Chances

54 Castiel Novak II


Notas iniciais
Oiiii! Para compensar, não demorei tanto dessa vez, não é? E eu não sei se comentei ainda, mas vocês viram o tanto de reviews? Mais de 500!!! Isso é demais. Vocês são demais. Obrigada de coração. Aqui está o capítulo para tirar suas dúvidas sobre Castiel. Espero que gostem. Enjoy xD

Castiel Novak.

Castiel era uma daquelas pessoas que só de olhar para ele, você já se sentia melhor. Se tivesse o prazer de sua companhia então, você se sentia nas nuvens. Como se tudo fosse possível. Como se não houvesse obstáculos suficientes para te impedir de fazer qualquer coisa que viesse à sua cabeça.

Tinha uma voz um tanto rouca e deliciosa de se escutar, num tom grave e sensual. Ele nasceu para ser político. E por que alguém afirmaria isso? Porque ninguém conseguia dizer não para aqueles olhos, de um azul tão profundo, que era difícil acreditar que era sua coloração real.

Era um rapaz um pouco mais baixo que Dean, com pele clara e bochechas rosadas naturalmente, como se sempre estivesse com vergonha, ou como se sempre vivesse em um ambiente de muito sol e acabasse se esquecendo de passar protetor solar no rosto. Tinha cabelos negros, sempre bagunçados, formando mais ou menos um topete na frente.

Muito bem vestido e cordial. Vinha de uma família rica de Illinois, na qual ele aprendeu a ser um tanto mais “civilizado” do que a maioria dos adolescentes. Seu pai não admitia que o moreno agisse com falta de respeito com ninguém. E o amava mais que tudo, independente de sua sexualidade, o que por sinal era o que mais preocupava Dean.

Ele era um ano mais novo que Sam e Dean e se transferiu para a escola, no final do ano letivo mesmo, já arrasando corações. Uma popularidade instantânea. E, assim que descobriram que a conta do banco de Castiel – não do pai dele – daria para sustentar metade dos alunos daquela escola... Fez amigos facilmente.

Castiel tinha o que ele queria, quando queria. Não havia exceção para essa regra.

Como Dean sabia de tudo isso? Bem, já que ele não era muito sociável e extrovertido, ao ver o novo aluno entrando pelos portões da escola numa terça-feira ensolarada, apenas o ignorou. Mas Clark não fez o mesmo. Ele andou até o novo garoto, dando aquele sorriso irresistível e apertando a mão dele em um cumprimento.

Após alguns instantes, Castiel estava seguindo Clark, que andava em direção a Dean. O loiro sorriu timidamente e cumprimentou o moreno. Castiel, ao invés de se apresentar, apenas suspirou.

– Meu Deus! Só tem gente bonita nessa escola?

As bochechas de Dean se encheram de cor, enquanto Clark apenas concordou com a cabeça e sorriu.

– Eu vou encontrar o Sammy, ok?

– Ok. Te vejo no intervalo – Clark respondeu.

– Até mais. Foi um prazer...

– Castiel Novak – O moreno sorriu abertamente e Dean não tinha certeza, mas achava que ele havia piscado também.

– Castiel – Dean terminou.

Respirou fundo ao sair dali. Ele não sabia o porquê, mas não se sentiu confortável com Castiel. Tipo, nem um pouco. Ele não foi encontrar Sam. Apenas sentou-se em uma das carteiras da sala de aula de geografia e suspirou, colocando sua mochila em cima da mesa e deitando sobre ela com seus braços cruzados.

Depois das aulas, veio o intervalo. Castiel estava conversando com o professor Pellegrino no corredor perto do pátio – Dean conseguia ver dali -, portanto Clark foi até ele, o cumprimentando com um simples “Oi, Deanno”.

Tudo o que Clark sabia falar era sobre Castiel. Como ele era gentil e inteligente e rico, e eles começaram a inventar teorias de como ele com certeza era bem persuasivo. Sem falar que tinha uma enorme chance de ser um filhinho de papai. Mas Clark gostou dele. Ao contrário de Dean.

Assim que o assunto se encerrou e Welling foi até Castiel, porque o moreno havia acenado para ele ir, Sam sentou-se ao lado de Dean, passando um braço por sua cintura, o puxando para mais perto e sussurrando um “eu te amo muito” em seu ouvido.

Dean sorriu e encolheu os ombros ao sentir o arrepio correndo por suas pernas e braços, beijando seu moreno suavemente nos lábios.

– Eu também te amo muito.

Warner viu Castiel olhando para eles. Ou talvez foi só sua imaginação?

Antes que ele pudesse tomar qualquer conclusão, o sinal bateu e Sam se despediu de Dean rapidamente, ambos andando para suas respectivas salas.

Ainda no costume de terça-feira, Jo quis ir para a casa de Dean. O loiro concordou de bom grado e convidou Sam, Tish e Clark para irem também. Todos concordaram, menos Clark, porque tinha que estudar para uma prova importante.

Quando chegaram à casa, o assunto foi Castiel Novak. Ele havia conversado com as líderes de torcida, conseguindo o número de duas delas – Anna e Jessie – apenas com elogios e conversas.

– Nem eu consigo fazer isso – Sam brincou. Mas Dean, por estar pensando em Castiel, não achou graça.

– Ele é tão lindo. Eu mal acredito como alguém tão bonito possa ser tão legal e inteligente e gentil e...

– Ei! – Sam protestou, interrompendo Jo – Eu sou tudo isso.

– Você é – Dean concordou, sorrindo.

A conversa durou pouco tempo até alguém – Sam, obviamente – anunciar que estava com fome. Ellen não estava em casa, então Dean e Jo foram para a cozinha para preparar algo.

– Macarrão? – Dean sugeriu.

– Claro – A loira sorriu.

Pela intimidade, Jo começou a abrir os armários da cozinha em busca de uma panela grande, o que não incomodou o Warner, que tentava decidir entre os tipos de macarrão. Trabalhavam rápido e em silêncio. Jo pediu para Sam ou Tish colocar os pratos, copos e talheres na mesa. Ambos se levantaram do sofá e fizeram como pedido.

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Duas semanas se passaram restando apenas dois meses para a formatura. E agora Dean tinha certeza sobre o caráter de Castiel. Só não sabia que Sam também sabia muito bem.

Jo contou para Dean que no primeiro dia do Novak naquela escola, ele foi falar com as líderes de torcida. Mas ele não foi só paquerar as meninas, foi conseguir informação sobre os rapazes do time também. Em especial, Sam Winchester.

Ele estava interessado. Muito interessado. Disse as seguintes palavras: “Ele parece maravilhoso. Eu quero”.

E isso deixou Dean com uma sensação horrível na boca do estômago. Mesmo ele não sabendo que Castiel já tinha colocado seu “plano” em prática. E que não era somente um interesse pelo Winchester.

Há poucos dias, Novak chamou Sam para conversar.

– Oi, você é o Sam, certo?

– E você é Castiel Novak.

– Me conhece então? – Ele sorriu abertamente.

– Você com certeza encantou metade da escola. Todos te conhecem.

– Deve ser só porque eu sou o aluno novo.

– Talvez – Sam sorriu também.

– Eu tenho que ir agora, mas depois falamos mais, ok? – Castiel piscou e deu um beijo leve na bochecha do Winchester.

Na verdade, foi bem mais perto da boca do que na bochecha exatamente.

– Até mais. Foi um prazer te conhecer.

– O prazer foi todo meu, acredite – Novak piscou novamente e, com um sorriso de lado, saiu andando, deixando Sam sozinho.

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– Oi, é Dean, não é? – Castiel andou até ele com um sorriso, enquanto o loiro pegava algo de seu armário.

– Ah, é você – Dean fez cara de poucos amigos.

Novak ficou um momento em silêncio, com um sorrisinho de descrença preso nos lábios rosados, enquanto tentava decifrar a atitude rude do loiro. Ouviu dizer que Dean era a pessoa mais gentil da escola. Com certeza havia algo errado.

– Há algum problema de que não tenho conhecimento?

– Tem um problema sim, Novak. Está vendo aquele garoto ali – Dean apontou para Sam – O de cabelos longos, sorriso perfeito e um corpo espetacular? Ele é o meu namorado e eu agradeceria muito se você pudesse tirar essas mãozinhas com manicure da ideia de tê-lo para você.

– Como é?

– Você me ouviu bem. Se você chegar perto dele, eu vou acabar – Dean deu uma pausa para enfatizar o que quis dizer – com você.

– Mas Dean, eu acho que você não ouviu os boatos direito – Castiel parecia ofendido.

– Então não quer o Sam?

– Eu quero. Quero muito. Só acho que você não entendeu ainda que eu sempre consigo o que eu quero.

– Não vai conseguir isso – A voz de Dean falhou e ele se amaldiçoou por isso.

– Ele vai me querer também, Dean. Não pense que eu não tenho meios para fazer isso acontecer – Castiel tinha um tom de voz desafiador, assim como o azul, agora escuro, de seus olhos e colocou um dedo no peito do loiro – Aliás, eu não sei o que ele está fazendo com você. Deve estar louco.

Sem dizer mais nenhuma palavra Dean desferiu um tapa no rosto alvo do moreno.

– Fique longe de mim. E fique longe do meu Sam.

Warner saiu andando, deixando Castiel sozinho com um lado da face dolorido, mas ainda com um sorriso perturbador nos lábios. Dean iria se arrepender daquilo. Mas Castiel não faria nem por vingança, era só para não passar por mentiroso. Ele disse que sempre conseguia o que queria, e provaria isso.

Continua...

Notas finais
Espero que tenham gostado. E provavelmente tudo o que vocês pensam que vai acontecer de ruim, acontecerá. Então já se preparem, ok? #Dicadaautora Até a próxima, eu amo vocês demais, cara. Beijackles e Padakisses ♥