Changes of Destiny
7 Casualidade inevitável
Notas iniciais
Maior loucura de todos os tempos. Nem jogar sete bolinhas de golfe seguidas em direção as meninas do futebol durante o treino se compararia com aquilo que eu tinha feito ontem. Nem se eu quisesse atirar minha meia de manteiga no Papa seria tão louco quanto o que eu vivi naquela tarde.
Acho que a única coisa mais doida do que isso tudo é ter ido embora daquele quarto de hotel há umas boas horas e ainda estar acordada pensando naquele nerd que tinha se tornado extremamente gostoso.
Sei que é insano perceber que a melhor gozada da minha vida foi com um lerdão que não tinha beijado ninguém até seus 15 anos. Como ele mudou! Será que começou a fazer academia? Eu sou a garota qual número que ele já tinha transado? Onde ele aprendeu a fazer aquele oral?
É possível que eu esteja alucinando pelo horário e porque daqui a pouco eu tenho que levantar para ir para merda daquela escola. Não sei como vou encarar Carly, Griffin e principalmente Freddie.
— Você sabe que ninguém precisa saber, né?
Aquela frase parecia ecoar na minha mente a cada segundo. Ele estava certo, ninguém saberia e não sei se é tão errado assim me divertir em um sexo casual. Quer dizer, eu não sou nenhuma puritana e se eu tinha gostado por que não?
O bobalhão mesmo disse que seria segredo, então provavelmente não vai contar nada a Griffin. Também acho que homens não ficam expondo muito suas relações sexuais com mulheres e isso era, com certeza, um alívio.
É óbvio que uma foda esporádica não leva a paixão, isso é baboseira de filme ou seriado. Eu ainda podia me considerar interessada em Griffin, mas até ele render, eu me divertia.
Qual é? Estou solteira, mas não morta!
Resolvi levantar e me preparar para o oficial primeiro dia naquele inferno. Um banho gelado cuidaria da minha preguiça aguda e um bom café da manhã recheado de bacon me manteria sã pelo resto do dia.
Quando desci as escadas de casa já pronta — porque simplesmente coloquei qualquer roupa que havia no meu armário — e vi minha mãe dormir no sofá.
Que vidinha boa, Pam Puckett. Deve ter chegado de algum encontro com um esquisitão onde encheu a cara e caiu morta ali mesmo.
Decidi dar de ombros e fazer minha comida. Hoje eu não me estressaria com pouco.
Quis morrer quando vi que estávamos sem margarina para omelete e comi o bacon puro mesmo. Só uma panqueca animaria mais aquele café da manhã, mas minha querida mãe nunca fazia as compras do mês.
Saí batendo a porta sem me importar se ela acordasse e decidi ir a pé ao Ridgeway. Eu estava um pouco sem graça de ter que encontrar Carly por causa daquele mini-vexame no quarto de hotel. Hoje eu não teria coragem de pedir carona, só hoje.
Se ao menos eu tivesse minha moto, como o Grifiin...
Quando avistei a Ridge tive certeza de que eu havia me atrasado. O carro de Carly já estava bem estacionado e pela porta um pouco transparente, era possível notar que ninguém estava nos corredores perto da porta principal.
Ao entrar, me assustei em ver uma multidão de pessoas tentando enxergar um grande quadro na parede que ficava no meio do pátio. Concluí que a grade de horários já havia saído e eu precisaria checar quais seriam minhas aulas daquele semestre.
Depois de muito empurra-empurra e algumas cotoveladas que lancei sem ao menos ver em quem era, consegui dar uma boa olhada nas matérias que me aguardariam esses meses. Tentava anotar nas minhas mãos as principais que eu não poderia deixar de comparecer usando a caneta que estava perdida no bolso da minha calça.
Percebi uma maioria se afastar e já não estava uma multidão tão irritante como antes a minha volta. Mas, isso não queria dizer que meu pesadelo tinha acabado. Quando sentir minha nuca esquentar, tive certeza que havia acabado de começar.
— Não sabia que gostava de informática avançada, Puckett — disse Freddie se aproximando de mim enquanto olhava o quadro de horários.
— Eu não sou nerd que nem você, mas gosto de tecnologia. — disse tentando dar de ombros.
— Que bom que vamos ter uma aula juntos... O semestre vai ser interessante.
Se virou para mim olhando de cima a baixo. Nerd, se você me deixar molhada na escola, eu prometo que faço a dança do punho bem no meio da sua cara.
Me afastei mirando chegar em meu armário para tirar o peso que aquela mochila já estava fazendo em meus ombros. Fiquei um pouco confusa ao ver Carly falando no telefone enquanto mantinha um sorriso de princesa da Disney na cara sem disfarçar.
— Já, já nos falamos! — desligou as pressas pigarreando — E aí, Sam! Como deixou o Freddie vivo depois do hotel?
Pergunta errada, Shay. A certa seria como ele me deixou viva depois daquela surra de prazer.
— Ah, sei lá! Nem fiquei muito tempo, já saí fora. — menti abrindo meu armário — Ninguém merece o nerd enchendo o saco com a quantidade de comida que eu peço.
Carly me olhou com um sorriso curioso nos lábios. Ela não podia nem sonhar que eu tinha transado com o boboca. Nem em pensamento isso seria cabível. Mil vezes não.
— Pelo menos um soco eu evitei. Você ia matar o menino!
Fechou seu armário e olhou atentamente para um papelzinho em suas mãos.
— Minha primeira aula de hoje é História. — a morena falava — Eu dormiria, mas seria um vacilo com o senhor Sandman, ele é tão legal...
Pareceu mais pensar alto do que falar comigo diretamente.
Percebi Griffin se aproximar de nós pelo barulho das suas surradas e estilosas botinas que ele gostava tanto de usar. Deu um sorriso simpático e balbuciou um "bom dia" meio desanimado.
É, ninguém merece começo de semestre.
— Curtiram um pouco o hotel ontem? — indagou colocando suas mãos em nossos ombros.
Eu curti bastante, bad-boy. Seu amigo nerd me comeu até eu dizer chega, quase fomos para um segundo round, mas eu travei porque pensei em você.
Gostou?
— Eu nem fiquei tanto lá... — Carly começou — assim que você foi embora, eu fui também. Sam e Freddie começaram a discutir e aquilo me irritou tanto que eu resolvi ir para casa.
Griffin tentou segurar uma gargalhada.
— Quando eu cheguei, estava tão cansado que nem percebi que a cama estava desarrumada de um jeito até exagerado. Sei que a Sam se deitou quando a gente chegou, mas estava bem bagunçada mesmo.
Fodeu.
Por que fomos tão idiotas? Deixamos a cama do garoto toda desorganizada e provavelmente cheirando a sexo.
E que sexo!
Espera, Samantha, o quê?
— Eu tirei um cochilo depois de almoçar. — falei torcendo para que não tenha gaguejado — Foi mal pela zona. Eu me mexo muito dormindo!
Isso, isso, isso! Funcionou? Foi convincente? Por favor me diz que foi!
— Tranquilo! — ele disse me lançando um sorriso sereno.
Ouvi o sino de início das aulas soar e quis bufar por aquilo estar mesmo acontecendo. Por que a escola não começa às duas da tarde e termina às duas e quatro?
Me dirigi ao banheiro para lavar o rosto e adiar um pouco mais aquele momento. Queria tanto estar em casa dormindo ou comendo uma porção de frango frito enquanto assisto A Vaquinha.
Quanto mais cedo eu for, mais cedo acaba.
Olhei-me no espelho querendo morrer por estar com aquelas olheiras que denunciavam que eu não tinha dormido nadica-de-nada. Sei que era impossível que deduzissem isso, mas eu não tenho pavor que as pessoas saibam que eu não dormi porque estava pensando em como o rei dos idiotas tinha me chamado de gostosa com uma voz tão avassaladoramente sexy ontem.
Passei minha mochila pelo ombro direito e me direcionei a porta de saída.
— Precisamos conversar, loira. — disse o nerd em que eu estava pensando minutos atrás assim que me viu saindo do banheiro.
O corredor estava vazio, todos os alunos já tinha ido para suas salas, o que o Fredward estava fazendo ali ainda?
Não tive tempo de pensar e ele já tinha me arrastado para um quartinho escuro que ficava na ala do banheiro feminino. Acho que era o canto da zeladora Velmann que eu ainda não havia visto hoje. O olhei meio atordoada enquanto deixava minha mochila no chão.
— O que é? O que pensa que está fazendo, Freddie? Fala rápido porque temos que sai-
Ele nem deixou que eu concluísse minha frase e me agarrou como se eu fosse o último pacote de bolo gordo no armário. Passei os dedos indelicadamente pelos seus cabelos na mesma hora. Seus lábios envolviam os meus numa perfeita sincronia desesperada e calorosa.
Ele passou a mão por toda extensão das minhas costas enquanto descia para acariciar minha nádega direita. Aquilo me fez gemer baixo em seus lábios e ele me virou contra a parede com uma força desnecessária.
— Eu pensei em você a noite toda. — disparei entrecortado perto de seu ouvido enquanto ele se deliciava beijando a parte do meu colo mais próxima do meu seio.
Freddie sorriu com malícia e me levantou com as pernas separadas para que eu pudesse me encaixar perfeitamente a ele.
Nossas corpos se roçavam em urgência enquanto nos beijávamos sem nenhuma delicadeza quase competindo espaço com nossas línguas.
Que homem fodido. Por quê ele precisava ser tão bom daquele jeito? Por quê eu já tinha certeza que estava estupidamente encharcada naquele momento?
Ele me desceu de seu colo e começou a tirar a camisa com rapidez. Mamãe gosta tanto desses ombros largos. Que delicioso que ele estava, eu podia sentir minha vagina se abrindo de desejo para que seu pau me preenchesse completamente logo.
Colocou sua mão direita sobre o meio das minhas pernas — se é que você me entende — e começou a massagear de forma bruta por cima daquela calça que eu estava usando. Se demorou um pouco nesse movimento enquanto me encarava com suas íris negras de tesão.
— Eu preciso fazer isso, Sam — disse ele ofegante enquanto arrancava minha calça jeans fazendo o botão voar para o outro lado do quartinho.
Tirei minha blusa rapidamente e ele pareceu delirar ao fitar meu par de seios já sem sutiã. Eu não tinha colocado mesmo antes de vir.
Freddie me segurou pelo cabelo e começou a sugar meus dois seios — intercaladamente — como se fosse a última coisa a se fazer na terra.
Usou sua outra mão livre para tapar minha boca quando meus gemidos ficaram altos demais para aquele ambiente. Puta que pariu, eu estava prestes a foder na escola.
O afastei e me irritei ao ver que ele ainda estava de calça. Eu precisava me livrar daquilo de uma vez.
Desabotoei e abaixei com força levando sua cueca junto. Seu pau duro na minha frente era a maior perdição que eu podia tocar.
Ajoelhei em sua frente e me pus a lamber o topo de seu pênis e quis decorar cada gosto que existia ali. O vi tombar a cabeça para trás soltando um suspirar baixo cheio de satisfação. Comecei a me demorar com as lambidas por toda a extensão de seu membro e ele parecia conter um gemido alto quando mordeu seu lábio inferior.
Finalmente, o enfiei todo na boca e ele repousou uma de suas mãos por cima do meu cabelo. Iniciei os movimentos de vai e vem delicada e vagarosamente e Freddie arfou enquanto afastava meus cachos com suas duas mãos.
— Caralho, isso... que delícia. — ele dizia enquanto acompanhava atentamente meus movimentos.
Acelerei arrancando gemidos roucos dele e me afastei apenas batendo uma ainda ajoelhada. Levantei do chão formando um sorriso endiabradoenquanto tirava a minha calcinha.
Fredward quis tomar meus lábios assim que joguei minha calcinha em qualquer canto.
Mas, eu rapidamente virei de costas me encostando na parede. O olhei por cima do ombro provocativa e esperava ansiosamente para que ele me metesse sem demora.
Desesperadamente, envolveu um de seus braços por trás de mim enquanto beijava meu pescoço levemente e mordiscava o lóbulo da minha orelha.
— Safada. — ele sussurrou — Você sabe que vai ser impossível ficarmos sem fazer isso.
Eu dei um pequeno riso abafado.
— Quem disse que eu quero parar?
Essa minha pergunta foi suficiente para que Freddie me apertasse com mais força dando um tapa estralado na minha nádega esquerda. Iniciou uma movimentação com seu pau completamente desnudo em cima das minhas partes sensíveis enquanto fazia menção de penetrar.
Suspirei em um quase gemido com tamanha ansiedade.
Ele me penetrou com seu membro livre de látex ou qualquer outra coisa e isso nos fez arfar de prazer ao mesmo tempo. Eu conseguia ouvir ele respirar pesado perto da minha nuca e eu estava apertando meu lábio inferior com os dentes usando maior força que eu podia para conter um grito.
Eu já estava totalmente debruçada para ele e sentia uma cachoeira descer de dentro de mim quando ele puxava com mais força meu cabelo.
— Quero que você goze pra mim, nerd. — soltei respirando com dificuldade — Goza na minha boca.
Freddie acelerou ainda mais seu ritmo de estocadas e eu quis gemer mais alto que qualquer atriz pornô. Então, simplesmente comecei a morder meu próprio dedo indicador porque eu sabia que aquele gemido não poderia, em hipótese alguma, escapar.
— Você está me apertando tanto! — ele disse alto — Ah, Sam, eu vou...
Antes que ele pudesse terminar, me ajoelhei posicionando seu pênis na minha boca. Senti seu líquido quente preencher todo aquele espaço enquanto ele gemia alto pausadamente.
Engoli e me levantei satisfeita. Ter feito Freddie gozar tanto foi esquisitamente satisfatório para mim.
Ele me beijou com fúria como se estivesse validando aquilo que tínhamos acabado de fazer.
Quem diria que o nerd estava sendo uma droga na minha vida. Viciante, desconcertante e quase impossível de largar. Seu beijo já estava me deixando inebriada, seus braços já me deixavam amolecida. Sexo casual não leva a paixão, então estava convencida que precisaria fazer mais vezes.
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