Chance To Love
38 Capítulo 38
Logo à tarde depois de mais uma sexta feira de aula, os meninos estavam saindo para ir embora como os pais de nenhum ainda não se avistavam por perto eles formaram a típica rodinha de amigos para conversar e combinar algo no fim de semana.
— Liz vamos ao cinema, está passando um filme muito bom. — Insistiu Cath pela milésima vez desde a hora do intervalo.
— Eu não estou muito a fim. Eu queria fazer algo mais caseiro sei lá. — Ela disse observando quem vinha um pouco longe Dalí.
— Você e sua mania de ficar em casa. — Reclamou desta vez Ágata frustrada pela tentativa dar errada. Eles não chegavam em nenhum acordo do que fazer, até que os meninos estavam cansados de tanta discussão.
— Já chega, vamos nos encontrar hoje à tarde para ver um filme na casa de alguém. -Pela primeira vez se manifestou Derek que não estava muito animado de conversa.
— Na minha não dá, eu vou ficar sozinha lá em casa e sabe como é, meus pais me proibiram de levar alguém para lá enquanto isso.
— Bem, minha casa é grande, mas meus pais trabalham em casa, então vocês têm que prometerem que não vão fazer muita bagunça. — Disse Liz.
— Tudo bem. — Todos eles fizeram um coro. Não demorou muito Alice chegou junto a Eric, ela aproveitou e perguntou à mãe se podia fazer isso em casa, Alice como não conseguia dizer um não para a filha logo concordou, mas com algumas exigências. Então depois disso eles puderam finalmente ir para casa.
— Mãe porque o papai não veio?
— Teve que resolver alguns assuntos do trabalho, é bem capaz que ele ainda não tenha chegado em casa.
— Hum.
— Então, aconteceu alguma coisa de interessante na aula hoje? — Alice perguntou tentando manter os assuntos.
— Foi normal, como sempre. — Ouve uma pequena pausa neste momento que logo seria quebrada novamente. – Eu dei conta de ler aquela redação. Eu errei uma três palavras que a professora teve que me ajudar, mas eu estou indo bem.
— Parabéns meu anjo, eu sabia que com seu esforço você iria conseguir progredir. — Disse Alice com um enorme sorriso estampado em seu rosto.
Assim que eles chegaram em casa, a mesma permanecia vazia. Alice foi preparar o almoço enquanto isso as crianças iam adiantando os deveres escolares. Com o passar do tempo o Jasper deu seu primeiro alerta de chegada. Assim que parou o carro e pisou para dentro de casa foi bem recebido pelo filho que logo lhe deu um abraço apertado. Ele olhou para filha que estava sorrindo com a cena e se lembrou de como ela o cumprimentava toda vez que chegava do trabalho.
— Sabe sinto falta de quando você era pequena. — Jasper abriu os braços para que a filha viesse lhe dar um abraço e assim ela o fez. – Eu pelo menos conseguia te levantar, te tirar do chão, agora nem conte com isso.
— Eu sei que eu cresci e você acha que se eu pudesse não ficaria criança para sempre? Eu adorava aquela época. — Ela voltou a se sentar novamente no chão.
— É por isso que falam para aproveitar os filhos o máximo quando ainda são pequenos, porque quando crescem não tem como fazer as mesmas coisas de antes. — Os dois riram se divertindo do momento. Logo após Jasper foi em direção a cozinha e abraçou sua esposa pelas costas, lhe dando vários beijos no pescoço, Alice não resistiu e logo se virou, dando um beijo nos lábios de seu marido.
— Olá meu amor. — Ele disse com aquela sua voz grave de sempre, que fazia os pelos da nuca de Alice arrepiar. Eles se entreolharam com enormes sorrisos no rosto e um brilho no olhar como nunca haviam visto.
— Oi, você demorou. — Ela disse o observando bem.
— A casa era muito grande e medir as coisas sozinho é difícil. — Ele disse finalizando com um selinho e Alice voltou aos seus afazeres. – Quer ajuda?
— Agradeceria ainda hoje os amigos da Liz vão vir aqui.
— Vai ter farrinha de adolescentes aqui em casa?!
— Eles só vão assistir a um filme.
— Tudo bem, às vezes é bom ter uma movimentação aqui em casa. Eu sinto falta de quando os dois eram crianças.
— Eu também, mas todo mundo cresce Jazz.
— Não é por este motivo, é que eles não ficam tão juntos igual antes, já percebeu?
— Já, mas é adolescência cada um quer ficar no seu canto.
— Ou arrumando confusão.
— Nós éramos assim e com meus irmãos também não fugia disso. Eu era quieta, mas gostava de ir pra festas, o Edward o mais quieto de todos e o Emmett você já deve imaginar.
— O bagunceiro.
— E implicante, ele não me dava sossego tempo nenhum e nem ao Ed. É normal meu amor, adolescência é assim. Mas depois que essa fase passar você verá como isso vai mudar.
— É com todos nós mudou. — Depois de algum tempo o almoço foi servido e todos fizeram uma ótima refeição, de acordo com a hora marcada os amigos de Liz foram chegando em casa e já estava tudo preparado, Eric apenas ficou por causa que não tinha muitas meninas na sala e que o filme era de suspense.
As meninas estavam apreensivas esmagando as almofadas em suas mãos e os meninos não conseguiam conter as risadas frenéticas que eles davam de acordo com cada susto que elas levavam, por motivos bobos. Ryan tinha ido até a cozinha para beber água e depois não voltou durante algum tempo, ficou assistindo o filme de pé atrás de Liz, que estava segurando o braço de Ágata que estava agarrada em Catherine, assim que ele percebeu que vinha mais uma cena de suspense ele se preparou e foi logo para cima de Liz, que se assustando gritou alto e assim que viu o primo atrás dela logo fechou a cara.
— Você é um idiota Ryan. — Ela disse brava anda de cara amarrada e com aquele beicinho que aprendera com sua mãe.
— Aah, o idiota que você ama. — Ele disse pouco se importando com a cara amarrada da prima.
— Até pode ser, mas continua sendo um grande idiota. — Ele sorriu e se sentou novamente para acabar de ver o filme. Assim que o mesmo acabou, eles ficaram conversando até um certo tempo que um deles se manifestou em ir embora e em seguida foram o restante. Depois do filme Liz foi arrumar a sala e o restante das coisas que estavam bagunçadas.
— Eric ajuda a sua irmã. — Disse Jasper vendo o filho que apenas observava a irmã fazendo o serviço pesado.
— Ah pai.
— Eric faça o que estou pedindo, não me force a te dar um castigo. — Logo Liz percebeu que o pai estava meio mal humorado. Logo que acabou de arrumar as coisas eles foram assistir TV, bem o Eric foi, pois Liz estava apenas deitada no sofá ao ponto de cair no sono, estava se sentindo cansada. Depois de algum tempo ela acordou, estava começando a ter um sonho estranho e acordou assustada olhou para os lados e viu que estava ficando tarde, Eric estava indo dormir e sua mãe estava indo chamá-la.
— Você está bem meu anjo?
— Estou sim mãe é apenas cansaço mesmo, vou ir deitar. — Alice apenas assentiu. Liz subiu tomou um banho e foi logo se deitar. Depois de algum tempo dela ter conseguido pegar no sono ela voltou a ter o mesmo sonho, se remexia pela cama a todo o momento e linhas finas de suor escorriam pelo seu corpo. Um grito surgiu do seu quarto assustando a Jasper que estava na sala e Alice que se encontrava no quarto, os dois foram correndo para o quarto da filha que ainda dormia e se contorcia. Eles lhe chamaram cuidadosamente até ela acordar. Com um olhar assustado ela olhou ao redor do quarto e percebeu que tudo o que ela tinha visto não se passava de um sonho.
— Filha o que aconteceu? — Alice perguntou encostando a mão na testa da filha, ela não estava com febre, mas se encontrava fria.
— Um sonho estranho, parecia que eu estava dentro dele. Era horrível. — Ela tentou desviar o assunto, para não querer comentar o que aconteceu no sonho.
— O que você sonhou?
— Um casal, dois homens atiraram neles, não dava para ver os rostos, não sei por que, a mulher estava com um bebê. Parecia que eu estava vendo tudo, os tiros, os gritos, os barulhos, os dois mortos... — Ela disse abismada, parando de imediato, tentando entender porque sua mente estava brincando com ela agora. Aquela parecia sua história, bem não sabia direito o que aconteceu, o porquê foi parar no orfanato, mas sempre deduziu que seus pais haviam morrido.
— Meu anjo foi apenas um sonho, tente ficar calma e dormir, foi apenas um pesadelo.
— Você quer um copo de água? — Jasper perguntou vendo que a filha tremia devido ao susto.
— Não. — Ela disse voltando a se deitar, mas ela percebeu que não conseguiria dormir tão cedo, seus pais lhe deixaram sozinha, cada um voltando para o que estavam fazendo antes. Liz revirava constantemente na cama até desistir levantou da cama foi até a cozinha e viu que seu pai ainda trabalhava. – Você não vai se deitar?
— Ainda não filha, preciso terminar isso para amanhã. Ainda vou demorar muito.
— Tudo bem. — Ela disse enquanto terminava de beber a água.
— Se quiser pode ir dormir com sua mãe, eu sei que não há nada melhor que o colo da mãe depois de um pesadelo. — Ela sorriu para pai, estranhando o quanto seu pai a conhecia. Ela subiu as escadas e foi para o quarto no fim do corredor, bateu na porta e assim que ouviu um ‘entre’ ela apenas colocou a cabeça para dentro do quarto.
— Mãe... Posso dormir com você? — Alice que lia uma de suas revistas favoritas de moda pouco se importou agora com ela, a fechou sem marcar a página que estava, abriu um largo sorriso e logo que Liz entrou e se deitou ao seu lado, começou a acariciar a cabeça da filha até que ela conseguisse pegar no sono.
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