Charlie é o Cara
6 Charlie Brown e Japa ?
Notas iniciais
Mike Smith (Bow Wow) é o lançador do time, ele recentemente levou um fora da sua namorada com quem esperava casar e agora está passando por uma fase. Anda comprando velas perfumas, escutando um monte de Lana Del Rey, assistindo Titanic, chorando para caramba, vocês sabem como é. Depois de tanto tempo fora do jogo ele não sabe mais como lidar com garotas e acha que vai ficar sozinho para sempre.
POV-Pete
― Nós estamos tão fodidos. ― Bruce resmungou me ajudando a carregar o barril de cerveja para dentro.
― Porque você é tão pessimista? Você está acabando com a minha vida. Não é atoa que seu nome é Bruce, você é tão chato quanto o próprio Bruce Wayne. ― Eu estava tentando ser positivo mas era verdade, nós estávamos fodidos. ― Vamos dar um jeito. Vamos pegar um nerd que nem você e vai ficar tudo numa boa.
― Cara, sabe o quão difícil é achar um nerd que goste de peitos e cerveja mais do que gosta de World Of Warcraft? É tipo um em um milhão.
― Nós achamos você! Não pode ser tão difícil assim. ― Dei de ombros.
Nós passamos pela porta com o barril e eu vi que tropecei em algo, não, em alguém.
― Caramba, Mike! Você tá sujando todo o meu chão com as suas lágrimas! ― Chutei a bunda dele com a ponta do tênis e pulei o seu corpo.
― Não fala com ele desse jeito, ele tá sensível. ― Bruce o defendeu, me olhando como se eu fosse sem coração.
― Ele é o maior marmanjo. ― Falei colocando o barril no chão.
― O que você tá falando? Ele é baixinho como uma vó. Você falaria isso da sua vó?
― Meu coração está partido em um milhão de pedaços. ― Mike disse se levantando do chão.
― Nós vamos usar artilharia pesada hoje, vamos dar a melhor festa que esse campus já viu ― Fiz uma pausa. ― essa semana.
Os gêmeos passaram porta, cada um carregando um barril. Depois vieram Bobby e Pablo carregando um.
― Gêmeos, vocês ficam sem camisa a festa toda e mexam essa bundinha linda que a mãe de vocês deu. Bobby, meu boneco, deixem as garotas alisarem você todinho e não, não é sexo se você não enfiar seu pintinho em nada. Bruce, faça a melhor playlist de músicas que você já fez na vida. Eu vou ligar para Cece e ver se as garotas estão afim de uma festa.
― E para mim? Não vai dizer nada? ― Pablo olhou para ele indignado.
― Vai raspar esse bigode. ― Fiz uma careta e Pablo me mostrou o dedo do meio. ― Tá horrível.
A música Pina Colada do Rupert Holmes começou a tocar, vindo de um dos quartos lá em cima.
― É só o Mike, vou dar um jeito nisso também. Vamos consertar o coração dele hoje a noite. Depois dessa festa, quero ver quem não vai querer entrar para a ROR. ― Sorri confiante. ― Ninguém entra na festa sem beber uma dose de tequila no peito de uma gostosa, entenderam? Kappa Sigma e Alpha Tau Omega vão se apresentar para as paredes hoje.
POV-Charlie
― O que tem de errado com essas garotas? Elas escutam a palavra pênis grande e começam a dançar? ― Amy continuava com seus comentários assistindo o show ao meu lado. ― Tem certeza que quer entrar nisso?
A música acabou e elas pararam de dançar. As três garotas na fila da frente olharam na minha direção e de Amy.
― O que acontece agora? Elas estão olhando aqui. E agora todo mundo está olhando aqui. Elas estão vindo aqui. Vagina maldita!
― Merda. ― Era a minha vez de ter fobia também. A julgar pela forma com que elas nos olhavam o que viria a seguir não seria nada bom e muito menos um simpático olá.
Forcei o meu sorriso mais simpático, tentando me recompor. Pior do que isso não poderia ficar, poderia? Poderia!
Angel, a líder delas, parou na minha frente com as duas mãos na cintura e uma perna jogada para o lado. Posição de ataque de naja (cuidado quando as inimigas pararem assim viu), ela me olhou dos pés a cabeça e depois fez o mesmo com a Amy.
― Testículos redondos! ― Amy choramingou.
― Quem são vocês e de que tribo vocês saíram? ― Meu queixo caiu, ok, aquilo soou um pouco ofensivo mas vamos tentar manter a paz.
― É! Suas Who! ― Willa falou ao lado de Angel.
― Tão esquisitas. ― Stacey não ficou de fora.
― Eu sou Charlie Hamilton e essa é Amy Toshiro. ― Sorri e joguei o cabelo para o lado, tentando ser simpática.
― Meu nome não é Toshiro. Para com isso, Dafne! ― Ela me deu um cutucão na costela.
― AI. MEU. DEUS. Vocês são tem esquisitas que eu estou passando mal. Willa! Stacey! Me abanem, eu não consigo respirar nesse ar perdedor. ― Angel fez um drama, fingindo falta de ar enquanto suas escravas abanavam ela.
― Elas tem tantos nomes. Eu estou tão confusa. Dafne Toshiro! Charlie Amy! ― Willa falou. Pobrezinha.
― Charlie não é um nome de garoto? ― Stacey perguntou.
― Sim! ― Todas falaram sim, incluindo Amy.
― Não! ― Eu gritei, indignada. ― Talvez seja um pouco. Mas o que tem de errado uma menina chamar Charles?
― O que tem de errado? Charlie Brown! ― Angel disse. ― A japa é a Lucy?
― Japa? ― Amy gritou totalmente ofendida.
― Charlie Brown? ― Foi a minha vez.
De todas as coisas que Angel poderia ter me chamado, ela decidiu me chamar da pior delas. Charlie Brown, como o menino do desenho. Quando eu estava no jardim de infância, havia um garoto chamado Bryan Phillippe que passou o ano inteiro me chamando de Charlie Brown e até me deu um suéter como o do menino do desenho. Então, eu o enforquei com suéter e mordi sua orelha até sangrar. Meus pais tiveram que responder á um processo mas ninguém nunca mais me chamou de Charlie Brown.
Como se eu e Amy tivéssemos combinado, nós duas mandamos o punho na cara de Angel. Cada uma acertando um soco de cada lado. Angel caiu dura para trás, ficando deitada desmaiada no meio do jardim.
Willa e Stacey soltaram gritinhos escandalosos e finos, enquanto todas as outras garotas ficaram paradas em choque.
― Você acha que nós matamos ela? ― Sussurrei, olhando para o corpo caído de Angel, tentando checar se ela ainda estava respirando.
― Provavelmente. ― Amy sussurrou, cutucando ela com o pé.
Uma música alta começou a tocar á alguns metros dali, vindo de uma casa no fim da rua, tirando a atenção de todos ali do corpo caído de Angel e nos fez olhar para o fim da rua. Percebi que era na casa da Roar Omega Roar, a fraternidade que meu pai participou.
― Festa na Roar Omega Roar! ― Uma garota gritou no meio da multidão e todas as outras gritaram extremamente empolgadas.
Todas então começaram a correr naquela direção, incluindo os caras que estavam do outro lado da rua para a apresentação da Alpha Tau Omega.
― Porque todo mundo está correndo para lá? ― Perguntei para Amy.
― Porque as festas deles são legendárias. Ouvi dizer que eles são a única casa que não faz apresentações para os alunos se inscreverem mas parece que vamos viver para ver isso. ― Amy abriu um sorriso largo. ― Vamos! ― Ela saiu correndo e gritando junto com a multidão.
Todas as pessoas que estavam na rua grega correram para aquela direção. De todas as fraternidades, o pessoal escolheu uma só.
― E quanto á ela? ― Apontei para Angel ainda desmaiada no chão.
― Deixa ela ai, os guaxinins vão comer a carcaça dela. ― Amy gritou sem olhar para trás.
Eu percebi que nem as amigas de Angel estavam mais ali.
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