Changes of Destiny

13 De frente pra lua


Notas iniciais
Desculpa se ficou ruim, pessoal não sei se hoje é meu melhor dia de escrita, mas ganhei inspiração p continuar a história Boa leitura!

— Que bom que pelo menos você conseguiu fechar negócio com a proprietária antes de eu receber essa ligação horrível.

Carly dizia para Griffin no corredor principal do Schneider's Hospital, um dos melhores de Seattle.

Os dois, posteriormente, faziam as últimas visitas nos apartamentos que o motoqueiro tinha considerado alugar. Em sua penúltima parada, decidiu definitivamente ficar com aquele. Era pequeno, mas luxuoso e também tinha uma ótima localização. Além de ser bem no centro, ficava apenas a três quarteirões da casa de Freddie.

Saíram apressados com o carro de Carly assim que receberam o telefonema. Griffin não havia conseguido entender exatamente o que era até que a mãe de Sam entrar no veículo. A morena ficou tão nervosa que não conseguiu explicar com detalhes.

Agora, estavam parados entre a recepção e alguns assentos de espera aguardando Sam e Freddie acabarem de falar com o médico.

Pam já havia sido internada às pressas e estava com soro diretamente injetado em sua veia para a hidratação. Manteve-se desacordada durante todo o trajeto até o hospital, então o nerd e a loira a seguraram em uma posição segura da casa dos Puckett até lá para evitar ainda maiores acidentes.

Sam caminhava cabisbaixa em direção aos amigos enquanto Freddie repousava uma de suas mãos perto do cabelo dela. Seu nariz ainda continuava bem avermelhado e seus olhos inchados, ela já havia parado de chorar desde quando estava a caminho, mas a tristeza em seu olhar parecia piorar.

— Ele disse que ela ainda não está acordada, mas que está bem. — ela suspirou pesadamente — Vocês deviam ir. Amanhã é aniversário do Griffin, não quero estragar o dia dele com essa tragédia de véspera.

Carly a lançou um olhar de pesar e refletiu um pouco em como sua amiga ainda teve estrutura para considerar algo assim mesmo sua mãe estando realmente deplorável. Tinha muito orgulho do que Samantha havia se tornado.

Ela observou Griffin e o garoto estava tentando confortar Sam afagando seus cabelos enquanto a olhava com otimismo.

— Nós vamos ficar... — a morena disse e o bad-boy assentiu com a cabeça — Não podemos e nem vamos te deixar sozinha, Sam.

Freddie aproximou a loira de si envolvendo-a em um quase abraço.

— Eu fico com ela. A Pam pode demorar para acordar, gente. É melhor vocês irem para casa descansar.

Sam até quis protestar, mas não encontrou forças. Estava sem coragem para dispensar Freddie porque ele estava sendo seu maior aliado. Não podia e nem conseguia negar que, apesar de ser esquisito, ela estava confortável até demais com o jeito que o nerd cuidara de tudo. Sentia-se segura e esperançosa junto dele.

— Eu acho melhor também. — opinou Sam — Eu juro que vou ficar bem, pessoal. O Freddie está realmente me ajudando.

Os quatro se entreolharam até Carly ceder a essa ideia. Griffin pediu para que eles se cuidassem e a morena repetiu umas cem vezes que poderiam ligar para ela se algo mais acontecesse.

Dirigiram-se a saída mantendo uma certa distância, porque mesmo que a situação fosse extremamente complicada, não podiam esquecer que agir como um casal na frente de Sam ainda era proibido.

Quando cruzaram a porta de vez, a loira sentou-se em uma das cadeiras ainda fraca e dificilmente acreditando que aquilo tudo realmente estava acontecendo. Parecia um sonho muito ruim, uma realidade paralela ou uma regressão muito sinistra dos tempos remotos de recém viúva de sua mãe.

Seus olhos estavam voltando a marejar e ela sentia que a qualquer momento uma lágrima teimosa cairia e percorreria sua bochecha.

— Por que ela faz isso comigo, Freddie? — a garota sentiu um nó enorme se formar em sua garganta — Quando meu pai morreu nós a ajudamos a parar com isso. Melanie e eu tínhamos só doze anos e fizemos ela nos prometer que nunca mais colocaria uma gota de álcool na boca. Por que ela fez isso de novo? Por que eu tentei fingir que não importava com ela? Por que, Freddie?

O nerd se acomodou na cadeira ao lado dela e quis protegê-la de todos os males do mundo quando a loira começou a chorar novamente. Estava sentindo um buraco enorme se formar em seu peito e julgava a si mesmo como um inútil por não ter feito nada significativo para que a loira se sentisse melhor.

— Sammy, não é sua culpa. — ele delicadamente virou o rosto dela para que o olhasse — A vida não tem sido fácil, sua mãe achou que tinha encontrado um refúgio na bebida. Quando ela acordar, vai poder dizer a ela que o melhor jeito de sair dessa é passando mais tempo com você.

Sam estava completamente hipnotizada pela atenção e cuidado que os olhos de Freddie demonstravam enquanto a encarava. Naquele momento, era como se nada mundo afora existisse mais.

Parecia se importar, unicamente, com o bem estar da Sammy.

A garota achava adorável esse apelido que ele havia inventado.

— Tenho certeza que sua companhia cura tudo. — ele continuou mantendo exatamente o mesmo olhar — Você é simplesmente incrível, Sam.

Sam não aguentava mais simplesmente fingir que não sentia nada por Freddie. Ela ainda não sabia exatamente o que era, quando surgiu ou como lidaria com aquilo daqui para frente. Também não fazia a mínima ideia se teria coragem de bancar um sentimento assim até o fim.

Era a primeira vez que sentia as borboletas no estômago que Carly tanto comentava. Primeira vez que experimentava o formigamento no peito que desejava sentir com Jonah. Como se não bastasse, sentia seu coração pulsar na garanta pela primeira vez também.

Ela tinha certeza que sentiria isso com Griffin quando eles estivessem prestes a se beijar.

Mas, não era isso que estava acontecendo.

Estava experimentando todas essas sensações mescladas num ritmo perfeito com o nerd. Com aquele mesmo Fredward Benson que havia caçoado a vida inteira.

Naquele pequeno período de tempo, ela sentira tudo que pensou vivenciaria ao longo dos anos. Talvez até com pessoas completamente diferentes.

Era insanidade completa perceber que ela estava mesmo tendo mil emoções novas depois de ouvir uma simples frase de uma única pessoa.

A única pessoa pela qual estava se apaixonando de verdade.

— Freddie... — disse de maneira falha sem quebrar a intensidade que os olhares ainda estavam emanando.

Ela sentiu o hálito quente dele bater contra sua boca e agradeceu a quaisquer seres divinos por estar prestes a provar aquele gosto maravilhoso mais uma vez.

Roçou seus lábios com extrema delicadeza nos dele e quis eternizar aquela sensação em sua mente.

Freddie segurou de leve a lateral do rosto da loira e passou o dedão onde descia mais uma lágrima dos olhos dela. Os narizes estavam colados e eles pareciam querer decorar cada toque que surgia.

Finalmente juntaram-se em um beijo calmo e vagaroso. Pareciam estar descobrindo de novo o gosto que possuíam. Não tinham pressa, muito menos desespero. Na verdade, se pudessem parar o tempo bem ali, com certeza o fariam.

Suas línguas acariciavam-se e Sam podia sentir as coisas melhorarem só pela sensação que a invadia.

Seu coração encheu-se de esperança e um conforto inexplicável havia o atingido. O vazio da tristeza pareceu sumir por um instante e tudo que ela conseguia pensar era em como precisava de Freddie mais tempo em sua vida.

Talvez, ela quisesse que ele nunca mais fosse embora.

— Sam, eu... — começou ele quando os dois se afastaram do beijo.

— Senhorita Puckett?

O médico que estava acompanhando a mãe de Sam aproximou-se dos dois. Imediatamente, a loira se levantou da cadeira com expectativa em seu rosto.

— Sim. — disse simplesmente.

— A paciente acordou. Suponho que queria encontrá-la. — ele mirou Freddie por alguns segundos — Mas, só pode entrar um acompanhante no quarto. É o 103 na ala esquerda, aqui neste andar mesmo.

O nerd a encorajou lançando um olhar permissivo.

— Tudo bem. — virou-se para Freddie rapidamente — Eu quero ficar com ela essa noite, está bem? Vai para casa, Benson. Hoje foi um dia pesado demais, você merece relaxar um pouco.

Ela pôs uma de suas mãos no ombro dele acariciando o local. Ele apenas sorriu de lado para ela e a viu se distanciar em direção ao quarto.

Sam balbuciou um "obrigada" quando o médico abrira a porta para ela. A garota se deparou com Pam sentada na cama de um quarto individual um pouco confortável demais. Pensou quanto de suas economias teria que dar para bancar aquela despesa, afinal, esse era um dos melhores hospitais de Seattle.

Sua mãe a lançou um sorriso fraco tentando esboçar alguma reação que não fosse negativa.

Foi a primeira vez em muito tempo que Samantha a viu com a cara limpa. Sempre que estava dormindo pelos cantos ou saindo de casa a noite, estava com uma maquiagem extremamente pesada e usando roupas extravagantes.

Agora ela parecia até normal e saudável.

— O que está acontecendo com você, mãe? Tem noção do quanto eu chorei vendo você nesse estado? Sabe o desespero que foi para te trazer até aqui? — ela tentava conter seu tom, mas estava sendo em vão.

Ao mesmo tempo que era grata por sua mãe estar viva, também sentia raiva por toda aquela merda que estava acontecendo.

— Minha menina... — Pam disse com pesar em sua voz — eu tenho visitado o túmulo do John todas as noites. Depois que a Melanie foi para o colégio interno tudo piorou, Sam. Eu não consigo mais ficar naquela casa, tudo me lembra a ausência dele.

— Porra, mãe e eu? Só porque a Melanie se foi quer dizer que a outra gêmea que ficou não importa mais? — ela sentira vontade de chorar novamente, mas segurou — Para de fazer isso! Eu sei que não tenho condições de ficar visitando o túmulo do papai e por isso não vou lá. Por que diabos você achou que isso seria uma boa ideia?

Pam começara a limpar desesperadamente as lágrimas que desciam pelo seu rosto.

— Eu te amo, Sam! A ausência da sua irmã só me faz pensar que perdi mais alguém, só isso. Tem sido difícil para mim. — ela suspirou afim de se acalmar um pouco — Visitar seu pai me faz bem, tem aliviado o buraco que eu sinto.

— Ah, claro e por isso você sai de lá e enche a cara! Faz todo sentido mesmo, é bem coerente. — Sam soltou uma risada breve em sarcasmo — Você está viciada! Voltou a ser alcoólatra!

— Começou como algo inocente, eu fazia para relaxar, esquecer um pouco o sofrimento. Mas eu paro, filha! Eu faço qualquer coisa para que a gente viva bem.

Sam sentiu um ímpeto incontrolável de abraçá-la e resolveu obedecer. Os braços de Pam a envolviam com certa força e aquele abraço apertado era tudo que as duas precisavam.

— Nós vamos cuidar disso, mãe. — disse perto de seu ouvido — Vamos dar um jeito. a Carly falou que pagaria uma terapia para você, o coronel Shay tem enviado uma grana extra.

— Quero fazer isso pela nossa família. Desculpa te envergonhar, Sam.

A loira fez uma carícia nos cabelos curtos de sua mãe e a lançou um sorriso confiante.

Já havia decidido que passaria aquela noite ali, então era isso que faria. Agora Pam não teria porquê se sentir sozinha, a Puckett mais nova estava disposta a fazer tudo diferente. Nunca mais desistiria de sua mãe ou fugiria de seus problemas.

As Puckett enfrentam tudo.

Depois de acordar ao quase amanhecer esfregando as costas doloridas pelo sofá desconfortável, decidiu que iria para casa dormir mais um pouco e se preparar para mais um dia na escola. As coisas estavam difíceis, mas ela pensara que isso não era motivo para fugir das aulas mais uma vez.

Se esticou ao máximo quando levantara tentando amenizar o incômodo que ainda existia em seu corpo. Pegou o celular do bolso e pediu um carro particular de aplicativo.

Se espantou em ver que eram 4:30 da manhã, teria pouco tempo para dormir, mas pelo menos daria para descansar através de um rápido — mas, bom — cochilo.

Observou sua mãe dormir e desejou em silêncio que aquilo tudo passasse logo. Depositou um beijo em sua testa e prometeu baixinho que daqui a pouco já voltaria para visitá-la.

Percorreu o corredor sonolenta, mas sentiu sua espinha gelar com o que já havia avistado um pouco de longe.

Freddie estava dormindo na cadeira da sala de espera com os braços cruzados e a cabeça inclinada para trás. Sam simplesmente não acreditara. Havia pedido para ele ir para a casa descansar e relaxar, será que ele caíra no sono por acidente?

— Freddie? — a loira o chacoalhou de leve afim de acordá-lo.

Ele espremeu os olhos e os abriu revelando um marrom mais claro do que Sam conhecia. Esfregou os mesmos e eles estavam menores do que de costume.

— Oi... — checou seu relógio de pulso — achei que acordaria mais tarde.

— Espera, você meio que quis dormir aqui?

Ela o observava com surpresa. Sentou-se ao seu lado enquanto o esperava responder.

— Eu não sei. Só achei que não era legal te deixar sozinha aqui. E se acontecesse algo no meio da noite?

Sam não sabia o que fazia. Queria rir, mas também queria abraçá-lo até que ele não fosse capaz de soltá-la. Queria beijá-lo também após pensar que até acordando o nerd era bonito.

Certamente, ele desconcertava até os próprios pensamentos da loira. Ela sempre sabia o que fazer, menos quando se tratava dele.

— Eu te ligaria! Além do mais, todos aqui trabalham vinte e quatro horas.

A garota realmente queria que ele fosse descansar. Achava que Freddie já havia feito muito por ela e nunca saberia como agradecê-lo.

— Assim que fechei a conta decidi ficar, Sam. Para de implicar com isso, agora já foi. — disse levantando rumo a saída — E você está pensando em fazer o que as 4 da manhã? Eu quero chegar em casa e dormir até a noite.

Ela havia parado de escutar quando o garoto se levantou. Como assim fechar a conta? Queria acreditar em tudo, menos que ele estava pagando a estadia de sua mãe naquele hospital. Por Deus, por que as coisas tinham que estar tão esquisitas em tão pouco tempo?

— Espera! — ela disse o puxando pelo braço — Você já pagou tudo para minha mãe ficar aqui?

Freddie revirou os olhos e tentou fixar a ideia de fitar o teto até que aquele pensamento de Sam evaporasse de sua mente. Sentiu-se ridículo por ter deixado isso escapar assim, tão facilmente.

— Não adianta você querer brigar comigo agora, porque já aconteceu e eu não fiz por mal nem nad-

Ele tentou concluir, mas se surpreendeu ao receber um abraço apertado de Sam. Correspondeu sorrindo e beijou o topo da cabeça da garota.

Sentiu como se seus corpos fossem feitos para ficar assim, eles se encaixavam com extrema perfeição e Freddie não se importaria em pagar mil estadias para Pam Puckett se soubesse que receberia um abraço como esse todas as vezes.

— Eu te agradeço muito. — ela o olhou com ternura — Mas, não precisa mais fazer isso. Juro que não estou nem um pouco interessada no seu dinheiro.

Freddie apenas balbuciou uma frase boba cheia de sarcasmo o que o rendeu um tapa forte de Sam em seu ombro.

Eles saíram do hospital e foram juntos para a casa da loira. A garota contara que desejava ir para a escola mesmo com todas as circunstâncias. Freddie quis protestar, mas sabia que ela não conseguiria acordar quando percebeu que já estava até dormindo apoiada em seu peito durante o trajeto até sua casa.

Matutou um pouco sobre estar se apaixonando por aquela garota mesmo que tudo tenha começado com um plano. Estava decidido em mantê-la na sua vida e faria de tudo para que ela nunca descobrisse que suas motivações não eram as melhores lá no início.

Ele já sentia-se um homem completamente diferente e teria que provar isso para Sam Puckett.

Notas finais
ja ja vem caps mais alegres!!! kkkkkkk o aniv do Griffin ta quase ai, vai ser babado, aguardem