Chances

50 Baunilha e amoras selvagens.


Notas iniciais
[Música do capítulo: Your Song - (Sir) Elton John] --------------------***-------------------- Gostaria de agradecer ao lindo do perfeito do maravilhoso do divo do ClarkeCahill. Lindo, muito obrigada pela recomendação!!! Esse cap. é pra você *-* --------------------***-------------------- Oi, meu povo. Demorei, como sempre, por favor me perdoem. Espero que gostem bastante.

CLARK’S P.O.V.

– É como Ennis sempre disse, não basta estar vivo, é preciso viver — Lisa continuou tagarelando. Acho que ela já estava falando sem parar a mais de uma hora — E eu disse isso para ela. Sabe o que ela me respondeu? "Aparentemente, para você, não basta viver, também tem que cuidar da vida dos outros, né?". Ai que ódio dessa menina e... — Ela parou de falar, chamando minha atenção — Você ouviu alguma palavra do que eu disse?

Eu não olhava para ela, mas sim para a mensagem em meu celular.

"Eu estou bem, estou em casa. Desculpe não dar notícias. Assim que puder, me liga. Até mais, Clark."

Bom, pelo menos ele deu sinal de vida. Depois direi ao professor que ele estava "bem".

Sei pelo que ele passou, então sei que não tem como ele estar bem. Deve estar longe disso. Mas ele tem Sam. Tem Jo e Tish, e tem a mim. Vai ficar tudo bem no final das contas. Bom, pelo menos é o que eu espero.

– Desculpe, Lisa. Eu tenho que fazer uma ligação. Volto em cinco minutos.

Não esperei por uma resposta, apenas me levantei da cadeira e fui até a cozinha. Peguei o celular e disquei o número, podendo ouvir as vozes das meninas e de Sam quando ele atendeu.

– Alô? – Era como música para os meus ouvidos.

– Dean, oi.

– Oi, Clark. Recebeu minha mensagem, certo?

– Sim. Quando poderemos conversar? – Eu quis saber porque tinha certeza de que não o veria hoje.

– Olha, pode ser amanhã? A minha mãe chegou aqui e parece que eles não vão embora tão cedo.

– Mande um beijo para as meninas – Ia dizer para mandar para Sam também, mas convenhamos, não era algo que eu queria.

Não que eu tenha algo contra o Winchester, claro que não. Só acho que essa relação vai acabar logo, e vai acabar mal. Mas quem sou eu para dizer alguma coisa, certo? Digo, eu nem conheci Sam ainda. Só sei o que o loiro me conta... O que é estranho, pois estou sempre com Dean e Jo, e ele também. Acho que só nunca ocorreu de nos cruzarmos.

– Pode deixar.

– Como está?

– Tentando me distrair, e você? – Ele suspirou. Parecia cansado.

– Fazendo o mesmo. Bom, vou deixar você voltar para eles, então.

– Ok, obrigado por ligar. Sabe que é muito importante para mim, não é?

– Claro, Deanno. Você também é muito importante para mim. Até mais – Ele não fazia ideia do quão importante ele se tornou.

– Tchau, Clark.

Encerrei a ligação e suspirei, me apoiando contra a bancada da cozinha. A casa estava silenciosa. Meus pais não estavam e tudo o que se podia ouvir agora era o som irritante de um joguinho novo da minha meia-irmã.

Respirei fundo antes de voltar para a sala de estar e me sentar ao lado dela.

– Por falar em Ennis. Como vão as coisas?

Ela me olhou meio estranho, como se estivesse tentando me entender. Eu não tinha certeza da expressão que dominava meu rosto.

– Eu disse que estava te escutando.

– Está tudo na mesma – Ela tentou sorrir e suspirou – Não tenho coragem de voltar a falar com ele.

– Mas você não disse que estava pensando seriamente sobre isso? Digo, depois que aquele cara te disse para correr atrás do que é seu, ou sei lá?

– Ele disse para eu entender minhas prioridades – Lisa riu, como se houvesse alguma ironia nisso tudo – Talvez Sam tivesse razão.

– É, talvez – Eu disse automaticamente, mas... Espera aí – Você disse Sam?

– Sim, Sam. É um nome comum, não?

Será que era o mesmo cara?

– Não estaria falando sobre o Winchester, estaria?

– Ele mesmo. Moreno, bonito, ofensivamente alto. Sam. Ele é da sua escola, conhece?

– Infelizmente. E quando foi que ele te disse isso?

– Não sei quanto tempo faz. Mas foi um dia em que a gente foi na praia – Ela deu uma pausa para pensar antes de falar – Isso! Foi no dia da praia, porque eu me lembro de encontrar Jo e um amigo dela.

– Dean? – Perguntei.

– Eu não sei o nome dele... Warner, eu acho. Enfim, por que está me perguntando essas coisas?

– Lisa, Sam é gay – Ok, eu não sei por que disse isso. E não sei por que tem um pequeno sorriso nos meus lábios.

– O quê? Não, ele não é gay.

– Ele é gay – Afirmei.

– Acredite em mim, irmãozinho. Ele não é gay – Ela deu um sorriso meio sacana e pude entender o que ela quis dizer.

– Acredite em mim. Ele é gay, sim.

– Como você sabe? – Ela realmente parecia não acreditar em mim.

– Sou o melhor amigo do namorado dele.

– Mentira – Ela riu, mas seu sorriso foi morrendo aos poucos – Você está falando sério?

– Sim. Por que mentiria sobre isso?

– Sei lá. Você era todo contra fofoca, ainda mais quando envolvia a sexualidade de alguém, e agora está me contando isso – Ela levantou as mãos como se estivesse se rendendo – Não sei mais o que é verdade ou o que deixa de ser.

Consegui calar a minha boca depois de muito esforço. Que droga, Clark. Por que eu tenho que ser tão boca aberta? Puta que pariu.

Enfim, fora toda essa porcaria que saiu da minha boca, estou realente interessado no que eles fizeram naquele dia. Digo, eles conseguiram fazer Dean passar mal a ponto de ter que sair correndo até a farmácia mais próxima.

Graças a Deus foi a minha.

– E o que vocês foram fazer na praia?

– Na verdade, só fiquei com ele para Mary poder ficar com o Adam.

– Aquele menino é uma praga – Rolei os olhos – Mas enfim, você contou ao Winchester todo esse lance com o Ennis?

– Contei.

– Por quê? E se ele contasse para mais alguém?

– Eu não sei. Me senti segura com ele. Sam pareceu entender o que estava acontecendo comigo... Foi como falar com você.

– Para quem mais você contou? – Perguntei, preocupado com a imagem dela.

Lisa demorou tanto para sair do “buraco”. Esforçou-se tanto, perdeu tanto. Por isso fiquei preocupado. Ela foi a minha única amiga por um bom tempo e sei como foi difícil para ela passar por todo esse processo. Qualquer um de fora pode olhar e falar: “Nossa, ela é popular, pode ter quem quiser e ainda fica reclamando?”. Mas ninguém sabe como é se perder dessa forma. Bom, eu sei. Mas foi só porque ela me contou tudo.

E, aparentemente, Sam agora também sabe.

– Só vocês dois sabem disso. Mas eu não vou fazer nada. Vou deixar o tempo decidir o que é melhor.

Ficamos em silêncio por alguns segundos, antes de eu respirar fundo e pegar em sua mão.

– Lisa, olha pra mim.

– O que foi?

– O tempo não muda nada. Fazer as coisas muda tudo – Sorri levemente – Não fazer nada, deixa as coisas exatamente na mesma.

Ela não respondeu. Só afirmou com a cabeça e me deu um beijo na bochecha antes de subir para o meu quarto. Apenas fiquei ali sentado, imaginando o que poderia ter acontecido naquele dia para Dean ficar tão chateado.

– Que mundo pequeno, meu Deus – Deitei no sofá, fechando os olhos por um segundo.

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JO’S P.O.V.

Eu não sei ao certo o que estou sentindo. Digo, o que eu deveria sentir? Não só sobre o que houve com Dean, mas a respeito de todos nessa sala. E, talvez, deveria tentar descobrir meus sentimentos sobre aqueles que não estão nessa sala.

E o que estamos fazendo aqui?

Cantando? Agindo como se fosse uma tarde comum de domingo? Isso é mau. Porque mostra o quão pateticamente fracos nós somos. E, honestamente, estou cansada de ser fraca.

Eu estou cansada de diversas coisas, na verdade, mas eu não vou reclamar. Nunca.

Eu sei que pode parecer estranho, sabe, me ver pensando essas coisas. Mas é que só agora eu percebi como estou assustada. Ainda. Só agora, com a Tish cantando novamente, Sam abraçando Dean e nada além de silêncio vindo de mim, eu olhei para as minhas mãos.

Elas estão tremendo.

– Legal! – A voz animada de Dean me tira do meu pequeno mundo de preocupações, me fazendo prestar atenção no que está acontecendo ao meu redor.

– Obrigada – Ela sorriu e eu me senti um pouco melhor. Era tão linda...

– Vou pegar o seu no seu quarto, ok? – Sam pergunta ao loiro e demoro um tempo para entender que estão falando sobre o violão.

– Claro, tudo bem.

Evito olhar para todos eles, de repente me sentindo cansada fisicamente, mas mantenho a minha postura ereta, enquanto Tish se aconchega ao meu lado no sofá.

– Você é muito boa – Eu afirmo, tentando deixar a voz suave e relaxada.

– Um dia eu aprendo a cantar.

– Está perfeita assim – Eu a elogio para conseguir um sorriso. Missão cumprida.

A ruiva está me olhando nos olhos agora, os lábios finos torcidos em um sorriso aberto, sua respiração quente contra minha pele, seus olhos castanhos calmos e brilhantes... Mal se parece com a garota que me deixava desconfortável e envergonhada no vestiário de algumas semanas atrás.

– Deus, eu sou tão sortuda – Ela para de olhar pra mim e suspira.

– É, você é. Com certeza – Dean concorda e eu consigo sentir minhas bochechas se esquentando.

De repente penso no Adam e sinto um frio na barriga. Eu sinceramente parei de tentar entender as reações do meu corpo.

“Deus! Como eu sou sortudo”, ele costumava dizer a Sam quando eu me virava para ir embora, mas não acho que ele sabia que eu podia ouvi-lo. E o Winchester iria sempre rir, ou concordar, ou dar de ombros depois de certo tempo.

E eu sempre me sentia bem com aquele comentário. Mesmo ele sendo o panaca que é.

– Achei – O moreno disse, descendo as escadas com um violão, de um marfim claro, em suas mãos.

– Demorou – Dean comentou.

– Não estava achando.

– Tá, então agora, eu vou escolher quem serão os próximos a se apresentar nessa tarde – Tish disse, como se estivesse apresentando um programa de televisão – E a minha escolha é... Um dueto. Sam e Dean, por favor peguem seus violões e escolham uma música.

– Ah, não. Vai só o Jay, mesmo – O loiro parecia envergonhado.

– Não, senhor. O que eu escolhi é lei – Ela riu e entregou o violão para ele – Vamos. Tem que se soltar mais.

Dean suspirou. E eu suspirei também.

Levou alguns minutos até que Sam conseguisse o convencer de tocar na nossa frente. A música foi escolhida, os violões afinados e, finalmente, começaram a dedilhar as cordas dos instrumentos. Era incrível a sincronia quase perfeita daqueles dois, parecia tudo ensaiado.

Mas logo começaram a cantar e, eu juro, arrepios tomaram conta de meu corpo inteiro.

It's a little bit funny this feeling inside

(É engraçado, esse sentimento aqui dentro)

I'm not one of those who can easily hide

(Não sou um daqueles que conseguem facilmente esconder)

I don't have much money but boy if I did

(Eu não tenho muito dinheiro, mas se eu tivesse)

I'd buy a big house where we both could live

(Eu compraria uma enorme casa onde poderíamos viver)

Surpreendentemente, Dean foi quem começou a primeira parte. Não olhava para nós. Não sei se era porque estava com vergonha, ou se não conseguia. A única coisa que seus olhos encontravam com facilidade, eram os olhos de Sam.

Sua voz era rouca e firme, não muito diferente de quando ele não estava cantando, mas era tão bela... A ruiva ao meu lado não parecia acreditar tanto quanto eu.

Tish passou um braço por meus ombros e me aconcheguei em seu corpo. O cheiro de sua pele, um inebriante perfume de baunilha e amoras selvagens, me relaxou quase que instantaneamente. Nenhum pensamento cruzou minha mente por alguns minutos, e fui inteiramente grata por isso.

Sam cantava agora. Sua voz bem mais suave, alguns tons mais baixos e, sem sombra de dúvidas, completamente sexy.

If I was a sculptor, but then again, no

(Se eu fosse um escultor, mas novamente, não sou)

Or a man who makes potions in a travelling show

(Ou um homem que faz poções em um show ambulante)

I know it's not much but it's the best I can do

(Eu sei que não é muito, mas é o melhor que posso fazer)

My gift is my song and this one's for you

(Meu presente é minha música e, essa aqui, é para você)

Eles cantavam um para o outro. Não havia dúvidas de que cada palavra daquela música era diretamente dedicada ao outro. Senti vontade de chorar, não por estar triste, mas sim feliz. Pois percebi um leve sorriso querendo tomar conta dos lábios de Dean.

Gosto de toda essa situação. Claro que não gostei de ser a última a saber de tudo, digo, talvez eles não confiem em mim tanto quanto eu pensei que confiavam, mas ver a mais pura felicidade estampada no rosto daquele garoto... Faz toda aquela confusão ser um pequeno detalhe, facilmente ignorado.

And you can tell everybody this is your song

(E você pode dizer para todo mundo que essa é a sua música)

It may be quite simple but now that it's done

(Pode ser um tanto simples, mas agora está pronta)

I hope you don't mind

(Espero que não se importe)

I hope you don't mind that I put down in words

(Espero que não se importe de eu colocar em palavras)

How wonderful life is while you're in the world

(Como a vida é maravilhosa enquanto você está no mundo)

Cantaram juntos o refrão e eu acho que acabei de ter o meu primeiro orgasmo musical. Era perfeito. Uma voz completava a outra e se harmonizavam em jeitos indescritíveis. Será que eles já pensaram em seguir essa carreira?

Tish sussurrou em meu ouvido o último verso e não pude evitar de sorrir.

– Eu também te amo – Sussurrei como resposta.

Nunca vi alguém sorrir tanto. Seus olhos brilhavam por conta das poucas lágrimas que os encheram, enquanto ela pegava meu rosto com as mãos e depositava um breve beijo em meus lábios.

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CLARK’S P.O.V.

Meus pais chegaram há alguns minutos, então tive que ir para o meu quarto.

Não é que eles não deixem eu usar o resto da casa nessa atual situação, mas eu com certeza fico mais confortável sozinho quando o assunto é eles. Comecei a ler meu livro, adentrando aquele mundo de fantasia que me parecia tão mais convidativo que o mundo real.

A estória é sobre uma garota, Annie, que sonhava em se mudar para São Francisco, mas seus preconceituosos pais não a permitiam. Tudo se passa por volta dos anos 60, quando a guerra tinha estourado no Vietnã. Ela queria ser política, mudar as coisas, fazer melhorias, por isso queria ir até São Francisco, onde os gays eram menos maltratados pela sociedade e onde a discussão sobre esse novo vírus, o HIV ou o vírus da AIDS mais popularmente, era um assunto a ser discutido abertamente. Ao contrário do resto do país.

Veja, naquela época, coisas terríveis aconteciam e, apesar da educação que seus pais lhe deram, ela não achava que os gays eram uma abominação.

O livro é basicamente Annie lutando internamente sobre sua paixão pelos The Beatles e pelo Rei: Elvis Presley. E, também, tentando esquivar-se da vontade de seus pais e mudando-se para São Francisco sem o consentimento dos mesmos, mas quando chega lá, nada é como ela imagina. E então o livro acaba.

Eu juro que as últimas palavras da última folha amarelada do livro são: “Annie estava espantada. Nada do que vira era como havia imaginado”.

Pesquisei sobre a obra e descobri, há alguns anos, que era para ser uma série de livros, mas o autor acabou sendo atropelado e está em coma desde então.

Mas há algo sobre essa estória em particular. Algo que me deixa feliz, enquanto a leio. Talvez seja o inegável senso de humor das personagens, ou como o livro coloca a protagonista como uma pessoa boa, me dando esperanças de que nem todos são cretinos e que pessoas diferentes podem conviver em sociedade sem medo. Mas, em minha cabeça, isso é somente no livro.

Meus pais são a prova viva disso.

Suspiro ao ouvir alguém batendo na porta e tento não demonstrar minha surpresa ao ver que é a minha mãe. Ela não me olha nos olhos nem por um segundo e antes de se virar para ir embora, diz algo com a voz muito baixa. Não entendi muito bem, mas acho que ela disse: “Você tem visita... Uma moça”. O que me surpreendeu ainda mais, porque eu nunca tive visitas.

Bom, pelo menos não desde o incidente.

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JO’S P.O.V.

Eu conseguia sentir as lágrimas dela umedecendo minha pele enquanto nos beijávamos e os garotos continuaram cantando.

É realmente diferente estar com uma garota, sabia? Digo, era bom quando os braços musculosos de Adam me apertavam contra seu peito, mas eu nunca me senti tão segura quanto agora, nos braços esguios e macios de Tish. Então, eu não posso dizer que sinto muita falta de estar rodeada de homens.

Gosto de estar com uma garota, é mais... Familiar. Conheço seu corpo como conheço o meu. Sei dos assuntos que podem lhe interessar e os que realmente não a interessam muito. E estou generalizando aqui, mas é muito mais fácil falar das coisas que eu gosto com alguém que pelo menos sabe do que eu estou falando.

So excuse me forgetting but these things I do

(Então me perdoe por esquecer, mas eu faço essas coisas)

You see I've forgotten if they're green or they're blue

(Veja, eu me esqueci se eles são verdes, ou azuis)

Anyway the thing is what I really mean

(De qualquer forma, o que eu quero dizer é que)

Yours are the sweetest eyes I've ever seen

(Os seus são os olhos mais doces que eu já vi)

Paramos de nos beijar e olhei para os meninos. Dean estava com um sorriso enorme, enquanto olhava para Sam e solava essa parte da música.

Realmente... Os olhos de Sam são verdes ou azuis? Não consigo me lembrar. Devo ter dito isso em voz alta sem querer, pois logo em seguida ouço Tish me respondendo.

– São uma mistura. Depende da luz do ambiente, na verdade. É mais como um verde azulado – Ela sussurra para mim.

– Prestou muita atenção, hein – Fingi que estava com ciúmes e ri.

– Ele é o assunto principal das meninas, não é culpa minha.

Fiquei em silêncio e sorri levemente para ela.

– Você é meu assunto principal. Pode perguntar para qualquer uma das meninas – Tish admite e sorri para mim também.

Lembro, sem querer, de quanto Adam me disse isso também. Disse que eu era o assunto principal de todas as conversas dele, o que eu duvidava na época, mas agora... Eu não sei.

And you can tell everybody this is your song

(E você pode dizer para todo mundo que essa é a sua música)

It may be quite simple but now that it's done

(Pode ser um tanto simples, mas agora está pronta)

I hope you don't mind

(Espero que não se importe)

I hope you don't mind that I put down in words

(Espero que não se importe de eu colocar em palavras)

How wonderful life is while you're in the world

(Como a vida é maravilhosa enquanto você está no mundo)

A música acabou e Tish se levantou para aplaudi-los. Dean ficou vermelho na hora, fazendo com que Sam soltasse uma risada gostosa.

– Eu amo você – Pude ouvir o moreno dizendo.

– Eu te amo mais – Warner responde, ainda vermelho.

– Impossível.

Tish senta-se novamente ao meu lado e me puxa para seus braços. Suspiro e sorrio ao sentir seu cheiro tomando conta de minhas narinas, me trazendo paz por um segundo. Mas Adam continua em minha mente.

E agora, por algum motivo, me sinto mais nervosa do que antes. Talvez eu precise descobrir algumas coisas sobre mim antes de tomar qualquer atitude que eu possa me arrepender depois.

Continua...

Notas finais
Depois eu me aprofundo mais no lance do Clark com os pais dele. Ele mesmo vai explicar, na verdade. Quanto à Jo e o Adam, bem... Ideias estão surgindo. Espero que tenham gostado bastante e até a próxima! Beijackles e Padakisses ♥