Notas iniciais
Volteeei, demorei, como sempre, vocês devem estar bravos kkkk Enfim, espero que gostem bastante e eu gostaria de agradecer por vocês estarem sempre aqui, mais uma vez, vocês são muito importantes para mim, ok? Beijackles e Padakisses ♥

DEAN’S P.O.V.

– E o que ela fez para te “deixar louca”? – Perguntei, ainda a olhando nos olhos.

– Ninguém parece perceber. É como se ela conseguisse afetar só a mim – Ela riu fraco antes de continuar – Ela me olha de um jeito, como se eu fosse a garota mais gostosa do planeta. O jeito que ela sorri quando eu estou por perto, ou como ela fala, ou como se move perto de mim. Parece que ela sabe o que faz comigo e faz de propósito.

– Aconteceu alguma coisa entre vocês duas?

– Não, e isso é o pior de tudo, porque não vejo nenhum motivo para ela estar... Sei lá. Eu não entendo essa obsessão dela por mim. Qualquer pessoa em sua sã consciência faria qualquer coisa, mataria a própria família se precisasse, para conseguir ficar com ela. E ela sabe muito bem disso.

Ficamos em silêncio por um momento. Eu não sabia o que dizer, porque para mim não parecia tudo tão complicado. Não estou dizendo que é drama dela, mas eu não estou na pele dela, não sei como ela se sente.

– E você não é uma dessas pessoas? — Resolvi perguntar.

– Não é isso. Só não entendo porque ela me escolheria. Tem a Anna que também é linda, ou o Sam que é o maior gato – Ela disse e segurei um sorriso – Por que eu? Eu nem sou lésbica, nem tinha cogitado a possibilidade de um dia me interessar por uma garota, para ela ficar dando em cima de mim desse jeito.

– Vem aqui.

Eu disse e levantei da cama, pegando em sua mão. Andamos até o espelho do meu guarda-roupa e encaramos os reflexos por alguns segundos. Eu estava atrás dela e ela parecia um tanto envergonhada, não sei o porquê.

– Abre um sorriso para mim — Ela fez e sorri também – Está vendo? Esse é definitivamente um dos motivos. Esse sorriso maravilhoso, que ilumina a todos a sua volta, ou seus olhos grandes e expressivos, sua voz doce e suave... Ou esse corpo, que pelo amor de deus, né. Quem não quer esse corpo?

Tive que brincar para quebrar o gelo e acabei ganhando um tapa no braço por isso. Mas valeu a pena.

– Ainda não sei o que fazer – Ela confessou.

– Siga seu coração.

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CLARK’S P.O.V.

Eu prometi para mim mesmo que não faria isso de novo, mas desde aquele dia na farmácia ele não sai da minha cabeça.

Não sei o que ele tem que me deixa tão maravilhado. Poderia ser algo óbvio como aqueles olhos impossivelmente verdes, aquelas sardas... Bem, aquele rosto inteiro. Ou talvez a sua voz grossa e seu sorriso simpático de tirar o fôlego. Eu não conseguia parar de pensar nele, tão doce, e era engraçado como ele me olhava na farmácia, com um olhar confuso talvez. Sem falar naquelas pernas arqueadas, adorável.

Mas aquela boca... Não tenho nem palavras. Tive que me esforçar muito para dividir minha atenção entre as palavras hipnotizantes de Dean durante a aula de história e aqueles lábios pecaminosamente desenhados, capazes de tirar a atenção de qualquer um que os encare por mais de dois segundos.

Não sou nenhum pervertido, sou somente um cara normal, mas ele tem essa mania irritante de ficar com uma caneta, ou lápis, ou uma das hastes dos óculos, basicamente qualquer objeto que ele tem por perto, na boca... Uma cena ridiculamente pornográfica que eu nem sei descrever as coisas que ele me faz sentir. Ele não faz de propósito, o que só piora a minha situação, porque eu me sinto culpado por ter esses tipos de pensamentos, mas... Ah, as coisas que eu faria com aquela boca.

Mas não é apenas uma atração física e/ou sexual que tenho por ele. Nossas personalidades combinam tanto quanto Batman e Robin, e essa pode ter sido uma das coisas mais gays e nerds que eu já disse em toda a minha vida. O que não deixa de ser verdade.

Dean é puro, é meigo, é ofensivamente inteligente e, uma vez que perde a timidez, é simplesmente a melhor pessoa para se ter uma conversa de verdade. É por isso que eu o chamei para sair, mesmo sabendo que ele está apaixonado pelo Winchester. Ok, eu não sou idiota, naquele dia na praia ele estava definitivamente chorando antes de chegar à farmácia, mesmo que não tenha percebido, e eu vou fingir que não vi o Sam espiando a gente conversar mais cedo.

Imagino se eles estão juntos, ou é só platônico. Bem, platônico não é, pois para qualquer um que olhar direito para a situação, é possível ver que o moreno também sente algo. Enfim, estou muito ansioso para o encontro de sexta-feira.

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Eu não estava com a menor vontade de ir para a escola hoje, mas eu tinha uma aula de história. Portanto, não pude deixar de ir. Quando cheguei, lá estava ele. Com seus usuais jeans de um azul claro, uma camiseta simples com uma camisa por cima e seus livros em mãos.

Era como se ele tivesse uma gravidade própria que me puxava para perto dele, pois quando percebi, eu estava há apenas alguns metros de distancia dele. Me assustei quando dois rapazes passaram por mim, andando como se fossem os donos do mundo e esbarraram no loiro, derrubando os livros de suas mãos. Corri até ele, ajudando-o a pegar as coisas do chão, me perdendo completamente na cor vibrante de seus olhos.

– Obrigado – Ele agradeceu com a voz baixa.

– Você está bem?

– Não é nada demais.

– Deveria fazer algo sobre isso – Sugeri.

– Não há nada a ser feito. O ano já esta acabando, só são mais alguns meses disso – Ele sorriu levemente e meu coração se derreteu.

Eu não gostava de ver que ele não tinha esperança nenhuma de que aquela situação pudesse melhorar. Vai parecer estranho, provavelmente pelo fato de eu tê-lo conhecido agora, mas tudo o que eu conseguir fazer para manter esse belíssimo sorriso sempre presente em seus lábios, eu vou fazer. Porque... Nossa, como eu amo esse sorriso.

– Posso te acompanhar até a aula?

– Seria bom – Dean sorriu um pouco mais abertamente e começamos a andar lentamente até a sala de aula.

DEAN’S P.O.V.

Quando vi Clark entrando pelo portão principal eu já sabia que ele viria até mim. E eu até queria que isso acontecesse. Ele me traz uma sensação de segurança muito forte que eu simplesmente não consigo explicar.

Encostei no armário atrás de mim e sorri em sua direção. Ele me viu e tentei desviar o olhar por algum motivo e eu estava distraído o suficiente, pois acabei não vendo Sam e Adam andando até mim até que meus livros estavam espalhados pelo chão. Eu já estava de saco cheio dessas atitudes deles dois, mas o que eu poderia fazer não é?

Clark correu até mim para me ajudar a pegar os livros e depois me perguntou se eu queria que ele me acompanhasse até a aula. Ainda não sei por que ele estava sendo tão legal comigo, mas talvez seja porque ele entende o que eu passo todos os dias na escola.

Claro que eu nunca vi ninguém implicando com ele, mas vejo como ele parece solitário, excluído. E às vezes, isso é bem pior do que ter esses idiotas no seu pé. Clark estava se revelando um ótimo amigo e talvez seja apenas o que eu preciso. Tá, eu tenho Sam e ele é ótimo, eu realmente o amo, e tenho Jo que é maravilhosa, mas talvez eu precise de alguém que não comece a ser meu amigo por causa de mentiras.

Pode ser meio difícil de entender, mas se parar para ver o início de tudo com a minha amizade com Jo... Veremos que eu menti para ela sobre o Adam, e agora sobre o Sam. E com o Winchester, bem, digamos que ele não sabia que eu era gay e a primeira vez que tivemos uma “conversa decente” foi quando ele me pediu para falar com a Ruby. São coisas pequenas, mas são importantes. Pelo menos para mim.

– Seria bom – É tudo o que respondo para ele, enquanto começamos a andar até a sala de aula.

– Então, sobre sexta-feira...

– É, eu ia falar a mesma coisa. Já decidiu onde vamos?

– Que tal para minha casa? – Clark sugeriu, mas sua expressão não parecia muito animada.

– Que tal a minha? – Eu perguntei e seu sorriso aumentou.

Será que havia algo errado com a casa dele? Realmente estranho. Mas perguntaria sobre isso depois.

– Pode ser. Que horas fica bom para você?

– Vamos direto da escola. Assim fica mais fácil.

– Ok – Ele respondeu baixinho e paramos de andar – Está entregue.

– Obrigado.

– Até mais tarde, Dean.

Apenas acenei com a cabeça e ele saiu andando, com as mãos nos bolsos das calças e a mochila em apenas um dos ombros. Um cara normal, um cara legal. O que será que aconteceu com ele para ser tão solitário?

Meu celular vibrou no bolso da minha calça, tirando-me de meus devaneios. Era uma mensagem de Sam.

“Desculpe pelos livros. Eu te amo. PS: Se vista bem para hoje à noite, te vejo mais tarde.”

Sorri levemente e entrei na sala de aula, me sentindo genuinamente bem. E um tanto ansioso para o meu encontro de hoje à noite.

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SAM’S P.O.V.

Liguei para o restaurante para confirmar minha reserva e estava tudo pronto. Mais alguns minutos e eu iria buscar Dean para o nosso encontro. Não vou negar, escolhi um lugar mais afastado para que ninguém nos visse, mas eu realmente estava muito ansioso para esse encontro.

Não estava mentindo quando disse que o amo.

É um conceito tão estranho... Essa ideia de amar. O modo como você se entrega tanto para uma pessoa, sem pensar nas consequências que estão ao seu redor, mas que ao mesmo tempo não saem da sua cabeça. É engraçado como eu me sinto quando olho para ele, quando estou perto dele, ou simplesmente quando penso nele.

De repente não há mais nada no mundo, só Dean. E tudo bem para mim, mas ainda estou com um pé atrás nessa historia toda. É quem eu sou, é como eu me sinto e ele é quem eu amo, mas eu tenho meus pais, tenho a escola, tenho meus amigos. Assim como ele também tem. Não é racional esquecer-se do mundo em que vivemos só porque estamos apaixonados.

Sei que parece horrível quando coloco assim, mas eu não vou desistir dessa vez. Ele é importante demais, não posso perdê-lo novamente. Acho que eu não aguentaria. Por isso vou tentar fazer essa noite ser inesquecível.

Estamos namorando, mas é o nosso primeiro encontro. Vai ser bom.

Respirei fundo antes de arrumar a minha gravata e passar a mão pelos cabelos, tentando ajeitá-los um pouco antes de sair de casa. Peguei as chaves do carro e dirigi até a grande casa dos Warner. Com o celular em mãos, disquei um número conhecido.

– Alô?

– Oi, Deanno. Está pronto?

– Estou sim – Ele me respondeu. Pude perceber que parecia meio nervoso.

– Já estou aqui na frente.

– Estou descendo.

– Ok, tchau.

– Tchau, Sammy.

Sorri sozinho e saí do carro, andando até a calçada na frente de sua casa. Me encostei no carro, tentando controlar o ritmo acelerado do meu coração, mas não consegui. Acho que eu estava meio nervoso também.

O sol já estava quase desaparecendo no horizonte, deixando o ambiente num sereno tom alaranjado. Mas pude ver o verdadeiro brilho do sol quando aquele garoto saiu pela porta da frente e sorriu andando até mim.

Ele vestia um terno slim que o servia perfeitamente, preto e simples. Seu cabelo, mais loiro do que de costume por conta do sol alaranjado, estava arrumado em um topete que combinava incrivelmente bem com seu rosto e não estava usando seus óculos. Tive que me concentrar para não me perder naquelas duas esferas de um verde vibrante.

– Uau – Deixei escapar.

– Uau para você também – Dean me cumprimentou com um selinho rápido – Você está lindo.

– Eu que o diga.

Abri a porta do carro para ele e sentei no banco do motorista depois de ele entrar.

– Sem óculos?

– Lentes de contato. Eu não gosto muito de usá-las, mas é uma ocasião especial, certo? – Ele parecia meio envergonhado, talvez pelo fato de que eu não conseguia parar de encará-lo.

– Está lindo.

– Obrigado.

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DEAN’S P.O.V.

Chegamos ao restaurante e agradeci aos céus por Sam ter me avisado que eu deveria me vestir bem. O lugar era maravilhoso e tinha cara de ser extremamente caro. Mas falando sério, eu não conseguia tirar os olhos do Winchester.

Que ele era um cara bonito ninguém podia negar, mas estava simplesmente estonteante. Sem dúvidas, o melhor jeito que eu o vi foi sem roupas, mas de terno também está funcionando muito bem para mim. E ele estava sorrindo. Não parou de sorrir nem um minuto desde que foi me pegar em casa. Nunca o vi dessa forma. Fiquei feliz.

Andamos até a recepcionista e ele disse que tinha feito uma reserva. A moça sorriu ao conferir se o nome dele estava na lista de reservas e nos acompanhou até uma mesa encostada à parede, próximo do bar.

Nos sentamos e ficamos em silencio por um momento, apenas nos olhando. Eu nem sabia no que me concentrar, não sabia se deveria dizer alguma coisa, se deveria elogiar, ou comentar algo, mas graças aos céus ele começou a falar.

– Desculpa de novo pelos livros.

– Está tudo bem, já conversamos sobre isso.

– Como foi o dia na escola? – Ele me perguntou e sorri. Era um bom jeito de começar uma conversa.

– Foi cansativo. A professora de história está se divorciando, descontou em nós. E o seu?

– Um dia comum. Passei a maior parte do tempo pensando em como seria quando estivéssemos aqui.

– É como pensou que seria? – Eu perguntei, me ajeitando na cadeira e olhando em seus olhos.

– Melhor.

CLARK’S P.O.V.

– Já falou com Ennis? – Perguntei e ela deu um sorriso triste.

– Ainda não.

– E vai?

– Eu não sei. Mas as coisas que o Sam me disse não saem da minha cabeça.

Eu não disse mais nada. Realmente achava que ela deveria falar com o garoto, afinal ele era seu melhor amigo. Não valia a pena perder algo tão especial quanto aquilo. Ela me pediu licença para ir ao banheiro e se levantou, me deixando sozinho na mesa.

Olhei em volta, observando brevemente as pessoas no restaurante. Todos sorridentes, conversando e aproveitando a noite com aqueles que gostam, enquanto eu nem sabia direito o que estava fazendo ali. Claro que Lisa estava precisando conversar, e eu estava feliz que ela tenha tamanha confiança em mim para me contar sobre isso, mas não era com ela que eu gostaria de estar agora.

Respirei fundo, ainda olhando para as pessoas do estabelecimento, quando meus olhos se focaram em um único ponto. Dois rapazes sentados, conversando e comendo, há apenas algumas mesas de distancia de onde eu estava sentado. Eles poderiam me ver se olhassem para a direção certa, mas acho que eles não saberiam da minha existência naquele momento.

Não desviaram o olhar um do outro nem por um segundo, ambos com sorrisos em seus rostos, as mãos em cima da mesa quase se tocando, olhando-se como se não houvesse absolutamente mais nada no mundo. Sam e Dean... Quem diria.

DEAN’S P.O.V.

– Me diz uma coisa que ninguém mais sabe sobre você – Eu disse, quebrando o curto momento de silêncio.

– Deixa eu pensar... – Sam faz uma casa adorável quando está concentrado. E eu fui incrivelmente gay agora – Ah, eu uso óculos.

O quê?!

– Está de brincadeira comigo?

– Desde os onze anos – Ele passou a mão pelos cabelos, um tanto nervoso.

– Vai ter que me mostrar como você fica de óculos. Coloca os meus – Eu os tirei do bolso do meu paletó e os entreguei a ele.

– Eu tenho mesmo que fazer isso?

– Vai, não pode ser tão ruim.

E ele os colocou. Meu deus, como ele ficou sexy com eles.

– Vai, pode rir – Sam mordeu o lábio inferior, esperando eu dizer alguma coisa.

– Não é o exatamente o que eu estou com vontade de fazer agora.

Ok, não é algo que eu diria normalmente, mas era a verdade. Seu rosto ficou vermelho instantaneamente e eu sorri.

– Com quem foi seu primeiro beijo? – Ele me perguntou, provavelmente tentando mudar de assunto e tirando os óculos.

– Garoto ou garota?

– Os dois.

– Garoto, você – Ele sorriu – Garota, Jo.

– Vocês se beijaram?! – Sam parecia muito supreso.

– Algumas vezes, é – Tentei responder com naturalidade.

– Deveria ficar preocupado com isso?

– Provavelmente não.

– Isso foi uma surpresa – Ele riu sozinho e voltou a me olhar nos olhos.

– Com quem foi o seu primeiro beijo?

– Eu nem lembro o nome da garota. Foi numa brincadeira idiota de girar a garrafa.

– Que pena...

– E com um garoto, foi você obviamente.

– Como foi esse?

– O mais importante de todos – Sam disse e eu juro que meu coração falhou uma batida.

SAM’S P.O.V.

Depois que terminamos de comer, conversamos mais um pouco antes de dividirmos a conta e irmos para a casa dele. Ele me convidou para passar a noite e eu queria, só deus sabe o quanto eu queria, mas meu pai precisava do carro e eu tive que ir para casa. Antes de ele sair do carro, o puxei para um longo e apaixonante beijo.

Todos os nervos do meu corpo acordaram com o toque de suas mãos e... Eu estou parecendo uma garotinha apaixonada. Só sei que é incrivelmente bom ficar perto dele.

Nos despedimos e voltei para casa. Foi uma noite, no mínimo, interessante. Aprendi muitas coisas sobre ele, mais sobre seus gostos musicais, seus livros e filmes favoritos, sua família complicada e como ele se sente sobre eles, enfim, tudo.

E também falei varias coisas sobre mim. Contei das minhas amizades no colégio, dos poucos livros que eu li, dos meus desenhos, do quanto eu realmente adoro passar o tempo ao lado dele... Estamos namorando e era difícil de acreditar que qualquer parte daquilo era real. Mas era, e estava tudo tão certo.

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DEAN’S P.O.V.

Era quinta-feira, portanto Jo deveria passar a tarde comigo, mas ela não foi para a escola e me mandou uma mensagem dizendo que estava passando mal e que não daria para ela ir lá para casa. Fiquei triste, mas também vi uma oportunidade.

No intervalo das aulas procurei Clark por todo o pátio, o encontrando finalmente sentado em um dos bancos perto do pátio gramado lendo algum livro.

Nem vou comentar nada sobre a noite passada que foi simplesmente maravilhosa. Eu não conseguia pensar em nenhum lugar, nem ninguém que eu preferiria estar a não ser Sam. Fiquei sabendo muito mais sobre ele, e ele sobre mim. Mas eu também estava muito ansioso pelo meu “encontro” com Clark.

Eu tinha tantas perguntas, tantas coisas que queria saber mais sobre aquele garoto, então me sentei ao seu lado e o cumprimentei com um sorriso amigável. Ele olhou para mim e um sorriso aberto cresceu em seus lábios no mesmo instante.

– Oi, Dean.

– Eu estava pensando se ficaria muito ruim para você se você fosse lá em casa hoje mesmo.

– De maneira alguma. Te encontro na hora da saída? – Ele disse com uma voz doce.

– Pode ser.

– Como foi seu dia até agora?

– Foi normal. E o seu? – Sorri para ele e Clark se ajeitou no banco, ficando de frente para mim.

– Está melhorando. Desculpa dizer isso, Dean, mas você tem um sorriso muito bonito.

– Obrigado – Senti meu rosto ficando cada vez mais quente – Você também.

– Estou falando sério. Não deixe que ninguém o tire do seu rosto, ok?

– Ok – Ele estava dando em cima de mim de novo?

Não acho que ele estava. Acho que talvez só dissesse o que estava pensando. Um bom amigo, só isso.

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Depois de um longo dia de aula, lá estávamos nós. Ambos sentados na minha cama, encarando um ao outro sem saber exatamente o que ou não dizer.

– Eu não sou muito bom nessa coisa de puxar assunto, desculpa – Eu disse num tom baixo.

– Nem eu. Então... Há quanto tempo você e Sam estão namorando?

– O quê?!

Ele estava brincando, não é? Como ele poderia saber?

– Vamos, não é um segredo para mim – Clark disse com naturalidade.

– Ele te contou? – Perguntei, tentando encobrir minha surpresa.

– Não, eu estava no mesmo restaurante ontem. Estava jantando com a minha meia-irmã, Lisa, talvez você conheça, ela é líder de torcida.

– Lisa Braeden é sua meia-irmã?

– É sim. Enfim, acabei vendo você dois lá.

Eu não sabia mais o que dizer. Será que ela também nos viu? E o que isso significaria, todos ficariam sabendo sobre nós agora? Como Sam iria reagir? Fiquei em silencio, pensando nas minhas próximas palavras, mas não tive que esperar muito, pois Clark resolveu dizer algo.

– Se você não quer falar sobre isso, está tudo bem. Mas eu quero que você saiba que se precisar falar com alguém, estou aqui – Ele me olhava com aqueles olhos claros, como se ele conseguisse ver dentro de minha alma e eu realmente me senti seguro o suficiente para me abrir com ele – E eu já sabia sobre vocês dois, caso esteja se perguntando.

– Estamos juntos há alguns meses. Ele me pediu em namoro segunda-feira – Eu sorri, me lembrando daquela tarde.

– Meus parabéns para vocês dois – Clark me pareceu sincero.

– Como você sabia de nós? Somos tão óbvios assim? Acha que mais alguém sabe?

– Bem, fora o fato de eu ter visto vocês dois ontem, eu fiquei sabendo que ele vem aqui todos os dias. Não foi bem um tiro no escuro, sabe? Mas só aconteceu de eu estar na hora certa no lugar certo. Não se preocupe, não acho que ninguém mais saiba.

– Por que não veio falar com a gente no restaurante?

– Você deveria ver vocês dois juntos... O modo com que vocês se olhavam era incrível. Quase mágico. Era como assistir o filme mais empolgante e mais romântico que já foi feito. Tudo sobre aquele momento era único – Clark sorriu me olhando nos olhos – As roupas, as velas, os sorrisos... Eu não sei a história de vocês dois, ou como isso tudo aconteceu, mas não perca isso, ok? Porque é incrível. Enquanto isso está te fazendo bem, enquanto não te machuca, enquanto ele não te machuca, segure isso que vocês têm firme e não deixe escapar.

– Obrigado, Clark. É muito doce da sua parte dizer essas coisas.

– O que eu posso dizer? Eu adoro seu sorriso, lembra? Se ele consegue fazer com que você sorria a todo o tempo, então tudo o que eu quero é que vocês fiquem juntos.

Só naquele momento eu percebi que desde que eu mencionei que estávamos namorando, aquele sorriso não saiu de meus lábios nem por um instante. Eu estava realmente apaixonado.

E Clark era com certeza um ótimo amigo. Era bom tê-lo por perto.

Continua...

Notas finais
Cena do encontro inspirada por esse gif: https://31.media.tumblr.com/c2165b15f0f1e9a491f278519b6ecb1b/tumblr_n4xpln8emv1qjgwxmo1_500.gif ------------------------------------------//------------------------------------------ Okay, não sei quem é mais fofo, se é DeanxClark ou DeanxSam. Sério. Estou muito dividida. Espero que estejam gostando bastante e até a próxima! Beijo no coração de cada um de vocês! Beijackles e Padakisses ♥