Changes of Destiny

21 Virada no jogo


Notas iniciais
espero que gostem desse, meus amores!!! amo a review de voces, obrigada pelo carinho com a história (e comigo, eu não mereço essa doçura toda aaaaa) boa leitura! ♥

Griffin achara que Freddie tinha lido sua mente de alguma maneira. Atendeu a ligação em urgência sem nem mesmo ver quem ligava. Ouviu a voz de seu amigo e se aliviou imediatamente.

Mas, isso durou pouco. Com rapidez, Freddie o colocou a par da real situação. O bad-boy perdeu um pouco de suas forças ao tomar conhecimento sobre a violência que Marissa sofrera. Estava começando a achar Leonard mais perigoso do que nunca, mas queria manter-se forte para encorajar seu amigo a colocar aquele louco atrás das grades.

O nerd socava algumas coisas dentro de sua mochila com euforia. Sua mente estava a milhão depois de ter visto aquela cena. Sentia-se devastado toda vez que um flash piscava em sua memória rapidamente. Queria consertar tudo, mas deveria ir com calma. Seus planos afobados só haviam dado errado até agora, precisaria se concentrar.

Sam já havia se aprontado para ir embora, mas parecia sem reação sentada na cama. Não acreditara em tudo que estava acontecendo, ainda mais naquele período minúsculo de tempo. Freddie, certamente, não merecia todo aquele sofrimento. Sua família estava se desmantelando em sua frente e ele estava preso em possibilidades limitadas. Tinha receio que o moreno não conseguisse se manter firme em sua decisão sobre Leonard, porque, apesar de tudo, ele ainda era seu pai.

O psicológico dele estava muito abalado e Sam temia que isso o levasse a um estágio mental ainda pior. O observava e sentia seu coração queimar em tristeza pela postura que ele carregava. Seus ombros estavam caídos e sua feição era de completo desapontamento. Pensara que seria perigoso Freddie dirigir nesse estado. Os nervos estavam a flor da pele, então nada parecia muito garantido.

Ele observava com cuidado o fecho de sua mochila tentando desemperrar. Estava perto da mesa que havia embaixo da TV do quarto e apoiava sua bagagem na cadeira de madeira que existia ali. Fora possível observar que até sua força física parecia escassa depois do baque. Sam o fitou por alguns segundos e levantou-se se aproximando dele devagar. Repousou uma de suas mãos no ombro do garoto com cuidado e quis que seu tom fosse delicado ao dizer o que queria.

— Meu amor... — ele virou-se para prestar atenção nela — você não quer esperar um pouco aqui antes de irmos? Só pra dar tempo de se acalmar. Foi tudo muito rápido.

— Sam, eu não faço ideia de como minha mãe está e preciso falar com ela olho no olho. — disse um pouco ríspido — Essa é a merda da minha vida! Eu faço todas as escolhas erradas e tenho que correr atrás pra recuperar o tempo perdido. Estou cansado de esperar! Eu não tenho mais essa escolha!

A loira retraiu-se um pouco com essa resposta. Ela não queria deixá-lo mais nervoso e sim, tentar amenizar aquilo por mínimo que fosse. Se afastou um pouco mas pôde notar que Freddie perdia a paciência com o zíper emperrado há minutos. Ele os mexeu com brutalidade e empurrou sua mochila forte o suficiente para cair do outro lado do quarto.

— Droga! — gritou irracionalmente batendo uma de suas mãos na mesa — Por que caralhos essas coisas só acontecem comigo?

Esfregou sua testa com certa fúria sentindo seus olhos marejarem pela raiva que já o consumia. Sam observava tudo ainda em pé tentando não intervir. Fechou os olhos em pesar e se perguntou como faria para confortá-lo. Talvez ele precisasse de um tempo sozinho para assimilar tudo. Era difícil demais e a loira entendera que não podia cobrar sanidade dele naquele momento.

Freddie se sentou na cama com mais calma enquanto Sam fazia menção em deixar o cômodo. Ele apertou os olhos com as mãos tentando conter um choro poderoso que vinha, mas não conseguiu. Se pôs a soltar aquelas lágrimas de maneira estrondosa e sentiu seu corpo pesar uma tonelada a mais pela gravidade de toda aquela história. Tentava controlar os lamentos altos que saíam de si, mas foi completamente em vão.

A garota parou na beirada da porta assim que ouviu o choro de Freddie. Tomava coragem para se virar, mas ainda não sabia se iria se aproximar dele. Queria que ele pudesse sentir aquilo sem culpa e pressão. De vez em quando, fazia bem chorar e colocar para fora todo sentimento ruim. Griffin fazia isso dando alguns socos, mas Freddie não podia conter as lágrimas quando elas insistiam em cair.

— Desculpa, Sammy. — soltou entre soluços a observando parada em um canto do quarto — Eu não queria falar desse jeito com você. — ele respirou pesadamente recuperando ar para prosseguir — É que eu estou sentindo uma coisa muito ruim e não tenho a mínima ideia do que fazer.

Ela deu a volta para encará-lo finalmente.

— Tudo bem, Freddie. Não fiquei chateada. — ela repousou uma de suas mãos em cima do bolso de sua calça — Eu vou te deixar sozinho um pouco, acho que é melhor.

— Não, Sam. Por favor, senta aqui comigo. — disse sentindo sua voz falhar.

Sam comprimiu os lábios e assentiu. Não sabia se seria capaz de ajudar Freddie na administração daqueles sentimentos, mas não o deixaria sozinho se ele mesmo pedira para que ela permanecesse. Se acomodou ao seu lado apenas o fitando. Realmente achava aquele um momento muito íntimo para invadir seu espaço pessoal.

O nerd a encarou ainda com dor aparente em seu olhar. Seu rosto estava encharcado pelas lágrimas e ele parecia não conseguir parar de pensar o pior. Agarrou a mão de Sam e sentiu, finalmente, um pouco de calmaria pairar em seu peito.

— Obrigado. Eu nem sei como estaria sem você. — ele se acomodou no pescoço da loira e beijou seu maxilar serenamente — Me desculpa, meu amor. Me perdoa...

Sam sentiu seus olhos encherem d'água pelo clima pesado que estava se formando. Não suportava mais essa tristeza. Queria o homem que amava bem e confiante em si mesmo como no dia em que se reencontraram. Amaldiçoou o Benson-pai para todo sempre por estar afetando tão profundamente o seu nerd. Era simplesmente torturante ter que vê-lo daquele jeito.

Ela levantou o rosto do moreno e depositou um selinho rápido em seus lábios. Os dois se encararam e Sam disparou:

— Já passou. — sorriu lentamente — Agora a gente precisa pensar a frente, em coisas mais importantes. Vamos acabar com a raça desse filho da puta, Freddie. Com essas imagens, vai ser quase impossível ele sair por cima.

Freddie suspirou levemente.

— Tenho medo que ele contorne a situação como sempre faz.

— Ei... — ela limpou delicadamente uma parte ainda úmida do rosto dele — sem medo. É isso que ele quer. Lembra do que eu te disse, não deixa nada te intimidar.

O garoto levantou dali com firmeza e buscou sua mochila ainda jogada. Estava decidido em fazer isso funcionar e acabar com aquela tortura que Leonard havia implantado em sua vida. Não se tornou bem sucedido a toa, não se tornou um homem responsável a toa. Passaria por aquilo com garra e determinação. A força que encontrava em Sam também só deixava tudo mais encorajador. Definitivamente, não poderia desperdiçar a oportunidade de fazer justiça a sua mãe. A si mesmo. A Griffin, Sam e a todos que amava. Era a hora de agir.

Saiu do quarto quase correndo e verificou se havia deixado algo ligado. Já havia revirado os armários para certificar-se que nada ficara ali. Ouviu os passos de Sam logo atrás dele e dirigiu-se ao seu carro. Não era muito fã de pegar estrada à noite, mas era isso ou nada.

Guardava algumas comidas que haviam sobrado no porta-malas e observava Sam se acomodar no banco do carona. Já era tarde, então ele pensava que o caminho estaria vazio e demoraria menos para chegar em casa. Após adentrar a Range Rover, ajustou em si o cinto de segurança e deu partida com o carro.

Ligou o rádio e vibrou internamente por estar em uma sessão de fim de noite animada. Balançou a cabeça acompanhando o ritmo da mistura de remixes do Vintage Culture que tocavam. Sam fazia uma careta a cada transição porque odiava música eletrônica. Se é que podia chamar aquilo de música. O mais próximo que lhe agradava era uma batida dançante com letra. Não podia suportar apenas instrumentais vazios.

— Pode dormir se estiver com sono. — ele comentou a vendo recostar sua cabeça pesadamente no suporte que havia no banco.

— Estou bem. — sorriu um pouco — Não acho que seja sono, estou só cansada.

Ele acariciou de leve sua coxa direita e a lançou um sorriso de lado. Ela devolveu com um sorriso sereno e realmente relaxou ao ajustar-se em uma posição confortável naquele banco. O carro era espaçoso e ela adorara que a parte da frente não era curta e pequena, seus pés esticavam ali perfeitamente e parecia quase deitar ao fazer isso.

Freddie riu silenciosamente ao observar que ela fechava os olhos devagar. Sabia que Sam não resistia a um cochilo, ainda mais depois de um dia pesado como aquele. Admirara entre algumas olhadas o quão angelical parecia. Lembrava-se de suas expressões, olhares e voz e aquela imagem pura parecera se esvair na velocidade da luz. Particularmente, o garoto achava incrível como sua personalidade e sua aparência se constrastavam. Esse era o melhor de Samantha Puckett. Tudo era uma novidade ou uma empolgação fresquinha e ele sentia que nunca morreria de tédio ao passar o resto de sua vida com ela.

Irritou-se ao ouvir o barulho esquisito do motor mais uma vez, mas tentou abstrair concentrando-se no farol que iluminava com eficácia a estrada. Sentira que o silêncio que repousava naquele carro era extremamente propício pro momento. Morria de saudade de sentir a plena paz e calmaria que experimentara antes de seu pai reaparecer. Realmente, voltar para Seattle foi um acerto certeiro, mas também o trouxe a pior complicação de sua vida. Por que Leonard havia escolhido logo aquele momento para dar as caras? Até nisso ele conseguia ser inconveniente, pensou ele.

O barulho agora parecia ficar cada vez mais alto e Freddie tentara não se preocupar. Continuou pilotando normalmente apenas pensando em coisas diversas. Foi, então, que o carro começara a engasgar de leve e as sobrancelhas do nerd mexeram em um início de desespero. Podia acontecer qualquer coisa, menos isso. Não era possível que seu possante amado iria abandoná-lo dessa maneira, não agora. Freddie não desistia de pisar no acelerador mesmo que seu carro estivesse teimoso como nunca.

Sam abriu os olhos por conta do movimento e fitou o moreno em confusão. Quando ia indagar algo, a Range Rover parou imediatamente. Ali mesmo, no meio do nada.

A loira o olhou incrédula enquanto ele punha sua cabeça em cima do volante.

— Eu não acredito, nerd. — soltara.

— Muito menos eu.

Sam gargalhou em nervosismo e contagiou Freddie pelo absurdo que aquilo já estava se tornando.

— Só com a gente mesmo, né? — falou entre uma risada e outra — Eu devia ter comprado a merda da graxa! Vou dar uma olhada no que é, mas duvido conseguir resolver.

A garota arregalou os olhos sarcasticamente.

— Otimismo... é disso que precisamos!

Freddie revirou os olhos com humor se retirando do carro. Levantou o capô apenas por cena porque já sabia que pediria socorro a Griffin pelo celular. Sua moto não daria conta do recado, mas pensou que o carro de Shay sim. Pegou um lubrificante rapidamente no porta-luvas e passou entre uma engenhoca e outra. Nada daquilo funcionaria, mas ninguém poderia acusá-lo de não ter tentado.

Entrou novamente no carro e Sam começou:

— Eu vou ligar pra Carly. Espero que ela esteja acordada e venha nos buscar.

— A Carly não sabe chegar aqui. — lembrou Freddie — Vamos ter que falar com o Griffin primeiro.

—.—

— Tem certeza que quer fazer isso? — dizia o bad-boy por cima de Carly em sua cama.

— Eu nunca tive tanta certeza na minha vida.

Após o telefonema de Freddie, Griffin ficou preocupado e matutou ainda mais sobre Leonard. O jeito que o mau caráter estava mexendo com sua cabeça era avassalador. Afinal, se ele teve coragem de agredir sua própria ex mulher, o que não faria a ele? O garoto não era ninguém.

Sentia medo de ser preso por algo que fez na impulsividade. Sua vida fora difícil, mas nem quando foi a clínica de reabilitação sentiu um medo como esse. Ir parar na cadeia era praticamente anular sua luta e suas conquistas. Era bem sucedido, inteligente e competente. Não era justo fazê-lo perder tudo por um simples erro do passado.

Ele e Carly conversaram por longos minutos. Ela o confortou e disse que acreditava que uma hora esses vídeos iriam se perder. A morena achava que ninguém podia ganhar o tempo todo, por mais poderoso que fosse. Então, dificilmente pensava que a máscara do Benson-pai duraria para sempre. Freddie já estava pensando no melhor jeito de fazê-lo pagar e ao declarar isso a Griffin, o bad-boy se aliviou um pouco.

Agora, se olhavam de maneira quente após terem se entregado ao tesão. Carly estava apenas sutiã e o motoqueiro já observava aquilo com desejo. Não queria ultrapassar os limites, mas após a garota ter declarado certeza com tanta convicção, ele não resistiu.

Voltou a beijá-la com volúpia e pela primeira vez sentiu que as línguas competiam espaço. Os dois estavam tomados pela luxúria e ele sentia sua mão formigar passando-a por toda a extensão da cintura dela. Tirou sua camisa e quis devorá-la após perceber como ela mordia o lábio demonstrando tesão.

Estava pronto para tomá-la em um beijo mais uma vez, até escutar seu celular tocando de novo.

Bufou pesadamente e fitou a mesa em que ele estava repousado.

— Ah, não! Quem é agora?

Carly riu baixinho sentando-se na cama. Fez sinal para que ele atendesse logo e ajeitou levemente seu cabelo.

Sam explicou tudo a Griffin pelo telefone. O bad-boy revirou os olhos várias vezes não concebendo a estupidez colossal de Freddie. Agora teria que buscá-lo apenas a uma hora de casa. o garoto já era praticamente seu filho a esse ponto de tanto cuidado que estava recebendo. Riu desligando e fitou a morena em sua frente com uma feição divertida que carregava incredulidade.

— Freddie empatou nosso momento porque deixou o carro enguiçar no meio da estrada. — revirou os olhos mais uma vez — A gente vai ter que ligar pro reboque e pegar seu carro pra buscar eles.

A garota gargalhou se levantando para procurar sua blusa. Pensou que teria que andar de moto pela primeira vez para buscar seu carro no Bushwell. Arrepios se formaram por toda sua espinha, mas era encarar ou deixar os dois para sempre no meio do nada.

Quando os dois chegaram lá, Carly se pôs no lado do volante de primeira. Griffin insistiu para dirigir porque conhecia melhor o caminho. Em sua concepção, chegariam mais rápido assim do que se decidisse guiar a morena do carona. Carly assentiu e trocou de lugar com o bad-boy. Ele seguiu o carro com rapidez e torceu para que Freddie não estivesse surtando.

—.—

— Sabia que ele ia rir da nossa cara! — dizia Sam encostada na porta da Ranger.

— Ele sempre faz isso. — ria Freddie — Por isso foi bom você ter ligado, senão ele ia passar umas duas horas me chamando de idiota.

A loira gargalhou e sentiu seu coração descansar da aflição ao ver o garoto sorrindo. Era merecido pelo menos alguns segundos de paz, então ela aproveitou o vento que batia em seu rosto observando com mais atenção as plantas que a rodeavam. Desejava que o tempo parasse, mas isso não era possível. Desejava que tudo voltasse ao normal logo. Não aguentava mais aquele pesadelo.

Freddie se recostou na porta ficando ao lado dela. A observou com atenção e desviou o olhar assim que Sam percebera.

— Desde que voltei pra Seattle, nada parece ser normal. — olhou para cima refletindo — A garota que mais me zoava é agora meu porto seguro e o cara que eu mais odeio no mundo voltou pra me assombrar. É horrível que ele esteja ameaçando as duas únicas pessoas que me acolheram no caos. Sam, essa é a maior pressão da minha vida.

— Sem falar do nosso sexo casual que a gente jurou que não daria em nada. — descontraiu ela — Mas, sério, Fredducine... para de se preocupar tanto comigo e com o Griffin. Além do cara ser brabo, eu não sou nenhuma donzela indefesa.

Freddie gargalhou após a fala da loira.

— Eu já sei, minha valentona. — ele passou o braço por trás dela enquanto a mesma sorria — Achei que você ia ficar com o Griffin mesmo, mas você transou com esse nerd aqui no quarto de hotel.

— Ah, você estava muito gostoso aquele dia. — disse divertida dando um selinho nos lábios dele.

— Só aquele dia? — ele se colocou na frente dela e a beijou mais uma vez de uma maneira mais intensa.

Sam ria entre o beijo com sua mão repousada no rosto dele. Depositou selinhos e deixou mais uma risada escapar antes de falar.

— Para de ser convencido! — segurou seu rosto com mais força — Só porque aquela foi a melhor foda que eu tive em muito tempo você não tem esse direito!

— O nosso sexo é o melhor de todos. Isso você tem que admitir!

— Eu admito, bobão. Mas, o mérito não é só seu, a mamãe aqui também sabe o que faz.

Freddie a segurou pela cintura e escondeu seu rosto no pescoço dela. Sentiu o cheiro doce de seus cabelos penetrarem em sua narina e desejou morar ali para sempre.

— Claro que sabe. — sussurrou — Você é a melhor de todas e eu amo você.

Sam o envolveu em um abraço e colocou sua mão esquerda por baixo de sua blusa acariciando as costas dele.

— Eu também te amo.

Freddie a olhou e sentiu seus olhos espremerem pela luz forte que refletia em seu rosto. Sam virou-se para observar e fechou um dos olhos pelo farol alto que se aproximava. Os dois não desmancharam o abraço e observaram Griffin parar ali e sair do veículo. Carly saiu logo atrás dele e os encarou segurando a risada.

— Olha, Carly! — começou o bad-boy — Eles na maior putaria enquanto a gente se lasca pra vir até aqui.

Debochou e arrancou uma gargalhada alta de Shay.

— Cala essa sua boca, Griffin. — disse Freddie se afastando da loira.

— Ah! É assim que você trata o herói da noite? — comentou Carly ironicamente — Entra no carro, casal. No caminho ligamos para o reboque.

Os dois obedeceram e se acomodaram no banco de trás do Hb20 2012 da morena.

Freddie passou quase o caminho todo pensando em sua Range Rover. Era muito apegado aquele carro porque foi o primeiro que conseguira comprar com seu próprio dinheiro.

A viagem de volta foi calma e o carro pairou em um silêncio agradável com uma música lenta de fundo.

O nerd se preparava psicologicamente para encarar a realidade. Não sabia se estava preparado para ver sua mãe machucada e sofrendo. Era muita coisa para processar em pouco tempo.

Quando Griffin estacionou na frente do prédio dos Benson, soltou:

— Precisa de ajuda, irmão? Eu posso subir com você.

Sam olhou para Freddie concordando.

— Obrigado, mas agora eu preciso ficar um pouco com a minha mãe. — sorriu fraco — Você se importa de deixar a Sam em casa?

O motoqueiro balançou a cabeça negativamente e sorriu o encarando pelo retrovisor.

Freddie depositou um selinho um pouco demorado e carinhoso na boca de Sam antes de deixar o carro. Balbuciou um "te amo" baixinho perto de seus lábios e abriu a porta.

Os três o acompanharam com o olhar e torceram internamente pelo melhor quando o viram entrar finalmente.

O moreno respirou fundo antes de passar a chave na porta, mas isso não adiantou muito considerando a cena que se deparara quando adentrou.

Marissa caiu na sedução que Leonard jogava em cima dela afim de conseguir as informações. Eles se beijavam com certa indelicadeza bem no sofá da sala.

Freddie sentiu seu estômago embrulhar e seus sentidos se perderem por um segundo.

— Solta a minha mãe, porra! — gritara em desespero.

Os dois se afastaram em urgência simultaneamente e Leonard se levantou com um sorriso vitorioso.

— Freddie? — falou ela.

— Que merda é essa, mãe?

— Garoto! — berrou Leonard — Não seja petulante. Eu odeio drama.

Freddie encarava Marissa incrédulo pelo que vira. Seu corpo pulsava em raiva e descontentamento. Havia voltado para socorrê-la, como ela tinha coragem de beijar aquele asqueroso? Afinal, que magia braba ele havia feito para fazer sua mãe beijá-lo? Inadmissível.

— Você cala a boca porque eu não te dirijo a palavra! — o nerd disparou.

— Freddie, por favor. Não piore as coisas.

— Caralho! Você apanha, beija esse canalha e eu que pioro as coisas?

Leonard levantou uma de suas sobrancelhas em surpresa. Como o filho sabia sobre o soco que havia dado em Marissa?

— O que está dizendo? — o homem indagou — Presta atenção, Fredward. Acusação sem provas é perigoso.

Freddie o segurou pelo colarinho sentindo seu sangue borbulhar em ferveção. Não podia mais suportar um segundo do deboche daquele homem. Era tentado ferozmente em dar um murro na cara dele somente por prazer. Não aguentava mais o que sua vida tinha virado desde que ele chegara, então estava decidido a derrotá-lo.

— Eu não sou mais uma criança idiota. — disse fulminante em seu tom e olhar — Não vou chorar nem sofrer como fiz quando você nos abandonou. Tenha certeza que o que vou fazer é te colocar atrás das grades, papai.

O Benson-pai o empurrou com força fazendo o garoto se desequilibrar um pouco.

— Pergunta pra sua querida mamãe porque eu fui embora. — disse provocativo — Pergunta, moleque!

Freddie deslizou as sobrancelhas em confusão.

— Você sempre quer jogar a culpa em outras pessoas! É sujo, quer me virar contra a minha mãe de propósito!

Marissa respirava em descompasso pelo nervosismo extremo que se encontrava. Leonard nunca cumpria suas promessas, sua palavra era a mesma coisa que nada. Ela sabia. Sabia que se Freddie descobrisse a verdade se afastaria dela significativamente. Não estava pronta para encarar isso.

— Freddie, vamos deitar. — disse ela tentando apaziguar a situação — Deixe seu pai ir embora.

— Mãe, eu não vou deixar ele te caluniar como faz com todo mundo. Você não. Não vou permitir.

Ela respirou fundo e sentiu seu rosto esquentar ao ver Leonard se virando para encará-la.

— Anda, Marissa. Diz ao seu filho que na verdade você é uma vagabunda nojenta. — riu sem humor. Segurou o braço de Freddie que já levantava para acertá-lo — Conta pra ele que eu fui embora porque você me traiu com um qualquer na nossa casa enquanto ele estava na escola. Fala, sua puta!

O nerd observou com surpresa total sua mãe abaixar a cabeça em derrota. Ela podia sentir as lágrimas se preparando pra cair e as forças que existiam em si pareciam se esvair por completo.

— Mãe? Isso é verdade?

Notas finais
1) as primeiras vezes de criffin sao completamentes opostas a seddie kkkkkk é loucura!!! (e esse sexo não sai nunca? toda hora interrompidos) 2) marissa pelo amor de deus se recomponha como tem coragem de beijar esse homem 3) tadinho do benson... toda hora um tombo, alguem protege ele 4) vcs querem hot explicito de carly e griffin? me deixem saber! me digam o que estão achando e até mais!!! ♥