Notas iniciais
mudanças de cenario? temos pq deu a louca nela, na autora... AMO os comentarios. juro que me da força p viver e escrever. obrigada mesmo, de verdade! aproveitem e tentem não morrer de ansiedade. amo cada um e boa leitura! ♥

Marissa só conseguiu ser socorrida por uma vizinha na parte da tarde. Não tinha nenhum amigo naquele edifício, mas depois de ter gritado algumas horas, uma vizinha de porta escutou seu lamento ao chegar em casa.

Seu olho estava completamente inchado e ela se negou a ir ao hospital. Mentiu que tinha sofrido um acidente quando escorregou no banho, mas a senhora Looserman — a vizinha em questão — pareceu não acreditar muito. Se virou apenas com o kit de primeiros socorros que tinha em sua casa e pressionou uma compressa de gelo no local até o fim do dia.

Ainda estava desesperada pela ameaça de Leonard. Já tinha uma ideia do que fazer, mas não queria prejudicar Freddie. Decidiu ligar para o mau caráter — já que se lembrara que tinha adicionado seu número aos contatos quando ele telefonara avisando que voltaria a Seattle — para negociar aquele prazo. Viveu com aquele homem por mais de uma década, não era possível que ele não demonstraria um pingo de compaixão.

— Sabia que ia se render, Marissa. Pode começar me passando o endereço que ele está. — Leonard disparou antes mesmo de dizer "alô"

— Eu ainda não tenho essas informações. — suspirou pesadamente — Por que fez isso? Sei que você se tornou um canalha, mas nunca achei que fosse capaz disso. Não comigo. Sou a mãe do seu filho.

Ele riu sem humor do outro lado da linha antes de tragar mais uma vez seu cigarro.

— E você lembrou disso quando fez aquela palhaçada comigo?

Marissa respirou fundo. Era difícil revirar o passado, ela se arrependia amargamente de muitas coisas.

— Isso já faz mais de dez anos, esqueça! — esbravejou.

— Impossível. — ele deu uma pausa para soltar a fumaça de seu peito — Piranha por piranha foi melhor ter buscado uma mais novinha mesmo. Porra, eu me casei com a mulher que me dedurou pra polícia e ainda fodeu com outro na nossa própria cama. — mais uma vez deu uma risada, mas não era nada divertida — Eu era muito otário, Marissa. Ralei para ganhar uma fortuna só pela nossa família e encontrei uma puta em casa em vez da mãe do meu filho.

— Você estava muito ausente! — gritou sem pensar — Além do mais, quer vingança? Faça apenas comigo! O Freddie não tem culpa.

— O garoto me enoja. — disse ele com frieza — Tudo que vem de você me enoja. Se fazer da vida dele um inferno traz sua infelicidade, saiba que não vou hesitar em fazê-lo. — tirou o excesso de cinzas no cinzeiro a sua frente e continuou — Aliás, se você ousar me desobedecer ou me prejudicar, eu posso acabar com o amor que o Fredward sente por você em segundos. Imagina descobrir que sua própria mãe é uma vagabunda sem valor.

A mulher respirou com força tentando conter sua raiva, mas foi em vão.

— Cala a boca! — fechou os olhos em derrota após ter gritado — Eu vou te dar o que você quer. Eu só preciso falar com um amigo do Freddie, o...

— Griffin! — Carly dissera após descobrir que o garoto havia escondido muitas cartas para ganhar aquela partida do jogo que jogavam.

Após a saída de Freddie e Sam, os dois foram a casa do bad-boy conversar mais uma vez sobre toda aquela história. Griffin abriu-se e confessou que estava muito magoado pela desconfiança de Carly. Ela, então, o explicou que não tinha malícia em si e que era muito boba para lidar com certas coisas. Seu medo foi exagerado, mas ela se arrependera e prometeu que nunca mais duvidaria do caráter do garoto.

Ainda estava confusa com a história da moto roubada, mas Griffin a simplificou um pouco. Era o sonho de David ter uma Forty Eight e aquela era a última que a empresa estava disponibilizando. Não era muito empático deixar seu amigo se prejudicar apenas por uma moto, mas David conseguira contornar a situação após subornar os diretores. Nada estava certo naquilo tudo, mas o motoqueiro sentia que devia ficar no passado. Fizera o que fizera e não adiantaria remoer o que ficou pra trás.

Ele dissera que seu futuro era Carly e que isso o bastava.

— Ah, amor! Você está ganhando todas, eu queria ganhar só uma! — falou ele com um tom infantil.

Carly riu e fora sentar-se no colo de Griffin enquanto ele dava mais um gole em sua garrafa de cerveja. Àquele ponto, os dois já haviam dormido juntos a noite passada e se encaminhavam para mais uma. A menina ainda era virgem, mas rolaram umas preliminares em aquecimento na noite anterior. Não havia parado de se sentir segura com ele em nenhum momento, então achava que a hora estava cada vez mais próxima.

Ele a envolvia pela cintura enquanto sentia o gosto de cereja que estava impregnado em seus lábios. Não havia parado de amar os gostos diversos que existiam nela desde então. Seu coração já estava completamente domado pela morena e ele nem tentava mais lutar contra isso, apenas queria fazer dar certo a qualquer custo.

Lamentou deixando escapar um som quando ouviu seu celular tocar. Quem era o sem noção ligando a essa hora da noite? Griffin apenas intensificou o beijo ignorando o barulho.

— Você não vai entender? — ela dizia entre selinhos.

— Deixa tocar. — disse descendo para beijar seu pescoço.

Carly soltou uma risada contida, mas ainda estava preocupada.

— Amor... pode ser importante.

Griffin cedeu levemente impaciente e levantou-se um pouco para pegar o celular do bolso. Viu que era senhora Benson no detector de chamadas e estranhou. Ele realmente não queria atender, afinal aquela mulher era uma mala. Mas e se tivesse acontecido algo com Freddie?

— Senhora Benson? — indagou finalmente atendendo.

— Ah, ainda bem! É o Griffin, não é?

— Sim, aconteceu alguma coisa?

Ele levantou da cadeira fazendo Carly se afastar um pouco. Ela o fitava em confusão tentando acompanhar o que acontecia.

— Eu preciso que me diga onde o Freddie está. É urgente. — disse entre algumas respiradas. Realmente estava nervosa e não pretendia contar a ele o que Leonard fizera.

O bad-boy revirou os olhos pensando que esse era mais um de seus controles obsessivos com o Benson. Estava decidido a não dizer porque assim prometera a seu amigo.

— Desculpa, senhora Benson, mas o Freddie não quer que ninguém saiba.

— Eu sei, garoto, mas não temos muito tempo até ele vir me cobrar. — suspirou — Me ajuda.

— Ele quem? — Griffin imediatamente formou uma expressão confusa.

— O Leonard. — quando dissera, o motoqueiro arregalou os olhos em desespero — Ele me ameaçou para saber o paradeiro do Freddie. Você precisa me dizer, Griffin.

O garoto ficou pensativo. Freddie havia levado seu computador, então poderia checar seu e-mail ou algumas de suas redes sociais lá. Não queria dar aquela informação de bandeja ao Benson-pai, então achou melhor encontrar uma solução sozinho.

— Você me deixa resolver isso? — respirou pesadamente — Eu vou dar um jeito de falar com o Freddie até amanhã de manhã. Você pode esperar até lá?

A voz do homem ecoou em sua mente quando ele disse vinte e quatro horas. Mas, era pegar ou largar. Essas amizades adolescentes eram muito leais para Griffin ceder facilmente.

— Tudo bem. Mas precisa ser extremamente cedo! Me avise.

— Pode deixar. — disse por fim antes de encerrar a ligação.

Não fazia ideia de que Marissa havia sofrido a violência física porque ela pretendia deixar isso em segredo. Sua relação com seu filho era a coisa mais preciosa que tinha, não podia arriscar só para deixar Leonard apodrecer na cadeia. Por mais que quisesse, sabia que esse era um caminho extremamente perigoso e possivelmente ineficaz. Ele era muito poderoso para cair em truques baratos.

— O que houve? — perguntou Carly em um tom de preocupação.

Ela já havia visto a feição de Griffin mudar completamente. Boa coisa, com certeza, não era. Pensou ser algo relacionado ao pai de Freddie, porque assim que ele chegara a morena pôde observar o bad-boy com medo de verdade pela primeira vez.

— Vou te explicar, amor. — ele disse se direcionando ao seu quarto — Vem comigo, preciso enviar uma coisa pro Freddie.

Os dois passeavam de forma tranquila pelo centro de Last Forest Park. Já haviam comprado os celulares, agora estavam em busca de dois chips para habilitá-los.

Passaram a tarde assistindo TV e rindo com um episódio maluco de Celebridades Embaixo d'Água. Freddie achara que nunca mais teria uma reunião de Friends porque David Schwimmer demorara tempo demais ali.

O garoto não pegara mais no computador por receio. Ele queria realmente ver o que estava acontecendo, mas depois de se lembrar o quão perigoso era seu pai sentiu medo de tomar conhecimento de alguma tragédia. Se permitiu relaxar naquele dia com Sam e decidiu que veria as imagens de cabo a rabo quando voltasse a casa. Agora, estava concentrado em achar uma mecânica aberta para pegar um pouco de graxa para seu carro. O motor fazia um barulho esquisito, então desejava resolver.

Olhava em volta sentindo uma brisa suave intensificando seus dedos entrelaçados nos de Sam. No meio de todo aquele caos, encará-la ainda era uma boa maneira de recuperar a paz e suas forças. Se lembrava em silêncio de sua voz baixa e doce o dizendo que o amava sem que ela nem desconfiasse. Tinha vezes que estava ao seu lado e ria contidamente se recordando.

— Eu tava pensando aqui, nerd. — disse ela pisando na grama que rodeava o lago — Eu sempre faço isso, né?

— O quê?

— Te falo as maiores declarações no meio do sexo. Parece até que eu estou mentindo ou envolvida só pelo tesão, sei lá. — riu baixinho — Você é todo vulnerável, eu não estou tentando me aproveitar de você não, tá?

Freddie a olhara com deboche. Todo vulnerável, como assim? Ela era a primeira mulher que recebia seu amor no sexo. Ele nunca ligara para romantismo, só queria foder e ser feliz. Mal podia acreditar que ela estava mesmo o chamando de vulnerável. Ela era mesmo do contra.

— Vulnerável... — disparou sarcástico — pergunta para as meninas que fiquei em Toronto se eu sou todo vulnerável.

Sam não pensou duas vezes em dar um tapa forte em suas costas. Freddie urrou de dor e lembrou-se dos tempos remotos que ela o batia sem motivo. Ela riu alto e o garoto apenas a encarava fingindo estar com raiva.

— Já sei que você era transante no Canadá, Benson. Agora me poupe dos detalhes. — voltou a entrelaçar suas mãos e prosseguiu — Comigo você é mais vulnerável sim. Quer dizer, nem sei se vulnerável é a palavra, mas você é mais doce e sensível.

Ele assentira com a cabeça contendo uma pequena risada.

— Você me enfeitiçou, diaba loira. — virou-se para encará-la já com um sorriso pendurado — Lembra quando eu disse que queria te ter pra sempre no meio da transa também? Tudo é verdade, o tesão é só uma dose de coragem.

— É verdade. Mas, agora que estamos completamente vestidos, eu posso te dizer de novo. — ela o fitou com sinceridade e se hipnotizou com o mar de molho de carne mais uma vez — Eu te amo, Freddie.

Ele sorriu e parou de andar se concentrando apenas nela. A luz da lua parecia realçar o tom dourado de seus cachos e a pouca iluminação daqueles postes dava a tudo um clima mais romântico. Sam adorou observar que os olhos dele pareciam mais escuros, mas nunca estiveram tão doces. Seus lábios de cor nude pareciam contrastar perfeitamente as marcantes e pigmentadas sobrancelhas que ele possuía. Seu nariz era alinhado e a garota tinha vontade de morder por ser pequeno e delicado.

Ele apenas selou seus lábios nos dela com carinho. Fez um cafuné de sua franja até as pontas dos cachos e sorriu de lado como um apaixonado assumido.

— Eu te amo, Sam.

Ela rira se encaixando no corpo dele em um abraço apertado.

— Eu adorei te ouvir me chamando de Samantha. — suspirou levemente — Foi a primeira vez que eu gostei disso.

Freddie a beijou mais uma vez aquela noite e eles seguiram para voltar para casa. O centro não era tão longe, então eles voltariam a pé mesmo. Era bom, porque ali se sentiam seguros para ficarem juntos sem grandes perturbações. Amavam o jeito que aquele lugar era calmo e gostavam de conversar o caminho todo.

Já haviam buscados os chips e eles estavam em uma sala de plástico que Sam segurava. Freddie, por sua vez, decidira procurar a graxa com calma na manhã seguinte, já que pretendia ir embora só na tarde de domingo.

Os dois já se aproximavam da porta de casa e Freddie puxou a chave do bolso enquanto gargalhava quase histericamente.

— Eu juro! — a Sam dizia entre risadas longas — O Spencer subornou os organizadores pra eles fingirem que aquela era sua formatura em Direito! Deram beca pra ele e tudo! — os dois riam sem parar enquanto Freddie abria a porta — O avô dele acreditou e a Carly no final da noite ainda perdeu o salto! A gente bebeu demais e ela até vomitou na rua!

— Você só leva sua amiga pro mau caminho! — Freddie comentou rindo da situação.

— Não fui eu nada! Ela que disse que queria experimentar rum!

Ambos ainda seguravam suas barrigas tentando conter que aquelas risadas continuassem.

Sam tirou seus sapatos e foi procurar um pote de bolo gordo para comer antes de dormir. Eles já haviam comido um cachorro quente no centro, mas a loira ainda sentia fome.

Freddie buscou seu laptop e se pôs a revisar as imagens como havia planejado que faria. O levou para a mesa da cozinha e passava o tempo da gravação do dia relaxado e sem se concentrar muito. Seu queixo quase caiu e ele se aproximara do monitor ao detectar Leonard em sua casa.

— Porra, fodeu. — dissera observando a sucessão do ocorrido.

Sam se virou para observá-lo tentando identificar o problema. Se aproximou dele e assistiu as cenas ao seu lado. Sua sobrancelha arqueou ao ver o pai de Freddie puxar a mulher pelo braço com aquela força desnecessária.

Freddie respirava pesado pela raiva que já consumia seu corpo. Quis morrer ao ver Leonard se aproximando apenas para pressionar sua mãe. Caralho, o que tinha feito quando decidiu deixá-la sozinha.

Ele fechou rapidamente o laptop depois de frações de segundos da cena do soco. Sentiu que seu coração não iria aguentar e suas mãos suaram em nervosismo. Passou os dedos pelo topete e um desespero descomunal tomou conta do seu ser. Sentiu-se idiota, sujo e irresponsável. Como havia deixado aquilo acontecer com sua mãe? Como ira ajudá-la? O que faria para socorrê-la? Podia ser tarde demais, mas ele precisava fazer algo.

Pensou imediatamente em salvar esses trechos em um lugar seguro. Com uma prova assim, era praticamente impossível aquele asqueroso escapar da cadeia, então estava empenhado em cumprir essa missão. Sempre soube qual era o lugar que seu pai pertencia e finalmente poderia fazer justiça com as próprias mãos.

Se apressou em habilitar seu celular novo afim de ligar para Griffin. Pediria a seu amigo para dar suporte a sua mãe antes dele chegar. Não podia deixá-la desamparada e não faria isso em hipótese alguma.

— Sam, precisamos ir para casa. — disse disparando fúria em seu olhar.

Notas finais
galera....... e a merda colossal que vai dar? ô familia da boa! continuem comentando e atéeee mais! ♥