Charlie é o Cara

51 Cara, esse esperma é muito potente!


Notas iniciais
OLÁÁÁÁ!!!!!!!!!!! Ai que saudades da minha família ROR, cheio de leitoras lindas lindas... E o que poderia deixar a gente superrrrrr feliz nesse sábado a noite? Tem capítulo novo de Charlie é o Cara! Me desculpem pelo atraso de novo!!! Obrigado a todos os amorzinhos que comentaram no capítulo anterior e todo mundo que me mandou mensagem, esse capítulo é para vocês ♥ Boa leituraaa

POV-Charlie

― Não revele aos amigos os seus segredos, porque você não sabe se algum se tornará seu inimigo. Não cause ao seu inimigo todo o mal que lhe possa fazer, porque você não sabe se ele se tornará um dia seu amigo. ― Killian leu a passagem que estava na lousa em voz alta na frente de toda a sala e parou, esperando um dos alunos se manifestar. ― Alguém?

Todos permaneceram em um completo silêncio, olhei para Mary Elizabeth sentada a três cadeiras de distância de mim e notei que ela também sabia a resposta.

Levantei a mão e olhei para Killian.

― Charlie! ― Ele disse meu nome e apontou com o canetão para mim, me encolhi por um momento pensando que ele fosse jogá-lo de novo. ― Nos ilumine com a sua sabedoria, por favor! Quem disse isso?

― William Blake. ― Respondi, quando toda a sala olhou para mim.

― Muito bem! ― Killian sorriu orgulhoso. ― Viram? Ela não é só um rostinho bonito. Agora me digam, isso faz sentido para vocês?

Toda a sala se olhou por um momento. Mary Elizabeth levantou uma das mãos e todos olharam para ela. Mary era o centro das atenções nos últimos dias. Uma semana já havia se passado desde Las Vegas. Ela e Johnny estavam namorando, o que fazia ela passar bem mais tempo com ele do que conosco. Ela também era uma Kappa agora e estaria se mudando para lá no fim de semana. Sem contar que agora Mary era possivelmente umas das garotas mais desejadas da faculdade. Ficando no patamar de Cece e Angel.

― Mary. ― Killian a esperou falar.

― É sobre mudanças. Amizades. Confiança. ― Ela mordeu o lábio inferior, um pouco envergonhada com toda a atenção. Mas ela estava começando a aprender a lidar com isso. ― Como as coisas mudam muito fácil. Principalmente para nós jovens, um dia você odeia uma pessoa e no outro você pode se apaixonar por ela. Ou um dia alguém é seu melhor amigo e no próximo é seu maior inimigo.

― Exatamente, Mary Elizabeth! ― Killian mandou um beijo no ar para ela, fazendo todos nós rirmos. ― Tudo é passageiro nessa fase da vida, vocês conseguem entender? Amor e ódio, são sentimentos que caminham juntos. Tudo é intensificado e... ― Mas Killian não pode terminar pois o cronometro na sua mesa apitou, informando o final da aula. ― Ok pessoal! Acabamos por hoje! Estudem toda a revisão no fim de semana porque na semana que vem começam as provas. Não se esqueçam, ok?

Com toda a movimentação das pessoas saindo da sala, tive que correr para alcançar Mary antes dela sair.

― Mary, espera! ― Eu a chamei e ela se virou.

― Oi Charlie! ― Mary sorriu. ― Como vai?

― Tudo bem e com você? Eu estava pensando se você precisa de ajuda na mudança para a casa da Kappa. Eu, Amy e Cece ficaríamos felizes em ajudar. Eu vou para a casa essa noite mas estou a tarde toda livre, se você quiser.

― Sim, eu adoraria, Charlie, sério! ― Eu sabia que havia um mas nessa frase. ― Mas Angel e Summer já se ofereceram para me ajudar e sei que vocês não se entendem muito bem.

― Ah, ok! ― Forcei um sorriso, tentando fingir que não estava decepcionada. Porque cada dia que passava eu sentia que ela estava cada vez mais longe de nós. ― Não tem problema Mary, sério mesmo! Mas se precisar de alguma coisa estamos aqui.

― Ok Charlie, tchau tchau! ― Ela piscou para mim e saiu da sala.

Olhei a minha volta e percebi que só eu e Killian ainda estávamos na sala.

― Dia difícil, ruivinha? ― Ele perguntou, se sentando na sua mesa e me analisando.

― Você sabe que eu sou loira morango. ― O fitei com os olhos.

― Eu sei. ― Ele riu. ― Só estou pegando no seu pé. Problemas com Mary Elizabeth?

― Não. ― Respondi rápido. Pensei melhor por um momento. ― Quer dizer, ela está diferente. Parece que está nos afastando.

―Talvez ela esteja.

― Você acha? ― Perguntei confusa.

― Sobre o que nós falamos hoje, Charlie? ― Ele cruzou os braços sobre o peito.

― Sobre a fragilidade das relações na literatura. ― Respondi.

― Um dia alguém é seu amigo. ― Ele começou a falar.

― E no outro é o seu inimigo. ― Terminei a sentença por ele.

Me encolhi um pouco pensando na possibilidade de Mary Elizabeth se tornar a minha inimiga. Eu não acho que ela seja capaz disso. Nenhum pouco.

POV-Pablo

Eu não tive a última aula por sorte e consegui sair mais cedo que o resto do pessoal. Mandei mensagem para Amy avisando-a que estaria em casa e faria tacos para o almoço. Ela me avisou que ia encontrar Charlie e Cece e elas viriam para a casa logo em seguida.

Parei na frente da nossa caixa de correio que tinha o formato de um peixe e peguei as cartas e o jornal da faculdade. Na primeira página estava estampada uma foto dos Alpha com Johnny e seu sorriso de um milhão de dólares com o seguinte título: O MARAVILHOSO TRABALHO DA FRATERNIDADE ALPHA NO CAMPUS.

― Idiota. ― Resmunguei olhando para a foto de Johnny ao ler a matéria dando o maior créditos aos Alphas que não faziam nada de remotamente bom a faculdade.

Olhei o resto das cartas, havia uma carta dos pais de Joe e Jon, a fatura do cartão de Bruce, uma conta de celular de Bobby e uma revista chamada ''Você já riu de um branco hoje?'' para Mike. E por último havia um envelope branco, com o emblema do governo direcionado a mim. Rasguei o mesmo o mesmo e fui lendo a folha enquanto entrava em casa.

Tive que ler mais de uma vez para garantir que estava entendendo direito. Me distraindo com o papel, entrei em casa e tomei um susto quando vi Cece atravessando a sala enrolada apenas em uma toalha.

― Dios Mio, Cecilia! ― Gritei jogando todos os papeis para o alto, espalhando-os pela sala. ― O que está fazendo aqui?

― O que você está fazendo aqui Pablo? ― Ela me olhou tão assustada quanto eu estava.

― Eu moro aqui. ― Respondi. ― Porque você está enrolada em só uma toalha?

― Ham... ― Ela pensou por um momento. ― Meu chuveiro quebrou?

― Seu chuveiro quebrou? ― Repeti, da mesma forma que ela disse, como se estivesse se perguntando.

― Cece, você quer comer alguma coisa? ― Jon desceu as escadas vestindo uma camiseta e perguntando. ― Pablo, você já está em casa. ― Ele parou no meio da escada e ficou me olhando.

― Sim. Eu não tive a última aula. ― Respondi. ― O que você está fazendo em casa? E você Cece? Pensei que Amy e Charlie fossem te encontrar.

― Eu não fui a aula hoje. ― Cece respondeu. ― Porque meu chuveiro quebrou e sabe como eu sou com os banhos e tal. ― Ela deu de ombros.

― E você? ― Olhei para Jon.

― Bem, eu... ― Ele olhou para Cece e depois para mim. ― Eu tive diarreia. Diarreia pesada. Tipo, coco que parece uma água marrom e suja.

― Meu Deus Jon! ― Cece gritou. ― Que nojo!

― É cara, que nojento. ― Fiz uma cara de nojo.

― Desculpem, eu não posso controlar meu corpo. ― Ele terminou de descer as escadas.

― Eu vou vestir uma roupa. ― Cece disse saindo dali e subindo as escadas.

Quando ela finalmente sumiu, eu olhei para Jon desconfiado.

― O que? ― Ele perguntou sem entender. ― O que foi?

― Estou de olho em você! ― Apontei para ele e recolhi os papéis no chão.

POV-Pete

― Hei amor! ― Falei ao atender uma ligação de Charlie.

― Hei! Acabei de sair, vou encontrar Amy e vamos para a casa. ― Charlie disse. ― Onde você está?

― Ham, eu estou em casa. Não na nossa casa, na minha casa. ― Respondi, tentando parecer o mais natural possível. ― Estou ajudando meu pai com umas coisas.

― Ok! ― Pelo modo que ela falou, tenho certeza que ela sorriu. ― Eu te encontro em casa. Tenho a tarde toda livre, você pode me ajudar com as malas? Falando em malas, tem certeza que quer ir para a minha casa comigo no fim de semana? Eu não falo tipo que estamos apressando tudo e tal, eu quero que você conheça meus pais. Eu só fico pensando se você não vai ficar entediado porque eu vou ter que passar a maior parte do fim de semana estudando.

― Charlie, sério! Tudo bem. ― Eu disse. ― Quero muito ir, você sabe que não ligo para isso. Gosto de ficar com você, até mesmo quando você esconde o rosto atrás de um livro. Além do mais, enquanto você fica lendo literatura eu posso fazer massagem nos seus pés, vai recusar isso mesmo?

― Essa é uma oferta tentadora. Passar o fim de semana com você massageando os meus pés?

― Contanto que você não esteja com chulé.

― Você é um idiota, Peter! ― Ela disse rindo.

― Eu sei! ― Acabei rindo também.

― Pete, você tem falado com Mary? ― Charlie me perguntou, havia algo errado.

― Não desde Las Vegas. ― Fiz uma pausa. ― Para ser sincero, eu quase não há vejo mais. Porque? Tem algo de errado?

― Não. ― Ela engoliu em seco. ― Ainda.

― Ela tem passado tempo demais com Johnny, aquele idiota destrói todo mundo.

― Você acha? ― Charlie perguntou.

― Se eu acho? Eu tenho certeza. Cece. Angel. O que as duas tinham em comum além de serem presidentes da Kappa e surtarem?

― Eram amigas de Johnny. Mary é uma Kappa agora.

― Charlie, acho que deve falar com ela. Tentar afastá-la dele o quanto antes. ― Eu disse e ela ficou em silêncio por um momento.

― Você está certo, Pete. Eu vou falar com ela. Antes que ele faça a cabeça dela por completo. Vejo você logo? ― Ela perguntou.

― Sim linda. Até mais tarde!

Desliguei o celular e não pude evitar dar um soco contra o volante do meu carro. Eu quis gritar um palavrão bem alto mais tive que em segurar. Abri a porta do carro e olhei para a casa da Kappa na minha frente.

Eu vinha mentindo para Charlie a uma semana. Desde o dia em que me lembrei do motivo do porque Angel a odiava tanto, eu não aguentava mais. Simplesmente não consigo mais sentir desse jeito, ela precisa saber. Mas Angel vinha fazendo o possível na última semana para me evitar a todo custo, mas não passa de hoje.

Entrei na casa sem bater e a chamei no meio do saguão de entrada.

― Angel? ― Gritei. ― Eu sei que você está aqui, dá para sentir o nível de maldade no recinto acima de 90%.

― Quer parar de gritar na minha casa? ― Ela gritou do topo da escada.

― Você está gritando agora. ― Falei.

― Mas eu sou eu. Eu posso fazer o que eu quiser. ― Ela deu de ombros e começou a descer as escadas. ― Peter, eu não tenho tempo para você ok? Tenho algo muito importante para fazer e não posso lidar com você agora.

Ela desceu as escadas e atravessou o saguão enquanto falava me ignorando completamente, eu a segui até o lado de fora.

― Angel, você tem me evitado a uma semana. ― Falei. ― Precisamos falar sobre isso e precisamos falar sobre isso agora. Você vai contar a Charlie hoje.

― Não vou não. ― Ela continuou e parou no meio da garagem vazia da Kappa. ― Cadê o meu carro?

― Ele já não estava aí antes mesmo de eu chegar. ― Disse enquanto ela me olhava, esperando uma resposta.

― Isso só pode ser brincadeira! ― Ela tirou o celular da bolsa e ligou para sua mãe. ― Mãe, cadê a droga do meu carro? ― Angel fez uma pausa, ouvindo a mãe responder. ― COMO ASSIM VOCÊ VENDEU O MEU CARRO? VOCÊ ESTÁ LOUCA? AH É? NÃO ESTÁ LOUCA? SÓ POBRE MESMO?

Eu dei um passo para trás, me afastando dela com medo dela arranhar o meu rosto.

― Você vende o meu carro para continuar dirigindo a sua maldita Mercedes de trezentos mil dólares que você bate toda semana? Vai se ferrar, sério, Katherine, você pode se ferrar. E sabe a sua Mercedes? Enfia ela bem no meio do seu ... ― Eu tapei a sua boca com a mão e tomei seu celular antes que ela pudesse continuar.

― Hei! ― Falei. ― Se acalma aí. Eu posso te levar, onde você quer ir?

― Onde eu quero ir Peter? ― Ela deu um tapa para afastar minha mão da sua boca e tomou o seu celular de volta. ― Eu quero ir pra puta que pariu e uma passagem só de ida, pode me levar para lá?

― Se não for muito longe, posso sim. ― Eu sorri, debochando dela.

― Vai se ferrar você também! ― Ela me mostrou o dedo do meio.

― Angel, sério, se acalma. Eu te dou uma carona para onde você quiser ir e você me conta sobre essa história com a Charlie, pode ser?

― Eu não vou te contar nada! ― Ela resmungou.

― Se não me contar nada eu vou ligar para Charlie e vou chamá-la aqui agora, então vai ter que contar para ela.

― Tudo bem! ― Ela me acertou um soco no braço. ― Você é um pé no saco. Primeiro, eu quero que me leve até a sede da Advocacia Waters. Eu preciso falar com papai.

― O seu desejo é um ordem! ― Sorri para ela, tirando as chaves do bolso.

POV-Amy

Encontrei com Charlie após a saída da última aula saindo do prédio de Artes, ela me informou que Cece não havia ido a aula hoje. Não foi é? Hummmm. Cece andava muito esquisita depois de Las Vegas e o incidente com Joe, e eu me perguntava se tinha algo a ver com isso.

― Você acha que Cece está estranha? ― Perguntei a Charlie, estávamos quase chegando a casa da ROR.

― Estranha tipo estranha? ― Ela me olhou confusa. ― Cece sempre foi meio esquisita e meio lésbica, lembra como ela ficava passando a mão nos nossos peitos?

― Não, não estranha normal. Eu digo estranha tipo... ― Fiz uma pausa. ― Tensa?

― Tensa? ― Charlie repetiu.

― É! ― Eu acenei positivamente.

― Talvez ela só não estivesse afim de ir a aula. ― Ela deu de ombros.

Para Charlie não era difícil deixar para lá, porque ela não sabia o que tinha acontecido. Talvez Cece estivesse se sentindo sufocada ou algo assim, até porque durante essa semana Louis a mandou flores e chocolates pelo menos umas três vezes e ela parece culpada em aceitar.

Charlie entrou na frente em casa gritando.

― Pessoal, estamos em casa!

― Charlie, na cozinha! ― Ouvi Bruce gritar.

Fomos caminhando até a cozinha e todo mundo já estava lá, incluindo Cece.

― Cece, te procuramos para caramba. Você não foi a aula? ― Eu perguntei.

― Meu chuveiro quebrou. ― Ela respondeu, abrindo um sorriso nervoso e olhando para Jon.

Eu sei bem que chuveiro é esse. Charlie foi se sentando na mesa com o resto dos meninos e falando sobre Pete se atrasar. Pablo veio até mim e me cumprimentou com um beijinho.

― Hei! ― Sorri para ele. ― Como foi a aula hoje?

― Bem. Bem. ― Pablo me puxou um pouco para longe do resto do pessoal, enquanto eles estavam distraído com conversas e falou baixinho. ― Amy, precisamos conversar.

Havia algo de errado. Algo muito errado, eu nunca tinha visto ele fazer essa cara.

― Ok, vamos lá para cima. ― Acenei positivamente.

POV-Mary Elizabeth

― A partir de hoje você será uma Kappa. ― Johnny disse orgulhoso e piscou para mim, enquanto dirigia o carro pela campus. ― Está animada?

― Estou um pouco nervosa. ― Respondi sinceramente. ― Angel é um pouco cruel.

― Angel será sua nova melhor amiga, amor. ― Ele me olhou com aqueles confiantes olhinhos azuis.

Suspirei sem perceber.

― Você as convidou? Convidou as garotas da ROR para te ajudar?

― Charlie se ofereceu, mas eu disse que tudo bem já que você me falou que Angel e Summer vão me ajudar.

― O quê???!! ― Ele freou o carro bruscamente e se virou para mim. ― Você tem que convidá-las de novo!

― Porque? Eu nem mesmo tenho tantas coisas assim, Angel e Summer podem me ajudar numa boa.

― Não, Mary Elizabeth! Mas que droga, porque você é tão inocente? ― Ele revirou os olhos. ― Você não está as convidando porque realmente quer elas lá. Você está as convidando porque quero que faça uma coisa para mim!

Engoli em seco quando ele terminou de falar, fiquei sem graça e sem reação pela maneira como ele explodiu.

― Me desculpe, ok? ― Ele tocou meu rosto com carinho. ― Me desculpe, é que você é tão inocente as vezes e tenho medo de que as pessoas se aproveitem de você. Por isso, preciso que você seja mais forte.

― Mais forte? ― Repeti e mordi meu lábio inferior, segurando o choro.

― Bem mais forte, uma verdadeira Kappa. ― Ele sorriu e beijou o meu rosto. ― Agora quero saber, você pode convidá-las novamente e fazer algo para mim?

― Sim, eu posso! ― Respondi sem pensar duas vezes.

POV-Pete

Segui as instruções de Angel com o carro e acabamos indo parar na frente de um prédio de advogados, foi quando li o letreiro que já imaginei o que poderia ser.

― Advocacia Walters, hum? ― Olhei para ela no banco ao lado.

― Preciso falar com o papai.

Eu segui Angel para dentro do prédio. O lugar era coisa fina, sério mesmo. Você não via ninguém ali usando qualquer roupa que não fosse terno. Até o faxineiros usavam terno, isso sim é ser rico.

― Esse lugar é tão limpo, eu posso ver meu reflexo no chão. ― Disse a Angel assim que entramos no andar da sala do pai dela.

O piso era branco e você realmente podia ver o seu reflexo no chão. Havia um balcão com uma recepcionista loira e bonitinha ali, assim como um conjunto de lado ao lado para você aguardar.

― Bom dia! Sejam bem vindos! Vocês tem hora marcada? ― A recepcionista perguntou.

Eu fiquei meio sem jeito pela forma como ela me olhou, como se eu fosse um menino de rua. Passei a mão pelo cabelo tentando arrumar e dei uma ajeitada na camisa amassada com a mão.

― Diga para ele que a filha dele está aqui! ― Angel disse sem paciência, digitando algo no celular.

― Bom, a filha tem hora marcada? ― Repetiu a recepcionista.

Isso fez Angel tirar a sua atenção do celular, por um momento eu jurava que ela ia dar um tapa na cara de recepcionista.

― Angel, eu já vi esse olhar no seu rosto. ―Eu sussurrei para ela. ― Foi quando você me chamou de filhote de chimpanzé albino na frente de toda a faculdade. Se acalma. Seja boazinha. ― Dei tapinhas de leve nas suas costas.

― Escuta aqui, queridinha! Você sabe quem eu sou?

― Sim, a filha dele. Você acabou de mencionar. ―A recepcionista disse meio entediada. ― Olha, ele está em uma reunião que vai durar mais umas quatro horas, tá? Então se vocês me dão licença, eu vou terminar o meu episódio de Project Runaway. Vocês podem esperar ali. ― Ela apontou para a sala de espera.

Tive que sair arrastando Angel para longe da recepcionista porque juro ter visto fogo saindo das suas orelhas.

― Por favor, não cometa homicídio. Estamos em um prédio lotado de advogados doidinhos para prenderem alguém.

― Ele não está em uma reunião! ― Ela disse irritada enquanto me sentei no sofá. ― Ele está lá dentro jogando golfe e apertando os peitos da outra secretária.

― Seu pai é foda! ―Eu sorri para ela.

― Porque você está aqui?

― Bom, aparentemente, por todas as drogas que eu usei o castigo é passar um dia inteiro com você, caso contrário, eu não vou para o céu. ― Encostei as costas no sofá e cruzei as pernas, colocando os pés sobre a mesinha de centro. ― Vamos, senta aqui. Tudo o que podemos fazer é esperar.

Ainda emburrada, Angel se sentou ao meu lado.

― Moça, será que daria para me trazer um café e uma Coca Diet para ela? ― Eu perguntei para a secretária.

― Vai se fuder vai! ― Ela gritou por trás do balcão.

POV-Pablo

Fiquei parado no canto do quarto enquanto observava Amy correr os olhos pelo papel que ela tinha em mãos. Roendo uma das unhas mão, aflito.

― Então? ― Perguntei, sem conseguir mais esperar.

― Você falou sobre isso com o seu pai? Ele é rico pra caramba, Pablo. Super rico. Ele toma champagne em Las Vegas, isso prova que ele é riquíssimo. Ele pode comprar o país para você.

― Sim, Amy, ele é bem rico. ― Eu disse passando a mão sobre o meu bigode curto. ― Mas eu não acho que ele possa me comprar o país. Uma Maserati, talvez. Mas não o país.

― Mas relaxa, Pablo. Sério! Isso não é nada. Nadinha! ― Ela disse amassando o papel com as mãos, acho que ela estava tão nervosa quanto eu. ― Talvez isso seja um engano, talvez seja outro Pablo Fernandez. Eles não vão te deportar! Eles não podem te deportar! Vou falar com Charlie, vamos dar um jeito nisso!

― Não! ―Eu pedi. ― Não conte a ninguém. Por favor. Não conte a Charlie, nem aos rapazes, nem Cece. Ninguém.

― Pablo, várias cabeças juntas pensam melhores do que duas! Eles podem ajudar. ― Ela fez uma pausa. ― Bom, não devemos contar o Bobby por motivos óbvios, mas ainda são muitas cabeças para pensar.

― Amy, por favor! Eles vão mudar! Vão mudar completamente. Não quero que meus últimos dias aqui sejam passados com todo mundo me tratando como um velho prestes a morrer!

― Esses não vão ser seus últimos dias, Pablo! Nós vamos encontrar um jeito, eu prometo! ― Ela correu para o meu lado do quarto e me abraçou.

― Espero que sim, Amy. Espero que sim! ― Eu disse a abraçando de volta.

POV-Johnny

― Então você quer que eu conte para Summer sobre Joe e Adam, na frente de todas as garotas, incluindo Angel e faça parecer que todas elas esconderam isso de Summer de proposito?

― Exatamente! ― Abri um sorriso orgulhoso para Mary, ela finalmente tinha entendido algo de primeira.

― Isso é errado, Johnny.

― Errado? Errado é todo mundo fazer Summer de idiota, Mary! Você está fazendo o certo. Você vai se sair como a correta!

― Eu acho que não, Johnny. ― Ela me olhou um pouco desconfiada.

― Olha, espera! ― Eu precisava convencê-la de fazer isso ou todo o meu plano ia pelos ares. ― O que acontece é que você só conhece a história por um lado, você já parou para pensar? Já parou para se colocar no lugar de Summer? Em como é humilhando todo o campus saber que o namorado dela na verdade tem um namorado e todo mundo esconder isso dela.

― Bom, é verdade. ― Ela concordou. ― É triste que ninguém tenha contado a ela. Mas Joe e Adam terminaram e isso agora só vai magoá-la. Porque você não diz para Adam contar a ela? Seria o correto.

― Adam é um mentiro, Mary! É isso que estamos tentando mostrar aqui, entendeu? Você quer ser uma Kappa ou não?

― Eu quero!

― Então ser uma Kappa significa fazer o certo. Summer é sua irmã Kappa agora, então você tem que dar um voto de confiança para ela.

Mary Elizabeth ficou pensando por um momento, sem saber o que dizer.

― Por favor, faça a escolha certa. ― Eu disse.

― Tudo bem. ― Ela concordou, ainda não muita certa disso.

― Mary, eu preciso que me prometa que vai fazer exatamente como eu lhe disser para fazer. Você pode me prometer?

― Eu prometo!

― Linda! ― Eu sorri e me aproximei para beijá-la.

Tudo estava indo como o planejado. Em breve, o meu plano teria dado certo e eu me veria livre de todos esses problemas.

POV-Pete

Já haviam se passado mais de quarenta minutos desde quando eu e Angel nos sentamos para esperar. Desde aquele momento ela se sentou em silêncio ao meu lado, jogando Candy Crush no celular e me ignorando completamente. Eu já havia terminado de folhear a última revista da pilha ao meu lado quando me virei para ela.

― Angel, você acha que ele vai demorar muito mais? ― Olhei a hora no celular. ― É que eu tinha um compromisso com Charlie.

― Pode ir. ― Ela falou sem tirar os olhos do celular. ― Eu tenho dinheiro para o táxi.

― Não! Eu não vou em lugar nenhum até que você comece a falar! ― Apontei o dedo para ela e abaixei o tom de voz quando a secretária nos olhou feio. ― Angel, nós fizemos um acordo.

― É, eu sei. ― Ela deu de ombros. ― Mas eu sou uma vadia e não estou nem aí para o seu acordo.

― Angel! ― Eu resmunguei, apertando as mãos para não apertar o seu pescoço. Me sentei novamente no sofá e continuei. ― Você é uma pessoa horrível.

― É, eu sei. ― Continuou. ― Não estou nem aí. Olha só, eu passei para o próximo nível! ― Ela disse animada e continuou jogando.

― Angel, por favor. ― Eu tomei o celular da sua mão. ― Olhe para mim e me ajude aqui, eu preciso ouvir a história. Eu preciso entendê-la, eu preciso ver o seu lado da história. Me ajude a te ajudar, por favor!

Ela me olhou desconfiada por um momento, depois olhou para a secretária.

― Bom, ele vai demorar de qualquer jeito. Nós temos tempo. ― Angel pegou o celular de volta da minha mão. ― Pronto para ouvir a história?

― Mais do que pronto!

― Charlie já te contou que minha mãe também namorou o pai dela? Namorou ele pouco tempo antes da mãe dela.

― Não que eu me lembre. Ela comentou sobre elas serem melhores amigas na faculdade.

― Exatamente, Pete. Vamos voltar alguns anos atrás. Eu cresci com meus pais brigando, isso nunca foi uma novidade dentro da minha casa. Mas uma certa vez quando eu tinha oito anos, eles estavam brigando por um motivo real e estavam gritando muito.

― Sobre o que eles estavam brigando? ― Perguntei.

― Sobre mim. ― Ela me olhou. ― Meu pai havia descoberto que eu não era realmente sua filha. Eu acho que ele sempre teve essa dúvida, mas conforme eu fui crescendo, ela foi aumentando quando ele percebeu que eu não tinha nada seu além do seu péssimo temperamento.

Foi quando eu parei para observar Angel de verdade pela primeira vez. Olhando bem, ela se parecia com Charlie. Ela tinha esses grandes olhos curiosos também, as vezes ela poderia falar coisas tão inteligentes quanto Charlie, elas eram da mesma altura e quando olhei para as mãos de Angel, percebi que ela tinha exatamente os mesmos dedos que Charlie.

― Então quando eles pararam de gritar, eu fui até o quarto deles. Minha mãe estava lá sozinha, chorando. Meu pai já havia saído de novo. Eu perguntei a ela se tudo estava bem e ele me pediu para me sentar com ela, pois ela tinha uma história para me contar. ― Olhei para ela com mais atenção. ― Ela me contou que quando estava na faculdade havia se apaixonado por esse cara maravilhoso. Ele era tão adorável que todas as garotas queriam ficar com ele. Meio como você. ― Ela riu e eu neguei, sem jeito. ― Bom, todas as garotas, inclusive, a melhor amiga dela.

― A mãe da Charlie, certo?

― Certo. Acontece, que eventualmente, esse garoto também começou a olhar com outros olhos para a mãe de Charlie.

― E como sua mãe reagiu a isso?

― Ela aceitou numa boa. ― Angel deu de ombros. ― Você sabe o que aconteceu.

― Ela simplesmente desistiu do cara? Por causa da melhor amiga dela? ― Eu perguntei confuso.

― Eu também reagi assim. Mas pelo o que eu pude entender, minha mãe tinha esse sentimento de dever pela mãe de Charlie. Minha mãe a considera como família, como a sua própria irmã. E tudo que ela queria é que ela fosse feliz. Acontece que minha mãe sempre foi essa pessoa sem um pingo de juízo, então mesmo quando ela estiva com o pai de Charlie, ela já conhecia o meu pai. Que por sinal, foi um Alpha.

Cerrei meus olhos para ela, esperando Angel continuar.

― Porque isso não me surpreende? ― Resmunguei.

― Ela só descobriu que estava grávida depois que eles haviam terminado.

― E porque ela não contou a ele?

― Esse é o ponto, Pete. Ela viu a melhor amiga dela tão feliz que não tinha coragem de estragar isso. Ela disse que pensou por um tempo quanto a isso e quando criou coragem para contar, tudo deu errado de novo.

― A mãe da Charlie estava grávida. ― Eu deduzi.

― Exatamente. ― Angel concordou.

― Cara, o esperma do pai de vocês é muito potente! Você sabia que Peter Parker matou Mary Jane com seu esperma radioativo?

― Cala a boca, Peter. ― Ela revirou os olhos. ― Depois de tudo que contei só prestou atenção nisso?

― O pai da Charlie nem mesmo desconfiou?

― Ele desconfiou, Pete. Na verdade, quando eu tinha doze anos ele foi até a nossa casa uma vez. Minha mãe o mandou embora, dizendo que ele estava louco.

― E porque você não fez nada?

Ela ficou sem palavras por um momento e desviou seus olhos dos meus. Angel engoliu em seco.

― Eu não sei. Eu... ― Ela gaguejou. ― Eu fiquei sem palavras, Pete. Apenas não soube o que fazer.

― E você sabe o que fazer agora?

― Não.

Notas finais
E ai, gostaram? Tá aprovado? Bom, pelo menos conseguimos ficar por dentro da história da Angel e da Charlie!!! Prontas para o próximo capítulo? Mary Elizabeth vai ser o mais novo projeto de maldade de Johnny, babyssss! E quanto ao Pablito? Quem consegue ficar sem ele? :((((