno costumava usar os da minha mãe. Já sentou jogar bola usando saltos? É ainda mais difícil, você não tem noção.

― Jogar bola? Deus. Eu quebraria as duas pernas fazendo isso. ― Falei imaginando a cena.

Nós contornamos o estacionamento e fomos até a frente do grande galpão. As janelas tinham grades e eram pretas, impedindo de ver qualquer coisa lá dentro. As portas eram duplas e haviam dois seguranças fortões na porta. Em cima do prédio havia um letreiro fluorescente piscando em neon rosa: Hot Dolls.

― Vocês só podem estar brincando comigo! ― Falei sem acreditar quando comecei a juntar as peças do que estava acontecendo ali.

― Eu tive a mesma reação, acredite. ― Joe falou enquanto ainda andávamos lado a lado até a porta. ― Mas as quartas é noite das garotas, podemos vir se você quiser. ― Ele sorriu animado para mim.

Eles realmente haviam me trazido para um clube de stripper's. Nós chegamos na porta e os rapazes entraram primeiro, um dos seguranças me olhou dos pés a cabeça. Ele era extremamente forte, careca e usava cavanhaque. Começou o cavanhaque ainda me olhando para me deixar passar e depois olhou para Joe.

― Dançarinas entram pelos fundos. ― Ele falou sério e meu queixo caiu.

― Não José, ela não é dançarina. Essa é a Charlie. ― Joe falou para ele. ― Ela é nova, é uma Roar Omega Roar.

Ainda ofendida continuei encarando o segurança sem acreditar. Eu não estava parecendo uma stripper.

― Se você diz. ― O segurança falou e deu de ombros, nos deixando passar.

― Vamos. ― Joe me empurrou para dentro com as duas mãos na minha cintura.

Assim que entrei meus olhos tiveram que se acostumar com a iluminação do ambiente. Era escuro e haviam as luzes negras como em uma balada. Havia um bar em um canto, com um balcão longo e cadeiras de pernas altas para se sentar ali. Haviam também algumas mesas espalhadas pelo local e algumas ficavam em pontos mais altos, ao invés de cadeira elas tinham sofás para sentar. No centro do lugar havia uma grande passarela que começava no último degrau de uma escada que levava para um segundo andar. Haviam também alguns pontos altos separados pelo lugar onde as garotas dançavam pole dance. Outras andavam pela balada com bandejas. Vi os garotos um pouco a frente de mim e Joe, um tumulto de garotas envolta deles, dando gritinhos e pulando animadas. Turn Down for What do Lil Jon tocava tão alto que fazia meu corpo vibrar na batida da música. Haviam bastante pessoas ali (com pessoas eu quero dizer a maioria homens), bebendo em mesas, dançando com as garotas, assistindo aos shows e jogando dinheiro como se fosse nada.

― Charlie! ― Cece gritou extremamente animada e veio correndo na minha direção, me puxando para um abraço apertado. Ela vestia apenas um biquíni fluorescente verde, saltos altos e um óculos aviador espelhado em azul. Se eu a visse assim na rua num dia comum podia jurar que estava indo para a praia.

― Hei Cece! ― Fui a abraçar de volta mas senti minhas mãos deslizarem pelo seu corpo e as afastei rapidamente, ela estava molhada com alguma coisa.

― Não se preocupe, é só óleo sexual sabor morango. Pode lamber de quiser. ― Ela falou se afastando de mim.

― Não, obrigado. Eu já comi hoje. ― Falei, tentando não parecer apavorada.

― Oi Joe! ― Ela sorriu empolgada para ela e pulou em seu colo, segurou seus rosto com as duas mãos e lhe deu um selinho demorado.

Arregalei os meus olhos mais ainda.

― Cece, se você fosse o meu tipo, eu me casaria com você. ― Joe disse sorrindo para ela e a colocando no chão.

Cece sorriu e bateu palminhas empolgadas. Ela então segurou na mão de Joe e na minha e saiu nos arrastando.

― Vem conhecer as garotas, Charlie.

Nós nos aproximamos do tumulto em volta dos garotos. As Hot Dolls, nada mais eram do que as stripper's e amigas de Cece. Pessoal, eis uma grande diferença entre stripper's e prostitutas, ok? Nunca se esqueçam. Stripper's são garotas que dançam por dinheiro e não fazem sexo. Essa é a grande lição de vida que eu aprendi com elas, ah e também a de que tem problemas que só um ginecologista pode resolver. Elas também gostam de abraçar muito como Cece. Tem a Piu-Piu (Ashley Benson) loira, peituda, com certeza algum dia vai ter um diploma pela internet e vamos todos ficar muito orgulhosos dela (não vou nem contar porque chamam ela de Piu-Piu). Gucci (Selena Gomez) esse é o nome artístico que ela se deu, ela acha que ficou super fino e clássico, quem sou eu para descordar? Gucci quer participar de um Velozes e Furiosos, enquanto ela não consegue, continua sendo stripper. E também tem Lola (Ashley Tisdale) que só não gosta de usar roupas e adora dançar, então ela ficou super feliz quando descobriu que podia ganhar dinheiro fazendo isso.

Elas nos levaram para uma das mesas que tinham sofás ao invés de cadeiras e Pete pediu uma entrada para Cece. Tenho certeza que ele não estava falando de torradas com molho.

― É essa a minha iniciação? Vir a um Clube de Stripper, Joe? ― Perguntei para ele sentado ao meu lado.

― Não, isso é só o começo. E eu sou o Jon, Joe é aquele. ― Ele apontou para Joe sentado na nossa frente.

Meu Deus, porque eles são tão iguais? Olhei para o lado e vi Pete sentado ao meu lado, ele sorriu quando me viu olhando para ele.

― Se divertindo? ― Ele precisou gritar apesar da música alta.

― Totalmente! Porque eu adoro isso! É totalmente a minha cara, esse é o tipo de lugar que eu sempre frequentei. Peitos e bundas cheios de óleos sexuais é a minha coisa. ― Falei irônica e ele riu. ― Tô em casa, tá ligado?

― As entradas! ― Cece voltou gritando super animada, carregando uma bandeja cheia de copinhos de dose. Junto com ela vieram as garotas. Ela colocou a bandeja sobre a mesa. ― Vamos começar essa festa rapazes!

Cada um ali pegou um copinho de dose enquanto eu continuei parada e olhando, observando meia suspeita. Pete me olhou e viu que eu ainda não segurava um copo ainda.

― Tá esperando o quê? ― Ele perguntou.

― Eu não vou beber. Não nesse lugar e não com vocês. ― Respondi sem acreditar que ele estava mesmo cogitando a ideia de eu beber.

― É tradição. Você precisa beber.

― Bom, então vamos quebrar essa tradição. ― Sorri para ele.

― É só uma dose, o que pode acontecer de tão ruim? ― Pete pegou o último copinho da bandeja e ofereceu para mim.

― Vamos lá, Charlie! ― Joe falou animado.

― Até eu que estou triste vou beber. ― Mike disse com Lola sentada no seu colo e segurando um copo de dose também.

― O que é isso? ― Perguntei olhando para o copo.

― Tequila! ― Cece gritou e levantou seu copo.

Apertei os lábios olhando para o copo. Bom, talvez só uma dose. Afinal, ontem eu já havia bebido e consegui ficar numa boa, porque não né? Peguei o copo da mão de Pete e sorriu para eles, todos urram e comemoram. Can't Hold Us do Macklemore começou a tocar e todos ficaram mais animados ainda.

― Tequila! ― Todos gritaram na hora do brinde e levantaram seus copos.

Fechei meus olhos e tomei um longo folego antes de virar o copo todo de uma vez. O meu corpo inteiro se arrepiou com o contato do álcool na minha pele. Fiz uma careta e estremeci por um momento, então finalmente abri os olhos. Todos estavam me olhando, provavelmente esperando eu vomitar na mesa.

― Tequila! ― Gritei junto com eles e todos riram. ― É bom e ruim ao mesmo tempo, eu não sei se amo ou se eu odeio. Alguém tem um limão aí?

― Essa é nossa garota! ― Jon disse animado ao meu lado.

― Você bebe tequila como um mexicano, Charlie! ― Pablo disse rindo da minha careta.

― Pronta para a sua primeira Lap Dance? ― Pete perguntou para mim e eu o olhei confusa.

― Lap o quê? ― Beber tequila com essas luzes parecia só me deixar bêbada mais rápido.

Vi Pete chamar Cece com o dedo e a olhei ela vir na nossa direção com um sorriso malicioso nos lábios.

― Aproveite! ― Pete falou e eu ainda não havia entendido.

Cece então parou na minha frente e veio para cima de mim, se sentando no meu colo de frente para mim. Colocou uma perna de cada lado do meu corpo no sofá e sorriu ao se sentar sobre as minhas coxas. Se apoiou nos meus ombros com as duas mãos e então começou a rebolar no meu colo.

― Sorria Charlie! ― Pete falou e eu olhei em sua direção. Ele estava tirando uma foto com seu celular. ― Eu vou colocar isso no instagram.

― Oh Deus! ― Falei com a boca aberta enquanto Cece dançava sobre mim.

― Eu estou tão excitado agora. ― Bobby falou olhando na nossa direção.

― Eu também! ― Pete e Bruce falaram juntos.

― Charlie. ― Ouvi Jon chamar o meu nome e colocar um copo na minha mão.

Sem nem me dar o trabalho de perguntar ou ver o que era eu dei um longo gole enquanto Cece ainda dançava em cima de mim. A bebida era doce e forte, passei a língua pelos lábios e olhei para Jon.

― O que é isso? É gostoso. ― Perguntei e dei outro gole.

― Se eu te contar vou precisar te matar. ― Ele disse rindo.

Cece pegou o copo da minha mão e deu um pequeno gole, então me devolveu o copo.

― É whisky com mel e coca cola.

Olhei para ela surpresa como ela sabia e sorri.

― Cece me assusta as vezes. ― Falei para Pete ao meu lado.

― É só a ponta do iceberg, você precisa ver o que ela pode fazer com uma banana e uma garrafa de champagne. ― Ele respondeu.

― Acho que nem quero saber. ― Dei mais um gole no meu copo. Nossa, isso aqui é gostoso mesmo.

Notas finais
Gostaram? Charlie vai ter uma noitada com os rapazes bem estilo Roar Omega Roar. Ganhando até uma Lap Dance da Cece! kkkkkkkkkk Essa noite ainda vai render muita coisaa viu... até o próximo cap! bjss Não esqueçam de comentar hein!