Charlie é o Cara
7 Shots de pechos .
Notas iniciais
Bruce Wayne (Will Poulter), por último mais não menos importante, afinal, ele é o cérebro entre o gênios aí. De maneiro, ele só tem o nome mesmo, o pai e a mãe lhe deram esse nome porque são super fãs do Batman e se conheceram em uma convenção de quadrinhos do Batman. Bruce é o único que não está no time de baseball afinal, ele nem tem coordenação motora para isso. Ele tem o péssimo hábito de se apaixonar por garotas fora do seu alcance e seu hobbie favorito é tirar uma com a cara dos professores e jogar pong beer com garotas de fraternidade, provavelmente sejam esses os motivos que ele se encaixou tão bem na ROR.
POV-Charlie
Deixei Angel caída no jardim onde ela havia desmaiado, será que Amy falou sério sobre os guaxinins? Mesmo ela merecendo, ninguém deveria ser comido por guaxinins. As pessoas pareciam continuar brotando do chão para ir a tal festa. Percebi um acumulo de gente na porta, espero que não tenha que pagar para entrar porque Amy não vale isso. Esperei na fila até a minha vez e não acreditei o que era o ingresso de entrada.
― Está pronta, Blanca? ― Pablo com seu bigode sedutor e seu sotaque mais ainda, encheu um copo de dose com tequila.
Uma garota estava sentada numa cadeira na porta, ela usava apenas a parte de cima de um biquíni. Bastou uma olha no seu peito e eu percebi o acumulo de sal com limão grudado na pele. Olhei para ela, depois para Pablo e então para a dose de tequila que ele segurava.
― Eu não vou fazer isso. ― Falei sem acreditar.
― Se não fizer, não entra. ― Ele deu de ombros.
― Como assim? Nós estamos em um país livre. Eu tenho os meus direitos!
― Próximo! ― Ele falou e um cara passou na minha frente, pegando o copo, virando a dose de um vez e lambendo o peito da garota, enquanto todos a nossa volta gritavam empolgados.
Apertei meus olhos para ele sem acreditar que ele ia mesmo fazer isso. Encheu outro copo e me ofereceu.
― Olha aqui... acho que está faltando comunicação aqui. Eu. ― Apontei para mim. ― Não. ― Fiz um sinal negativo com os dedos. ― Lambo. ― Fingi lamber o ar. ― Os peitos dela. ― Apontei para os peitos da garota e ela me olhou como se eu fosse retardada.
― Você lambe. Ou você não entra, Blanca. ― Ele me soprou um beijo no ar e deu de ombros, como se não se importasse.
Fiz um carranca séria para ele e tentei olhar pela porta a procura de Amy mas simplesmente não conseguia, as pessoas atrás de mim na fila começaram a reclamar e a fazer pressão.
― Tudo bem! ― Reclamei, tomando o copo da mão dele.
― Agora sim, gosto do espírito! ― Ele sorriu. ― Bebe! Bebe! Bebe! ― Pablo começou e juntou uma multidão para gritar junto com ele.
Olhei para o copinho na minha mão, o líquido dourado e chamativo. Aproximei do nariz e ia cheirar mas achei melhor que não, capaz de eu não conseguir engolir depois. Eu não me dou muito bem com bebidas alcoólicas mas já experimentei cerveja (extremamente amargo), vodka com soda (bebível, se tiver tipo uma gota de vodka e uma lata de soda para não se sentir o gosto terrível da vodka) e a única bebida alcoólica que realmente me ganhou, o vinho.
― Não deve ser tão horrível assim. A cor é bonita. ― Levei o copo a boca e virei de uma vez.
Todo mundo gritou extremamente empolgado e eu fiz uma careta quando senti o gosto na minha boca e descendo pela minha garganta, minha cara estaria mais bonita se eu tivesse bebido limão.
― Tem gosto de morte! ― Falei com os olhos cheios de lágrimas para Pablo e ele riu.
― Lambe os pechos! ― Ele disse tomando o copo da minha mão.
Lamber a unha do dedão do pé de um mendigo seria mais higiênico agora. Me abaixei na altura da garota e passei a língua sobre a mancha de limão e sal no decote do seu biquíni. Sal, limão e peitos nunca me pareceram tão gostosos.
― Agora você entra, Blanca. ― Pablo falou e a garota se levantou da cadeira, tirando-a do caminho e abrindo espaço para eu passar.
POV-Pete
As pessoas não paravam de chegar, garotas loiras e usando vestidos apertados. Os caras exibidos e com o cabelo penteado que provavelmente estariam na Alpha Tau Omega agora. Imagino a cara daqueles filhos da mãe. O dinheiro pode te comprar um Porsche mas nunca uma festa.
― Isso é o que eu chamo de uma festa! ― Sorri orgulhoso levantando o meu copo em sinal de saúde.
Olhei para o lado e vi Cece me encarando com um sorriso debochado no rosto. Cece White (Vanessa Hudgens) era uma garota muito curiosa. Ela era durona na maior parte do tempo, se exibia para todo mundo como: Não preciso de ninguém além de mim mesma. Mas em algum lugar bem no fundo ela era uma menina como qualquer outra, com seus medos e inseguranças. Cece é aquela menina que nasceu em berço de ouro e procura um pouco de emoção na sua vida. Decidiu fazer faculdade longe dos pais, de dia é estudante, de noite é stripper em uma boate a alguns quarteirões do campus.
― Tá rindo do quê? ― Perguntei, olhando para ela.
― De você, tonto. ― Ela revirou os olhos.
― Que tal uma dança no colo mais tarde? ― Pisquei para ela, brincando.
― Você vai pagar? ― Cece arqueou as sobrancelhas.
― Amigos pagam? ― Fiz um biquinho, tentando parecer carente.
― Nos seus sonhos, Peter. ― Ela me deu um tapinha no ombro e saiu andando entre a multidão.
Minha relação com Cece era divertida, eu sabia que não tinha chance com ela mas gostava de irritá-la. Enquanto todo mundo estava bebendo, dançando e dando risada, vi Mike sentado no sofá no meio da sala, desnorteado feito um patinho que se perdeu da mãe. Um casal dava o maior amasso do seu lado no sofá, o que só deixou a situação mais deprimente ainda.
Comecei caminhar até ele e encontrei Bobby no meio do caminho, dançando enquanto duas garotas do primeiro ano, se esfregavam nele enquanto ele parecia apavorado.
― Tudo bem, Bobby! Você está de roupas! Vai fundo, se você está de roupas não conta como sexo! ― Falei, tentando tranquilizá-lo e ele sorriu.
Atravessei mais algumas pessoas e cheguei até o sofá, desabei ao lado de Mike e percebi que ele encarava o vazio.
― Você parece tão triste que olhar para você está me deixando triste.
― Porque eu estou!
― É, você não está nem bebendo. Eu percebi. ― Fiz uma cara ruim. ― Isso vai soar totalmente conversa de mulherzinha mas você quer falar sobre isso?
― Você precisa ser mais sensível. Você é tão ogro.
― Eu não sou ogro, eu não sou verde. ― Dei de ombros.
― Nem ogro, Shrek se casou e teve filhos. Você é um idiota, você não entende meus sentimentos de coração partido.
― É claro que eu entendo. Eu já tive meu coração partido, lembra? Foi um saco, ela é uma vadia e eu superei. ― Bebi um gole do meu copo.
― Eu deveria virar gay, olhe só para o Joe. ― Ele apontou para Joe que dançava sem camisa com uns caras. ― Ele está sempre sorrindo, eu nunca vi ele de coração partido. Joe! ― Mike gritou, chamando a atenção dele. ― Você acha que eu poderia ser gay?
― Não vestido desse jeito e muito menos com essa cara de sofrido. ― Joe gritou de volta para ele.
― Viu? Você está péssimo. Vamos lá, vamos fazer um joguinho que você mesmo me ensinou. Olhe a sua volta, escolha qualquer garota que você quiser. ― Falei, apontando ao redor da sala. ― Vou ajeitar ela para você e será a melhor noite da sua vida.
Mike olhou em volta da sala, então parou seus olhos na porta e apontou.
― Lá, a garota ruiva na porta. ― Ele falou e eu olhei naquela direção.
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