Changes of Destiny

22 Rumo equivocado


Notas iniciais
*LEIAM AS NOTAS FINAIS* saudade de vcs ja, viu? isso é normal? capítulo 22!! só loucuragens.... aqui tem referencias de coisas que eu gosto muito, TEM ATÉ UMA FRASE DA ARIANA GRANDE! enfim, ouçam "Your Window Pain" que nem a Sam porque essa música é incrível. boa leitura! ♥

— Posso passar a noite aqui? — disse Freddie quando seu amigo Griffin abrira a porta de seu apartamento.

Marissa não conseguiu responder sua pergunta, mas o silêncio foi consentimento suficiente. Leonard riu vitorioso e viu seu objetivo principal dando certo: desmantelar os laços das pessoas das quais mais desprezava. Ele não tinha voltado somente para o dinheiro, voltara para causar o caos. E o pior é que estava conseguindo.

Freddie percebera que sua mãe não tinha estruturas para saber que o soco foi gravado. Ele ainda pensava em colocar seu pai na justiça com aquelas imagens, mas talvez agora em sigilo. Pediria apenas para que seus amigos o ajudassem, caso fosse preciso.

— Claro, irmão. Pode entrar. — Griffin respondeu um pouco confuso.

— Não acredito. — disse o nerd adentrando a casa do amigo — A vida toda, eu acreditei que minha mãe era uma pessoa completamente diferente.

O bad-boy buscava uma água na cozinha para Freddie, que por sua vez, só deu um gole um pouco atordoado. Sentou-se no sofá com seus olhos fixos em um ponto nada movimentado e observou Griffin sentar ali também.

— Do que está falando?

— Quando cheguei em casa, minha mãe estava lá. — fez uma pausa dramática — Nos braços do filho da puta. Ainda fui obrigado a ouvir que ela o traiu descaradamente quando estavam casados. Ele até chamou ela de vagabunda.

Griffin arregalou os olhos com um pouco de pesar. Colocou uma das mãos nas costas de Freddie a fim de consolá-lo. Aquilo estava ficando muito mais fora de controle do que pensava. Afinal, quantas reviravoltas mais podiam acontecer? Era insano.

— Pensa que isso não tem nada a ver com a mãe que ela é. O que aconteceu com eles, não é problema seu, Freddie. Eles que se resolvam.

Carly saiu do quarto de Griffin apenas com uma regata e um short de seda curto. Estava prestes a cair no sono, mas ouviu mais de uma voz na sala de estar e resolveu verificar o que era.

— Amor, acho que a gente vai precisar de mais edre... — ela se interrompeu quando avistou o moreno — Ah, oi Freddie. Está tudo bem?

O nerd virou para observá-la e deu um sorriso fraco ao pensar que ela já estava até dormindo com Griffin. Os dois pareciam bem firme e Freddie desejou voltar ao dia da festa de começo de período para aproveitar ainda mais. Aquele foi um começo de filme, mal podia acreditar que tinha um grupo de amigos tão especial e uma mulher incrível ao seu lado.

— Como foram as coisas na sua casa?

— Não foi muito legal, Carls. — disse ele vendo-a se acomodar no braço do sofá — Pedi pra dormir aqui, mas se atrapalhar vocês, eu arranjo um outro canto.

— Para com isso! — soltou ela divertida — Vem cá, vamos pegar um travesseiro extra pra colocar no sofá. Isso aqui vira uma cama maneira!

Freddie sorriu enquanto era puxado pela morena até o quarto de Griffin. Em uma das gavetas de seu armário grande, o bad-boy guardava as roupas de cama necessárias. Ele comprou um número extra pensando exatamente nas visitas. Quando retornaram a sala de estar, Griffin perguntou a ele se queria comer algo, mas Freddie negou. Não se sentia bem para fazer absolutamente nada e isso era preocupante, mas compreensível. Uma flechada de dor extrema havia atravessado seu peito.

O motoqueiro puxou o sofá afim de deixá-lo mais espaçoso enquanto Carly jogava conversa fora com o nerd para distraí-lo. Ele até conseguira rir genuinamente de algumas coisas que Carly falava, ela contara que Freddie tinha atrapalhado o momento de casal dos dois não só uma, mas duas vezes, mesmo que a primeira tenha sido indiretamente.

Freddie se acomodou confortavelmente no sofá buscando seu sono. Já era madrugada e ele desejava descansar, pelo menos um pouco, daquele pesadelo.

Griffin e Carly foram para o quarto e se prepararam para dormir também. O ar condicionado estava forte, por isso a morena agora estava se esticando para alcançar um edredom mais grosso na parte mais superior do armário.

— Tão linda com esse pijama. — disparou o bad-boy a observando.

Ela voltou a deitar o observando. Ele era incrível. Seus olhos esverdeados brilhavam como estrela e ela tinha a sensação que existia todo o amor do mundo ali. Não sabia que era capaz de ser tão apaixonada por alguém como era por Griffin. Tivera outros relacionamentos, algumas paixões, mas não conseguia encontrar similaridades. Com ele, era amor a todo tempo e nunca esfriava. Carly se sentia segura e a vontade para ser ela mesma.

Segurou seu rosto com delicadeza e depositou um beijo calmo nos lábios do garoto. Ele correspondeu intensamente enquanto mexia no cabelo dela com carinho.

— Eu amo você. — dissera ele passando seu nariz pelo nariz dela com delicadeza.

— Então, prova, por favor. — ela soltou baixinho esperando que ele entendesse.

Griffin abriu os olhos com uma feição confusa e a indagou com o olhar sobre aquela afirmação.

— Vamos fazer isso. Vai ser a minha primeira vez, mas vai ser a sua também de certa forma. Já fez sexo com amor?

— Eu só amei você.

O garoto a tomou pelos lábios de forma mais eufórica. Com delicadeza, a deitou na cama ficando por cima dela e Carly abriu um pouco mais as pernas para que ele se encaixasse ali no meio. O contato de suas partes já era intenso e nem os shorts dela e nem a bermuda dele pareciam cortar aquele toque.

Ele já podia sentir seu membro pulsar quando sua boca encostou no pescoço macio da garota. Desceu até seu colo e depositou lambidas por toda extensão. Se pôs, então, a abaixar aquela blusinha que ela usava e Carly cedeu permissão. O clima começou a esquentar bem mais, então ela tirou seu sutiã por conta própria enquanto sorria vendo a feição satisfeita de Griffin.

O bad-boy deu leves mordiscadas no mamilo direito dela arrancando um suspiro alto da mesma. Segurou as pernas com forçando envolvendo-as ainda mais ao redor da sua cintura e beijou todo o caminho de sua barriga até a beirada do short. Carly lambeu os lábios e tombou a cabeça pra trás deixando o prazer a invadir.

Antes de arrancar aquele tecido, Griffin deu um sorriso satisfeito e tirou sua camisa. A garota, mais uma vez, apreciou o quão gostoso ele era. Suas cicatrizes deixavam tudo melhor ainda e ela sentiu estar tão excitada que podia torcer sua calcinha no tanque.

— Gostoso. — soltou pervertida mordendo de leve o lábio inferior.

Griffin riu baixo e tirou sem delicadeza a parte de baixo da roupa que ela ainda usava. Observou com atenção sua intimidade e passou um de seus dedos por ela inteira. Carly arfou pesadamente e se conteve ao sentir o ímpeto de soltar um grito. O garoto, então, passou a chupar freneticamente seu clitóris enquanto apertava a parte interna de uma de suas coxas com força.

Ela segurou a cabeça dele pelos cabelos e não teve cuidado em pensar sobre delicadeza. Estava se deliciando e queria gemer alto, mas Griffin a apertava com força como sinal para ficar em silêncio. Sentia já um orgasmo se aproximar e se balançou em êxtase quando Griffin acelerou os movimentos.

Ele tirou a última peça de roupa que restava em si e posicionou-se por cima dela novamente. Carly abriu uma das gavetas do móvel ao lado e o entregou uma camisinha. Os dois se olharam com tamanha profundidade e o bad-boy segurou os pulsos dela por cima do travesseiro.

— Você é a minha mulher e eu sou o homem mais feliz do mundo. — disse ele — Vou ser cuidadoso, linda.

Rapidamente, Griffin encaixou o látex em seu membro e a observou com atenção para verificar como estava se sentindo.

Ela assentiu sua última fala com a cabeça de novo um pouco nervosa enquanto o garoto roubava um selinho calmo em sua boca. Suspirou e Griffin a encarou mais uma vez com expectativa. Posicionou seu pênis para penetrá-la e sentiu um prazer descomunal invadir seu corpo quando colocou um pouco.

Carly comprimiu os lábios sentindo uma pressão grande tomar conta de si. Ele penetrou tudo com extrema cautela e ouviu a morena gemer um pouco mais alto. Não quebrou seu olhar sobre ela e suas costas foram tocadas de maneira mais bruta. A garota o apertou tentando suportar aquele prazer e novidade que estava sentindo.

Na terceira estocada, Carly se deliciava com a sensação prazerosa. Amou ser cuidada por Griffin e pensar que ele ainda estava admirando a fitando. Ele já soltava lamentos satisfatórios pesados enquanto brincava com o seio direito dela.

Os dois se beijavam enquanto o ritmo se acelerava entre respirações descompassadas. Griffin sentira que ia atingir o ápice quando Carly segurou seu cabelo com força. Rapidamente, se pôs ao seu lado e estocou dali a olhando com extremo tesão. Ela gemia de maneira desconexa e ele pôde sentir todo seu corpo explodindo em prazer. A beijava como se fosse a última vez e tremeu seu corpo quando o líquido saiu.

Na ponta da camisinha, havia uma gota de sangue que evidenciava o hímen rompido de Carly. De maneira estranha, ele gostou daquilo por lembrar ser o primeiro dela. Era incrível o quanto ela era fenomenal em todos os aspectos. Sentiu seu corpo reagir diferente, realmente, nada podia se comparar a um sexo feito com amor. Pegou o objetivo e jogou no lixo que havia do lado de sua cama. Colocou uma cueca velozmente e a envolveu em uma conchinha.

Carly sorriu e o beijou mais uma vez.

— Eu te amo. — falou o fitando com intensidade — Melhor parte disso tudo foi poder ser completamente sua.

— E eu já sou seu muito antes disso.

Os dois sorriram e se aconchegaram juntos até dormirem de fato.

Quando Freddie acordou naquela manhã de domingo, decidiu mandar uma mensagem de texto a Griffin avisando que sairia. Precisava espairecer e encontrar Sam. A esse ponto, já era impossível ficar sem a loira e ele sentia falta dela como se não tivesse a visto ontem.

Após sair do banho, pensou em ir até o bar perto da Ridgeway e torceu para que Sam o atendesse e conseguisse encontrá-lo. Se assustou ao ver que ela respondeu aquela ligação até rápido demais.

— Oi, Sammy. Está acordada?

— Não, Frednerd, aqui quem fala é um robô. A Sam está dormindo, quer deixar recado?

Freddie revirou os olhos com um sorriso bobo nos lábios.

— Como minha namorada é engraçada... — disparou soltando uma risada abafada — Mas, é quase madrugada pra você. Está bem?

Sam sorriu largamente incrédula que ele havia chamado-a de “namorada”.

— Sim. Só fiquei acordada até tarde com a minha mãe falando sobre a clínica e não senti sono até agora. — disse descontraída — Nada demais.

— Tem certeza? A gente pode conversar sobre isso. — ele fitou o relógio de pulso — Quer me encontrar no Beercules daqui a uns vinte minutos?

— Fico pronta em dez. Te encontro lá!

Sam desligou o celular e tomou uma chuveirada rápida. Colocou uma roupa que a protegesse do clima mais ameno que fazia em Seattle e torceu para que não chovesse no caminho. Como ela queria uma moto em uma hora dessas, mas, infelizmente, ainda não tinha a sua. Pensou no quanto teria que trabalhar ou ralar para ter uma parecida com a de Griffin. Mas, aquele era seu maior sonho, seria incrível se um dia conseguisse.

Desceu as escadas e encontrou sua mãe na sala assistindo TV.

— Onde vai essa hora? — disse Pam curiosa com um pequeno sorriso se formando.

— Encontrar o Freddie. — suspirou levemente — Tudo bem?

— Claro. — ela se levantou se aproximando da filha — Sam, não deixa aquilo que conversamos ficar na sua mente. Eu estou com medo de ir para esse tratamento, mas não quer dizer que eu vou desistir.

— Até porque eu não vou deixar. — advertiu ela a encarando com seriedade — Foi horrível aquele dia no hospital. Não deixa isso acontecer de novo, mãe.

— Tenho tentado, Samantha. Mas, é difícil pra mim.

Sam suspirou pesadamente.

— Eu sei. — disse segurando a mão dela — Mas, não ter ido mais visitar o túmulo do meu pai é um bom começo.

— É... — Pam desviou o olhar — sobre isso...

— Mãe! Foi no cemitério enquanto eu estive fora?

— Uma vez! Eu juro! E eu nem coloquei uma gota de álcool na boca!

Sam virou de costas desapontada, mas se esforçou para ponderar. Era uma dor muito forte e ela mesma sentia isso, mas a diferença é que já tinha aprendido a controlar com o tempo. Nada pareceu ser suficiente para arrancar essa tristeza do peito de sua mãe, porém ela precisava tentar. Precisava muito.

— Isso te leva a beber e você sabe. — Sam explicou rígida — Precisa começar a evitar isso e eu vou te ajudar. Um dia vamos juntas até lá e essa vai ser a despedida final, pelo menos, até você estar curada, entendeu?

— Entendido, general. — sorriu fracamente — Agora vai, senão vai se atrasar pra encontrar o menino.

— Eu já estou!

Sam decidiu pegar o ônibus até o bar que Freddie estava. Não tinha uma moto, nem um carro e achou legal pegar o coletivo para refletir um pouco observando a janela. Colocou seus fones no máximo enquanto ouvia The Window Pain de Kirsch & Bass. Apreciava Seattle como nunca havia feito. O céu de cor cinza parecia combinar com as construções velhas que haviam nas ruas. A paleta de cores era harmoniosa, por mais que as pessoas só vissem beleza em colorações vivas. Sam, admirada com a história que aqueles prédios podiam carregar, sentiu-se privilegiada por estar no mundo. Era tudo difícil, complicado e estranho, mas o universo tinha um plano e ela tinha essa sensação. Mesmo que o plano fosse caótico, ainda sim era um plano.

Desceu em frente ao Ridgeway e andou duas quadras até chegar no Beercules. Avistou um topete ainda molhado de longe na bancada do bar e sentou ao lado de Freddie. Ele nem percebera a movimentação da loira e já bebia seu sexto copo de whisky puro.

— Tem nerd que nem vê quando a gente chega, impressionante!

Comentou Sam divertida fazendo Freddie se virar lentamente para olhá-la. Ele sorriu e parecia mais aéreo que o normal. Seus olhos estavam mais espremidos e o castanho era, com certeza, mais escuro. A loira o fitou com mais atenção, mas ainda estava confusa.

— Oi, linda! — Freddie falou quase gritando — Sabia que você é a mulher mais linda do mundo? Eu te amo, Sam! Sabia disso? Sabia que quero que você seja minha namorada? Desde quando o Griffin me falou aquilo que eu quero que você seja minha!

Sam suspirou impaciente e franziu o cenho em um pouco de confusão.

— Freddie, você está bêbado?

— Não. — disse um pouco embolado olhando sua bebida — Mas, a vida é muito curta pra não estar! Vou pedir mais uma.

A loira o segurou pela mão com força impedindo.

— Não vai nada. Está maluco? Quer resolver seus problemas bebendo?

— Quero resolver porra nenhuma, Sam. — disse desanimado — Quero só sair dessa merda que virou a minha vida.

— Para, Fredward! — ela exclamou com extrema indignação — Bebida não tira ninguém da tristeza, só leva ao quase morte como foi com a minha mãe! Acha que minha vida não é difícil? Nem por isso eu saio por aí bebendo até ficar assim! Anda, vamos pra casa.

Freddie parou no meio do caminho que Sam o estava arrastando.

— Não, Sammy, espera! — ela virou para olhá-lo — Eu não posso ir pra casa. Não posso ver minha mãe, não quero ver ela, Sam.

A garota continuou o arrastando e decidiu que o levaria para sua casa. Pegou um táxi de rua e Freddie repousou sua cabeça em seu ombro molenga e sonolento. Sam estava com raiva o suficiente para acertá-lo com uma meia de manteiga, mas sabia que o amor que sentia por ele apaziguava um pouco a situação. Estava prestes a cuidar de Freddie mesmo ele tendo feito algo que ela odiava. "Vou falar sobre isso com ele umas três horas até ele se cansar e aprender", pensou ela.

Pagou aquele taxista com os últimos vinte pratas que possuía e carregava Freddie somente pela mão porque o garoto ainda conseguia andar. Ele só estava abobalhado e desejava deitar em qualquer superfície plana que visse. Pam estava em seu quarto, então não viu os dois entrarem. Sam, por sua vez, arrastou o nerd até o banheiro e o mesmo sentou em cima da tampa do vaso sanitário.

— Você vai tomar um banho, — começou ela — comer o resto de bolo de chocolate que está na geladeira e se recompor. Tranquilo, bobalhão?

Freddie a olhava com os olhos caídos, mas podia se dizer que ele parecia um bobo apaixonado e não um bêbado. Observava a garota sorrindo como um idiota e ela não fazia nada além de fulminá-lo com sua expressão. Bateu a porta do banheiro e torceu para que o moreno fizesse tudo como ela havia dito. Mal podia acreditar que ele estava mesmo querendo esquecer os problemas daquele jeito. Claro que tudo era extremamente delicado e assustador, mas Freddie não podia se entregar assim. Isso é tudo que Leonard quer.

Sentou-se para comer uma última porção de frango frito que ainda estava no microondas e esperou o nerd aparecer recomposto e quase sóbrio. Pensou que a maior patetice de sua vida fora cuidar de um homem bêbado, mas isso fazia sentido já que estamos falando do rei dos patetas.

Pam descia as escadas e se espantou ao ver a filha na mesa da cozinha. Balbuciou um "já voltou?", mas entendeu um pouco quando viu Freddie se aproximando passando a toalha pelos seus cabelos. A bebedeira tinha melhorado um pouco, mas ele ainda não estava cem por cento. O garoto sentou a frente de Sam e esperou que ela o entregasse o bolo de chocolate.

— Freddonho, você tem mão e pé, pode pegar o bolo de chocolate e comer.

Ela estava mesmo bem irritada e queria que o álcool evaporasse logo do corpo dele para que pudessem conversar sobre coisas mais interessantes. Isso havia acabado com a sua empolgação de vê-lo, mas estava tentando se controlar e entender os motivos por trás disso. O viu comendo aquele bolo com garfadas lentas e sorriu de leve contrariando todos os seus pensamentos. Era impossível condenar Freddie por tempo demais.

Pam opinou que seria melhor que ele tirasse um cochilo rápido, então Sam o colocou em sua cama. Riu enquanto o cobria com aquele lençol de donouts coloridos e fez um carinho na sua testa com zelo.

— Te amo, seu idiota. — riu sozinha observando ele suspirar em sono.

Deixou Freddie dormir até o final da tarde, porque ele não acordou até lá. Assistia TV e sua mãe tentava fazer uma janta minimamente decente para os dois. Pam estava refletindo sobre a atitude de Freddie. Já sabia que Leonard era um mau caráter e analisou com atenção a gravidade da situação quando Sam contou. A bebida aliviava as coisas mesmo, mas só por alguns minutos, depois tudo se tornava pior que antes. Ela tinha experiência para falar. Torceu internamente para que ele não repetisse mais esse episódio, senão acabaria mais fraco que seu oponente.

Subiu para o seu quarto afim de buscar seu carregador, mas encontrou Freddie sentado na cama prestando atenção no movimento que fazia com suas próprias mãos. Virou para porta que estava sendo fechada atrás de Sam e encarou a loira.

— Oi. — colocou uma de suas mãos sobre sua cabeça que doía um pouco — Dei trabalho?

Sam sentou na cama de frente para ele.

— Deu, né, bobão? — suspirou — O que foi isso, Freddie? Tem noção do quão doloroso foi pra mim ver minha mãe daquele jeito? — ela desviou o olhar em pesar — Acha mesmo que eu quero ser sua namorada se for assim? Eu não gosto de gente que bebe pra isso, eu não consigo cuidar de mais alguém com essa merda de doença.

Freddie abaixou a cabeça em desânimo e arrependimento. Ele realmente não sabia como lidar com tudo que estava acontecendo. Tudo bem que era bem sucedido e independente com pouca idade, mas ainda sim era imaturo demais para lidar com situações pesadas como essa.

— Eu me deixei levar, mas não sou assim. — ele a fitou sério — Sam, aquele filme da gente no hospital nunca mais saiu da minha cabeça. É sério, eu queria tirar toda a tristeza que você estava sentindo e colocar em mim.

— Então demonstra. Não adianta me falar isso e querer virar um viciado em bebida no primeiro grande obstáculo que aparece. — ela comprimiu os lábios em dificuldade — Eu sou forte, mas não posso cuidar de nós dois sozinha.

— Eu sei e não quero isso, eu prometo. — disse ele — Já tenho tudo arquitetado na minha mente e não é bebendo por aí. Quero realmente denunciar meu pai, mas preciso de testemunhas, preciso que minha mãe concorde.

Sam fez uma expressão confusa.

— Por que ela não concordaria?

— Porque caiu na lábia do meu pai. Quando cheguei em casa ontem eles estavam se beijando e outras merdas aconteceram.

A loira ouviu todo o ocorrido e ficou em choque ao tomar conhecimento de toda essa história. Não imaginava que senhora Benson podia ser o tipo de pessoa que comete adultério em um casamento tradicional de anos. Era uma surpresa atrás da outra e sentia que essa montanha russa estava longe de acabar.

— Eu quero ir na delegacia e provar tudo com as imagens, mas talvez a gente vá pro tribunal e tudo se minha mãe continuar em silêncio.

— Você vai. — disse Sam decidida — É o único jeito de se livrar desse cara, Freddie. Precisa fazer isso com o apoio da sua mãe ou sem.

Ele concordou com a cabeça e ficou firme em sua decisão. Era hora de enfrentar e não fugir. Melhoraria a vida de todos que ele amava colocar esse homem atrás das grades. Percebeu que resolveria a decepção que teve com sua mãe mais tarde, porque isso era pequeno demais diante da crueldade de Leonard. Ele balbuciou um "você tem razão" e Sam o envolveu em um abraço. Colou suas narinas nos cachos dela e se deliciou com o cheiro e com aquele contato.

Amava tanto essa mulher que parecia piada. Encostou na cabeceira da cama e posicionou a loira enrolada em seus braços e repousada em seu peito.

— Meu amor, agora me conta como está sua mãe. Como anda o lance da clínica de reabilitação?

Sam começou e Freddie escutava tudo atentamente. Eles passaram horas ali, simplesmente conversando e aproveitando a companhia um do outro. Poucos momentos eram recheados de paz, mas esse compensava todos os outros de puro caos. Felizmente, eles ainda tem um ao outro.

Notas finais
MEUS AMORES! eu so falo de seddie no twitter pq essa loucura de revival me abalou e eu to bem viciadinha neles de novo! ENTÃO FAÇO UM CONVITE! sigam o twitter @seddievideos lá eu faço as edits que vcs pedem e coloco ceninhas deles em boa qualidade. se quiserem surtar comigo no tt pessoal é @moonlxghtbae comentem o que estão achando e atéeeee mais! ♥ ainda..ainda...ainda