Changes- Interativa
2 Rebeldes
Notas iniciais
Oooooooi! Ainda esperando as fichas! Esse cap ficou bem melhor que o anterior... espero que aproveitem! Estou doida para conhecer as suas personagens!
Aaaaaaaaargh! Que porcaria de dor de cabeça! O que é isso, meu Deus? Elefantes dançando samba?
Abri os olhos calmamente, tentando me acostumar com a claridade. Sentei- me na cama colocando a mão na cabeça.–Pelas barbas de Odin!- exclamei e olhei para o quarto, procurando minhas criadas- Que dor de cabeça é essa!Ouvi um barulho irritante de um alarme soando e praguejei, não havia notado a importância dele até um guarda entrar no meu quarto desesperado.–Venha, princesa! Temos que colocá- la num lugar seguro!Rebeldes? Mas eles não atacavam há mais de 14 anos! Segui o guarda, mal notando o caminho em que estava passando. E esse foi o meu erro. Se eu tivesse olhado, perceberia que ele não estava me levando para o abrigo Real.–O que…?- perguntei tarde demais, ele me jogou num abrigo qualquer e fechou a porta.Encolhi- me quando vi seus olhos, eram pura faísca. Estava sentada no chão e notei que ele começou a tirar o uniforme lentamente. Arregalei os olhos e gritei para alguém me tirar dali.–Pode gritar o quanto quiser, Alteza- ele disse e gargalhou maleficamente- com o ataque… ninguém irá te ouvir.Ele me levantou e começou a me agarrar. Debati- me e consegui acertar um soco em seu queixo e me afastar. Ele sorriu com o queixo um pouco vermelho e me deu um tapa na cara.–Acho melhor você ficar quieta!- gritou- Eu posso te matar, garota- pegou minha cabeça e bateu na parede. Desabei no chão e segurei o choro. Não iria dar esse gostinho- Agora vem cá.Fechei os olhos e respirei fundo. Agora só restava sobreviver.***–Você viu a Sam?- perguntei aos meus pais enquanto andava de um lado e para o outro.- Ela não chegou.Minha mãe e meu pai estavam de mãos dadas e preocupados com meus irmãos, que nunca haviam presenciado um ataque rebelde… poxa… nem eu! O último eu tinha uns 5 anos! –Samantha está bem, Jony- meu pai garantiu e viu que Kessy estava tremendo do outro lado do abrigo- provavelmente- ele continuou enquanto se levantava- deve ter sido levada para um outro abrigo devido a complicações. Isso acontece. Kessy, querida… não precisa ficar desse jeito.Não conseguia aceitar essa explicação. Isso não era verdade. Eu sinto que tem algo acontecendo com a minha irmã, sinto mesmo! –Eu vou procurá- la- avisei enquanto me direcionava para a saída do abrigo. Um guarda parou e me barrou, impedindo- me de sair daquela porcaria.–Não!- minha mãe exclamou e se levantou. Ela veio até mim e pôs as mãos no meu ombro, numa tentativa de me acalmar. Eu encarei seus olhos azuis tão parecidos com o meu e o seu cabelo tão parecido com o da minha irmã. Minha mãe, nos seus 37 anos, continuava maravilhosa e estonteante e seus olhos continham um brilho divertido, como se a America jovem de quem tanto ouvi falar não tivesse ido embora.- Querido, não acho que seja uma boa ideia. Você iria revelar a nossa localização e ainda se arriscar. Sam está segura, ela é a segunda na linhagem do trono. Fique tranquila, a segurança dela é uma das prioridades.Assenti e voltei a sentar. Um breve resumo sobre a família real Schreave nesse meio tempo em que estou muito desesperado e louco para pensar em alguma outra coisa sem ser Samantha.America e Maxon Schreave, os soberanos de Illéa, se conheceram na Seleção, na qual se apaixonaram e se casaram. Um ano depois, minha mãe engravidou de mim e de Sam, fazendo o povo todo entrar em festa. Nascemos (é claro) e o herdeiro nasceu. Jonatah Cansyton Schreave, sua Alteza Real, o príncipe herdeiro. Dono de cabelos loiros meio escuros e olhos azuis fortes, pele branca e músculos atraentes e corpo gostoso (modéstia a parte). 7 minutos depois nasceu Samantha Delly Schreave, sua Alteza Real, a segunda na linha de sucessão. A pessoa mais nerd que eu já vi e a mais festeira… tudo ao mesmo tempo. Encantava todos por onde passava com seus olhos castanhos chocolate meio claros e cabelos ruivos sedosos e cacheados, corpo bem desenvolvido (bem mesmo), pele branquinha e carisma. Vivemos normalmente por quase mais de um ano, até que minha mãe engravida de novo. Meu pai entrou em um êxtase tão profundo de alegria, que deu uma festa que durou quase o dia todo. Um tempo depois, nasceu Kaden Estephen Schreave, sua Alteza Real. Com dezessete atualmente, cópia fiel à personalidade do meu pai. Cabelos castanhos claros e olhos azuis notáveis, fazendo contraste com a sua pele bronzeada. É o mais responsável e estudioso da família.Não sei o porquê da fissuração dos meus pais em terem filhos (fiquei sabendo que minha avó era doente e quase incapaz de gerar algum filho, então meu pai sempre temeu isso para ele. E minha mãe sempre quis vários… então…), mas mais uma nasceu. Kessy Fenley Schreave, quinze anos agora. Possui cabelos loiros muito claros e olhos azuis adoráveis e branca como porcelana, a qual ela definitivamente parecia uma boneca.Fui para onde meu pai conversava com Kessy, tentando distraí- la, e o chamei com um aceno de cabeça. Ele assentiu e suspirou.–Volto daqui a pouco, loirinha. Só deixa eu ver o que seu irmão está querendo.
Quando estávamos longe o suficiente de todos, comecei a falar sobre o que estava me afligindo.–Por que os rebeldes estão aqui?- perguntei num sussurro.–Eu não faço a mínima ideia- meu pai respondeu e me encarou com um olhar preocupado.- Pensei que tínhamos dado tudo o que o povo queria. O que mais eles podem querer?Assenti, compreendendo a preocupação de meu pai, tínhamos que descobrir o que esses infelizes queriam.–Eu…Meu pai foi interrompido por um guarda que entrou no abrigo. Prendi a respiração por um segundo, temendo que fosse um rebelde.–O ataque acabou, Majestade- ele disse e houve um suspiro coletivo, pensávamos que era só isso, mas ele ainda estava com um olhar aflito, como se decidisse se diria algo ou não.–Algum problema?- minha mãe perguntou gentilmente, levantou- se e se aproximou do guarda.–Hum… durante essas duas horas de ataque… er…- ele gaguejou.- Bom, temos o costume de verificar os abrigos depois de todos os ataques e fizemos isso. Bom… a questão é: aconteceu algo com a princesa Samantha.Meu coração parou. Tive que lutar contra o impulso de correr cegamente pelo castelo.–O que aconteceu?- meu pai perguntou num tom meio desesperado e meio contido.O guarda olhou para o lado e depois voltou a olhar para nós.–Ela não morreu- ele garantiu e eu respirei fundo.- Mas acho melhor suas Majestades virem comigo.-Todos nos levantamos preparados para segui- lo, mas o guarda voltou a nos barrar.- Apenas o rei, a rainha e o príncipe herdeiro, por favor. Nós levaremos os mais novos imediatamente para a biblioteca Newsome. Prometemos.Meu pai assentiu e lançou um olhar inquisidor para os meus irmãos, que concordaram firmemente. O guarda começou a nos conduzir, mas tudo o que eu queria era mandá- lo andar mais rápido. Ele nos conduziu até o andar de baixo e apertou o botão invisível (ou escondido) na parede. A cena que eu vi lá… partiu meu coração em dois milhões de pedaços. Sam estava com o pijama rasgado e chorando num canto. Ela parecia está tremendo.–Sammy?- meu pai chamou carinhosamente. Ela nos olhou com os olhos marejados e todos prendemos a respiração. Ela estava cheia de hematomas e seu olho estava roxo.–Mamãe- ela murmurou baixinho e voltou a chorar, minha mãe correu para abraçá-la. Ela ficou quase pendurada, como uma criancinha.–O que aconteceu, amor?- America perguntou com voz aflita. Eu e meu pai nos entreolhamos e sentamos. Eu do lado da Sam e meu pai do lado da minha mãe.–Eu.. eu…- ela começou a dizer e olhou bem nos olhos da minha mãe.- Ele me forçou, mamãe. Foi horrível. Foi…. foi…–Pera… Sam… você está dizendo…- meu pai começou a dizer e respirou bem fundo, como se a simples ideia já o machucasse- que você foi violentada?Sam não disse nada, apenas assentiu voltando a apertar minha mãe contra o seu corpo. Minha mãe estava com os olhos arregalados e apertava a ruiva como se fosse a sua sobrevivência, ela olhava para o meu pai aterrorizada e começou a chorar, provavelmente pensando em como isso pôde acontecer. Meu pai ficou estático e pôs a mão no ombro de Sam, parecia que não sabia como lidar com essa merda toda, seus olhos estavam lacrimejados e ele olhava para a minha mãe pedindo um socorro, mas depois percebi raiva no seu olhar.E quanto a mim? Bom…É assim que você se sente quando é esfaqueado dez mil vezes e seu mundo desmorona?
Notas finais
Mandem elas! O formulário está no cao anterior!
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