Chances
55 Deanssexual
Notas iniciais
Dean e Clark estavam sentados na sala de química, seu novo ponto de encontro. O moreno lia alguma coisa em seu caderno, enquanto Dean batia o pé no chão ansiosamente. Kent percebeu e perguntou se algo havia acontecido.
– Clark, eu acho que o Castiel tá tentando roubar o Sam de mim.
– Por que você diz isso?
– Ele disse isso. Bem na minha cara. "Eu sempre consigo o que eu quero"– Dean imitou o moreno de olhos azuis, fazendo as aspas.
– Sério? — Clark não parecia muito surpreso.
Ele estava pensando sobre isso. Realmente pensando sobre isso e também sobre o que a mãe de Sam havia lhe dito.
– É.
– Mas pra isso acontecer, Sam teria que querer ficar com ele, certo?
– Sim, mas olha pra ele. Quem não iria querer ficar com o Castiel? Ele é a versão masculina de uma líder de torcida, só que sem todo aquele barulho e frescura.
– Bem, isso é verdade.
– Eu não sei o que fazer, Clark – Dean respirou fundo.
– Você não tem que fazer nada. Se Sam realmente te ama e quer ficar com você, não tem nada com que se preocupar, não é?
– Acho que sim.
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– Oi, de novo — Castiel sorriu abertamente.
– Ah. Oi Castiel — Sam sorriu também, colocando o celular no bolso para dar atenção ao colega — Gostando da escola?
– Adorando e me chame de Cas. Todos aqui têm sido muito legais comigo.
– Isso até você conhecer o Dean. Vai parecer que todos são mal educados depois que ver como ele é gentil — Sam sorriu ao se lembrar do loiro.
– As más línguas o chamam de nerd e briguento. Adam disse que eles brigaram por pouca coisa e que Dean perdeu a cabeça. Duas vezes.
– Bem, as más línguas estão erradas. Adam mereceu a surra que levou.
– O nerd que bateu no atleta? Isso é novidade para mim — Castiel riu um pouco, se aproximando de Sam no banco.
– É. Todos ficaram surpresos mesmo. Mas ele é doce e gentil e inteligente. Tipo, muito mais do que qualquer um que eu tenha conhecido.
– Você parece gostar bastante dele.
– Eu tenho que gostar dele. Ele é meu namorado.
– Oh. Você é gay? — O moreno de olhos azuis fingiu estar surpreso.
– Alguns diriam que sim, mas eu não gosto de me dar um rótulo. Só amo Dean. Os outros rapazes não me chamam tanta atenção. Assim como as garotas.
– Ele é a sua orientação sexual — Castiel sorriu.
– É. Acho que podemos dizer isso — Sam riu fraquinho.
– As más línguas me disseram coisas sobre você também.
– Jura? O que?
– Que você já pegou mais da metade das meninas daqui. Era o mais popular e quis ficar com o Dean. Me disseram que houve um escândalo duas semanas atrás. Antes de eu entrar.
– Bom, essa é uma parte da minha experiência escolar que eu gostaria de esquecer.
– Mas Sam, não podemos deixar pra lá as coisas que acontecem conosco. São elas que definem o tipo de pessoa que vamos nos tornar.
– Eu não sei como isso pode me definir — Sam parecia pensativo.
– Já definiu, não vê? — Castiel perguntou, mas o Winchester negou com a cabeça — Você é publicamente gay, ou bissexual, ou Deanssexual, ou sei lá. Agora nada mais é como antes. Você pode fazer coisas que não podia antes e vai deixar de fazer algumas que você estava acostumado.
– Eu não tinha pensado por esse ângulo.
– E se precisar de alguém para conversar... — Castiel viu Dean andando na direção deles e depositou um beijo na bochecha de Sam, sorrindo abertamente — Pode falar comigo.
– Obrigado, Cas.
– Oi, meu amor — Dean sorriu para Sam e encarou Castiel.
– Esse é o famoso, Dean? — Collins perguntou.
– É sim. Castiel, Dean. Dean, Castiel.
O moreno se levantou e abraçou Warner.
– É bom finalmente te conhecer. Pode me chamar de Cas, ok? É como meus amigos me chamam.
O corpo do loiro estava rígido, enquanto os braços de Collins o envolviam. Estava com vontade de jogá-lo no chão e chutar aquela cara ridícula dele.
Finalmente Castiel separou o abraço e Dean pôde respirar. Sam se levantou também e passou um braço pela cintura do loiro, puxando-o para mais perto e beijando sua testa. Warner quase se esqueceu de quem estava com eles.
– Bem, eu já vou indo para deixar os dois pombinhos em paz.
– Tchau, Cas.
– Tchau, tchau, Sammy — Ele sorriu sedutoramente e se virou para ir embora.
Dean respirou fundo e teve que se sentar para se acalmar. Ele queria gritar. Queria ficar umas doze horas gritando, para ver se aquela agonia passaria.
– Deanno, tá tudo bem?
– Eu não suporto esse menino.
– Você acabou de conhecê-lo. Ele é bem legal.
– E por que ele já teria intimidade o suficiente com você para te dar aquele beijo? E te chamar de Sammy?
– Você tá com ciúmes, Warner? — Sam provocou.
– To sim. E quer saber? Eu não confio nele, nem um pouco.
– E também não confia em mim, aparentemente.
– Claro que confio...
– Mas parece que não – O moreno o interrompeu — Você está agindo como se eu já estivesse te traindo com ele.
Dean não respondeu. E Sam suspirou, tentando pensar no que dizer a seguir.
– Que foi, Sam? Não pareça tão surpreso com isso, você sabe como sou inseguro. Sabe o quão cheio de merda e pensamentos ruins eu sou. Deixe meu drama fluir.
– Desculpa, não vou te provocar.
– E eu te amo, droga.
– Eu também te amo, Dean. Só, por favor, nunca duvide disso.
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Depois da aula, naquele dia Jo foi para a casa de Tish, onde ainda estava evitando seus pais. Elas conversaram – até demais – sobre o que o futuro traria para elas. E Tish disse que tinha certeza de apenas uma coisa: Queria ter Jo em seu futuro.
Conversaram sobre a faculdade que fariam e a ruiva decidiu que iria para Nova York com Jo, mesmo tendo planejado a sua vida inteira ir para o Alabama. Jo faria marketing lá, e com certeza encontraria algo para ela também. Poderiam dividir um apartamento juntas, um pequeno e aconchegante. Colecionar histórias pelas famosas avenidas da Grande Maçã, abrir presentes nas noites frias de natal, dormirem juntas no sofá num domingo chuvoso... Ela conseguia imaginar tudo isso. E faria o que fosse preciso para realizar esse seu novo sonho.
Claro, se Jo também quisesse.
– Dois meses – A loira suspirou, deitada na cama da ruiva.
– Dois meses para a liberdade – Tish brincou.
– Eu vou sentir falta disso aqui. De tudo e de todos.
– Eu também. Mas vamos nos adaptar a Nova York, não é?
– Você vai junto? – Jo se sentou, encarando a ruiva. Parecia surpresa.
– Se você me quiser com você. Vou para qualquer lugar.
– Nossa, Tish... Eu não sei nem o que falar – Ela tentou sorrir.
– Não precisa falar nada. Só fica aqui comigo.
Nenhuma das duas disse mais nada. Apenas se deitaram na cama, os braços longos da ruiva envolvendo Jo, que estava perdida em seus próprios pensamentos.
Tish queria ir para Nova York com ela. Mas ela não tinha certeza de que queria que isso acontecesse. Nessas últimas semanas, ela esteve pensando muito em Adam. Eles têm conversado por mensagens, mas nunca demonstrando interesse um no outro. Aparentemente, Adam resolveu tentar uma abordagem mais sutil, começando como amigo e confidente, para, aos poucos, reconquistá-la.
Mas Tish também estava tentando a mesma coisa. Todos os dias ela tentava fazer algo especial, sempre a elogiando, dizendo o quão inteligente e independente ela é. O quão corajosa e ambiciosa. O quão perfeita para a ruiva ela é. E isso tinha um apelo enorme ao coração da loira. Ela gostava muito de Tish e seria eternamente grata por tudo que ela fez por Jo.
Seus pensamentos foram interrompidos ao sentir os lábios da ruiva em seu pescoço. As mãos ágeis passeando por seu corpo, arrepiando-a por inteiro. Jo retribuiu o beijo, colocando uma mão no pescoço de Tish, puxando-a para mais perto.
Em pouco tempo o quarto havia ficado quente. Tish levou suas mãos para o fim das costas da loira, e depois entre suas coxas e...
– Espera – Jo disse e a ruiva parou.
– Está tudo bem?
– Sim, é que... Eu nunca fiz isso com uma garota antes.
– E você quer? – Tish perguntou suavemente.
Jo não respondeu, apenas assentiu com a cabeça, deixando a ruiva tomar seus lábios novamente. A mão de Tish foi para dentro de suas calças, fazendo movimentos lentos e circulares em volta do clitóris da loira. Jo deixou um gemido baixo escapar, excitando-a ainda mais.
Nem um minuto se passou e as duas já estavam somente com suas roupas de baixo. Tish desistiu da boca de Jo, beijando seu pescoço e depois entre seus seios, sua barriga e, enquanto retirava a calcinha rosa bebê que a separava de seu objetivo, sorriu levemente para a loira.
– Oh, Tish... – Ela gemeu ao sentir a língua quente da ruiva contra a pele sensível daquela área.
– Quer que eu pare? – Ela provocou.
– Não, não para, por favor... – Jo praticamente gemeu as palavras.
Continua...
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