Chances
52 Tudo vai mudar agora.
Notas iniciais
– Clark? — Jo ligou para o moreno.
– Oi, linda. Tudo bem?
– Mais ou menos. Pode falar? Estou te atrapalhando?
– Posso, claro. O que houve?
– Eu tô muito ferrada. E não quero incomodar o Dean ou a Tish com isso, porque eu tenho certeza de que não é nada, mas eu preciso desabafar — Ela disse todas as palavras sem parar para respirar, tamanho seu nervosismo.
– Calma. O que foi?
– Eu preciso ver seu rosto. Entra no Skype?
– Claro. Até daqui a pouco.
Ele encerrou a ligação e suspirou, imaginando quanto drama mais ele conseguiria suportar antes de começar a inventar drama para ele mesmo. Abriu o programa em seu notebook e atendeu ao chamado de sua amiga. Ela parecia nervosa, como se tivesse pouco tempo para dizer o que precisava dizer.
– Oi – Ela sorriu timidamente.
– Aconteceu alguma coisa com você e Tish?
– Não. Ela tem sido ótima, bem... Ela é ótima. Pelo menos pelo que pude perceber nesses dois dias.
– Parece mais tempo, não é? – Ele perguntou, pensativo.
– Parece que a conheço por anos. Mas enfim, eu queria falar sobre o Adam.
– Adam? Adam Milligan?
– É... Ele me mandou uma mensagem.
– O que ele disse? – Clark ficou curioso.
– Que estava com saudades do meu sorriso e me mandou essa foto – A loira mostrou a foto do celular pela câmera. Foi tirada em um parque de diversões, Adam a abraçava e ela ria de algo. Muito bonita realmente.
– Por favor, não me diga que sente falta dele também.
– Ele é um cretino. Eu sei muito bem disso e – Ela deu uma pausa – Eu acho que nunca realmente gostei dele antes, mas tivemos bons momentos, eu sempre me senti segura perto dele. E eu acho que ele gosta de mim.
– Você sabe que ele está com a Anna agora, não sabe?
– Sei. Mas ele estava com outra menina também quando me conheceu. E terminou com ela para ficar comigo, mesmo eu não sendo popular, ou capitã das líderes, na época.
– Jo...
– Eu sei. Não podia ter escolhido momento ou pessoa pior. Eu sei disso – Harvelle passou a mão pelos cabelos nervosamente.
– Não vou te julgar. Se você diz que teve bons momentos, tenho que acreditar em você. Só peço, por favor, que pense direito sobre isso, porque Tish é uma em um milhão. Dean me contou muito sobre ela, ela é simplesmente maravilhosa.
– E ela faz eu me sentir muito bem. Me salvou daquele drama dos meus pais, que sei que vou ter que encarar de novo, mas não tenho medo disso porque tenho ela. Sei lá, foi só um pensamento... Vou esquecer sobre isso. Ele não me merece.
– Exatamente – Clark sorriu levemente.
– Ela chegou – Jo disse com os olhos arregalados – Tenho que ir. Obrigada por me ouvir, você é um perfeito. Te amo, tchau!
– Tchau, linda.
E a chamada se encerrou.
Uau. Adam? Sério? Isso pode dar uma boa discussão. Mas é como Clark disse a ela... Se ela disse que houve bons momentos, quem é ele para dizer que não?
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Dean se levantou do sofá e estendeu uma mão para Sam, levando-o até seu quarto. Fez Sam se sentar na cama e sentou-se em seu colo, com as duas mãos na nuca do Winchester, puxando-o para mais perto, beijando, com certa carência, aqueles lábios macios.
Um encarava o outro. Sam preocupado com a expressão um tanto sofrida no rosto alvo do loiro, enquanto Dean buscava algo a que pudesse se agarrar e espantar todos aqueles sentimentos ruins que estavam dentro dele. O moreno envolveu sua cintura com os braços, abraçando-o até que Dean desistiu de beijá-lo e começou a tirar a própria camiseta.
O calor começou a tomar conta do ambiente, enquanto os dois rapazes se despiam, buscando sempre mais contato, mais calor, mais um do outro. Em poucos segundos, ambos já estavam nus, Sam sobre Dean na cama.
O loiro gemia baixinho enquanto o Winchester beijava e lambia seu pescoço e peitoral, descendo cada vez mais, deixando-o ansioso, fazendo-o querer implorar pelo que ele sabia que viria a seguir. A mão de Sam encontrou seu membro, masturbando-o lentamente, enquanto mordiscava a pele de seu abdômen, deixando marcas avermelhadas por onde passava. Quando finalmente seus lábios encontraram o destino final.
Era meio difícil de acreditar que Sam nunca tinha feito aquilo, mas droga, ele era bom. Lambeu toda a extensão do membro do loiro, antes de trabalhar somente com sua glande. Os gemidos que saiam agora da boca de Dean eram mais intensos, fazendo um sorriso crescer nos lábios do Winchester.
Com movimentos de sobe e desce, Sam tentou imitar o que gostava que fizessem nele e parecia estar funcionando muito bem. Além do mais, não foi nada estranho estar fazendo aquilo, era quase como se tivesse feito isso a vida toda. E gostou. Principalmente porque Dean se contorcia sob suas mãos, deixando-o ainda mais excitado e motivado.
Sam parou de chupá-lo quando ouviu a voz de Dean o chamando.
– O que foi? Algum problema?
– Me come logo.
Sam sorriu e subiu seu corpo, encaixando-se entre as pernas de Dean e beijando-lhe os lábios. Conseguia sentir seu membro pulsar contra a pele macia do loiro e a respiração ofegante do Warner só o deixou mais excitado.
Alcançou o tubo que estava dentro de uma gaveta no criado-mudo ao lado da cama, colocando um pouco em seus dedos e levando-os até a entrada de Dean. Começou a prepará-lo, enquanto o beijo ficava cada vez mais intenso e os gemidos que saiam da boca do loiro mais frequentes, indicando que Sam poderia fazer o que ambos tanto ansiavam.
Colocou mais um pouco de lubrificante em seu dedo, espalhando por seu membro e pela entrada do loiro, antes de finalmente começar a penetrá-lo.
Sam observava as expressões de Dean, procurando por sinais de dor e prazer para saber o que deveria fazer em seguida. Sem dizer uma única palavra, Dean puxou Sam pelos braços, que o apoiavam na cama, fazendo-o deitar em cima dele e estar por completo dentro de si.
– Ah, Deanno...
– Se mexe — O loiro gemeu.
Sam sentiu toda a sua pele se arrepiar ao ouvir a voz de Dean, rouca em seus ouvidos.
Começou a se movimentar, primeiro devagar, tendo certeza de que o loiro não sentia dor alguma e depois mais rápido e mais forte e mais fundo. Os olhos de Dean se reviravam todas as vezes que Sam tocava sua próstata, não conseguindo impedir os gemidos altos que saiam de sua garganta, implorando por mais e mais.
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Adam estava se sentindo cansado. Recebeu um ultimato de praticamente todos os seus professores, dizendo que ele tinha que entregar trabalhos para compensação de falta e nota. E se ele não fizesse o que tinha que fazer, iria repetir de ano.
Era sempre tão mais fácil quando Jo ficava em seu pé para ele fazer as coisas. Porque ele é uma pessoa que se distrai facilmente. Tipo, muito facilmente.
Como naquela vez que ele estava em sua aula de química e acabou espirrando ácido em sua roupa e na mesa toda. Claro que ele se distraiu olhando para Jo que passou pela janela da sala de química e piscou para ele. Deus, como ela era linda! Sem falar em como era engraçada e feminina e sexy.
Ficou com algumas garotas depois que Jo terminara com ele. Mas nenhuma era ela. Nenhuma conseguia nem chegar perto do que ela era. Seja em companhia, seja em conversa, seja em sexo. Jo superava todas elas. E ele começou a pensar que, talvez, não fosse só uma imensa atração que sentia pela loira. Talvez fosse algo mais.
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– O que eu perdi? – Tish entrou no quarto e sentou-se ao lado de Jo que estava deitada de bruços mexendo no notebook.
– Nada demais. Fiquei no tumblr sem fazer nada – A loira sorriu, com um pouco de culpa no coração, mas imensamente feliz pela ruiva ter retornado.
– Fazendo o que no tumblr? – A ruiva se deitou ao lado dela, fazendo um carinho em suas costas antes de abraçar sua cintura e puxá-la para mais perto.
– Você vai achar idiota. Ou vai rir.
– Juro que não vou – Tish sorriu.
– Procurando fanfiction.
– Você também lê?
– Não me diga que você lê – Jo não conseguiu acreditar.
– Li todas de Blaine/Kurt que existem na face da Terra, eu juro por Deus – Tish parecia animada.
– Blurt é vida – A loira disse simplesmente, sabendo que a outra entenderia – Eu te amo muito mais agora.
– Eu também te amo – A ruiva riu e a puxou para um beijo.
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Sam e Dean estavam deitados na enorme cama do loiro, um edredom cobrindo parte de seus corpos, enquanto o loiro desenhava figuras abstratas no peitoral nu do Winchester.
– Eu realmente não estou bem – Dean suspirou.
– Pude notar, meu amor – O moreno o apertou em seus braços – Há algo que eu possa fazer sobre isso?
– Só fica aqui e me abraça – Ele deu uma pausa e respirou fundo – Não vai embora.
– Eu não vou.
Sam suspirou também. Ele não sabia mais o que dizer ou fazer. Só queria deitar ali, com o loiro em seus braços, para o resto de sua vida. Não queria levantar para comer, beber... Nada. Sentia que apenas a presença de Dean já era suficiente.
– Eu tenho uma dúvida — O loiro disse após alguns minutos de silêncio.
– Diga.
– Quem fez a ligação? A sua mãe ou a minha?
– A sua — Sam respondeu.
– Jura?
– Sim.
– Estranho. E sabe se elas conversaram mais alguma coisa? — Dean parecia pensativo.
– Não. Minha mãe me disse o que a sua nos contou. Mas por quê?
– Por nada. Só curiosidade.
Dean sentou-se na cama e Sam fez o mesmo, um pouco preocupado.
– Como você está? — Warner perguntou, pegando na mão forte do moreno.
– Talvez da mesma forma como você.
– Quer falar sobre isso?
– Se quiser me ouvir — Sam sorriu levemente — Seria bom.
– O que acha que vai acontecer?
– Tudo vai mudar agora.
Continua...
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