Changes of Destiny

8 O outro lado daquela tarde


Notas iniciais
Esse cap é bem focado em Carly e Griffin por motivos de: impossível não shippar!!! O foco da fic é Seddie ainda, então não surtem, já já eles estão de volta Aproveitem e shippem Criffin!

Carly olhava para o relógio fixado na parede perto da lousa da sala de aula ansiosa para aquele primeiro dia na escola tivesse um fim próximo.

Hora tentava pensar em Griffin para fazer o tempo passar, hora olhava para os lados em busca de aparentemente nada, mas achava que aquilo estava desentediando um pouco a aula.

Era o último tempo e ela só queria dar um jeito de encontrar o motoqueiro para que eles pudessem terminar o que tinham começado na tarde de ontem.

Ela queria poder reviver aquilo muitas vezes. Felizmente, podia fazer isso em seus pensamentos.

Quando Carly tinha batido a porta do quarto de hotel irritada, ela desceu rapidamente pelo elevador que felizmente ainda permanecia no mesmo andar.

Admirou o hall de entrada novamente com certo deslumbre, afinal aquele era um hotel realmente chique.

Se virou para a bancada da recepção e avistou de relance uma jaqueta preta em uma das poltronas que ficava ali perto. Riu sozinha ao ver Griffin concentrado mexendo em seu celular com os seus fones de ouvido enquanto batucava com os dedos uma música que parecia ser um rock clássico dos anos 80 em sua própria perna.

Carly decidiu se aproximar tirando um dos lados do fone do ouvido do garoto.

— A sua sorte é que eu desci e não os dois. Imagina se eles te pegam aqui ainda! — disse dando um riso largo.

Griffin tentava não parecer um bobo apaixonado olhando para ela. Estava usando algo que provavelmente seria a última moda e ele podia sentir isso, mesmo que não entendesse nada do assunto.

O barulho que suas pulseiras brilhantes faziam quando Shay mexia as mãos enquanto falava era adorável. Ele estava mesmo admirando pequenas coisas e nem tentava mais lutar contra isso. Tinha confiança no plano, no que sentia e na determinação que tinha.

Griffin Andrews precisava de Carly Shay.

— Você fica linda dando esse sorriso aí, sabia?

Sei lá se dá para acreditar em amor à primeira vista, mas era basicamente isso que estava acontecendo entre os dois. Talvez a complementação, os jeitos opostos, os estilos diferentes tenha se encarregado mais da atração repentina do que eles mesmos em si.

Ninguém poderia racionalizar o que estava acontecendo.

E essa é a graça.

— Para, seu bobo! — disse a morena colocando suas mãos no rosto como se pudesse sentir que tinha corado. — Mas, agora, sério... nenhum de nós tem o que fazer agora, você não quer ir lá em casa?

O bad-boy quis respirar fundo para não pensar nada malicioso naquela hora. "Carly Shay é uma menina muito doce e pura para pensar em algo assim!", pensou ele.

— Por mim, fechou. — lançou um sorriso — Você quer ir na minha moto?

A morena deu um suspiro um pouco longo. Ela não era tão fã assim de motocicletas, afinal, aquele troço era feito para cair! Preferia mil vezes seu bom e velho carrinho e achava que estava mais segura desse jeito.

— Vamos pegar meu carro mesmo. Ele está estacionado bem em frente! — tentou apontar indicando o lugar certo.

Sentia medo de que Griffin não se impressionasse tanto assim com seu automóvel. Aquele não era o carro do ano, nem muito menos podia se comparar a exclusividade da Harley Davidson do garoto.

O cara era montado na grana, mas Carly estava prestes a descobrir que ele não ligava para dinheiro e muito menos para a quantia que os Shay possuíam. Ele gostava dela e era um fato indiscutível. As coisas fúteis não preenchiam a mente do garoto.

Quando chegaram no loft da morena, Griffin não pôde deixar de reparar em tudo com mais atenção. Claro que já tinha achado incrível que Carly tinha um elevador dentro de seu apartamento, mas com toda aquela gente e meia luz não deu tempo de analisar a decoração.

Era tudo divertido e nada parecia combinar. O motoqueiro riu sorriu discretamente pensando que seria insano se o seu apartamento em Seattle fosse daquele jeito. Sem regras, sem design de interiores opinando e sem simplicidade.

Insano de um jeito bom.

— É bem maneiro esse apê que vocês moram! Seu irmão não está?

— Eu adoro morar aqui, é bem de boa pegar o elevador quando estou com preguiça de subir as escadas. — ela disse se dirigindo a cozinha — O Spencer tem sumido esses dias, passa horas no lixão procurando coisas novas. É que ele é escultor, sabe? Precisa de material.

— Enfim, quer chá gelado? — a morena perguntou por fim.

— Sim, valeu! — respondeu ainda dando uma checada na casa.

Sentou-se no sofá enquanto esperava Carly com as bebidas pacientemente. Tinha curiosidade em saber em o que levaria uma tarde inteira do lado daquela mulher que já havia se tornado protagonista dos seus sonhos mais puros aquele ponto.

Falando de Griffin Andrews, sabemos que os impuros estão incluídos também.

Deu seu primeiro gole no chá olhando para a morena que já tinha se sentado ao seu lado. Deixou o copo em cima da mesinha de centro que havia bem na frente.

— Acha que o plano vai dar certo? — começou ele puxando assunto.

— Não sei. Eu saí logo de lá porque os dois começaram a discutir como crianças, — revirou os olhos ao se lembrar — é meio loucura você pensar que eles podem sequer ficar.

Griffin gargalhou alto.

— Não é não. A Sam deixa o Freddie todo maluco. Essas brigas só devem aumentar o tesão que ele tem nela.

"Os garotos conversam mesmo sobre isso?", pensou Carly.

— Em pensar que isso tudo é para não magoar a Sam... — suspirou — tomara que esteja funcionando.

— Eu não acho que seja por isso.

Griffin passou seu dedão com delicadeza sobre a bochecha da morena e se aproximou a olhando nos olhos. Ele queria tanto aquilo que estava torcendo para que não tivesse sendo um sonho. Quando reparou que o olhar de Carly já havia desviado para sua boca, não resistiu e a beijou com delicadeza.

Shay acariciou as mãos do garoto que agora estavam na lateral do seu rosto beirando a nuca. Sentiu que podia explodir por dentro de tanto que seu coração acelerava.

O beijo começou a se aprofundar e se tornar mais caloroso. Griffin desceu uma de suas mãos para a cintura da garota enquanto dava pequenos apertões naquele região.

— Espera. — disse Carly ofegante se separando do beijo.

— O que foi?

Ele estava preocupado. Havia feito algo errado? Ela tinha odiado?

— Eu preciso que você saiba de uma coisa... — suspirou e desviou o olhar para qualquer lugar que não fosse o bad-boy — eu nunca fiz nada, Griffin. Eu sou virgem.

Em outros tempos, Andrews escutaria isso e seria como um repelente. Se afastaria na hora, inventaria qualquer desculpa para ir embora e prometeria ligar mesmo que não tivesse o número da menina.

Mas, aquela não era qualquer garota.

Ele começou a se animar com a possibilidade de ser o primeiro da vida da morena e se sentiu privilegiado com isso.

— E o que tem? Não estava tentando transar com você. Apenas te beijei.

Ela respirou forte em alívio se reconectando com os olhos esverdeados de Griffin. Suas pernas pareciam ser feitas de gelatina, suas mãos já mexiam nervosas e seu coração iria sair pela boca a qualquer momento.

— Shay, eu te acho incrível! — ele continuou — Assim que bati meus olhos em você, sabia que não era qualquer garota. Você é especial e eu quero que se lembre disso.

Carly sorriu largamente e iniciou outro beijo nos lábios do moreno. Estava sentindo-se desejada sem vulgaridade pela primeira vez. Podia sentir que o universo estava conspirando ao seu favor, bem ali, ao lado de Griffin.

A morena sentiu seu corpo pular ao sair de seus devaneios por conta do alarme alto que tocara. Até que enfim aquela aula tinha acabado e ela se sentia sortuda por, pelo menos, poder ver Griffin no pátio da escola.

Ao chegar no seu armário, Sam estava lá atrapalhada com alguns cadernos e livros na sua mão.

— O que está fazendo? — soltou Carly arrancando um mini-susto na loira.

— Estou tentando fazer esse monte de porcaria caber no armário! Não quero mais carregar essa mochila cheia de tralha! — dizia sua amiga enfurecida tentando inutilmente encaixar um livro grosso de Biologia por cima do caderno de Matemática.

— Não estou falando disso, você está com os shorts de Educação Física! — Carly riu — Ninguém tem essa aula no primeiro dia.

Sam sentiu seu peito gelar de nervoso, mas sabia que não podia transparecer.

— A-ah, eu tomei um banho desse bebedouro inútil e tive que tirar minha calça. Imagina o bando de idiota que ia me zoar se eu estivesse com a piada do mijo pronta no meio das pernas.

Disse com uma quase naturalidade, levando em conta que o que estivera no meio das pernas de Sam nesta manhã não tinha sido mijo e muito menos a água do bebedouro defeituoso.

Precisaria se esforçar o dobro para guardar aquele segredo. Era difícil mentir para Shay, quase impossível.

Mas, era conseguir ou nada feito.

Notas finais
Saca a diferença desses casais kkkkkkkk.... Criffin tão purinho, num guento não!