Notas iniciais
Oi gente! Algum tempo sem postar, como sempre. Mas eu estou relativamente rápida comparada aos meus outros capítulos. Boa leitura!

A cabeça de Leo doía.

Ele não costumava ser um chato que só sabe reclamar, mas naquele momento a única coisa que queria era um poderoso dorflex. Na verdade, tudo que conseguia sentir no momento era desânimo e tristeza.

Abriu levemente os olhos, a luz do dia o deixando cego e com ainda mais dor de cabeça. Pôs as mãos no rosto, seu estômago embrulhando cada vez mais.

–Ei Leo, tudo bem?

Ele reconheceu a voz, tão doce e ao mesmo tempo tão inquisitiva que era praticamente impossível não reconhecê-la.

Nem em um milhão de anos ele esqueceria da voz de Annabeth Chase, até porque havia sido ela a garota que o trouxe para o acampamento meio-sangue, que o tirou daquela escola horrorosa e indiretamente, foi Annabeth que o fez conhecer ela.

–Pelo que parece eu apaguei, certo?

Annabeth deu um mínimo sorriso, pôs suas mãos gélidas na testa dele, o que era um bom contraste já que Leo estava com febre.

–Sua temperatura abaixou, isto é bom — Leo sentia que seus olhos estavam inchados, e que seu corpo todo estava dolorido.

Em seu pensamento, ele naquele momento deveria estar parecendo os personagens de The Hunger Games picados por teleguiadas, só que um pouco mais feio.

–Eu estou na enfermaria, não é?

Annabeth riu.

–Sim, é claro. O que você está vendo?

Leo deu um mínimo sorriso, o que fez todos os músculos pertos do ato se retesarem e doerem.

–Você e a enfermaria, eu só queria ter certeza.

Nos últimos dias, Leo aprendeu a perguntar aonde exatamente estava, para poder não se perder no contexto. Um homem ferido raramente consegue avançar em alguma coisa sem a ajuda das perguntas.

–Eu tive que dar um pé na bunda do seus amigos para que eles não ficassem aqui o dia inteiro — ela deu um mínimo sorriso enquanto olhava para o chão, os óculos de grau insistindo em cair por seus olhos — Você tem sorte de tê-los.

Leo parou por um segundo, lembrando-se rapidamente de quem eram seus amigos. Piper e Jason, tinha que se lembrar. Nos últimos tempos ele percebeu que havia simplesmente se esquecido deles, como se por algum acaso ele não estivesse naquele lugar antes por puro azar.

Efeitos colaterais danosos podem acontecer caso você se apaixone, portanto cuidado.

–Sim, eu tenho — Leo voltou a encostar sua cabeça no travesseiro. Deixando-se mais uma vez se levar para as terras do sonho. Mas antes, conseguiu ouvir algo da voz inquisitiva de Annabeth:

–Você é importante para a missão Valdez, durma bem.

(...)

–E agora, hein!? Me diz, e agora?! — Vic parecia levemente vingada, por mais que seu tom de voz mostrasse preocupação absoluta.

Percy olhava para ela com a cabeça levantada, seu corpo jogado no sofá da forma mais solta possível. Sua mão tampava parte de sua bochecha e boca, seus olhos seguiam o movimento de Vic com tremenda cautela.

Nico parecia (o que acontecia raramente) sem saber o que dizer. Sua boca tentava formular algo mas tudo que saía era alguns murmurros, cortados por Vic logo depois.

Thalia e Zac apoiavam Perseu, pondo as mãos em seus ombros e dando leves tapas nas costas deles.

Vic finalmente se calou, como eu disse anteriormente, ela não parecia totalmente revoltada com a situação. Era até interessante ver que tudo o que havia dito antes estava realmente acontecendo.

E então era assim ter a sabedoria?

Ela gostava da sensação.

–Tudo bem, eu não fui a única exceção nesta besteira toda. E daí? Isto realmente não importa, tudo bem?

Vic deu seu belo sorriso sedutor, Percy achava uma pena sua expressão porém parecer de uma felina prestes a atacar.

–Você sabe muito bem quem manda heróis para Ogígia: Deuses — ela cruzou os braços. Falando o óbvio, é claro. Mas aquilo que ninguém realmente queria ouvir.

O chalé de Hades parecia cada vez mais sombrio.

–E…? — Percy gesticulou com a mão, aborrecendo-se cada vez mais com as atitudes de Victória. A filha de Vênus bateu as mãos nas próprias pernas, bufando e exaltando.

–E? Porque os Deuses mandaram ele para Ogígia? Porque ele é importante? Porque… Calipso voltou?

O ambiente ficou tenso, tenso como um gelo. O coração de Percy ficava ainda mais apertado, apertado porque se sentia cada vez pior e ao ver esta história voltando à tona…

–E o mais importante: Como ele conseguiu voltar? Como aquela bruxa não…

–Ela não é uma bruxa, Vic! — Percy se levantou, gritando e se assustando com seu próprio tom de voz — Não culpe as fraquezas de um herói em outras pessoas…

Vic chegou extremamente perto de Percy, como ele era cego! Como ele era cego quando amava alguém! Exatamente como acontecia com aquela filha de Atena.

–Fraquezas? Uma “pessoa”? Alguém que encanta, apaixona e depois chuta pra mim não é uma pessoa correta! Pra mim nem é uma pessoa, é uma bruxa!

–Vic! — Nico se levantou, respirando fundo. Sua voz retumbou no meio da briga: Cautelosa e ao mesmo tempo brava — Tudo tem um limite, cuide da sua própria vida para variar.

As bochechas dela saíram do tom branco, para o vermelho e enfim para o roxo. Não aguentava mais tudo aquilo: Todos ficavam contra ela, sempre. Ninguém mais a deixava falar suas próprias opiniões.

Nem seus amigos confiavam mais nela.

Lágrimas escorreram por sua bochecha, talvez pelo seu prévio pensamento ou talvez porque a voz de Nico a lembrava a morte. Ela não sabia, só sabia que estava cada vez mais arrasada.

–Eu estou cansada — sua voz de choro e sua respiração forte deixaram todos atônitos. Os olhos azuis elétricos de Thalia estavam arregalados, ela nunca pensou que estaria viva um dia para ver Vic chorando — Cansada de todos vocês!

O ambiente ficou ainda mais tenso depois que ela bateu a porta com tanta força que o chalé tremeu. Percy repôs seu corpo na poltrona mais uma vez, estava esgotado daquilo tudo. Cada dia que passava odiava ainda mais sua vida de meio-sangue. Naquele exato momento queria pegar suas coisas e voltar para a faculdade. Ter suas gloriosas férias de verão e enfim ter uma vida normal.

Saiu dali logo em seguida, sendo acompanhado por uma rajada de vento e andando determinado pelo acampamento. Andou e andou até chegar as barracas roxas dos romanos.

Foi até a barraca maior e com um mastro do SPQR fincado. Chamou pela pretora.

Reyna estava da mesma forma de sempre: forte e dura como uma pedra. Percy cruzou os braços.

–Estou requerindo uma nova reunião entre acampamentos, para decidirmos de vez qual será o futuro da nossa união.

(...)

Annabeth mordeu o lábio inferior ao pensar mais uma vez sobre aquilo. Não poderia estar em seu ambiente mais saudável. Muito pelo contrário, estava doente e viciada.

E deveria parar o mais rápido possível.

Olhou para o calendário encima da mesa cheia de mapas do chalé 6. Faltavam apenas duas semanas para que as férias acabassem e então ela preparasse suas coisas para sua nova faculdade.

Nem havia pensado ficar um dia sequer no acampamento, muito mais férias inteiras. Mas tudo estava colado um no outro, como uma cola muito poderosa:

Romanos e Gregos deveriam ficar juntos, e dali a poucos dias a união seria mantificada. Leo Valdez tinha algum papel muito importante em tudo isto, ela só não sabia como. E agarrado em Valdez estava este seu espantoso sumiço e um nome sussurrante.

Nome sussurrante este que deixara Perseu extremamente pálido e estranho. Um pouco assustado, talvez.

Por isto estava doente, e viciada. Tantas coisas para pensar, tantas trilhões de coisas para refletir. E tudo que passava por sua cabeça era aquele maldito dia, aquela maldita cama e aqueles malditos lábios.

Aquele maldito filho de Poseidon.

Recolocou seus óculos e limpou um pouco de suor da testa, estava especialmente quente naquele dia. E ela não conseguia ficar sentada naquele chalé abafado pensando em soluções e planos.

Saiu do chalé e foi até a praia, mas por algum motivo não estava satisfeito em apenas estar na praia. Por conta do calor, ali estava cheio. Então foi andando e andando até que não tinha ninguém num raio de quilômetros em nenhum lado.

Tirou a própria blusa e sentou encima dela. O sol agora queimando suas costas salpicadas de sardas e deixando suas pernas ainda mais bronzeadas.

Não conseguia entender porque não tinha mais ódio por Percy, porque tudo aquilo que foi falado ano passado naquela missão parecia tão… Irreal e distante.

Não conseguia pensar mais nos defeitos de Percy, por mais que tivesse certeza que ele era cheio deles.

Apaixonada outra vez, aquilo só poderia ser brincadeira.

–Você está roubando meu lugar favorito desta praia — falou uma voz masculina. Annabeth fechou os olhos e deu um mínimo sorriso.

–E por algum acaso você é dono daqui?

Percy trocou o peso do pé. Seu sorriso de lado aumentando cada vez mais, Annabeth decidiu focar naquilo e não em seu peitoral despido, coberto apenas pelo colar preto de contas do acampamento.

–Acho bem perigoso você fazer este tipo de pergunta ao filho do Deus dos Mares.

Annabeth sentia o sol bater através de seus óculos de grau, mas ainda sim deu um sorriso enquanto apoiava seus cotovelos na areia.

–Eu gosto do perigo.

Percy tinha uma imensa canga azul, além de três coca colas nas mãos. Ele realmente estava preparado para passar a tarde na praia. E Annabeth percebeu aquilo.

–Se aqui realmente for o seu lugar e você quiser ficar sozinho… — ela arqueou uma sobrancelha, mordendo um pouco o lábio inferior. Percy esticou sua canga ao lado dela.

–Você realmente acha que eu prefiro ficar sozinho invés de ter sua ilustre companhia?

Annabeth sorriu, olhando para a areia.

–Nunca se sabe…

Percy olhava diretamente para seus olhos cinza, depois de alguns segundos sério ele acabou dando um mínimo sorriso.

–Porque você não se senta aqui comigo?

–Isto seria ótimo já que a minha blusa está servindo de canga… E agora eu posso colocá-la mais uma vez.

Annabeth se levantou e se sentou ao lado de Percy, mas ao pegar sua blusa o moreno puxou do seu braço.

–Você não vai usar uma blusa enquanto está na praia, não é? Isto seria um ultraje para o filho dos Deus dos Mares.

Annabeth deu um mínimo sorriso.

–E qual é a roupa apropriada para ficar na praia?

Percy passou a língua pelos lábios, o sol quente batia em seus cabelos negros e aquele lugar parecia realmente ser o ideal para ele.

–Você? Eu preferiria sem roupa nenhuma.

Annabeth não pode deixar de sorrir, seus olhos cinza escurecendo-se. Ela acabou tirando os óculos e se levantando.

Tirou o sutiã preto que cobria seus seios, e depois o short jeans que naquele momento a incomodava tanto.

Percy apoiou seus cotovelos na areia, seus olhos faiscando enquanto observava o pequeno stripper de Annabeth.

Ela se deitou novamente ao seu lado, suas bochechas vermelhas de vergonha mas ao mesmo tempo determinada e confiante. Percy a secou de cima à baixo, ela tinha um corpo perfeito para ser esculpido. Como uma Deusa grega.

Suas pernas eram douradas e os poucos cabelos loiros brilhavam pela luz do sol. Seus seios tinha as aureolas e bicos rosas. Seus braços reluziam à luz do sol.

–Você não sabe o quanto eu estou me resistindo pra não te comer toda agora — Percy comentou, olhando para o mar. Assim como ela, que tinha os olhos focados no horizonte azul.

Perseu notou os bicos dos seios de Annabeth endurecerem, enquanto seus olhos ficavam mais escuros. Abriu uma lata de coca enquanto se segurava o máximo possível.

Estava esperando uma tarde relaxante e calma, e não tensa e… agitada.

Annabeth ainda tinha aquele pensamento na cabeça que não iria, de forma alguma, ser domada por Perseu. Vê-lo ali, tão irritado e inquieto a deixou levemente satisfeita.

–Você ainda tem um sentimento de que tudo que a gente faz é proibido? Extremamente proibido? — Annabeth sorriu com a pergunta.

–Sempre que eu estou assim com você… E é bem viciante.

Percy bebeu mais um gole de coca.

–Ótimo que você compartilhe do mesmo sentimento que eu.

As mãos dele desceram das costas para a bunda da filha de Atena, apertando-a contra o seu corpo. Annabeth sentiu o membro dele pulsar e deu um pequeno pulo.

Percy acabou rindo e encostando sua cabeça na areia.

–Eu tenho que perguntar, qual é o desempenho de um filho de Poseidon na água? — Annabeth se levantou, coçando um pouco os cabelos loiros e os soltando na frente dos seios. Percebeu a sobrancelha de Percy se arquear.

–Depende, defina “desempenho”? — sua voz estava mais rouca que o normal. Annabeth deu um belo sorriso de lado, enquanto tirava a última peça de roupa que restava em seu corpo.

–Sexo. Será que você consegue durar mais? Ou fica mais soltinho na água?

Percy se levantou, tirando a bermuda e também a cueca. Seu membro semi ereto deixou Annabeth extremamente feliz.

–Porque? Não está bom o suficiente para você? — ele chegou com o próprio corpo perto do dela, seu peitoral definido encostando-se no peito dela. Annabeth fingiu pensar, e depois fez uma falsa careta.

–Acho que não… talvez você poderia melhorar mais no tempo ou quem sabe no tamanho…

Percy arregalou os olhos, sua boca fez um leve O diante da observação. Annabeth sentia que ele nunca havia sido provocado daquela maneira. Óbvio que a transa com um meio deus havia sido simplesmente as melhores da sua vida, e que o moreno claramente se controlava para não machuca-la com…

–Você só pode estar brincando — comentou Percy, sua voz ficando agora levemente suspeita de raiva.

–Ah, eu não sei. Acho que talvez você ainda não esteja no meu nível sabe? Quem sabe daqui a algumas práticas você possa…

Annabeth foi carregada até a água, sua risada a única coisa que se ouvia num raio de quilômetros dali. Ela emergiu na água, que cobria até os seus seios. O mar parecia calmo e sereno, como uma piscina.

Percy, porém, não havia voltado ainda. Ela sabia que parecia ridículo pensar algo como aquilo do filho de Poseidon, mas ela estava começando a ficar preocupada.

Sua boca fez um “O” poucos segundos depois. Ele não estava fazendo aquilo…

–Oh! — ela pôs a mão na boca depois do seu grito vergonhoso. A língua quente de Perseu a invadia dentro da água fria. Massageando seu clítoris e depois a penetrando.

A respiração dela começou a ficar descompassada, seus olhos se reviraram diante daquela sensação estranha de estar recebendo um sexo oral dentro da água.

Ele a penetrou mais fundo e com mais força, a água ao redor ainda tão calma quanto uma piscina e a água ficando mais fria… Annabeth começou a imaginar que aquilo só poderia ser uma obra de Perseu.

Em poucos minutos ela estava quase lá, seu ápice foi quando ele abriu ainda mais suas pernas e a chupou como um pirulito.

Ela deu um soco na água, não conseguiu conter o gemido tristemente desesperado. Afundou sua cabeça na água quando seu orgasmo enfim havia chegado.

Flutuou e sentiu que cada parte do seu corpo estava leve como uma pena.

Percy enfim voltou a superfície, seu sorriso justamente metido e bobo.

–Está bom pra você? — ele perguntou enquanto beijava sua barriga sarada. Annabeth riu, continuando de olhos fechados.

–Ainda não…

Perseu riu, seus olhos prontos para seja lá o que Annabeth planejava. Naquele momento todos os seus pensamentos preocupantes saíram de sua mente, a única coisa que pensava era naqueles olhos, seios, cabelos, pernas e como queria estar com ela. Sempre, se possível.

Notas finais
GENTEEEE, deixem seus reviews! Falem o que vocês estão pensando! E sim, é claro que a Calipso está na história. E o Leo voltou pra valer *--* Sério, nada de fantasminhas pessoal!! Beijos e até o próximo!