Changes of Destiny

1 Feliz período novo


Notas iniciais
Essa fanfic também está disponível no Spirit.

— Vira, vira, vira! — gritava Sam para o veterano loiro de olhos verdes que virava quase uma garrafa inteira de vodka na boca de Carly.

A festa já estava bem cheia e Sam se sentiu orgulhosa por ter organizado, mesmo que o espaço em que estivesse acontecendo fosse na casa de sua melhor amiga, Carly Shay.

Carly não estava muito animada em fazer uma festa de boas vindas para os alunos novos e antigos da Ridgeway em sua casa, mas quando Spencer avisou que iria acampar com Meião o fim de semana inteiro, não resistiu. Era o último ano escolar, então pensou que seria incrível ter seus últimos momentos de loucura adolescente enquanto ainda havia tempo.

— Chega, Brad! — a morena gritava — Já bebi quase isso tudo aí... Agora é sua vez!

Brad queria protestar, mas sabia que não era justo depois de quase embebedar a garota. Queria se mostrar um homem forte para bebida, então se sentou no sofá de boca aberta para que Carly despejasse o resto de vodka que restara lá.

— Vamos acabar com isso logo! — exclamou o menino.

Sam riu se afastando indo pegar mais uma garrafa de cerveja na geladeira. Ela até gostava de vodka, mas não trocaria nada pela sua boa e velha cerveja que havia dado bastante grana pra conseguir.

Estava tão simples, mas bonita. Os homens da Ridgeway a consideravam linda naturalmente, eles apenas eram intimidados pela sua personalidade explosiva, mas não podiam negar que se atraíam pela garota. Seus cabelos ficaram mais loiros e com os cachos mais definidos quando ela ficou mais velha. Ela abandonou as bermudas e coletes masculinos para dar lugar a roupas modernas e suas preferidas eram tops lisos, jaquetas de couro e jeans.

Ela estava assim na festa. Usava top preto deixando parte da sua barriga a mostra, a calça jeans escura cobria um pouco acima do seu umbigo e ela já tinha retirado sua jaqueta pelo calor que estava fazendo em Seattle. Sua maquiagem era leve, seus lábios já eram rosados naturalmente, então ela só tinha uma máscara de cílios nos olhos e um pouco de gloss que já estavam saindo por ser sua terceira garrafa de cerveja.

A loira estava encostada na bancada da cozinha enquanto ria de uns garotos novatos dançando no meio da sala de estar. Sorria e se lembrara de que não era assim no seu primeiro ano de ensino médio. Era mais fechada e não gostava muito de festas. Louco pensar que agora ela estava encarregada desta.

— Sam, estão chegando mais pessoas! — Carly exclamou chegando perto da amiga — Sua festa é um sucesso!

Sam sorriu

— Ah, nada demais, Carls! O pessoal da nossa escola sempre gostou dessas coisas, iriam a qualquer uma — afirmou, mas no fundo sabia que tinha feito um bom trabalho na organização.

— Sem chance! Nunca uma festa que já fui do pessoal de lá foi tão boa quanto essa! Dois gatinhos acabaram de interfonar pra subir!

Sam riu pelo nariz. Achava a morena muito exagerada, afinal, como ela saberia que os meninos são bonitos se nem ao menos tem visor no interfone?

— Você é uma figura, né? — Sam afirmou — Como sabe da aparência dos moleques se nem os viu ainda?

Sam olhou para a porta e viu dois garotos entrando rindo de alguma coisa que conversavam. A loira paralisou quando avistou quem estava ali.

O primeiro que entrara foi Griffin, estava rindo olhando pra trás onde se encontrava Freddie. Sam não deixou de reparar na sua aparência. Ele estava com uma camisa e calça jeans surradas, sua bota era bem robusta e bruta com muitos cadarços e estavam manchadas perto da sola. Sam achou aquilo sexy. Achou que ele tinha estilo e uma postura de bad-boy irresistível. Ela não gostava muito dos engomadinhos e arrumados.

Mas, quem a paralisou foi Freddie. Ele estava com seu topete hermeticamente ajeitado e seus all stars azuis-marinho eram completamente limpos.

— Carls! Aquele bobalhão ali não é Fredward Benson? O rei dos nerds que foi pro Canadá ano retrasado? — Sam perguntou sem acreditar.

Carly direcionou seu olhar pros meninos. Ela tinha reconhecido Freddie e achou interessante o amigo do seu lado.

— É mesmo! Lembra que você vivia fazendo piadinha com ele quando éramos menores?

É por isso que Sam estava assim. Uma vez tinha passado dos limites com essa brincadeira que os dois insistiam em continuar jogando. Se sentira mal por ter contado a escola toda que o garoto nunca tinha beijado e eles nunca tiveram a chance pra conversar sobre. Quando Sam foi se desculpar, Freddie já estava indo para o Canadá. Não gostava de Freddie, achava que ele era soberbo e queria ser o melhor em tudo, mas tinha consciência de que ele não merecia aquilo.

— Lembro... éramos dois idiotas. Mas, ele sempre foi o maior dos idiotas. Merecia tudo aquilo. — Sam disse parcialmente acreditando em suas palavras.

— Vamos dar as boas vindas a eles! O gatinho do lado dele deve ser aluno novo — lembrou Carly

— Quero falar só com o novato. Acho que estou apaixonada! — brincou Sam — Ele é muito gato mesmo.

— Nossa! Nunca te vejo falar assim de ninguém! A gente tem que fazer isso acontecer! — disse Carly puxando a amiga para perto dos garotos.

Sam estava um pouco desconfortável em ficar tão perto de Freddie. Tinha a sensação que estava sendo observada e ouviu Carly quebrar o gelo.

— Oi meninos! Sejam bem vindos! — ela sorriu simpática — Se quiserem qualquer bebida, tem na geladeira e algumas na pia... Ah e se quiserem com-

— Samantha Puckett? — Carly foi interrompida por Freddie que dizia o nome de Sam com certa repulsa.

Sam se surpreendeu um pouco, mas sabia que isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde. Não esquece quem fez da sua vida um inferno por anos, não é mesmo?

— Em carne e osso! E aí, Frednerd. Fez bom proveito da nerdice no Canadá? — disparou Sam.

Freddie a olhou de cima a baixo e Sam ficou em dúvida se ele estava a apreciando ou desprezando, aquilo fez Sam engolir em seco quase se arrependendo de suas palavras.

Mas, uma Puckett nunca se arrepende do que diz.

— Não sei! — disse Freddie em tom irônico — E você? Fez bom proveito da sua maldade em cima de outras pessoas enquanto estive fora?

Aquilo feriu Sam. Ela já não era totalmente a menina de dois anos atrás que pegava no pé dos nerds e dos "mais fracos", ela tinha mudado e ela queria mostrar a Freddie que se arrependeu em ter feito aquela última bobagem com ele.

— Olha, Freddie, sei que as coisas ficaram meio estranhas quando você foi embora... — a loira reconheceu — mas, isso não te dá o direito de me tratar assim na festa que eu mesma fiz.

Freddie deu para trás. Estava pronto pra jogar tudo na cara de Sam e esfregar seu prêmio milionário que a tal "nerdice" rendeu a ele, mas preferiu ficar quieto.

Griffin estava olhando para a situação com medo de transparecer constrangimento. Começou a encarar Carly sem pudor. Tinha achado a garota a mais charmosa dali de longe. Seus cabelos negros eram harmoniosos com seu rosto angelical. Seu olhar era negro e tinham um brilho que transmitiam doçura. O garoto não estava se reconhecendo. Sempre esteve mais interessado em garotas como Sam, mas agora só conseguia imaginar o que poderia fazer com Carly na cama durante toda aquela noite.

— Eu sou Griffin Andrews — se apresentou estendendo a mão — sou amigão do Freddie aqui, ele me indicou para estudar na Ridgeway. Acabei de vir de Toronto com ele e vamos começar o ano letivo juntos.

Sam se encantou com a voz de Griffin. Queria que ele falasse coisas sujas para ela depois que desse um jeito de ficarem a sós. Ele era esquisitamente sexy e nunca tinha se visto ficar tão excitada por um cara antes.

Carly ia falar, mas Sam se pôs na frente:

— Sou Samantha Puckett. Me chama de Sam. Minha amiga aqui é dona da casa, mas eu meio que fiz essa festa acontecer. — falou meio sem graça, não queria se gabar, mas impressionar Griffin — Legal que vai pra Ridg! Fica a vontade aí!

Griffin sorriu e agradeceu. Ele achou Sam adorável. Seus olhos eram tão azuis que ele até pensou que pudessem ser de mentira, ele sabia que se atrairia por ela se não tivesse visto Shay primeiro. Achou que poderia arranjar um esquema onde Freddie ficava com Sam e ele com Carly, mas o amigo parecia odiar a loira.

Quando se afastou para procurar bebida, Freddie ficou parado perto da parede do quarto de Spencer e Sam também não saiu de lá. Carly já tinha ido recepcionar outras pessoas que estavam chegando, então Freddie resolveu puxar assunto.

— Não sabia que gostava de festas. Você nem gosta de gente — disse ele em um tom meio ríspido.

— É... as coisas mudam. — Sam queria dizer muito mais com isso do que ele pensava — Eu mudei um pouco, Freddie. Não é como se eu fosse ficar estagnada na minha personalidade de dois anos atrás.

— Eu percebi. Está até usando umas roupas diferentes... — ele a encarou de cima pra baixo — achei maneiro, Puckett.

Freddie estava tentando deixar as coisas que passaram de lado, mas não conseguia. Ele não sabia se podia confiar em Sam e se tornar amigo dela. Ele achou que ela estava diferente, até seu jeito de falar estava menos agressivo. Não pôde deixar de reparar o quanto estava bonita e como seu novo estilo combinava com seu corpo. Ele a estava encarando com certa luxúria e desejo e não queria cair em si para perceber isso porque sabia que se culparia.

Sam percebeu seu olhar, mas não conseguiu decifrar exatamente o que significava. Então, resolveu fazer algo que queria desde que vira Griffin.

— Então, já que somos conhecidos de longa data... — começou ela e Freddie pareceu sair de seus devaneios — será que tem como me arranjar pro seu amigo gato Griffin?

A loira perguntou e Freddie não acreditara naquilo. Não sabia porquê, mas se sentira ofendido. Quis se odiar por estar achando aquela garota a mais linda que já tinha visto. Estava inacreditavelmente surpreso com a coragem dela. Estava inacreditavelmente enciumado, por mais que não admitisse. "Eu reparei em você primeiro!" quis gritar, mas sabia que isso seria incoerente com sua postura sobre ela.

Foi então em que ele se contentou em dizer:

— Gostou do Griffin? Achava que você não gostava de ninguém — riu pelo nariz — acho que posso te arranjar ele, mas vamos ver se ele vai te querer...

Freddie tentou ser provocativo, mas não tinha certeza se havia funcionado. Afinal, quem não ia querer aquela mulher?

Notas finais
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