C'est La Vie
3 Um tal de Rafael
"Adeus, corpo gentil, patria do meu desejo! Berço em que emplumou o meu primeiro idílio, terra em que floreceu o meu primeiro beijo." (Desterro-Olavo Bilac)
Voltando depois de alguns dias, pegamos um taxi e fomos para rodoviaria, paramos em uma locadora e ele comprou uns filmes, indo em direção ao centro de são paulo, Diogo me levou a uma lanchonete, de lá fomos para a casa dele, deixou sua bolsa e me deixou casa. Quando eu entrei minha mãe ainda não tinha chego do trabalho, sentei-me no sofá até que peguei no sono.
Já era noite, as nuvens incobriam a lua prateada, da janela pudia ver os carros estacionados na garagem. Fui até a rua dar uma volta quando avistei-a andando em minha direção, minha mãe era linda, seus cabelos chocolate deslizava pelas suas costas, seu sorriso aberto e seus pequenos olhos fixados em mim. Pude sentir sua felicidade ao me ver, ela chegou mais perto e abraçou-me forte, o abraço durou um longo minuto, e me soltou por fim.
–Quanto tempo. Se divertiu? Me conta tudo.
–Sim mãe, muito, pena que você não estava lá. Aquele lugar é lindo.
–Ah senti tanta sua falta . -sussurrou sorrindo
–Eu também mãe. -disse retribuindo o sorriso — Na proxima vamos juntas.
–Combinado -concordou pondo a mao em meus ombros e me levando de volta para a casa.
Fui com minha mãe ao mercado horas depois, conversamos diversas coisas do tipo, novidades, quem ligou, problemas que ocorreram na minha ausencia. Ela estava tão feliz que eu, acabei me juntando a ela e não paravamos de tagarelar, ficamos falando ate um pouco antes do amanhecer, ela e eu fizemos um lanchinho e fomos para a cama. Não consegui dormir na ausencia do Diogo ao meu lado, foi como uma lacuna no branco de uma folha. Eu me virava ainda mais do que o normal, então deci da cama e fui para a sala. Peguei uns filmes que comprei no caminho da rodoviaria, alguns, Diogo que escolheu e esqueceu na minha bolça, ele dizia que é para passar o tempo quando nós não estavamos juntos. Fiquei imaginando se ele estava dormindo normalmente sem mim, e imaginei que talvez ele esteja fazendo o mesmo que eu. sentado na sala sozinho, pensando em mim. Sera possivel sermos tão parecidos? Creio que não, ele pegava no sono com muita facilidade.
Faltavam apenas alguns dias para as aulas começarem, eu estava anciosa. Minha mae para minha surpresa ela já tinha comprado o material. A vida estava melhorando, muita coisa estava mudando, eu fui no cabelereiro da minha irmã e cortei meu cabelo, não tirei o comprimento, mas, aproveitei que ele ta estava na cintura e fiz um corte, mudei a cor também, para tirar o tom de avermelhado, ficou cor de chocolate, eu gostei, a mudança é algo que nós mortais merecemos. Passei o fim de semana na casa de Diogo, minha mãe fora para itu ver meu irmão, joyce estava com agente e seu namorado.
–Lidya, sabia que eu te amo? -indagou franzinda as sombranselhas e me encarando
–É claro que sei, e você? Sabia que sem você na minha vida eu não seria nada? -perguntei a Diogo sorrindo
Ele não respondeu abaixou-se lentamente em minha direção e me beijou, ali ficamos, sentados no jardim da grande casa azul, olhando a noite caindo.
Um de agosto, primeiro dia de aula, Diogo estava a meu lado me abraçando, seus olhos verdes olhavam as ruas passando rapidamente pela janela do onibos, sorrindo virou-se para mim.
–Estava pensando naquele dia da festa...
–Festa? -franzi o cenho
–De hallowen! -exclamou
–Ah, o que tem?
–Aquela noite foi a melhor da minha vida.. -sussurrou
Não respondi, só o fitei calmamente.
–Sabia que reformaram a escola? -eu ri
–Nossa amor, você muda o assunto com muita facilidade.. -ele franziu as sombrancelhas sorrindo e olhou para mim
–Ei, aproposito, você esta linda! -eu sorri
–Serio? Eu achei que.. -olhei pra ele- Ah, deixa pra lá..
–O que? oque amor? -franziu a testa
–Besteira, só..só besteira! -dei de ombro
–Você não quer falar? -franziu a sombrancelha
–Ah Dih.. Eu achei que estava meio...meio exagerada...
–Ah, exageiro? Você esta perfeita...
Não respondi, dei-lhe um beijo.
Decemos do onibus rapidamente, andando por uma ruazinha estreita, avistamos Leicia e Bruno caminhando lentamente. Ao nos verem eles sorriram e vieram em nossa direção. Nos comprimentamos e fomos juntos para a escola.
–Bruno, o que faz por aqui? -perguntou Diogo
–Eu vou estudar com você agora... Fiz a matricula semana passada!! -comentou sorrindo
–Ah, que maravilha, mais um amigo pra zuar na escola...
–Hehe, ate parece que você zoa muito né Diogo?!!
–Ah, Leticia, nem sou tão quieto vai...
–Zuera aparte.. Cade Samuel?
–Ele mudou para a noite, esta trabalhando no mercado Faixa amarela! -informou Leticia
–Ah, que pena..
O criterio da escola havia mudado, apartir desse primeiro dia os alunos iam ate o professor, de acordo com nossas ex salas, nos entregaram um horario onde continha as materias e a sala que tinhamos de ir, eu e a Leticia ficamos na mesma sala na primeira aula. Converssamos durante a aula toda, depois nos separamos, eu tinha aula de quimica e ela de ingles. Fui para o laboratorio, ainda bem que é mais experiencia, penssava eu. Odiava fazer contas, não era para mim aquilo. Entrei quando olhei para as pessoas que lá estavam, não reconheci ninguem. Exeto um, palido de olhos verdes quee sorria pra mim.
–Impossivel! -surrurrei paralisada- Diogo? Essa aula não era matematica pra você? — Falei perplexa
–Meu amor -disse se apoximando -Surpressa!
–Você esta cabulando?? -perguntei sarcastica
–Não.. -sorriu- mudei o horario de acordo com o seu!
Já na frente dele, o beijei esquecendo-me das regras escolares.
–Tudo bem..
O professor entrou na sala pouco depois, Diogo pegou minha mão por baixo da mesa e me olhou. O professor se aproximou e disse-nos:
–Sr Diogo? -perguntou, Diogo balançou a cabeça concordando -Você e essa linda mocinha ao seu lado, são novos aqui, não são?
–Na verdade não, senhor! -informou-lhe
–Ah então eu sou o novato aqui -sorriu- Espero que gostem das minhas aulas.
–Com certeza! Obrigado pela atenção.
–Meu nome é Edson.
–Seja bem vindo professor Edson.
–Ate logo queridos e obrigado.
–Até -dissemos juntos.
A aula acabou, nós fomos para a frente do armario do Diogo, ele me entregou o horario dele, eu olhei confusa, mas antes de eu perguntar ele respondeu.
–Lydia anota seu horario ai, para eu poder mudar os que não estou junto com você, tudo bem?
–Ah o.k ja anoto- ele me deu um selinho e eu comecei a escrever- Qualquer aula que você não conseguir mudar me fala para eu mudar o meu, esta bem?
–Pode deixar! Agora.. vem cá — pegou-me pela cintura- Vamos sair hoje a noite? se não estiver ocupada. -disse-me com um sorriso maliciosso
–Ocupada para sair com você? Nunca, hoje a noite que horas?
–As oito, pode ser?
–Claro, e pretende voltar que horas, minha mãe vai querer saber. -revirei os olhos e sorri
–Quando você quiser.
–Tudo bem entao, combinado.
Ele me beijou, e eu o empurrrei quando ouvi vozes no corredor. Eram duas garotas, uma delas olhou Diogo de cima abaixo e sorriu, ele me olhou tentando ficar serio, então eu o abracei olhando para a garota.
–Já vi que você vai me dar trabalho -falei soltando ele
–Essas garotas não chegam ao seus pés, meu bem -falou me puxando de volta — não se preocupe.
–Facil falar! -disse tensa, abraçando-o
–Eii, eu te amo. -sussurrou, eu sorri
–Eu também. -disse respirando fundo
O sinal tocou nos fomos para salas diferentes, para mim era portugues e para ele era filosofia. Minha professora era legal, e estava na parte do romantismo, depois da aula eu fui para a secretaria e mudamos nossos horarios. Ficamos separados so em duas materias, biologia e sociologia. Eu tinha mais uma de portugues, Diogo conseguiu essa aula então fomos juntos para a sala.
–Sentem-se pessoal. Tenho uma novidade para vocês, -todos se sentaram- Tenho um trabalho maravilhoso para vocês, um teatro...
–Ah não -eu murmurei
–Oque foi? -perguntou-me Diogo
–Teatro. Eu não, não, não..- sussurrei e ele sorriu
–Vocês vão ter de escolher uma cena dos livros de Sheakespeare, é em dupla. para o mes que vem -terminou a professora
–Pode deixar eu tenho algo em mente. -disse-me tranquilamente
–Menos mal. Pelo menos é com você! -ele riu e eu o olhei seria
–Desculpa amor, eu não consigo ficar serio com você assim!
–Pelo menos alguem se diverte.
–Olha -pegou um livro de sua bolsa -a minha cena preferida desse livro -mostrou-me a cena de Romeu e Julieta, quando eles se beijam pela 1º vez.
–Ah, conheço... -disse dando um meio sorriso
–E você gosta?. -Eu li atentamente
–Gosto sim!! -então ele sorriu e saimos da sala ao bater o ultimo sinal do dia.
Fomos para fora da escola, ele me abraçou pela cintura encostando-me na parede e me beijou longamente. Diogo era de uma delicadeza comigo, sempre tomava cuidado, e também tinha muito ciumes, mas ele fazia um esforço tremento pra se controlar, e ainda assim eu via no olhar dele.
Era tarde, Diogo ja tinha me levado para casa, eu sai com minha irmão, nós fomos para a casa de uma amiga dela, voltei sózinha ela ficou para dormir na casa da amiga. Eu andava pelas ruas escuras sem me preocupar, quando olhei para traz vi um vulto se aproximando, parecia ser auto quando vi melhor apressando meus passos, era um garoto sem camisa sorrindo, tinha os cabelos pretos e cumprido, seus olhos faizcavam iluminados pela lua. Ele se aproximava muito rapido, pude ver que ele era branco, ate mais palido que Diogo. Aprecei meus passos agora quase correndo, derrepente me veio a cabeça, Rafael, era o Rafael. Fiquei preocupada e estava perto da casa de Diogo, fui direto para la. Liguei quando estava chegando, falei numa voz tremida assustada, ele ficou preocupado e foi me buscar. Quando ele parou de carro do meu lado dei um pulo, ele saiu rapido e me abraçou.
–Lydia, meu amor oque aconteceu? Quem era? Vem entra no carro, vou te levar para a casa.
–Não, por favor me deixa ficar com você hoje? Eu estou bem, só estou prescisando de você.
–Esta tudo bem meu anjo entra no carro.
–Obrigado -ele beijou minha testa e entrou no carro depois de mim.
–Você esta bem mesmo?
–Estou, não se preocupe, só estou assustada. -falei deitando no ombro dele
–Vou ligar para sua mãe, para avisar que esta aqui.
Decemos do carro, ele me abraçou pela cintura pegou o celular e ligou para minha mãe. Quando iamos entrando a Joyce foi correndo ver o que tinha acontecido, ficou muito preocupada.
–Querida o que aconteceu?- Perguntou-me impaciente
–Um cara me seguiu, e derrepente sumiu, fiquei assustada e vim para cá, ja que estava perto.
–Fez bem meu amor -disse Diogo mais calmo
–Avisou a mãe dela?
–Avisei Joyce, pode ir se encontrar com o Edu.
–Acho que não vou mais, fiquei preocupada. Vou ligar para o Eduardo.
–Joyce se for por minha causa pode ir tranquila eu ja estou melhor!
–Eu.. Tudo bem. -falou por fim- estou indo.
–Maninha não se preocupe, vamos ficar bem. -comentou com meio sorriso
–Sei bem, disso. Tchau, juizo.
–Tchau Joyce -disse
Ela saiu nos deixando sozinhos, ele me abraçou e me levou para o sofá gigantesco que tinha na sala, eles estavam assistindo a um filme que nunca tinha visto. Diogo ficou olhando para mim por alguns minutos, e jogou uma coberta por cima de nós dois me abraçando pelo ombro, o filme era comedia ele ria que dava gosto.
–Por que a Joyce esta aqui agora?
–Bem ela se divorciou faz um tempinho mas, agora ela vai ter que vender a casa dela, se bem que ela tem um apartamento lá perto da sua casa!
–É Estranho para você?
–Não, ela é do tipo queta sabe, e aposto que aproveitou a deixa para nos vigiar de perto.
–Sera, acho que não! Ela não faria isso, Faria?
–Pode acreditar, minha irmã é quieta mas, ela não da ponto sem nó.
–Dih desde quando você dirige? -ele sorriu
–A Tempos, mas eu não ando por ai de carro, você sabe eu ainda sou menor..
–Mas ja tem carteira?
–Já, eu fiz com a autorização da minha mãe!
Na hora de dormir, Diogo colocou um codigo na porta do alarme e subimos, ele me levou para o quarto de hospedes, mas eu não queria ficar sozinha, eu olhei a cama de casal que tinha no centro, depois o olhei querendo saber o que ele estava imaginando, ele olhou para mim de volta sorrindo.
–Que foi? -perguntou- Esta tudo bem? -eu o olhei
–Hmm, na verdade, eu não queria ficar sozinha.
–Eu vou estar aqui do lado, não prescissa temer
–Dih? -falei ainda olhando- Fica pelo menos ate eu pegar no sono? por favor?
–Tudo bem, só vou me trocar e ja volto.
–Ta bom.
Eu pensei em muitas coisas para uma noite sozinha com Diogo, mas antes que eu pudesse imaginar mais ele voltou.
–Voltei!
Não falei nada, fiquei olhando para ele sem camisa, sua barriguinha tanquinho, tudo esquentou so de ve-lo, eu estava sentada na cama, me levantei e fui em direção a ele, Diogo olhou para mim sorrindo, então o beijei sem me preocupar com nada, ele me abraçou pela cintura, me levando para a cama, nos deitamos rapidamente.
Foi uma noite perfeita, ele acordou cedo, para que sua irmão não nos vissem juntos na cama. Ao me levantar fui direto para o banho, vesti meu vestido e me dei conta que faltava quatro botões da parte de cima, eu sorri e fui olhar no quarto, chegando lá estava uma baderna, as cobertas no chão a bermuda no abajour, não me contive, comecei a rir sózinha quando olhei para traz vi Diogo e tomei um susto, ele sorriu e quando viu a bagunça no quarto, correu para arrumar antes que a irmã chegasse. Nós rimos juntos no café, ele tirou algo do bolço e colocou em minhas mãos.
–Isso te pertence, eu arranquei ontem. -falou rindo, eu ri também
–Como vou coloca-los de volta? -apertei o olhos
–Eu custuro, só que vai ter de tirar o vestido. -comentou com um sorriso malicioso
–Haha, é serio Dih, já pensou quando eu chegar em casa sem os botões principais da minha roupa?
–Eu estou falando sério!
–Voc..Você custura? -disse surpresa
–Sim, minha irmão me ensinou. -levantou uma sombrancelha
–Hmm então tá. Que horas sua irmão vem?
–Ela mandou uma mensagem, daqui uma hora .
–Então ela vai voltar daqui meia hora, certo?
–Certo, estrategias de Joyce para nos pegar em flagrante. -nós dois rimos
–Então vamos lá para cima.
–Tudo bem, eu pego uma roupa dela para você.
–Esta bem.
Terminamos o café, e subimos para ele custurar meu vestido, ele pegou uma muda de roupas para eu vestir, uma blusa branca cumprida, uma calça jeans preta. Diogo começou a custurar, terminando em poucos minutos, deixou os botoes no lugar.
–Você é realmente Mult uso -falei sorrindo
–Você não viu nada, vou te mostrar meu dom.
–Ah é? e qual é? -perguntei sorrindo
–Vem, -falou me puxando para a biblioteca -ouvi o carro da Joyce.
–Esse é seu dom? -falei com sarcasmo
–Não bobinha, -se aproximou pegando-me pela cintura -é esse. -Beijo-me longamente, até que a joyce nos enterrompeu com um pigarro forçado.
–Bom dia meninos, linda sua roupa Lydia, ficou muito bonita em você.
–Obrigada cunhada. -falei sorrindo
–Hmm Joyce vou leva-la para casa, esta bem?
–Primeiro quero ver onde ela dormiu.
–No quarto de hospedes. -Disse Diogo franzindo a sombrancelha
–Eu quero ver maninho -eu dei um sorriso
–Esta bem -falei ainda sorrindo
Ela subiu num pulo, eu e Diogo fomos logo atras, ele estava preocupado, mas eu estava super calma. Quando chegamos no quarto, a cama estava arrumada do meu jeito, Diogo olhou para mim e sorriu. Ele havia arrumado como se eu nunca estivesse lá, mas quando fui me trocar arrumei di novo. Ela fez uma cara de desanimo e foi para o quarto dele, estava bagunçado "como sempre" comentou Joyce só para ela. Decemos as escadas sorrindo, Diogo me levou até em casa cantarolando eu estava feliz so de lembrar da noite passada. Fomos de onibus ate minha casa.
–Amor se não fosse você ela ia descubrir tudo -Falou-me sorrindo
–Sera? Tenho serias duvidas Diogo, ela estava muito segura de si, acho que ia atrapalha-la na..vamos diser assim, Envestigação. Não acha?
–È Você deve ter razao, vamos esquecer este assunto. -ele sorriu e me beijou novamente- hmm então o que vai fazer amanha? É sabado você sabe, vamos pegar um cineminha? O pessoal da escola ta querendo ir, convidou agente. O Que você acha?
–Vamos, ia ficar sozinha em casa mesmo. -falei balançando a cabeça
–Combinado então, mais tarde eu venho ai..-me deu um selinho-tchau
Minha mãe já tinha chego do trabalho, veio em minha direção e me abraçou. Parecia muito preocupada, entao me segurou na frente dela como se estivece me analizando.
–O que aconteceu? Descobriram quem era?
–Não, não aconteceu nada mãe, esta tudo bem o Diogo foi me buscar. A Joyce ficou com agente o tempo todo -menti
–Tudo bem, ainda bem que Diogo estava por perto, fiquei muito preocupada.
–Esta tudo bem.
–Bom, então vamos esquecer isso por hora. Eu fiz um bolo de prestigio como você gosta, vamos comer?
–Ai mãe não prescissava -falei sorrindo- vamos ao ataque então?
–Vamos. -concordou, nós duas fomos para a cozinha comemos o bolo sentadas a mesa.
A noite caiu, fomos assistir a novela. Ficamos horas assistindo, depois fui para o computador, eu tinha mandado uns curriculos para umas empresas, e já tinha respostas no meu e-mail. A primeira empresa disse-me que eu tinha um curriculo otimo apesar de não ter experiencia, e me chamou para uma entrevista, a outra não me aceitou, dizendo que prescisava de uma pessoa com experiencia. Fiquei feliz por eu ser chamada para uma entravista, contei a minha mae, e para meu irmão. Fui deitar cedo, minha mão já estava dormindo, peguei meu celular e durmi ouvindo musica. Sonhei com o garoto que me perseguia naquela noite, seu rosto me era familiar. O dia amanheceu, me lembrei quem era, seu nome era Rafael um garoto de quem eu gostava mas não deu muito certo.
Passei o dia me recordando dos meus momentos com Rafael, e depois com o Diogo. Fiquei confusa pois o Rafael me marcou muito, do começo até o fim. Rafael terminou comigo, por que queria viajar, me chamou de criança e imatura, ignorou o que eu sentia por ele. Diogo é bem diferente, em varios sentido. Ele é carinhoso, nãe que o Rafael não fosse, ele era, só que nós namoramos por pouco tempo, Rafael ia viajar e já estava na faculdade. Na minha mente fiquei comparando os dois, e derrepente pensei no alarde que fiz naquela noite, falando do Rafael como se fosse um homem do mal, mas, ele estava tão diferente que eu não sabia quem ele era, ainda mais não sabendo da volta repentina ao Brasil. Tentei esquecer de tudo, ate de quem se tratava, Rafael é passado, pensei comigo mesma, e nunca mais vai voltar.
Diogo foi me buscar, ficou esperando eu terminar de me arrumar, sentado na sala eu o ouvia falar com minha mãe e minha irmã, eles estavam rindo e falando sobre mim na minha infancia doida, de quando eu fugi de casa, para fazer fera. Diogo chorou de tanto rir com minha mãe quando chegamos no ponto ele me olhou e riu di novo.
–Do que esta rindo?
–Nada meu amor, você era uma peste quando pequena. — riu de novo
–O.k ja chega de rir, ate parece que você era um anjo. -falei sorrindo
–Ta bom parei, mas voc.. -peguei no rosto dele
–Vamos mudar de assunto? -dei um beijo nele e o soltei
–Esta bem pestinha, o que quer falar?
–Hmm, Quem vai?
–Eu, você, um ficante da Larissa, Leticia, Samuel e um tal de Rafael.
Estremeci ao ouvir o nome Rafael.
–Esta tudo bem?
–Sim eu só.. Estou bem- olhei para a frente sem dizer mais nada
–certeza?
–Totalmente.
–Esta bem.
Chegamos no shopping, fomos em direção a escada rolante, Diogo estava me abraçando. Paramos na porta do cinema, lá estava o pessoal nos esperando, Leticia estava de maos dadas com Samuel e assim que me viu foi correndo me cumprimentar, logo atraz tinha uma garota ruiva de mãos dadas com um garoto, nos cumprimentamos e fomos para a fila.
–Leth, não tinha mais um? -Diogo perguntou.
–Ah, o Rafa, ele foi comprar chocolate. Diz ele que não consegue assistir no cinema sem comer bombons.
–Hmm -murmurei
–Tem algum problema? -perguntou Diogo
–Não, não tem. É só que eu tinha, quero dizer, tenho essa mania. -mostrei a sacola na minha mão
–Hmm, é verdade -concordou Diogo
Quando entramos na sala do cinema ficamos em silencio, esperando que o filme começasse. Eu olhei para a porta e meu coração disparou.
–Rafael -sussurrei para mim mesma
–Oi? -perguntou Diogo
–Nada! -respondi rapidamente
–Rafael, demorou! -falou Leticia
–Eu fui comprar uns chocolates.. Lydia?
–Você o conhece? -Perguntou Diogo
–Conheço! -respondi baixo
Rafael veio em minha direção, me abraçou ignorando Diogo, eu o empurrei rapidamente, mas Diogo me olhou sério como nunca o vi antes. Rafael foi para o lado de nossos companheiros, eu fiquei sem reação, Diogo estava me olhando fixamente.
–A quanto tempo vocês se conhecem? -perguntou aos sussurros para mim
–A um bom tempo -respondi tentando me controlar.
–Ele foi o que seu? -perguntou tenso
–Hmm não quero falar disso.
–Namorado. Já entendi, prescisso tomar um ar. Da licença.
–Dih -falei segurando sua mão
–Esta tudo bem Lydia. -disse suave olhando Rafael
Sai logo atras dele, Diogo estava nervoso dava para ver em seu olhar, parecia preocupado ou coisa parecida. Eu o abracei e rapidamente o beijei sem deixa-lo falar, o beijo foi longo, mas, tenso, ele me soltou, e pegou minha mão, entramos na sala nos sentamos. Os trailes ja tinham acabado, o filme tinha começado naquele instante. Foi longo, parecia que nunca acabaria, eu estava desesperada. Por que o Rafael tinha que aparecer justo agora? Porque tinha que conhecer meus amigos? Fiquei brava, levantei minha cabeça do ombro de Diogo e sai da sala, comprei um refrigerante bem gelado e comecei a beber, sentei-me no banco que tinha na frente do cinema, e fiquei ate o termino do filme.
Diogo veio em minha direção sorrindo, mas com os olhos pegando fogo, eu o conhecia o bastante para saber que ele odiou aquela situação tanto quanto eu. Eu o abracei pela nuca, e beijei-o novamente, desta vez rapido. Rafael ficou nos olhando por algum tempo, fomos para a praça de alimentação, eu tomei um milk shake de chocolate com Diogo. A ruiva e seu companheiro estavam do outro lado da mesa.
Estava um silencio insuportavel, de um lado Diogo me olhava do outro Rafael, me senti estranha, quando terminamos, demos uma volta rapida pelo shopping e fomos para o ponto, Rafael estava de moto, como ele sempre me dizia "Um dia vou andar só de moto" eu gostava, mas desde quando terminamos, passei a pensar que moto era besteira. Entrei no onibus com Diogo. Ficamos em silencio por um tempo depois resolvi falar.
–Dih, você esta bem? -perguntei séria
–Estou. -falou rapido
–Por favor, não fique chateado o.k. certeza de que esta bem?-falei atrapalhada.
–Eu estou bem! -respondeu seco
–Sei, desde o Raf..-minha voz falhou- Rafael você não diz nada.
Ele me encarou
–O quanto ele significou para você?
–O que quer dizer?
–Quero dizer se você e ele já..
–Não.. -falei alto- eu nunca.. não... foi só você..eu nunc..
–Você esta falando a verdade? -interrompeu-me- Não tem problema se.. você sabe. -engoliu as palavras.
–Diogo, eu nunca fiz nada com ninguem só com você. Satisfeito, ou quer que eu minta? -disse nervosa
–Desculpa -sorriu- eu fiquei com ciumes e, não pensei em mais nada, e só de pensar em vocês juntos.. -balançou a cabeça para esquecer
–Eu devia brigar com você e sair por aquela porta, devia sair sem dizer nada sei lá. Mas para a sua sorte.. -o olhei seria e depois sorri- Eu te amo, não prescisa se preocupar, esquece isso eu não..você sabe..
O abracei forte pela nuca beijando-o, sem me preocupar com Rafael, logo isso ia passar. E só restava eu e Diogo.
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