Notas iniciais
Olá pessoal! Como vão vocês? Eu não tão bem já que as minhas aulas começaram esta semana, e por conta disto eu posso demorar mais para postar. Uma dica muito importante para este capítulo: Vá no youtube, coloque uma música de festa e entre no clima do capítulo. Boa leitura!

Annabeth se sentia uma estúpida ali na frente do chalé 12, tudo estava calado e as luzes escuras. Respirou fundo e bateu na porta. Coçou o seu braço ao perceber que ninguém vinha, quando deu meia volta para ir embora a porta abriu.

Ela foi puxada com força para dentro do chalé e a porta se fechou tão rápido quanto se abriu. Sua boca fez um pequeno O quando viu o que estava acontecendo dentro daquele chalé.

Annabeth não sabia que diabos de mágica macumbeira eles haviam feito que não se ouvia nada fora do chalé, dentro dele luzes piscavam e uma música alta e agitada do Gossip tocava. Seus olhos se arregalaram ao ver o número de pessoas trêbadas e estas mesmas pessoas também praticamente nuas.

Ela não estava de óculos, até porque morria de medo de quebra-los no acampamento. Então sua visão não era muito boa com todas aquelas luzes piscando. Ela foi adentrando o chalé 12, chalé este que ela nunca havia entrado.

Era grande e espaçoso. As camas haviam sumido e dado lugar a mesas, uma pequena escada no fim do chalé dava para uma “varanda” que era um segundo andar, estilo de um loft e onde ela desconfiava ter outras camas.

Ela não pode deixar de sorrir ao ver Thalia bêbada e sentada no chão, rindo igual uma louca de algo que Annabeth não sabia o que era.

–Vinho? — um garoto do chalé 12 estendeu uma taça para ela. Annabeth pegou e bebeu um gole.

E é nisto que os pais falam que você não pode fazer, Annabeth não sabia o que tinha naquele copo. A única coisa que sabia era que depois de um gole ela bebeu a taça inteira e depois mais uma taça. E que não conseguia parar nunca.

Cinco minutos depois de beber a primeira taça de vinho Annabeth não respondia mais pelo que fazia.

Algumas pessoas dançavam no meio do chalé, a música era realmente muito dançante e boa. Annabeth foi dançar com todos os outros, que acabaram sendo bem receptivos com ela. Talvez porque estavam muito drogados para saber o que faziam.

Annabeth nem percebeu com quem havia trocado um beijo, ela só parou quando o garoto colocou a mão dentro do seu short.

Com uma taça na mão, ela foi cambaleando até onde Nico Di Ângelo estava. Aparentemente ele estava sóbrio, o que para Annabeth era algo muito chato.

–Você – ela falou enrolado, apontando para ele e depois riu. Nico deu aquele sorrisinho de quem estava se divertindo muito na hora. Ela pôs um braço em seus ombros, rindo ainda mais alto – Você está muito sóbrio para esta festa, não acha?!

Ela gritava para que ele pudesse ouvi-la, alto até demais. Nico riu.

–Acho que não – respondeu ele num tom brincalhão – Você não está bebendo demais não?

–Eu tenho dezoito anos – ela abriu os braços – Em alguns países eu já posso fazer isto, sabia?

A música parecia cada vez mais alta nos ouvidos de Annabeth. Ela colocou a boca no ouvido de Nico.

–Você devia se divertir mais, sabia? É ótimo – ela bebeu outro gole enorme do vinho. Depois foi atrás da mesa que tinha litros daquela bebida viciante e maravilhosa. Depois de encher sua taça mais uma vez ela foi até as escadas, pois estava curiosa para saber o que tinha lá encima.

Desviando dos meio-sangues que trocavam carícias descaradamente nas escadas ela foi até o andar de cima. Algumas pessoas estavam deitadas no chão e outras conversavam. Percy era um deles, estava sentado no chão bebendo e conversando com Zac. Seu rosto risonho e a boca roxa deixavam claro que ele estava levemente bêbado.

Annabeth saiu trançando as pernas até ele, bebendo da sua quinta taça de vinho da noite. Quando ela ia falar alguma coisa uma filha de Afrodite gritou “Jogo da Garrafa” e todos os que estavam no andar de cima gritaram. Inclusive Zac.

De repente todos estavam em roda. Uma garrafa foi posta no meio e a filha de Afrodite gritou “Gira”. E todos juntos cantavam “gira, gira, gira”. A música de fundo era algo pornográfico do 50 Cent.

O primeiro casal foi um filho de Morfeu com uma filha de Apolo, Annabeth não conhecia nenhum dos dois. O beijo foi rápido e sem graça, todos fizeram uma vaia coletiva e Annabeth acabou rindo.

A garrafa girou mais uma vez, Annabeth não conseguia acompanhar a garrafa porque sua cabeça rodava junto. Todos se calaram ao ver em quem havia caído.

A filha de Atena olhou para a garrafa e percebeu que uma ponta havia caído nela, olhou para a pessoa na outra ponta e arqueou uma sobrancelha ao ver quem era, Percy. Justo Percy Jackson.

Ele bebeu mais um gole de vinho e deu um sorriso sarcástico, aquele de lado que Annabeth odiava. Levantou um pouco o tronco para ficar no meio da roda. Ela olhou para as pessoas envolta da roda, todos pareciam atentos ao que aconteceria a seguir.

Ela não ligava muito, até porque tinha entrado no jogo. E outra, estava bêbada demais para se importar. Levantou o tronco e encostou seus lábios nos de Percy.

A língua dele invadiu sua boca, os lábios quentes e salgados deles encostados nos dela. Uma das mãos de Annabeth foi para sua bochecha, aprofundando ainda mais o beijo. Os dois se separaram, ofegantes.

Todos riram como bons bêbados e continuaram com a brincadeira. Porém os olhos de Annabeth não conseguiam parar de focar em Percy, que volta e meia olhava para ela. Seus braços estavam arrepiados e quando o beijou parecia que a sua barriga tinha criado borboletas a vida inteira.

O jogo acabou quando a música que tocaram lá embaixo era muito boa, e todos acabaram descendo as escadas. Annabeth riu e se deitou no chão, sentindo-se tão bem e tão fora de si que era até esquisito.

Percy apareceu em seu campo de visão ao se deitar ao seu lado, levantando um pouco o corpo e apoiando-se no cotovelo para poder ver Annabeth. Ele bebeu um pouco do seu vinho e riu.

–Tudo bem, criança?

Annabeth fechou um pouco os olhos.

–Tudo ótimo – respondeu ela quase que silenciosa. Percy chegou com seus lábios perto do seu ouvido, fazendo todo seu corpo se arrepiar.

–Eu gostei de te beijar, estranha – respondeu ele. Depois riu um pouco em seu ouvido, o que foi algo mágico. Annabeth abriu os olhos, fitando na escuridão os olhos verdes e lindos de Percy.

–Então porque você não beija mais? — ele riu, como se fosse a melhor piada que ela havia contado na vida.

–Eu estou um pouco bêbado e tenho certeza que não gostaria nada de saber disto amanhã — Annabeth apenas deu de ombros e continuou olhando para cima. Percy bufou ao seu lado, os dois ouvindo um hip hop que falava de ménage.

–Foda-se — ele comentou antes de voltar a pôr os lábios dele junto aos de Annabeth.

(...)

Annabeth acordou com uma dor de cabeça fora do normal, ela demorou bons dez segundos para que sua visão parasse de girar. Levantou-se um pouco, olhando ao redor. Estava deitada no meio de vários meio-sangues que dormiam no chão.

Pôs uma de suas mãos na testa, sentindo um vertigem nenhum pouco legal. Pegou seus sapatos e desceu as escadas.

Onde ela passava tinha meio-sangues dormindo, quando chegou no andar de baixo acabou batendo no corpo de alguém.

–Você — Percy disse, seus cabelos estavam mais bagunçados que o normal, eles estavam meio cortados e caíam pelos olhos de Percy. Annabeth ignorou o fato dele estar sem camisa.

–Você também dormiu aqui? — ela perguntou sussurrando. Percy olhou em volta e foi andando, abriu a porta do chalé com o máximo de calma que conseguiu e percebeu que não tinha ninguém circulando pelo acampamento.

Ele saiu, Annabeth foi junto com ele. Era óbvio que ele havia dormido ali. Annabeth correu rapidamente para poder conseguir andar ao lado dele.

–Você lembra de algo que aconteceu ontem? — ela perguntou, suas bochechas se enrubesceram sem querer. Ele parou rapidamente, olhando para ela por dois segundos e depois voltando a andar.

–Você não? — Annabeth não sabia o que responder. Ouviu uma pequena risada do moreno — Uau, assim você fere os meus sentimentos.

O sarcasmo era óbvio, mas mesmo assim Annabeth não pode deixar de ficar preocupada.

–O que que eu fiz? — Percy estava na frente do seu chalé, ia abrir ele com muito cuidado quando se virou para Annabeth. Seu sorriso de lado era uma bosta, ela odiava quando ele fazia aquilo.

–Só uns beijos — comentou o moreno — Não se preocupe.

Ele entrou para o seu chalé, deixando Annabeth ali parada e sem o que fazer. Ela deu meia volta e foi para o seu chalé. Já que aparentemente a noite não havia sido assim tão doida.

Foi acordada algumas horas depois, seu irmão Malcolm abriu um pequeno sorriso ao vê-la.

–Fico feliz em te ver por aqui — ele piscou para ela, ainda estava de pijama e seus cabelos loiros estavam todos desarrumados para frente — Tem meio-sangues considerados “desaparecidos” por causa da festa de ontem. Você nem foi, não é?

Annabeth não sabia o que responder porque ele havia falado extremamente rápido. Ela pensou um pouco e depois fechou os olhos mais uma vez.

–Bom dia, Malcolm.

–Ótimo! — ele exclamou, feliz. Annabeth ficou mais alguns minutos apenas com os olhos fechados, e depois sorriu um pouco ao ver que estava realmente na sua cama e não na porcaria do chalé 12, se não estivesse ali provavelmente iria perder seu cargo de conselheira-chefe.

Acordou mais disposta e escovou os dentes. Saiu do chalé e respirou fundo o ar puro do acampamento, seu cabelo estava preso num rabo de cavalo e seus óculos repostos em seus olhos, dando-lhe a visão perfeita de tudo. Em seu bolso tateou o papel que Nico Di Ângelo havia lhe dado.

Ela deu mais uma lida naquele papelzinho gentil e deu meia volta, indo para o caminho da enfermaria. Quando estava no caminho viu Zac e Percy saindo de lá, conversavam seriamente e o filho de Apolo acabou por fechar o lugar.

Annabeth foi até a direção dos dois.

–Ei, eu ia entrar lá dentro! — Percy passou a mão por sua cintura, fazendo-a dar meia volta rudemente.

–Aconteceu uma coisa séria de ontem para hoje — ele comentou. Annabeth ficou tão branca quanto papel, ele estava levando a sério os beijos que eles deram? Zac, a direita de Annabeth acabou comentando também:

–Um meio-sangue sumiu, evaporou. Igual fumaça.

A cor de Annabeth voltou quando percebeu que não tinha nada a ver com a festa, e voltou até demais ao perceber o quão iludida ela era. Mesmo assim ela não conseguiu levar a informação muito a sério.

–Ok, meu irmão já me falou sobre isto. Há notícias de vários meio-sangues desaparecidos, acontece que eles apenas estavam dormindo no chalé 12.

Zac e Percy se entreolharam, Annabeth odiava quando essas coisas aconteciam. Os três semideuses entraram na Casa Grande, todos na sala de reuniões pareciam já mobilizados e sérios.

Quíron olhou rapidamente para os novos três conselheiros chefes que completavam a mesa de reuniões. E tão sério quanto Annabeth nunca havia visto ou ouvido, disse:

–Alguém sabe me responder porque e como Leo Valdez desapareceu deste acampamento?

Notas finais
Entãão! Era óbvio que eu não havia posto personagens novos à toa. Sei que vocês amam o Leo então lamento por isto. Deixem seus reviews, vocês gostaram do "possível" percabeth? Beijos e até o próximo!