Notas iniciais
Bom, eu ia culpar o site por estar fora do ar, mas a verdade é que eu não escrevi. Não por falta de tempo nem nada, mas porque eu não estava com vontade mesmo. Enfim, aqui está mais um capítulo para vocês ^^ Estou no trabalho, então não pude revisá-lo, me avisem de qualquer erro, por favor. Espero que gostem bastante! *_*

– Deixa eu te fazer uma pergunta... – Clark começou a dizer.

– Claro, o que é?

– Você se importaria de me explicar algumas coisas?

– Sobre mim e Sam? – Dean perguntou com normalidade. Era bom poder dizer “ele e Sam” sem medo ou receio.

– Sobre história. Mas se quiser falar sobre isso, claro.

– O que foi? Não entendeu alguma matéria?

– Nada demais, é que eu estava meio distraído durante a aula e acabei não pegando as coisas sobre a Segunda Guerra Mundial e sei lá mais o que a professora passou – Clark parecia um tanto envergonhado por algum motivo – Não precisa me ajudar se não quiser. Você deve estar cansado da escola e...

– Está tudo bem – O loiro o interrompeu – Quer o resumo que eu escrevi, ou prefere que eu fale?

O moreno aprendia muito mais rápido quando lia alguma coisa, mas ele simplesmente adorava a voz de Dean. Era um pouco rouca, grossa o suficiente para ser sexy sem contrastar com o seu belo e delicado rosto. Então, é claro, escolheu a segunda opção.

Dean começou a falar do estopim da guerra e dos países que participaram dela. Falou sobre Hitler e seu regime totalitarista, o Fascismo na Itália, o Socialismo na Rússia e como a bunda da Alemanha foi chutada no fim da Guerra.

Clark o encarava com um quê de adoração. O modo com que Dean falava do que aconteceu, como se realmente estivesse contando uma história – a qual ele sabia de cor, por sinal –, algo que ele adorava, que se interessava e que simplesmente se divertia. Fazia um bom tempo desde que Clark não se sentia bem perto de outra pessoa e, considerando que realmente gostava de estar por perto de Dean, estava feliz por ele parecer feliz.

– Entendi – O moreno disse por final – Posso tirar uma foto do seu caderno para eu ter o conteúdo?

– Fique à vontade.

Ficaram em silencio, olhando-se, observando os aspectos do outro, tentando achar formas de se aproximarem, de descobrirem mais sobre o outro sem parecer muito invasivo ou doido de pedra. Clark estava um pouco nervoso, mesmo sem entender o motivo.

– Quem é você, Clark Kent? – Dean perguntou olhando nos olhos claros e brilhantes do jovem a sua frente.

– Sou só um cara – Ele respondeu com a voz baixa.

– O que aconteceu, Clark?

– Longa história. Realmente não vale a pena perder seu tempo com ela.

– Como pode saber se é perda de tempo? – O loiro continuou perguntando.

– Acredite em mim. Tem coisas muito mais importantes para serem discutidas, como, por exemplo, qual faculdade pretende cursar? – Clark mudou de assunto, se sentindo mal por não dizer a verdade, mas não achava necessário estragar aquele momento com lembranças tão ruins.

– Meus pais querem que eu vá para Stanford, ou Harvard.

– E o que você quer?

– Ser bom o suficiente para entrar em Harvard ou Stanford – Dean lhe lançou um sorriso triste.

– Sei como é. Mas você já parou para pensar em como seria a sua vida se você fizesse o que você quer?

– Como assim?

– Por exemplo, imagina um hobby que você tem. Algo que te traga um grande prazer e você sente que poderia estar fazendo isso para sempre. Se você tivesse a oportunidade, você abriria mão de tudo para fazer aquilo que tem vontade?

Dean realmente não sabia como responder àquela pergunta.

–--------------------------------------- *** ----------------------------------------

– Mas o que você queria falar comigo, Adam?

Sam perguntou, mas o loiro não deu ouvidos, continuou focado, estranhamente quieto, olhando para a grande televisão. Estavam na casa dos Winchester jogando videogame, um programa relativamente comum já que de terça e quinta Jo ia para a casa do Warner, deixando Sam sem ter o que fazer.

Achou estranho o loiro estar tão quieto, porque mesmo enquanto tentavam invadir o território inimigo e matar os terroristas, Adam nunca calava a boca. Era irritante. Mas tinha algo de errado naquele dia.

– Adam? – O moreno pausou o jogo e recebeu um olhar irritado do amigo.

– Não era nada. Pode dar play, por favor?

– Vai, me fala, cara. O que foi?

– Eu só queria saber quando que você vai terminar aquele trabalho ridículo que te faz ir todos os dias para a casa daquele filho da puta – Adam falou com a voz baixa, mas obviamente bravo com algo.

– Eu e o Dean – Sam deu ênfase ao nome do loiro — temos muito a fazer. Provavelmente só vou conseguir deixar de ir para lá quando apresentarmos o trabalho.

– Que saco, Sammy. Você não tem mais tempo para os seus amigos.

Adam era um cretino 99% do tempo, mas sejamos honestos... Eles tiveram seus momentos. Sam sabia que ele tinha razão. Ele se afastou de suas antigas amizades e com certeza deveria dar uma explicação para eles. Eles costumavam fazer tudo juntos, mesmo que esse “tudo” seja basicamente sair por aí pegando meninas carentes e maltratando as pessoas.

– É isso que ‘tá te deixando tão irritado?

– Não. Eu to puto com outras coisas, mas não muda de assunto.

– Ok, desculpa. Quer falar sobre isso? – Sam deu uma risada fraca – A gente pode se abraçar e eu posso chorar minhas mágoas no seu ombro – O moreno se inclinou para abraçar Adam que o afastou com um empurrão.

– Sai de mim, Winchester! – O loiro riu também – Seu filho da puta. Mas eu to falando sério, Sammy. Os caras vivem perguntando de você.

– Acho que eu só não tenho mais ânimo para sair pros lugares de sempre, Adam.

– Eu notei. Mas não é nada demais, eu só queria te pedir para você ver bem realmente vale a pena para você. Se são os caras que sempre estiveram lá por você, ou se é o Nerdean Warner. Você que sabe. Agora pode voltar pro jogo, por favor?

Sam apertou o play e ficou calado, pensando no que Adam havia dito.

–--------------------------------------- *** ----------------------------------------

– Três dias, Dean – O moreno falou animado.

– É, Sammy...

– O que está te incomodando, meu amor? – Sam perguntou, tirando suas roupas para entrar no chuveiro e ainda estranhando falar “meu amor”, mesmo que fosse a mais completa verdade.

Dean estava sentado na cama, terminando de calçar seus tênis, um tanto cabisbaixo, mas olhou para o moreno e sorriu levemente.

– Nada de mais. Vai tomar o seu banho, vamos nos atrasar.

– Vamos, me conta – Sam sentou-se ao seu lado e passou um braço pelas costas nuas do loiro, puxando-o para mais perto.

– É coisa idiota, sério. É que eu acho que o nosso trabalho está muito incompleto e estava pensando em formar de implementá-lo. Só temos três dias.

– Incompleto? Fizemos exatamente o que o professor nos disse para fazer.

– Eu sei – Dean suspirou – É como eu disse, não é nada demais.

– Não quero que se estresse por causa disso, ok? Você tem que relaxar – O moreno pegou o rosto de Dean com as mãos e beijou sua testa e seus lábios – Eu te amo.

– Eu sei – O loiro sorriu – Eu também te amo.

–--------------------------------------- *** ----------------------------------------

Apenas três dias para a apresentação. Dean estava preocupado, pois achava que eles não tinham conteúdo o suficiente para fazer uma apresentação decente. Sam continuava dizendo para ele que não tinha nada de errado, porque o professor não esperava nada muito exagerado ou elaborado. Só queria uma palavra que resumisse o livro, e a explicação, nada mais.

Dean se deu por convencido, mas por dentro ainda achava que o trabalho estava insuficiente.

Clark veio se sentar ao seu lado no horário do intervalo e sorriu abertamente para o loiro. Uma amizade um tanto interessante cresceu entre os dois durante os últimos dias que passaram juntos. Dean sentia que podia confiar no moreno de olhos fechados e Clark, bem... Clark gostava do Warner. Muito. E também confiava nele para contar alguns segredos e compartilhar pensamentos e histórias.

Sempre que conseguiam um tempo, estavam juntos, já havia virado um tipo de rotina. Dean, Clark e Jo viraram bons amigos, por mais estranho que isso parecesse para o resto da escola.

Os dois garotos diziam sempre que não havia nada e que provavelmente não haveria nada entre os dois por um bom tempo. A loira fingia acreditar, ainda esperando que eles ficassem juntos, mas eles sabiam a verdade. Ela não.

– Algum progresso no caso Tish, Jo? – Clark perguntou ainda com um sorriso simpático.

– Oi, lindo. Nem vi você aí – Ela parou de mexer no celular e olhou para o belo moreno de olhos claros – Nada. Ainda na mesma. Tudo bem com você?

– Estou bem. Dean, o que foi?

– Nada, só estou preocupado com o trabalho de inglês – Ele respondeu baixo.

– Ele se estressa com as coisas, é normal dele — Jo disse mordendo seu sanduíche — Mas o que foi? Sam não está fazendo direito?

– É, algum problema com o Sam? — Clark indagou também.

– Não tem nada com o Sam, gente. É o trabalho mesmo. Eu acho que está meio incompleto.

– Gente, a Anna está me chamando. Eu já volto, ok? — Jo se levantou e saiu andando — Depois me conta!

– O que está te incomodando?

– Nunca fiz um trabalho tão simples na minha vida inteira.

Clark pensou por um tempo antes de responder com um pequeno sorriso.

– Talvez seja a hora de ser objetivo. Pode tentar dessa vez e, se não der certo, pode voltar aos seus métodos.

– Ainda não acho uma boa ideia.

– O que o Sam disse? – O moreno deu uma mordida em seu hambúrguer.

– Que eu deveria relaxar.

– É o que deveria fazer.

– Vocês falam como se fosse tão fácil – Dean riu fraco e tomou um gole de refrigerante, ajeitando os óculos no rosto.

– Não é isso, Deanno. Olha, uma coisa que eu tenho absoluta certeza é que mesmo o seu pior, ainda é muito mais do que o meu melhor, ou o de qualquer um dessa escola. Não tem com o que se preocupar – Clark o encarava com aqueles olhos claros e brilhantes, transmitindo um certo sentimento de segurança para o loiro.

Dean sorriu pela primeira vez desde que o moreno sentou-se ao seu lado. Era estranho ver algum que acreditava tanto em seu potencial. Ninguém nunca demonstrou isso antes ele se sentiu bem.

– Onde você esteve a minha vida toda? – O loiro perguntou distraído e mergulhado nos próprios pensamentos.

Clark não respondeu, apenas sorriu mais abertamente, sentindo-se bem por ter ajudado o amigo.

Essa ultima semana se passou muito rápido.

–--------------------------------------- *** ----------------------------------------

– De nada – Anna disse assim que Jo se aproximou.

– Eu não agradeci – A loira disse sem entender o que estava acontecendo.

– Pois deveria, já não basta andar com o Warner, agora vai começar a andar com o Kent também? Você realmente quer morrer socialmente, não é?

– Do que você está falando?

– Espera, você realmente não sabe o que aconteceu? – Anna pareceu genuinamente surpresa.

– Não, o que foi? – Jo perguntou mais uma vez, mas a ruiva apenas a encarava com a boca aberta, como se não estivesse acreditando – Vai, me fala logo!

– Tá, do começo. Esse seu amiguinho aí...

–--------------------------------------- *** ----------------------------------------

Três dias depois...

– Somos os próximos, preparado? – Sam perguntou com a voz baixa para não atrapalhar a segunda apresentação que falava sobre o amor de Romeu por Julieta e vice versa.

– Nem um pouco. Não gosto de falar na frente de outras pessoas.

– Eu sei – O moreno sorriu levemente – Mas sabe por que o nosso vai ser o melhor trabalho?

– Por quê? – Dean olhou para ele, tentando se concentrar em suas palavras e não naquela boca...

– Porque o que vamos dizer não é da boca para fora.

– Como assim?

– A palavra que escolhemos é chance, certo? – Ele perguntou e Dean afirmou com a cabeça – Onde nós estaríamos agora se você não tivesse me dado uma chance? Ou se eu não tivesse me dado uma chance?

– A vida se resume nas chances que você dá e que são dadas a você – Warner afirmou, vendo o sorriso do moreno aumentar.

O loiro sorriu olhando para Sam e suspirou. Ele parecia tão diferente. Mais maduro, mais inteligente, mais sensível... Sentiu-se bem por estar com o Winchester. E também agora estava mais relaxado para apresentar o trabalho.

– Dean e Sam – O professor disse olhando para os dois – É a vez de vocês.

Ambos levantaram ao mesmo tempo e andaram até a frente da sala de aula. Dean começou a se sentir mal no instante em que olhou para todos aqueles adolescentes o olhando e cochichando, ou simplesmente o ignorando. Respirou fundo, tentando ignorar tudo isso.

– Qual é a palavra de vocês, garotos?

– Bom, nós resolvemos não falar sobre amor, ou força, ou a vida e a morte – Sam resolveu começar, pois conseguia ver como Dean estava nervoso – São visões muito... Clichês sobre a história. Não é sobre o amor que existia entre eles, porque eles poderiam muito bem ter esse amor existente entre eles, sem necessariamente ficarem juntos, ou sem alguém ter que morrer – Ele olhou para Dean, que encarava a parede do fundo da sala de aula afirmando levemente com a cabeça conforme o moreno falava – O amor não é tudo. E às vezes não é o suficiente. Então vamos falar sobre... Chances. Não de probabilidade, mas de oportunidade. A vida se resume nas chances que você dá e que são dadas a você – Dean sorriu ao ouvir essas palavras – Não há nada mais importante que dar uma chance a alguém. Chance de fazer algo, de falar, de tentar... Porque com essas oportunidades, muitas coisas podem acontecer.

– E vocês podem estar pensando: “Ok, e que droga isso tem a ver com Romeu e Julieta?” – Dean limpou a garganta – Bem, tudo. Porque eles deram tantas chances nessa história. Digo, Romeu estava apaixonado por outra pessoa, mas estava sofrendo por seu amor. E ele poderia simplesmente continuar daquela forma e seguir com sua vida, mas ele conheceu Julieta. E ele escolheu dar uma chance para esse “amor a primeira vista” – Ele fez as aspas com os dedos – Mesmo sabendo que ela era uma Capuleto e que provavelmente eles nunca ficariam juntos.

– E também tem a Julieta... – Sam continuou — Romeu era um Montéquio, mas aquilo não importava para ela, porque Julieta deu uma chance a ele, deu a chance para ele falar, deu a chance para ele declarar seu amor e... Honestamente, isso foi começo de tudo.

– Tem tantos exemplos, e poderíamos falar o dia todo sobre todos eles, mas o ponto principal é: Se eles não tivessem dado uma chance ao outro, não seria a maior história de amor já contada. Não seria um clássico. E muitas das maravilhosas coisas que aconteceram por causa desse livro – Dean olhou para Sam, tentando não sorrir muito. Ninguém entendeu essa troca de olhares, é claro, mas eles sim. E isso era o importante – nunca teriam acontecido.

– Era só isso – O moreno sorriu para o professor que os olhava um tanto impressionado.

– Muito bom, rapazes. Muito bom mesmo, era exatamente o que eu estava procurando. Meus parabéns – Pellegrino disse sorrindo para os garotos – Podem se sentar. E, Dean, eu quero falar com você depois no fim da aula.

Os dois voltaram para as suas carteiras, ambos sorridentes, ambos se segurando para não tocar no outro, abraçar o outro, dizer ao outro que o ama...

O resto da aula foi rápido, somente mais três duplas se apresentaram, duas com apresentações de PowerPoint e uma com dois cartazes. Quando o sinal bateu, Dean se despediu discretamente de Sam e foi falar com o professor.

– Queria falar comigo?

– Sim, Dean. Puxe uma cadeira e sente-se, por favor.

– Fiz algo de errado? – O loiro pegou uma cadeira e se sentou, de frente para o professor.

– De maneira alguma, eu só queria lhe agradecer – Pellegrino sorriu levemente.

– Agradecer? Pelo que?

– Por fazer esse trabalho com Sam, por ser amigo da Jo, por falar com o Clark...

– Espera. O que? – Dean estava confuso.

– Mesmo que não perceba, Dean. Quando você se abre para o mundo, coisas ótimas acontecem. As notas de Sam melhoraram, assim como a violência nessa escola. Jo também está indo muito bem, parece mais feliz e menos...

– Cretina – O loiro completou.

– Isso. E tem o Clark, desde o “incidente” – O professor fez as aspas com os dedos – Ele não falou com ninguém, não abriu a boca em nenhuma de minhas aulas, ou nas de outros professores. Ele me parece bem agora que tem você como amigo.

– O que aconteceu? O que é esse incidente que todos falam?

– Você deveria falar com ele sobre isso. Só ele sabe toda a verdade sobre o que aconteceu.

– Você parece saber também – Dean afirmou com a voz baixa.

– Eu fui o único que ficou ao lado dele, Dean. Você tem que entender isso – Pellegrino suspirou – Eu sei só o que ele me contou, mas isso foi até ele começar a se fechar e não falamos mais daquilo. Droga, acho que nunca mais nos dirigimos a palavra.

Dean ficou quieto por um segundo, pensando nas coisas que o jovem professor lhe disse. Não podia dizer que não estava curioso, mas estava com certeza mais preocupado com Clark do que qualquer outra coisa.

– Bom, fico feliz que tenha ajudado – Warner tentou um sorriso.

– Sinta-se bem por isso, Dean. Até o Adam parou de ser um inferno nessa escola.

Dessa vez o professor não obteve resposta, então continuou falando.

– Sabe uma coisa que eu digo sempre?

– O que?

– Tem algumas coisas na vida que nos ensinam muito mais do que livros e escolas. Por exemplo os filmes... Imagino que esteja familiarizado com High School Musical – Pellegrino sorriu e Dean riu fraco.

– Está brincando, não é?

– Nem um pouco. No ultimo dos filmes tem uma frase que é assim: “É um lugar onde uma pessoa, se for a pessoa certa, pode mudar todos”.

– Não estou entendendo aonde o senhor quer chegar – Dean falou num tom baixo.

– Ele estava falando sobre a Gabriela. E, Dean, você é a nossa Gabriela. Então eu quero lhe agradecer novamente e lhe pedir para se abrir um pouco mais. Você vai ajudar muitas pessoas, e também vai se sentir melhor.

– Obrigado, professor.

– Agora, vai encontrar a Jo. Tenho certeza de que ela está te esperando – Nick sorriu.

– Na verdade, é o Clark. Ela está no treino agora – Dean sorriu também se levantando da cadeira – Mas entendi. Até mais.

– Até mais, Dean.

O loiro saiu da sala de aula e andou pelos corredores sem rumo até se lembrar de qual era a sua próxima aula. Foi até seu armário, perdido em seus pensamentos. Ele realmente não achava que tinha feito muita diferença e ainda estava meio surpreso por seu professor de inglês ter feito uma referencia a High School Musical. Desnecessário, em sua opinião.

Mas mesmo assim... Sentia-se bem. Não que acreditasse que tenha mudado vidas, mas ficou feliz em saber que alguém pensava assim.

–--------------------------------------- *** ----------------------------------------

– E aí, Adam!

– Oi, Sammy – O loiro parecia meio desanimado.

– O que foi, cara?

– Nada. Como foi a apresentação?

– Foi boa. Acho que a gente conseguiu uma boa nota e tudo – Sam continuou sorridente e rolou os olhos ao perceber que o amigo começaria novamente com o drama.

– Que bom, cara. Agora vai parar de andar com o viadinho? As pessoas já estão começando a falar – Adam estava com a expressão séria.

– Viado? O Dean não é gay, Adam – O moreno afirmou, tentando parecer o mais confiante o possível.

– Se você diz...

###FLASHBACK ON###

–Para, Sam! – Adam ouviu a voz de Dean dizer – Alguém vai ouvir a gente.

– Não vai, não. A escola está vazia – A voz de Sam respondeu.

Adam não entrou no banheiro, mas a porta estava meio aberta e ele pôde ver os dois rapazes juntos... Se beijando... Sam e Dean...

Quem diria.

Então aquele filho da puta tinha transformado o Sam num viadinho de merda. Bom saber o motivo de o Winchester não andar mais com os amigos. Isso teria volta. Estragaria seus planos, mas isso era muito melhor. Não havia vingança melhor.

Sam pagaria pelo que fez, e Dean iria junto com ele.

###FLASHBACK OFF###

– Vamos, aula de matemática.

– Claro, Sammy. Vamos – Adam deu um sorriso falso e acompanhou o “amigo” até a próxima aula.

Notas finais
Espero que tenham gostado bastante. Prevejo tretas nos capítulos seguintes #MUAHAHA kkkkkk Beijackles e Padakisses, gente ♥ Até a próxima! *-*