Notas iniciais
amores!!!! finalmente esse saiu!!! obrigada por tudo ate agora! os comentarios, favoritos e recomendações, eu amo tudo e amo vcs! boa leitura!

Griffin já tinha pulado o muro da parte de trás da clínica para não precisar despistar os seguranças da entrada principal. Sair de casa às três e meia da manhã não era seu primeiro plano, mas a culpa parecia estar matando-o dentro do peito. Mesmo que as coisas ficassem complicadas com Leonard, ele não podia mais suportar o peso que carregava sabendo que Pam estava sofrendo sem ter feito nada. Pior que isso só Melanie — garota que ele apreciava cada vez mais — e sua amiga Sam sofrendo algo que podia ser evitado.

Ele tinha uma ideia de onde ficava o porão porque tinha observado bem o local quando acompanhou as meninas na quase-visita. Havia uma escada nas entranhas laterais do prédio, ele apenas precisava chegar lá. Percebeu uma movimentação de médicos olhando pela janela, então pensou um pouco. Na garagem em que estava se escondendo pelos cantos, haviam várias ambulâncias. Foi, então que achou um ferro abandonado ao lado e rompeu uma das janelas.

Como esperado, a sirene de segurança acionou. Ele pôde notar a movimentação dos funcionários mudando rumo ao estacionamento, por isso aproveitou para ir em direção ao porão.

Depois de passar pela escuridão sinistra que permeava naquelas escadas, achou uma porta bege que parecia ser feita de um ferro pesado. Pegou o grampo que tinha em seu bolso e começou suas tentativas de arrombar. Demorou mais que o previsto, mas ele conseguira.

Lá estava ela. Pam Puckett apagada com a cabeça tombando para o lado esquerdo. Seu corpo inteiro amarrado por uma corda quilométrica, ela estava sozinha. Griffin abriu um pouco assustado, mas ajoelhou-se para começar seu discurso. Ele teve o ímpeto de desamarrá-la, então ela acordou percebendo essa inquietude.

— Quem é você? – perguntou quase em sussurro tendo dificuldades em reconhecê-lo.

— Não importa agora. Vou te ajudar. – disse tentando desvendar os nós – Eles vão ligar pra Sam nessa manhã para pedir seu resgate, vamos impedir que isso aconteça, tudo bem?

Ela chorava copiosamente, até que Griffin notou uma expressão surpresa em sua face.

— Que porra é essa? – dizia o capanga principal de Leonard chegando no cativeiro.

Griffin virou-se assustado e engoliu a sua bile que já tinha gosto de ferrugem pela tamanha adrenalina em seu corpo.

— Griffin? – indagou Arthur, o braço direito de Leonard.

Antes de ir para a cadeia, Leonard já havia contado a Arthur todos os seus planos. Eles já eram amigos de longa data e o homem foi um dos únicos a ficar do lado de Leonard quando o escândalo da corrupção estourou. Eram colegas de trabalho e o Benson-pai sempre prometia grandes fortunas ao Arthur se este fizesse tudo que ele pedisse. Arthur não hesitava por ter uma ganância exorbitante.

Conhecia a feição de Griffin porque Leonard o mandara memorizá-la.

— Por favor, não machuca o garoto, ele não tem culpa de nada. – suplicou Pam.

— Moleque, como se atreve? Você estava do nosso lado! Vai trair o chefe? – ele gritava.

Pam arregalou os olhos com toda a força que ainda lhe restava. Então, Griffin sabia de tudo isso e estava compactuando até agora? Mal podia acreditar. Lembrou de o ter visto perto de Sam no dia que a loira teve que ir ao Last Forest Park. Como isso era possível? Até onde havia entendido, todos eram amigos, então por que Griffin compactuaria com algo assim?

— Não é nada disso, eu só preciso que isso acabe! Já foi longe demais! Até onde vocês são capazes de ir por dinheiro?

Griffin levantou-se e cuspia as palavras na frente de Arthur. Não o conhecia até esse momento, mas sentia-se intimidado por seu grande porte e pela sua tatuagem gigante em um dos braços. Não deixou intimidar-se e continuou o encarando com braveza e coragem. Ele podia ter errado até aquele momento, porém era cedo o suficiente que nada valia sua paz e a felicidade das pessoas que amava.

Arthur transpirava ódio de suas narinas e impulsionado por isso, empurrou Griffin com a maior força que conseguiu naquele chão sujo ao lado de Pam. O homem asfixiou o garoto por alguns segundos até que ele perdesse as forças e se entregasse. Buscou uma corda reserva que havia em uma sala pequena ao lado e se apressou ao enrolar no corpo do bad-boy. Griffin tentava respirar ainda sufocado com suas veias saltando do pescoço.

— Avisaremos ao chefe que agora o preço é por dois resgates.

Pam se pôs a chorar mais ainda do que já estava, Griffin fechava os olhos em dor e frustração. Seu celular havia voado para o lado do seu pé e ele estava totalmente imóvel. Uma chamada estrondou no cativeiro quando Arthur saiu trancando a porta. Era mais uma chamada desesperada de Melanie.

— Viu? Ele não atende! – disse Melanie para Freddie enquanto ele preparava algo para ela na cozinha.

Sam ainda não havia se mexido de seu sono e agora tudo que Freddie tinha que lidar era com a irmã gêmea de sua namorada desesperada por conta de um suposto sumiço de seu amigo. Ele, internamente, acreditava que não era grande coisa. Griffin sempre gostava de fugir nas madrugadas e dar uma volta de moto para relaxar. Freddie não queria dizer a Melanie que isso talvez fosse um sinal de que o lance deles estava acabando, pois isso machucaria a garota.

— Você precisa se acalmar. – ele sentou-se na mesa com ela – Ele pode aparecer a qualquer momento, a gente vai continuar prestando atenção. Você quer dormir mais um pouco? Eu preparo o quarto de hóspedes.

— Eu queria ligar pra Carly e avisar. Acho que conhecendo ele, ela pode saber onde ele está.

Freddie revirou os olhos de leve. Estava com um pouco de raiva do Griffin por ele estar tão misterioso com essa história de Carly e Melanie, estava descobrindo sem querer várias informações dele que nem sonhava em saber. Quando, afinal, ele havia ido a uma clínica de reabilitação? Isso era muito estranho. Freddie também achava que todo esse comportamento de Melanie em cima de Carly era muito desconfortável.

— Olha, Melanie... – Freddie começou, mas se interrompeu pelo barulho que escutou se aproximando da cozinha.

— O que está rolando? – Sam perguntou espremendo os olhos – São, tipo, cinco da manhã, por que você está aqui? – ela olhou para Melanie – e por que vocês estão falando a essa hora?

— O Griffin sumiu. – a gêmea disse simplesmente.

Sam bufou já abrindo a geladeira. Mal podia acreditar que sua irmã estava mais preocupada com o "sumiço" de um garoto do que o desaparecimento sério de sua própria mãe. Era ridículo. Ela pensava que Melanie sempre metia os pés pelas mãos e agia ansiosa. Como podia afirmar que Griffin sumiu se nem sabe que horas ele foi embora? Ou que ainda tinha um dia inteiro para que aparecesse.

— Você viaja. – Sam disse impaciente indo até a sala pegar os donouts que procurava.

— Eu viajo? – Melanie seguiu a irmã.

Freddie colocou as mãos no rosto em frustração por ter que assistir a mais uma briga das duas. Sentou-se no sofá tentando controlar o sono derrubador que sentia.

— É, viaja. – ela rebateu relaxada dando uma mordida em uma rosquinha – Você não conhece o Griffin e fica surtando por nada. O garoto adora dar esses rolês de moto na madrugada, para de ser paranóica.

Freddie tentou não sentir ciúmes por Sam saber tanto sobre Griffin.

— Mas, e se for sério? E se ele estiver em perigo, alguma coisa tiver acontecido?

Sam sentou-se no sofá também quase desistindo daquela conversa. Estava inacreditavelmente irritada, porque além de ter sido acordada no meio da madrugada ainda tinha que ouvir essas bobagens. Como estava enojada desse comportamento de Melanie, queria abrir os olhos da irmã.

— E você ficou preocupada assim com a mamãe quando eu te contei meu sonho? Melanie, puta que pariu, você e Carly são iguaizinhas quando se trata de homem. Para de colocar o Griffin no pedestal da sua vida.

Freddie a olhou intrigado, mas contendo um riso. Ele tinha uma namorada bem engraçada, não podia negar. No meio do caos, ela soltava uma pérola assim.

— Não é questão disso! Não seja tão dura comigo, eu só estou preocupada porque isso nunca aconteceu antes! Com a mamãe já tinha acontecido. – ela suspirou olhando Sam com seriedade – Eu realmente gosto do Griffin, Sam, mas eu tenho minha vida na Inglaterra. Já vai ser punição demais ir embora e deixá-lo aqui.

Sam sentiu uma pontada em seu coração. Ela não aguentaria imaginar como seria deixar Freddie aqui se fosse fazer uma faculdade em outro estado, ou fora do país, isso a causava arrepios.

— Mas, espera, as coisas entre vocês estão sérias assim?

— Estão. – suspirou mais uma vez – Eu não queria que estivessem, mas o Griffin já disse que está apaixonado por mim e tudo. Eu também não sei se já me apaixonei assim antes.

— Uau. – Freddie soltou.

Sam pensou em Carly e sobre como a morena ainda usava o anel que o bad-boy havia dado a ela. Tudo aquilo pareceu mentiroso na mente atual de Sam, mas ela também sabia que paixões estão submetidas a acontecer com quaisquer pessoas. Griffin já não era exclusivo de Carly quando eles terminaram e Melanie é alguém bastante apaixonante. Os dois tinham aquela magia galanteadora que conquistava todo mundo, Sam não achou que seria difícil isso ter acontecido entre os dois.

— Curta até o último momento com ele, então. Mas, antes coloque as prioridades da sua vida no lugar. Amanhã vamos a clínica saber sobre o paradeiro da mamãe, então sobe pro quarto de hóspedes e vai dormir logo, Melanie.

— Você quer dizer hoje? Já são cinco e meia, maninha. – Melanie riu tentando descontrair.

— Não enche o saco, por favor. – Sam disse tentando ser ríspida – Eu ainda quero aproveitar as quatro horas de sono que me restam.

Melanie mostrou as mãos como se estivesse se rendendo as ordens de Sam. Subiu até o quarto de hóspedes que estava perfeitamente arrumado e tentou relaxar para tomar as devidas providências quando as coisas estivessem mais claras. Estava preocupada com Griffin, mas talvez sua irmã tivesse razão. Agora as melhores pessoas em que podia confiar eram nos amigos que mais conheciam Griffin.

Freddie encarava o chão enquanto Melanie subia e Sam dava sua última mordida do donout.

— Vem, meu amor. – Freddie a puxou pela mão para que finalmente fossem dormir no quarto.

Sam deitou primeiro, então Freddie a cobriu antes de também deitar-se ao seu lado. Ela se aconchegou em seu peito e ele acariciou seu cabelo perto da franja para que fosse mais fácil do sono de ambos chegar. A loira ainda estava um pouco pensativa tentando certificar-se de aquilo não era um outro sonho revelador ou algo assim. Se Griffin realmente estivesse em perigo, pensou que não poderia lidar com mais esse problema.

— Eu te amo, sabia? – Freddie disse baixinho com uma voz rouca.

— Eu sabia, mas adoro escutar. – ela respondeu rindo ainda deitada em seu peito.

Ele riu e em seguida beijou o topo da sua cabeça.

— Espero que nada tenha acontecido com o Griff mesmo, a Melanie me deixou meio aflito. – disse ele entre suspiros.

Sam acariciava seu pescoço em forma de confortá-lo.

— Não fica. Ela é assim desde sempre, mesmo quando eu não me metia em confusão, ela estava lá, desesperada dizendo que eu não podia mais causar problemas.

— Mas, você é uma máquina de problemas, Puckett.

— Benson, a não ser que você queira levar um soco como nos velhos tempos, eu não estou entendendo toda essa sua gracinha pra cima de mim. – ela falava isso, mas não parava de acariciá-lo.

— Sempre te achei linda brava mesmo. Por mim, tudo bem.

Ela o olhou debochada. Estava prestes a ameaçá-lo com a mão, mas ele a segurou pelo rosto roubando um selinho demorado.

— Agora eu posso fazer isso pra te parar. – ele disse sorrindo de lado.

— A sua sorte é que eu amoleço quando você faz isso. – ela o beijou mais uma vez enquanto ele soltava uma gargalhada baixa. Depositou um pequeno e rápido beijo em seu pescoço também, antes de deitar-se no seu peito de novo.

— É difícil acreditar que estou vivendo meu sonho de domar Sam Puckett e ainda tê-la só pra mim. – ele a agarrou com mais força.

— Eu amo você, seu patetão. – foi a última coisa que disse antes de cair no sono.

(...)

Logo pela manhã, Carly se juntou ao Brad no Groovie Smoothie para que eles falassem sobre o baile de formatura. Shanon Mitchell, a presidente do comitê de eventos da Ridgeway estava doente, então o restante dos participantes elegeram Carly para cuidar de tudo em sua ausência.

Desde a carona, o nome de Brad não parava de piscar em sua mente. Ela sabia que ele não se interessava muito por esses assuntos, mas que seria uma boa maneira de passar um tempo com ele. Realmente havia se sentido melhor depois da conversa que os dois tiveram no carro. Se, agora, Griffin queria estar com outra pessoa, por que ela não poderia? Não queria dizer que essa pessoa seria Brad, mas também não seria nada mal.

— Te rejeitaram como estagiário do webshow por que apareceu um cara mais gato? – Carly ria da história que Brad contava.

— Foi exatamente isso. Mas, depois eles consertaram tudo me contratando de novo. Eu passei um tempo trabalhando com eles, acho que vai contar pra minha experiência na faculdade. – ele respondeu com humor dando mais um gole em sua vitamina.

— Menos mal, então. – ela disse por fim.

Brad a olhou um pouco mais incisivo dessa vez. Ele encarava alguns detalhes de seu rosto, enquanto Carly acompanhava um pouco envergonhada. A pedra que reluzia de seu dedo anelar era interessante para ele, parecia um anel caro, uma joia luxuosa. Brad ficou curioso sobre o que significava, mas ainda mais para saber por que as bochechas dela coravam de maneira tão adorável.

— Antes de te mostrar o design que eu montei da festa, eu queria te perguntar uma coisa. – ele olhava para as próprias mãos nervoso.

— Pode falar. – Carly soltou a vitamina e escondeu sua mão porque sabia que Brad estava encarando o anel que Griffin havia lhe dado.

— Se o Griffin não tivesse aparecido na festa do começo de semestre, acha que podíamos ter ficado juntos? – suspirou nervosamente – Sabe, eu estava despejando vodka na sua boca e tudo foi estranho e rápido. Mas, eu sempre te olhei diferente, Carly, desde o primeiro ano.

Ela arregalou um pouco os olhos, mas percebeu que ele estava prestes a continuar falando.

— Eu não sou nenhum babaca, claro que nunca me meteria no lance que você tinha com o Griffin. – ele segurou a mão dela – Só que agora eu sinto que preciso fazer algo, não posso perder essa chance.

Carly sentiu o toque dele em sua mão e sentiu algo bom, como há muito tempo não sentia. Uma paz invadiu seu coração e finalmente ela sentiu-se pronta para deixar uma sensação de carinho e extremo carinho permanecer em seu corpo. Brad era um cara legal, ela sabia disso.

— Você não precisa perder nada. – sorriu – Estamos juntos aqui, não estamos?

Então, ela arrancou o anel que usava — aquele anel — e jogou dentro da bolsa. Sorriu para ele e este, por sua vez, sorriu de volta sabendo exatamente o que aquilo significava.

Voltaram a discutir os detalhes do baile e Carly ainda admirou-o mais por ter feito com paciência todos aqueles visuais apenas para algo que ele nem mesmo se importava. Estava começando a perceber como ele era doce, atencioso e tinha as melhores falas para fazê-la sentir melhor. Com ele, tudo era fácil e simplesmente acontecia. Isso era algo que a morena conseguia apreciar.

— Mas, me fala aí, Carly? E a Sam e o Freddie? Loucura eles estarem juntos!

Carly apenas sorriu pensando onde eles podiam estar.

Freddie cutucava Sam de leve enquanto se desvencilhava do abraço em que eles permaneceram durante a noite. Deu uma boa olhada em sua face angelical que não mudava em nenhum centímetro e riu de leve. O sono daquela garota poderia ser comparado a força de Darth Vader, mas Freddie nunca falaria isso em voz alta perto dela, afinal, ela não entenderia e seguiria horas a fio o chamando de nerd.

Ele observou que seus cachos envolviam o travesseiro lindamente, quando ela virou de costas para ele. Então, começou a acariciá-los. Não demorou muito para que depositasse leves beijos em sua bochecha a envolvendo em uma conchinha. Sam já esboçava um leve sorriso em seus lábios, mas permaneceu quieta apenas para aproveitar mais aquele toque.

— Eu já sei que você acordou, loira. Pode abrir os olhos, eu vou continuar te beijando. – ele dizia entre os beijos.

— Não, eu não acordei, se eu admitir isso vou ter que levantar e te deixar aqui. – ela dizia manhosa e sonolenta.

— Você sabe que se eu pudesse iria pra clínica com vocês, mas eu prometo ir buscar.

— Tudo bem, Freddie, eu sei que está preocupado com seu pai porque ele não te ligou até agora. – suspirou levemente – Eu acho que você devia esperar um pouco antes de visitar, mas eu imagino a agonia que está sentindo.

Freddie apenas sorriu um pouco e se dirigiu a sua suíte. Fez a higiene pessoal e então pensou que seria bom tomar um banho gelado. Sam estava logo atrás e também já tinha escovado os dentes e jogou água no rosto. Com a toalha na mão, ela terminava de esfregá-lo quando percebeu o olhar ambíguo que Freddie lançava a ela. Ele já estava perto do chuveiro, completamente sem roupa, então Sam apenas conteve uma risada.

— Benson, isso não pode ser sério. – ela gargalhou.

— Por que não? – ele saiu do box e se aproximou dela. Ainda rindo, ela encostou com as mãos perto do pescoço dele. Freddie a segurou de maneira firme pela cintura e a beijou calmamente nos lábios. — Saudade de você.

As risadas da garota se intensificaram.

— Como assim saudade? A gente está literalmente grudado por quase vinte e quatro horas, Fredducine.

Ele ainda não parava de beijá-la por toda a extensão de seu rosto e pescoço. Entre risadas sutis, se deliciava com o gosto, textura e cheiro que a pele exalava. Ele, particularmente, achava que cada centímetro era simplesmente viciante. Freddie amava o aroma natural que seus cabelos tinham, a maciez que sua pele simplesmente se firmava e o sabor quente e doce que pareceu estar fixado.

— Nunca é o suficiente. – ele sussurrou encarando-a nos olhos.

Freddie a beijou com fúria e as línguas se chocaram em pura harmonia e eletricidade. Sam achou que suas pernas poderiam encontrar o desequilíbrio a qualquer momento, então firmou suas mãos volta de suas costas enquanto ele a firmava no chão segurando com força sua cintura. Ela sentia sua alma ir ao céu e voltar, seu coração tremer e seu corpo vacilar. Os efeitos que Freddie causava nela estavam a beira do surrealismo.

— Eu não quero nunca mais acordar de outro jeito. – ela disparou em um quase lamento e ele apenas riu baixinho.

Eles continuaram a se beijar enquanto Sam massageava a intimidade de Freddie. Ele já estava soltando alguns grunhidos de satisfação contra os lábios dela o que só a fez intensificar o ritmo. Seus cachos entrelaçados nos dedos dele só aumentavam o tesão e a sinergia que os corpos transpiravam. Ele espremia os olhos pelo extremo prazer que já sentia e seus toques em Sam já não eram suaves.

Os lábios se roçaram pela brutalidade que o beijo se encerrou, então Freddie apenas permaneceu com a boca entreaberta quando Sam ajoelhou-se para chegar mais perto de seu pênis.

Eles não paravam de se encarar mesmo com todo o suspense que a loira fazia para entrar em contato direto com a genitália dele. Sam podia sentir que Freddie ansiava pelo toque de sua boca, mas ela aumentava mais e mais a gana dele apenas ainda massageando com as mãos. O moreno lambeu os lábios e prendeu os cabelos de Sam com os dedos como em forma de auxiliá-la.

Ela formou um sorriso diabólico e começou sugando os testículos. Freddie deixou escapar um gemido rouco e extremamente satisfeito quando ela continuou se demorando ali. Sam lambia toda a base até a ponta exalando um incrível prazer que percorria seu corpo: amava ver Freddie derretido por seus toques. A garota se pôs a sugar com forte ímpeto todo o membro em movimentos de vai e vem.

Resistindo o suficiente, o nerd não havia soltado nenhum fio de cabelo dela enquanto acompanhava as pequenas minúcias daquele movimento. Seus olhos rolavam, sua respiração se intensificava.

— Sammy, eu estou chegando, olha pra mim. Como você é deliciosa! Continua... – ele dizia em um tom que Sam jamais havia visto.

Sentiu um tesão inexplicável percorrer seu corpo quando os olhos azuis estavam hipnotizados em sua face. Ele podia sentir o ápice percorrendo um longo caminho pelo seu corpo inteiro e quando soltou, foi algo incrivelmente intenso.

Ela apenas engoliu se reerguendo e Freddie pendurava uma feição encantada no rosto. Sam o abraçou forte e ele apenas respirou fundo fechando mais uma vez os olhos. Se olharam. Os tons se misturavam de tanta junção que havia acontecido nesse momento íntimo. Ele a segurou pelo rosto, incisivo, firme. Ela recebeu o toque com seriedade.

— Eu te amo tanto, Samantha. – ele não parava de fitar seus olhos nos dela. — Você é... incrível.

Sam apenas o beijou e foi como se os fogos de artifício apenas explodissem em câmera lenta em seus corpos. Era um beijo suave, mas intenso. Eles podiam sentir que havia uma selagem de sensações e sentimentos.

— Eu fico melhor quando estou com você. – ela se pôs a tirar a roupa – Vem, vamos tomar banho.

Sam sorriu apenas por vê-lo sorrindo. O amor deles poderia ser mais que inexplicável.

Melanie já se encontrava arrumada na sala assistindo qualquer programa de TV. Nem pensou em bater no quarto de Freddie para não repetir a cena de vê-lo quase pelado mais uma vez. Pensava em Griffin, mas acima de tudo pensava em sua mãe. Era a primeira vez que realmente considerava o sonho como uma possibilidade. Agora, ela sentia uma angústia e aperto no coração pela incerteza de Griffin, então chegou a conclusão que sua irmã podia ter sentido também.

Até agora o bad boy não havia respondido nenhuma de suas ligações, então com certeza isso havia deixado-a um pouco mais preocupada.

Já assistia a programação do mesmo canal mudar pela terceira vez quando os dois finalmente estavam descendo as escadas. Aproximou-se e tentou quebrar aquele clima de tensão que já instaurava no ar.

— Vocês precisam parar de transar em momentos decisivos. – Melanie disse descontraída.

Sam apenas revirou os olhos sorrindo fraco e Freddie comprimiu os lábios como quem assume um erro. Eles sorriram simultaneamente depois de um tempo enquanto a gêmea menos doce pegava os dois donouts que haviam sobrado para comer no caminho.

— Levem meu cartão pra pagar o táxi. – disse Freddie perto da porta.

— Tudo bem, Freddie, estou com dinheiro aqui. – avisou Melanie.

— Certeza?

— Tenho, tenho. Fica de boa. – respondeu prática.

— Tudo bem, tem vezes que vocês parecem realmente gêmeas idênticas. – Freddie brincou se referindo a direta de Melanie.

Melanie revirou os olhos enquanto acompanhava o trajeto do táxi que havia pedido pelo celular. Sam ia logo atrás, enquanto Freddie ia para o lado oposto rumo ao estacionamento. Era um pouco longe o trajeto até a clínica, então se apressaram ao entrar assim que viram o táxi indicado já parado na porta.

Sam não parava de pensar na possibilidade de sua mãe estar em perigo. Melanie só queria saber se os médicos admitiriam que ela sumiu porque tinha fugido. Eram milhares de pensamentos incertos e aflitos, cada uma tinha seus tormentos. Enquanto Sam não podia evitar pensar nas complicações que Freddie estaria enfrentando nesse momento visitando seu pai na cadeia, a outra gêmea se preocupava com Griffin. Ele ainda não havia ligado e nem sequer mandado uma mensagem. Sabia que não seria propício comentar isso com a irmã, mas seus pensamentos fixavam-se nele.

Em certo ponto, Sam também estava aflita com Griffin. Era realmente estranho até essa hora ele não ter aparecido, ou notado a ausência da sua irmã. Não queria dar maior importância a isso do que o caso de sua mãe e isso que a chateava em Melanie, ela não sabia dosar suas reações. Podia estar apaixonada por Griffin, mas Sam sabia que nada poderia ser mais importante que Pam e inclusive achava que a irmã precisava entender isso também.

— Viemos conversar com o doutor Mitchell sobre Pam Puckett. – ela dizia para a recepcionista da clínica.

A mulher lançou um olhar um pouco desconfiado para Melanie. Parecia estar nervosa e não sabia o que responder, mas resolveu ir pelo caminho mais fácil.

— Pam Puckett não é mais paciente dessa clínica.

— Eu sei, senhora, por isso queremos saber o que aconteceu. Nossa família não foi avisada. – Melanie rebateu.

— Como assim não foi avisada? O nosso superior me garantiu que tinha feito o telefonema. – as duas se entreolharam – Vocês são o quê da paciente?

— Filhas. – responderam em uníssono.

A sala ficou em completo silêncio depois disso. As duas puderam ouvir a Range Rover de Freddie derrapar na porta. Elas tentaram entender o que a recepcionista fazia, olhavam atentas, mas a aflição as deixava cegas para realmente compreender o que ocorria ao redor. Melanie tinha um olhar pesado para Sam, como se pedisse desculpa por não ter acredito na possibilidade de perigo que Pam podia estar correndo.

Quando o celular de Sam tocou alto, ela hesitou em atender porque era um número desconhecido. Se afastaram da mesa da secretaria e as duas olhavam fixo para o telefone. Aquilo podia responder muitas perguntas ou simplesmente arruinar qualquer esperança que elas tenham nutrido no coração. Quais eram as chances de ser uma boa notícia? Então, contrariando todos os seus sentimentos, Sam atendeu.

A voz grossa que cuspia as palavras do outro lado da linha a deixaram aterrorizada de verdade, pela primeira vez na vida. Não aguentava mais ser forte com todas as piores coisas do mundo acontecendo com ela. Seus olhos marejaram quando escutou a voz de sua mãe gritando por socorro, esse som era inconfundível e ela mal podia acreditar que seu sonho era a mais pura realidade. Como pagaria esse resgate se não tinha um tostão? Melanie a encarava ansiosa por uma resposta clara, não entendia o motivo do choro e sentia um nó se formar em sua garganta só por deduzir o que podia estar acontecendo.

Sam correu para fora e Freddie observou. Ele saiu do carro afobado de encontro a ela. O brilho dos olhos dela haviam sumido e ele sentiu seu peito encher de angústia. Já havia visto Sam reluzir naquele mesmo lugar, debaixo daquele mesmo sol, mas agora ela refletia trevas. Ele estava assustado, mas acima de tudo profundamente triste.

— Minha mãe foi mesmo sequestrada, Freddie! – ela enterrou a cabeça no corpo dele os envolvendo em um abraço extremamente forte.

Ele fechou os olhos em desespero e decepção enquanto Melanie corria para dentro da Range aos prantos. Freddie ainda segurava Sam como se fosse a última coisa a se fazer na Terra, ele pensava que a garota podia escapar. Mais do que nunca, sentiu que toda aquela dor devia ser passada para o corpo dele. Queria protegê-la, queria guardá-la. Segurou-a pelo rosto de maneira firme, os olhos dos dois soltavam lágrimas gordas, mas eles estavam conectados por esse gesto. As íris mexiam freneticamente e Freddie limpava algumas que caíam ali em sua bochecha.

— Me escuta, Sammy, me escuta. Eu estou aqui com você, entendeu? A gente vai fazer o impossível pra salvar a Pam e colocar os responsáveis na cadeia. – ela queria desviar o olhar, mas ele chamou sua atenção de maneira forte – Olha pra mim, eu não quero que você sinta medo, eu não quero que você enfraqueça. Eu juro que vou usar tudo que eu tenho pra resgatá-la. Sam, eu juro.

Ela chorava copiosamente em seu peito e Freddie não queria soltá-la. Genuinamente, ele queria focar todas as suas energias e seus recursos no bem estar da família da mulher que amava, mesmo que a sua estivesse se desmanchando. Leonard o contara que está com um câncer terminal hoje, porém Freddie resolveu que lidaria com sua dor depois.

Notas finais
COMENTEM O QUE ESTAO ACHANDO POR FAVORZINHO???? carly e griffin ou carly e brad? hmmm.... ate mais! nao quero demorar p postar, viu! to trabalhando nisso ♥