Changes of Destiny

15 Fim da saudade e surpresas


Notas iniciais
ou A FESTA DE GRIFFIN PARTE 2 obrigada por toooodos os reviews! me inspiram muito p continuar! espero estar agradando e boa leitura!

Samantha observava orgulhosa cada detalhe daquela festa. Havia convidado muitas pessoas, porque sabia que Griffin gostava de casa cheia. Ali tinha gente suficiente para se lembrar de sua festa de aniversário como um marco no último ano.

Todos realmente amaram a ideia de ser a fantasia e cada um se empenhou do seu jeito para cumprir o dress-code. As luzes já estavam bem baixas e o que iluminava o local era apenas o globo de espelhos no teto e a pista que já piscava luzes coloridas por quase toda a extensão da sala principal. Muitos aperitivos já estavam sendo devorados mesmo havendo de tudo: balas gelatinosas, pirulitos, batatas, tortilhas e molhos diversos.

Carly se deliciava com o ponche doce sem álcool que estava repousado sobre a mesa da cozinha. Já havia se aproximado de Freddie e Sam e as meninas esperavam para que Griffin ficasse livre para cumprimentá-las. A morena não conseguia disfarçar seus olhares diretos para o bad-boy. "Por que diabos ele teve que escolher o Coringa do Jared Leto? Logo o que fica sem camisa? É covardia não poder agarrá-lo!", pensara. Ele conversava com alguns parceiros de sua turma de informática, enquanto bebia uma dose de gin em um copo de vidro pequeno.

Ainda não havia percebido que Carly e Sam haviam chegado, estava um pouco atrapalhado em tentar conciliar ser hospitaleiro com os convidados e curtir a festa ao máximo. Fez menção em passar os dedos pelos fios do cabelo, até se lembrar que eles estavam cheios de tinta spray verde e recuar. O garoto desenhara toda a extensão do tórax com alguns rabiscos que imitavam as tatuagens do Coringa e também via-se apenas um canino falso de prata entre seus dentes, já que não conseguira colar o resto na parte de baixo da arcada.

Mas, é aquilo, o que vale é a intenção.

Virou-se para despejar mais gin em seu copo, seu corpo tremeu um pouco ao ver Carly encostada na mesa com aquelas asas douradas que mais pareciam harpas gigantes. Estava deslumbrante e Griffin pensara que poderia mesmo levá-la até o céu essa noite, mas isso seria depois que visse o anel encaixado em seu dedo. Perguntou a si mesmo como não havia visto a morena antes, já que sua fantasia era a que mais chamava atenção dali de longe. Quis eternizar aquele momento onde estava apenas quietinho admirando-a, mas seu impulso em se aproximar era maior.

— Oi! Vocês capricharam! — disse para elas em um tom um pouco mais animado que o normal, a essa hora o álcool já estaria fazendo efeito.

— Feliz aniversário, meu motoqueiro favorito! — Sam gritara o abraçando e Freddie tentou se conter ao sentir um incômodo surgir em seu peito.

Carly o encarava pendurando um sorriso bobo nos lábios e lembrou-se de como ele a disse que a amava mais cedo. Sentia muita vontade de tê-lo só para ela e podia ter certeza que ele seria perfeito para que a garota dividisse algumas primeiras vezes. Confiava em Griffin a ponto de se entregar a ele por completo, sem deixar faltar nada. Agora, era apenas esperar pelo momento certo.

Sam percebeu um clima diferente entre os dois quando Freddie os lançou um sorriso de lado e um olhar carinhoso. Será que todos sabiam de alguma coisa menos ela? Não conseguira prestar atenção em mais nada quando vira o bad-boy pegar na mão de Carly com tamanha delicadeza. Ele a abraçou e a loira pôde sentir que ele tinha até medo de quebrá-la por tanto cuidado que punha nas mãos quando a tocava.

Antigamente, com certeza, repararia em como Griffin ficava bonito e atraente sem camisa, mas agora só conseguia se incomodar com a possibilidade de estar acontecendo algo que ela não tinha conhecimento. Não era ciúmes de maneira nenhuma, mas a garota, acima de tudo, odiava ser enganada.

Freddie a fitou por cima dos ombros e percebeu que ela tinha uma expressão nitidamente intrigada. Sam não era capaz de disfarçar ou não transparecer quando estava incomodada com algo, essa era uma de suas fortes características. Ela não era nem um pouco ingênua, então tinha certeza que se algo suspeito estivesse rolando por baixo dos panos, mais hora ou menos hora, descobriria.

— Puckett, agora que você já falou com o Griffin... — Freddie começara a dizer entrelaçando suas mãos. Sam assustou-se um pouco com aquele toque por estar perdida em seus pensamentos — será que eu posso acabar com essa saudade que estou sentindo?

Sam sorrira e finalmente desviou seu olhar para encará-lo. Ela sentia que tudo estava diferente e julgou como algo ótimo. Desde que assumira para si mesma que estava realmente gostando de verdade de Freddie, a garota permitia sentir-se feliz todas as vezes que ele demonstrava carinho ou vontade de estar com ela. Seu sorriso de lado não se desmanchava por nada do rosto e a loira queria mantê-lo assim por quanto tempo pudesse.

Tinha plena consciência que o lance deles era casual, mas não podia evitar os devaneios que brotavam em sua mente. Achava que poderia fazer Freddie muito feliz se eles finalmente resolvessem ficar juntos de vez. Tinha vontade de disparar tudo que sentia por ele e esperar pela sua reação ansiosamente, queria cuidar dele o quanto podia e desejava que seu nerd se sentisse seguro ao seu lado, assim como ela experimentava essa sensação ao lado dele.

Ainda havia um longo caminho para que pudesse chamá-lo de seu. Eles tinham acordado um relacionamento casual, a loira não poderia externar vontade de um compromisso sério repentinamente.

Ou, pelo menos era assim que pensava.

— Pode, nerd! — ela soltou um sorriso largo quando Freddie a puxou rapidamente em direção a suíte de seu quarto no andar de cima.

Temeu cair da escada de tão veloz que o moreno a arrastava. Gargalhou como criança por alguns longos segundos enquanto subia se equilibrando pelos degraus.

Observou rapidamente o quarto de Freddie e quis deitar naquela cama enorme que o garoto tinha só para ele. Fala sério, ele realmente viva em muito luxo! Edredons extremamente brancos, uma suíte levemente luxuosa, um box blindex extremamente transparente e uma banheira no canto perto da pia. Isso era algo que ela nunca presenciara tão de perto.

Freddie trancou com rapidez a porta do banheiro depois de colocar seu óculos falso em cima da pia e não se demorou em explicar:

— Como você quer manter tudo isso em sigilo por um tempo, achei muito provável que nos pegassem no quarto, então te arrastei para cá.

Sam achara aquela ideia bem sensata. Realmente não queria que as pessoas ficassem sabendo dessa casualidade, muito menos estranhos. Quando eles assumissem algo sério, talvez isso cairia por terra imediatamente, mas por agora, sentia ainda mais tesão quando lembrava que aquilo era segredo. Um segredinho especial apenas entre os dois.

Ele ainda não havia soltado sua mão e começava a acariciar o dorso com o dedão. Sam fitou aquele movimento e sentiu sua pele esquentar em cada pedacinho. Sua respiração começou a descompassar e sua nuca se arrepiava somente por aquele olhar tão doce estar repousado nela.

Insanidade.

Insanidade pura pensar que há poucas semanas eles já estariam sem roupa e não fariam nenhuma cerimônia para preencherem-se um do outro. Nesse momento, uma calmaria atípica parecia reinar entre eles e pela primeira vez em muito tempo, eles sentiram paz. Uma paz avassaladora que, contraditoriamente, era mais inquieta que qualquer agitação que já viveram. Estavam acostumados com a euforia, com a exaltação, então a paz parecia pulsar de maneira frenética em seus corpos.

— Freddie, eu nem tive tempo de te agradecer por tudo. — ela disparou voltando a olhá-lo — Foda-se o dinheiro, sabe? Eu também sou grata por isso, mas quero que você saiba que acima de tudo, eu nunca vou esquecer o cuidado que teve comigo naquela noite. — mexia nas unhas freneticamente e sentia seu coração explodir nervosismo — Nerd, eu acho que estou...

Freddie se aproximara dela colocando uma mecha de um de seus cachos atrás de sua orelha. Segurou-a por trás do pescoço com delicadeza e passou a acariciar seus cabelos. Lançou seu melhor sorriso e respirou fundo. Ele sentia que nada e nem ninguém podia quebrar aquele momento, ninguém podia tirar a paixão que ele carregava no olhar quando se conectava com sua loira.

Mal podia acreditar que aquele sentimento todo cabia em seu peito e ainda mais por alguém tão inesperado como era Sam Puckett. Ele quis abençoar o bendito momento em que a reencontrara naquela festa. Quis agradecer aos céus por ter voltado a Seattle no melhor instante possível.

— Estou apaixonado por você, Sam. Não sei como surgiu, não sei onde surgiu, mas eu sei que estou. Eu sei que a gente combinou que isso não envolveria sentimento, mas é a primeira vez que me sinto assim com alguém, ainda não sei bem o que fazer.

Ela sorriu genuinamente depois daquela frase. Tinha algo mais Freddie-nerd para se falar do que aquilo?

— Eu também não sei. Acredite... — ela suspirou — mas, eu acho que sei por onde começar.

Lançou um sorriso um pouco enigmático e Freddie a encarou com confusão. Se aproximou dele deslizando seus dedos pelos lábios do garoto e quis decorar cada traço que compunha aquele rosto. A voz do nerd falando que estava apaixonado por ela já ecoava em sua mente e em seguida, pôde sentir seu corpo inteiro derreter quando Freddie a envolveu com firmeza em seus braços.

— Eu me sinto tão bem quando ficamos assim... — ela dizia sussurrando contra os lábios de Freddie.

A distância era quase mínima entre os dois e o silêncio se instalou de uma forma que dava para ouvir os corações batendo em um ritmo totalmente acelerado. Pareciam até se fundir em um só pela proximidade.

Eles tinham a mesma sensação de que havia séculos que não passavam um tempo significativo juntos, precisavam se tocar com urgência, cada célula dentro deles clamava por aquilo mais do que qualquer coisa. Encaravam as bocas que estavam a esse ponto de se colar em um beijo desesperado que demonstraria um misto de saudade e comprovação do que estavam sentido.

Não suportando estar sem sentí-la por mais um segundo, Freddie passou a deslizar seus lábios pelo queixo de Sam e a ouviu respirar pesadamente por baixo dele. Desceu ao seu pescoço e chupou com volúpia o espaço perto de sua clavícula. Com certeza, isso se transformaria em uma marca roxa depois, mas aquela seria a marca do primeiro sexo com paixão que fariam.

Sam o segurou com luxúria pelo rosto e passou a beijá-lo de maneira ardente como se sua vida dependesse daquilo. Sugou levemente o lábio inferior do nerd e o ouviu arfar segundos antes de voltar a tomar sua boca com fúria. Ela o segurou com força pelo cós da calça o aproximando ainda mais. Começou, então, a deslizar sua mão por ali dentro e se livrou daquele tecido rapidamente.

Ele a ajudou retirando completamente e se pondo em sua frente usando ainda uma camisa fina e a cueca. Sam mordeu o lábio inferior admirando Freddie mais uma vez totalmente duro para ela. Sentou-se na bancada que havia do lado da pia quase se encostando na parede que havia atrás.

O roupão do garoto já tinha ido embora quando se beijaram, havia soltado de seu corpo quando o velcro que o segurava afrouxou, mas os dois nem pareceram perceber.

Freddie se pôs no meio das pernas de Sam, deslizando suas mãos pelas coxas da loira enquanto a beijava mais uma vez. Suas mãos encontraram a barra de sua calcinha e ele achara que iria explodir de vontade de tocá-la e tê-la mais uma vez. Passou seu dedo indicador de um lado para outro ali em suspense demorando para tocá-la em cheio. Ela passou a língua nos lábios e quis conter um gemido baixo sem conseguir.

Ele intercalava seus toques entre a beirada do seio direito da garota e sua cintura. Passava suas mãos a envolvendo na curvatura que se formava bem na lateral do corpo dela. Sam suspirou pesadamente em seu ouvido e sentiu seus lábios secarem quando Freddie iniciou um movimento para retirar lentamente sua calcinha.

— Você é a mulher mais linda que eu já vi, Sam. — ele depositava pequenos beijos em seu pescoço — A mais linda que eu já toquei. A mais linda que eu já beijei. — ele passou os lábios no lóbulo da orelha dela — A única que eu quero ter para sempre só pra mim.

Ela arfou esboçando um sorriso aberto depois daquela declaração. Nunca havia se sentido tão desejada, tão apreciada. Acompanhava cada detalhe das mãos de Freddie enquanto ele tirava sua parte de baixo. Sua boca estava entre-aberta pelo tesão inexplicável que já pairava em seu corpo.

Freddie jogara sua calcinha rendada perto do box e se apressou em passar seus dedos por cima da vagina dela que já estava completamente encharcada. Ele deslizava pelo clitóris e os grandes lábios quase colocando um de seus dedos lá dentro.

— Gostosa... — ele disse quase como um lamento — você me deixa mais alucinado cada vez que a gente faz isso.

— Quanto mais a gente faz, melhor fica. — ela dizia ofegante enquanto o nerd beijava o meio de seus seios — Freddie, me fode. — o puxou pelo colarinho da blusa — Quero ser sua o mais rápido possível.

Freddie depositou um selinho desesperado em sua boca e se apressou ao tirar a camisa. Apertou com força a carne que havia no começo de suas coxas e deu um tapa forte que deixara a marca de sua mão no meio das pernas da loira.

Ela gemeu alto e envolveu seus braços rapidamente nas costas de Freddie. Puxou seus cabelos escuros e o beijou com desejo quase implorando para que ele a penetrasse sem cerimônia.

O nerd começou a introduzir seus dedos com certa indelicadeza na abertura de Sam. A garota começou a murmurar algumas palavras de satisfação contra os lábios dele enquanto se movia o ajudando naqueles movimentos. Rapidamente, o ritmo se intensificou e os dois ora respiravam de forma descompassada, ora comprimiam seus lábios se deliciando com cada minuto daquilo.

Freddie adorava fazer a loira grunhir em prazer, então sentia seu membro pulsar sem pausas quando ela ficou suas unhas perto de seus ombros. Ele não havia parado de dedá-la e podia sentir que seu gosto era deliciosamente molhado sem nem mesmo ter experimentado ainda.

— Freddie... — dizia em um gemido relativamente alto — você é o melhor. O melhor de todos, mete em mim, mete...

O moreno se deliciou com aquelas palavras e abaixou sua cueca em urgência. Bateu uma para ela e Sam admirava as minúcias daquela movimentação com sede de ter o pênis dele dentro dela. Ele podia sentir o líquido pré-ejaculatório surgir no topo e gemia com rouquidão mas pesadamente enquanto intercalava seu olhar em seu pau e nos olhos azuis viciantes da loira.

Sam o puxou pelo ombro e Freddie posicionou-se rapidamente para encaixar sua intimidade na dela. Os dois gemeram em uníssono ao sentir esse primeiro toque. O nerd movimentava sua cintura vagarosamente dentro daquela mulher e segurava a cintura dela para o ajudar naquele ritmo.

Tombou sua cabeça para recostar no vão que havia entre a cabeça dela e seu colo sentindo sua testa arder em suor pelo tamanho prazer. Sam molhava os lábios e gemia perto do ouvido de Freddie. Aquele momento poderia ser eterno para ambos, pelo menos, eles queriam que fosse.

Direcionou seu olhar a loira e colou suas testas enquanto acelerava o ritmo dentro dela. Eles se fitavam soltando faíscas de paixão e seus olhos pareciam estar conectados por um ímã extremamente poderoso. Ali, mostraram um ao outro o quanto era verdadeiro o que sentiam. Sam teve certeza que Freddie estava sendo sincero quando a dissera que estava apaixonado e o nerd descobria um brilho novo e especial repousado na íris da menina.

A loira levantou-se rapidamente da pia e virou-se de costas para ele. Debruçou seu tronco quase inteiro em cima do vinil que revestia a bancada do banheiro. Freddie apreciou aquela visão por alguns minutos e segurou com força a nádega esquerda dela.

Penetrou novamente sem mais demoras porque sentia que a qualquer momento poderia gozar. Estocava brutalmente enquanto olhava atentamente a bunda dela totalmente entregue a ele. Seu gemido não saía mais tão baixo e ele podia observar que Sam tocava seu clitóris enquanto ele metia. Podia sentir intensamente as paredes vaginais da garota se fecharem em volta de seu pênis. Ela gemia alto e gritava o nome dele sem pudor. Ele deu uma última estocada funda e se retirou na velocidade da luz ao perceber que estava gozando.

Sam ainda tocava seu ponto mais sensível e gemeu em êxtase quando sentiu os líquidos misturados molharem o início de sua coxa.

Ela se virou para Freddie e ele segurou sua cintura com delicadeza e depositou um selinho molhado e demorado em seus lábios. Sorriram um para o outro e se abraçaram de modo carinhoso.

— Eu também morri de saudades de você, Freddie — disse o apertando ainda envolvida pelo abraço.

Certamente, aquela era a verdadeira festa para os dois.

Carly dançava no meio da pista com amigas da Ridgeway. Wendy bebia whisky com sprite ao seu lado, Missy entornava um copo de vodka com energético e Valerie tomava alguns shots de tequila. Realmente, as bebidas diferenciadas que estavam na casa de Sam, não estavam durando quase nada. Os dois acharam que poderia render até o fim da festa, mas observando o ritmo que o pessoal da escola adotara, aquela ideia não havia passado de uma doce ilusão.

Se dependesse da morena, as bebidas ficariam intactas. Decidiu que não iria colocar álcool na boca essa noite, achava que havia estourado sua cota de bebida alcoólica depois de ter quase adquirido um hábito de ingerir quando estava com seus quatro amigos. Griffin adorava beber, Sam não recusava uma cerveja e Freddie sempre dava a primeira sugestão de ir comprar. Mas, hoje, ela seria mais forte que isso. Queria curtir cada momento e julgou que seria melhor fazer isso sóbria.

Griffin se aproximara dela dançando e já sentia a alegria que o álcool o proporcionava invadir seu corpo. Sentiu, também, uma dose de coragem ao perceber que seria a hora ideal para levá-la ao quarto de Freddie e fazer o pedido oficial. Apalpou os bolsos para certificar-se que a caixa que envolvia o anel ainda estava lá.

— Linda, a gente precisa conversar! — ele dissera com um tom de voz um pouco algo para que ela escutasse.

Carly sorrira com suas sobrancelhas franzidas.

— Tudo bem! O que foi?

— Você vai ver!

Ele a puxara pela mão e pediu para que ela subisse as escadas na frente dele. Estava sentindo suas mãos suarem pelo o que estava prestes a acontecer, mas não havia certeza maior em sua vida do que o fato de estar pronto para assumir algo sério com Carly. Era sua primeira vez, então, de certa forma, sentiu-se realizado por estar vivendo algumas primeiras vezes com ela também.

Quando abriram a porta do quarto, trombaram com Freddie e Sam fazendo menção em sair de lá.

— O que fazem aqui? — Sam indagou desconfiada.

Griffin tentou conter uma atitude comprometedora e resolveu disparar algo rápido para despistá-la.

— O que vocês fazem aqui? — perguntara ele fingindo desentendimento.

Sam encarou o nerd em desespero e torceu para que algo surgisse logo em sua mente para que aquela conversa não durasse mais nem um segundo.

— Estava mostrando o banheiro daqui para a Sam... — disparou Freddie rapidamente — Ela não quis ir no lá de baixo porque está naqueles dias, sabe?

A loira o acertou um leve tapa em seu braço por conta daquela resposta. Será que não havia uma menos constrangedora? Pelo menos, onde Griffin não imaginasse sangue saindo de suas partes?

— E vocês? Por que subiram? — Freddie precisou perguntar antes que Sam começasse a desconfiar demais.

— A-ah, eu acho que deixei meu celular cair aqui e chamei a Carly para me ajudar a procurar. Quero tirar umas fotos com os convidados.

Sam não aguentava mais aquela sucessão de mentiras deslavadas. Primeiro, os olhares esquisitos dos dois no começo da festa. Muito antes, já havia percebido que Carly e Griffin se aproximaram de primeira, mesmo com pouco tempo de amizade. Agora, ela tinha certeza que aquilo não cheirava bem.

— Vocês estão se pegando? Falem logo antes que eu descubra sozinha.

Os três se entreolharam completamente boquiabertos com aquela disparada da garota. Freddie avisara a Griffin desde o início que Puckett não era nenhuma idiota, isso mais cedo ou mais tarde aconteceria, mas temia que as coisas desandassem logo agora que estavam começando a se acertar. O que fariam agora? Seria muito óbvio mentir?

— Olha, Sam, vou falar a verdade... — Carly começou e os garotos arregalaram os olhos — eu e Griffin ficamos naquela festa na minha casa. Foi lá em cima e foi muito rápido também, eu estava meio grogue pela vodka que o Brad tinha despejado na minha boca e... — ela engolira em seco — eu escondi de você para que não ficasse chateada comigo. Tive medo de te contar, mas quero que você tenha certeza que agora não rola nada entre mim e o Griffin. A gente só veio buscar o celular mesmo.

Sam a olhava indecifrável. Realmente, não havia como saber se ela estava triste, magoada, com raiva ou tranquila. Ela só a encarava completamente parada em seu lugar.

— Eu não ficaria chateada. A gente conta tudo uma para a outra, não é? — Carly quis revirar os olhos com aquela frase. Sam estava escondendo seu lance casual com Freddie na cara de pau e não tinha moral para falar de "contar tudo" — Estou um pouco chateada porque você mentiu pra mim, mas também relevo porque finalmente você fez alguma coisa errada!

A morena sorriu em alívio enquanto era chacoalhada por sua amiga.

— Só escolha uma vítima mais burra da próxima vez, amiga. — continuou saindo do quarto — Agora preciso de uma cerveja.

Freddie descera atrás dela depois de dar um tapinha em consolo no ombro de seu amigo.

— Foi por muito pouco. — ele comentou entrando no cômodo.

Carly tinha uma expressão arrasada em seu rosto e não podia evitar sentir-se a pior pessoa do mundo. Como conseguira mentir tão descaradamente desse jeito para sua melhor amiga? Chegou até a considerar descer as escadas e contar toda a verdadeira versão para ela, mas achava que pioraria ainda mais a situação.

Quando iniciaram com essa missão, não imaginaram que tudo ficaria tão embolado. Se viram em um nó impossível de desatar e a única solução seria seguir com a vida e deixar a Sam sem saber de nada para sempre. Ela estava bem, se entendia com Freddie, então por que estragar isso?

— É horrível mentir assim pra ela. — Shay disse sentando na ponta da cama — Eu queria desfazer toda essa confusão, mas já é tarde.

Griffin comprimiu os lábios em pesar. Não queria que aquele momento se tornasse triste. Ele estava prestes a tê-la só para ele, não podia deixar que nada estragasse.

— Eu entendo, meu amor. — repousou sua mão nas costas dela após sentar-se ao seu lado — Mas, daqui a pouco tempo suficiente já vai ter passado e nós vamos poder dizer que estamos juntos pra Sam.

— Juntos?

O bad-boy começou a tirar a caixinha de seu bolso. Avistou Carly levar suas mãos a boca em choque devagar. Tudo parecia estar em câmera lenta, era tão especial quanto ter ganhado sua moto exclusiva. Talvez era até mais especial. Ele sorrira mostrando o anel para ela enquanto ainda observava incrédula.

A peça tinha uma pedra brilhante cor-de-rosa bem forte na ponta e brilhava como uma estrela cadente no céu. Logo embaixo da turmalina, existia um escrito que juntava suas iniciais.

G + C

Ele começou a desvencilhar o anel da caixinha e o encaixou no dedo anelar da garota.

— Eu te amo. E queria te dar isso pra que nunca se esqueça que hoje vamos formar um laço inquebrável. — ele segurava sua mão e olhava no fundo do seus olhos passando sinceridade — Agradeço todos os dias por ter vindo para Seattle e por ter te conhecido. Sempre gostei das mudanças, de ser nômade, de não me firmar em nenhum lugar. Mas, agora eu não quero nada além de ficar ao seu lado. Você aceita ser minha namorada?

Carly o beijara imediatamente e sentiu cada batida do seu coração pulsar por Griffin. Nada poderia ser comparado com aquele momento que estava vivendo com ele. Era mágico, especial e ela tinha certeza de que se lembraria para sempre.

Depois de longos selinhos, ela suspirou e o olhou lançando um sorriso largo.

— É claro que eu aceito!

Os dois se demoraram um pouco ali até decidirem curtir o resto da festa.

Tudo ainda rolou com muita animação. Algumas pessoas já haviam dado pt nos banheiros, outras já tinham beijado quem viam pela frente. Houve de tudo mesmo e era por isso que as festas do pessoal da Ridgeway eram as mais inesquecíveis, nada parecia ser normal ali.

Sam e Freddie ficaram tão bêbados que até estavam dançaram colados sem se importar se alguém os observava. Tinham tomado umas sete doses de gin puro juntos e riam de Gibby fazendo um show sem camisa no meio da pista.

O nerd zoara Sam dizendo que o gordinho estava igual a ela na festa de começo de semestre: dançando enquanto tirava a roupa! A esse ponto, nenhum dos dois mais ligara para o que o outro dizia, só gargalharam seguidamente depois de fazerem qualquer coisa.

Eles ainda se beijaram contra a porta dos fundos que ficava na cozinha e riram juntos ao perceber que Freddie nem se equilibrava direito em pé enquanto segurava Sam.

Griffin desceu e tirou fotos com quase todos os convidados. Quis emoldurar a que tirou com os quatro melhores amigos, mas os outros riram de sua cara e disseram que ele estava muito sensível.

Depois de cantarem parabéns, a festa começou a esvaziar e eles tiveram preguiça de arrumar tudo. Freddie sentia sono, mas já estava um pouco mais sóbrio. Sam sentia-se tão lúcida que já começava a sentir fome.

O bad-boy foi o primeiro a tomar iniciativa em limpar as coisas quando restaram apenas os quatro ali. Começou a catar os copos descartáveis do chão e das mesas. Recolheu todos os guardanapos e juntou o máximo de lixo de vidro que conseguira.

Sam levou Carly para dormir no quarto de hóspedes, já que sua amiga cochilava no sofá.

Freddie brincava com seus próprios dedos entediado e cansado daquela noite. Queria apenas tomar um banho gelado e dormir, mas para sua surpresa, alguém batia incessantemente na porta.

Griffin o fitou confuso revelando que não esperava ninguém.

Então, o nerd pensara que alguém poderia ter esquecido algo.

Antes fosse. Mil vezes se fosse isso.

Freddie sentiu que ia desmaiar ao se deparar com aquela cena parada em sua porta. O que estava acontecendo?

— Pai?

Notas finais
eita ferrrrrooo