Chances

53 Castiel Novak


Notas iniciais
Oiiiiiiiiiiiiiiii! Vocês devem estar querendo me matar, não é? *corre das tochas e pedras* Mas aqui estou eu. Novamente tendo que me desculpar pela demora, mas dessa vez foi demais, eu sei. E esse capítulo aqui é só para me colocar de volta nos trilhos da fic, ok? É pequeno e foi basicamente só para me lembrar qual o rumo que eu quero que a história tome. Então, espero que gostem. E espero que eu consiga postar o próximo até o fim da semana no máximo. Beijackles e Padakisses ♥

DEAN’S P.O.V.

Ok, eu estou oficialmente preocupado.

Achei que fosse apenas paranoia minha, mas não dessa vez.

Vamos começar do começo... Eu e Sam tivemos que voltar para a escola na segunda feira. E eu, particularmente, estava muito nervoso, pois não sabia o que iria acontecer quando chegássemos lá.

Entramos juntos pelos portões da escola. Sua mão agarrada com força na minha, sua respiração acelerada, seu corpo tenso junto ao meu. Nunca imaginei que eu entraria na minha escola de mãos dadas com Sam Winchester. Mas aqui estou eu. E, para a minha surpresa, Adam abaixou a cabeça quando nos viu e continuou andando. Seu rosto ainda inchado pela surra que lhe dei. Senti vontade de chorar ao lembrar o que houve.

Jo veio nos cumprimentar, com Tish ao seu lado. Seu sorriso era contagiante. Elas nos abraçaram e perguntaram como estávamos. Antes que eu pudesse mentir e dizer que estávamos bem, Sam fez o oposto.

– Nada bem. Mas vamos superar, não é, Deanno?

– Uhum – Apenas concordei. Finalmente não precisávamos mais mentir para as pessoas.

Os alunos da escola nos encaravam enquanto andávamos pelos corredores da escola. Alguns confusos, outros com medo – provavelmente de mim, pelo que fiz a Adam – e algumas meninas pareciam felizes, como se achassem “fofo” que estivéssemos juntos.

O professor Pellegrino nos encontrou nos corredores e pediu para conversar por uns minutos. Apenas tivemos que prometer que qualquer coisa que precisássemos, iríamos até ele. E, com segurança na voz, disse:

– Não quero que o que houve com Clark e Dave se repita.

– Não vai – Assegurei.

Alguns caras do time de futebol vieram falar com Sam também. Eu achei que começariam com brincadeiras de mau gosto, ou com ameaças ridículas. Mas, não. Eles pediram desculpas a ele. E a mim também.

Por essa eu não esperava.

Enquanto os rapazes conversavam com Sam, tentando reganhar a confiança e a amizade do meu moreno, recebi uma mensagem de texto de Clark.

“Estou na sala de química e queria falar com você. A sós se for possível. Abraço, Clark.”

Olhei para o Sammy e sorri ao ver seu sorriso enquanto conversava com eles. Pedi licença e disse que iria encontrar o Clark.

– Tudo bem, meu anjo.

– Eu já volto – Eu disse baixinho.

– E eu te amo – Ele sorriu ainda mais.

Minhas bochechas de encheram de cor e depositei um leve beijo em seus lábios, ignorando a presença do time de futebol.

Andei até a sala de química e lá estava ele. Cabisbaixo, enquanto lia um livro que eu sempre via em suas mãos. O título era “Annie”, nada mais. Sempre me esqueço de perguntar sobre o que fala a estória.

– Oi, Clark – Falei baixo.

– Oi, Dean – Seu rosto de transformou quando olhou para mim. Um grande sorriso tomou conta de seus lábios rosados – Desculpe não ter ido te ver na sua casa.

– Está tudo bem. Como vão as coisas?

Ele não me respondeu de imediato, mordeu o lábio, tentando decidir o que me dizer.

– Tudo bem. E você, como vai?

– Você sabe como eu estou.

– É, eu sei. Quer conversar?

Neguei com a cabeça e sentei ao seu lado, deitando minha cabeça em seu ombro antes de respirar fundo.

– Sobre o que é o livro? – Eu perguntei, para mudar de assunto.

– Annie, queria se mudar para São Francisco nos anos 60.

– Ela era lésbica?

– Não – Clark riu – Ela quer ser política para mudar algumas leis e proteger a comunidade LGBTS.

– E ela consegue? – Me interessei pelo livro.

– Eu não sei, e provavelmente nunca vou saber. As últimas palavras da última página são, abre aspas, “Annie estava espantada. Nada do que vira era como havia imaginado”.

– Por que nunca vai saber? Não tem uma continuação?

– O autor está em coma. Só Deus sabe quando e se ele vai escrever outro. Então eu só fico na imaginação – Ele sorriu para mim.

– Você parece triste com isso.

– É a primeira personagem que não pertence de forma alguma nesse “estilo de vida”, como eles chamavam, e consegue entender perfeitamente como é ser diferente. Enquanto ela luta para descobrir se gosta mais do Elvis do que dos Beatles.

– Elvis, com certeza – Eu sorri.

– Foi o que eu pensei.

– Eu já sei o que vou fazer – Eu disse animado, talvez até demais.

– O que? – Ele riu.

– Vou escrever um final pra você. Assim você não vai mais ficar triste.

– Essa foi a coisa mais fofa que alguém já me disse – Ele não parecia acreditar em mim.

– Estou falando sério. Me empresta o livro e eu termino ele.

– Eu te amo.

– Eu também te amo, Clark – Sorrimos e o sinal tocou – Eu tenho que ir para a aula.

– Eu também. Até mais tarde.

– Até – Me levantei e saí correndo em direção à sala do professor Pellegrino.

O dia começou bem. Eu esperava que continuasse assim.

Mas como eu disse antes, estou preocupado. Sem paranoia.

Devem estar se perguntando o porquê disso. A resposta se resume em um único nome.

Castiel Novak.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado. E me digam... O que vocês esperam que aconteça com eles agora? Porque eu sei o que tem que acontecer, mas COMO vai acontecer, eu quero algumas sugestões. Podem fazer isso por mim? Obrigada por tudo, gente. E desculpa de novo. Até a próxima *-* Beijackles e Padakisses ♥