C'est La Vie
5 Se divertiu?
Capitulo 5
O que é o destino? Como lidar com nossos erros? A vida parece difícil, quando na verdade nós que fazemos a dificuldade.
Diogo estava do meu lado direito a mesa de jantar, e Rafael estava a minha esquerda, era um jantar de noivado. A sala estava escura sem sol, olhei para Diogo triste, ele estava olhando para o outro lado dele, onde estava uma garota ruiva com um vestido azul cintilante. Olhei para o outro lado da mesa, estavam Joyce e Eduardo, e ao lado deles minha mãe e meu irmão, olhei para Rafael seria e do lado dele estava seus pais, ele era filho único. Me levantei da cadeira tentando levantar Diogo mas ele nem se mexia, cutuquei Rafael, mas, era inútil. Sai correndo e dei de cara com um garoto loiro de camisa azul e branca, ele falava que eu era dele e de mais ninguém. Subi na janela mais alta do prédio e pulei, quando estava chegando no chão acordei num pulo.
Diogo me abraçou forte, eu respirei fundo e sorri, sem falar nada ele me deu um beijo, longo e quente. Acariciando meus cabelos, deu-me beijos na nuca, enrolada na coberta, me aproximei mais dele e o abracei forte. Diogo estava só de samba canção, e descoberto, seus olhos brilhavam como estrelas no céu azul, seu sorriso cintilava no clarão da manhã.
–Bom dia! -ele disse ainda beijando-me- Pesadelo?
–Bom dia! -sussurrei- Sim!
–Quer contar? -franziu a sobrancelha.
–É besteira, nem vale a pena contar.
–Você que sabe. Está com fome? Posso ir comprar alguns pães para o café!
–hm não, -ainda aos sussurros- fica aqui bem abraçadinho comigo?
–Tudo bem meu anjo.
Me envolveu num abraço confortável, sentia o alto de hortelã dele no meu rosto, suas mãos macias e quentes deslizavam em meu cabelo, seu sorriso era uma visão maravilhosa para mim. Por algumas horas ficamos deitados, sem falar nem fazer absolutamente nada, ele me olhava atentamente, como se esperasse que eu dissesse algo, mas, sem ter o que falar fiquei imóvel, olhando ele. Ele riu da minha atitude, mas ainda assim não disse nada, Diogo se virou para cima de mim segurando-se para não pesar sobre meu corpo sensível, fixou seus olhos ainda mais em mim com um sorriso largo em seu belo rosto levemente rosado, deslizou seus dedos em meus lábios, contornando em volta, quando eu menos esperava deu-me um beijo na boca. Naquele momento, eu esqueci de tudo, o sonho que eu havia tido, já se esvaecia sendo ocupada pelos momentos maravilhosos que vivi com Diogo. Sem perceber soltei um suspiro, abraçada a ele me sentindo segura.
A noite caiu, no prédio da Leticia teve uma festa de hallowen, uma festa a fantasia cujo nome era "A festa dos mortos", me arrepiei só de ler aquilo, era uma festa tradicional, tendo que levar saco para pedir doces em cada apartamento que passava. Diogo de vampiro estava lindo, nem precisou usar lente, seus olhos juntos com os caninos postiços já faziam todo o trabalho. Eu passei pó de arroz no rosto dele, apesar dele já ser branco. Terminando de fechar meu espartilho enfim vi a minha fantasia completa, eu saí do quarto assim que penteei meus cabelos longos e pretos, claro era uma peruca que havia comprado para essa ocasião. Descendo as escadas avistei um vampiro me fitando, eu sorri e continuei descendo. Diogo estava com uma cara de paisagem muito engraçada, frente a frente ele não se moveu, ficou me olhando.
–Você está linda! -sussurrou
–Obrigada, você também está muito lindo!
Ainda me olhando colocou sua mão na minha nuca, e abaixou-se lentamente sem tirar os olhos de mim, colocou seus lábios cálidos e delicados contra os meus, deixando-me mole e de pernas bambas. Chegando na festa Diogo foi para a parte mais escura do condomínio, onde fizeram um tipo de cemitério, lá tinha uma espécie de tumba que tremia, mais para o fundo correntes e uma cama toda rasgada e molhada de vermelho. Muitas luzes piscando e um tipo de fumaça no chão, eu não conseguia reconhecer ninguém, a maioria estava de máscara, apesar disso eu consegui avistar alguém, com um sorriso largo, me virei ao reconhece-lo. Diogo fora buscar algo para beber, ao perceber que estava sozinha no meio da multidão, olhei para Rafael que vinha na minha direção.
–Rafael?
–Oi Lydia.
–Rafael -disse olhando em direção a Diogo que estava virado de costas- O que faz aqui?
–A Leticia me convidou!
–Ah, Rafael, eu tenho que ir, Diogo está me esperando! -falei andando
–Espera -disse rápido- Você ainda não me perdoou não é? Por eu ter ido embora.
–Rafael, eu não tenho que te perdoar, muito pelo contrário, por sua causa eu encontrei Diogo e estou muito feliz! Você nunca vai me ter de volta, você não me merece e nunca vai me merecer. Um concelho, parte pra outra, e finge que eu nunca existi!
–Parabéns você ganhou essa! -disse Rafael olhando para trás de mim
Percebi que já não estava sozinha, Diogo estava ao meu lado, e ouvira o que eu disse a Rafael. Ele me entregou um copo e disse para Rafael:
–Vaza Rafael, ela não gosta mais de você, esquece ela! -terminou Diogo me levando pela cintura para a multidão.
Ele ficou parado sem falar nada, enquanto eu e Diogo nos abraçávamos e entravamos na multidão de corpos dançantes, já longe de Rafael, Diogo me tascou-me um beijo rápido. Eu o abracei mais forte e o beijei de novo. Ele pegou minha mão vazia e me levou para fora, colocou o copo dele de lado e me pegou pela cintura, eu joguei meu copo já vazio, perto do dele e o abracei pela nuca. Com um sorriso no rosto, Diogo me beijou, longo como a maioria deles. Ao termino do beijo, olhei para baixo tensa, me senti estranha naquele momento. Na minha mente via tudo o que Rafael me disse, e depois o que Diogo disse a ele.
–Ele não vai nos atrapalhar! -sorriu- Ele não merece nossa atenção!
–Eu sei. -disse aos sussurros- E estou orgulhosa de você!
–Resolvi não dar bola pra ele, e eu também estou orgulhoso de você!
–Obrigada -ele me abraçou forte e ficamos assim por um bom tempo.
–Eu sei que você está machucada com tudo isso, e pra tudo que precisar eu sempre estrarei aqui com você!
Em casa naquela noite, me lembrei de cada palavra que saiu da minha boca, cada palavra dita por Diogo e Rafael, me senti perdida nas lembranças, chorei um rio de lagrimas e depois me senti mais forte. No dia seguinte, estava sentada no sofá com minha mãe, assisti um filme que estava passando na tv, ela não piscava os olhos, depois fomos a uma pizzaria lá perto, minha mãe adorava pizza de calabresa. Voltamos para casa super. cansadas, quando olhei meu celular tinha três ligações perdidas. Diogo, Rafael e Leticia me ligaram? Por que tanta urgência, meu celular estava cheio de mensagem de Diogo e Leticia, eu resolvi ligar para Diogo.
–Oi, Diogo?
–Oi Amor -disse com uma voz rouca- eu tive que sair da cidade às pressas, minha mãe está num hospital aqui em Sorocaba.
–O que? como aconteceu isso? Sua mãe está bem?
–El..a Ela...
–A meu Deus, Diogo respira, eu vou para ai agora!
–Não, Lydia preciso que você fique ai, fale com a Joyce.
–Mas Dio..
–Por favor? Ela precisa de alguém!
–Sua mãe? como ela está? você não respondeu!
–Ela está em co..coma -disse aos soluços
–Não tem discussão, eu vou falar com a Joyce e estou voando pra ai!
–Lydia, não precisa!
–Dih sem conversa ok, daqui a algumas horas agente se vê, se cuida enquanto isso!
Desliguei o telefone e liguei para a Joyce ir me buscar, fomos para a rodoviária, pegamos o primeiro ônibus para Sorocaba. Joyce estava desesperada, eu fiquei pensando em como Diogo estava, como estava lidando com aquilo. A Viagem toda foi tensa a Joyce não parava de chorar, Diogo me ligou no meio do caminho já mais calmo.
–Lydia? -disse baixo
–Oi amor, como ela está?
–O médico disse que ela pode acordar a qualquer momento.
–Como foi isso Diogo? Como ela foi parar ai?
–Meu pai. -ele parou de falar por um estante- meu pai estava com ela, mas...
Quando ele falou "mais" a Joyce arrancou o telefone de minhas mãos, com as mãos tremulas encostou-o no ouvido, e ao ouvir o que Diogo disse. O Pai de Diogo havia morrido, um carro fechou os dois em uma estrada escura e um caminhão pegou o carro deles. Eu não me contive, comecei a chorar junto com a Joyce, mas, eu tinha que me recompor, meu sogro acabara de falecer e Diogo precisava de mim.
Chegamos ao hospital, Diogo estava de cabeça abaixada chorando, Joyce saiu correndo em direção a ele e o abraçou. Eu não sabia o que fazer, fiquei sem reação, quando o vi daquele jeito, acabado, derrotado pela tristeza não me contive, sentei-me ao lado dele e o abracei junto de Joyce.
–Meu irmão como isso aconteceu, ah nosso pai. -desabou novamente
–Diogo, eu sinto muito. -disse chorando
–Lydia, eu nem sei como te agradecer, sem você eu não conseguiria vir sozinha aqui! -falou Joyce aos soluços -como está a mãe?
–Ainda não acordou, o médico disse que ela já saiu do coma induzido, mas que esta sedada.
–Mas ela vai ficar bem? -eu disse aflita
–Não se sa..sabe Lydia!
Passamos a noite no hospital, Joyce ficou no quarto da mãe e Diogo ficou do outro lado da sala de espera, eu acabei dormindo, ele não falou comigo nem quando acordei. Eu fiquei preocupada, a Joyce conversava com ele, quando amanheceu o irmão Vitor apareceu. Ele tinha acabado de sair da maternidade, pois, sua mulher teve neném. Diogo sequer olhava para mim, seu olhar estava distante, Vitor sentou do meu lado serio olhou para mim em silencio, depois resolveu falar algo.
–Diogo não falou com você não é?
–Não! mas eu intendo, ele acaba de perder o pai e...
–Ele é assim, sempre que acontece algo ele se fecha e não tem quem chegue perto. -comentou balançando a cabeça
–Vitor ele está triste e. -eu respirei fundo- você acha que ele vai ficar bem?
–Vai demorar um pouco.
–Quando ele me ligou, insistiu pra que eu não viesse!
–Ele vai ficar bem, tenta falar com ele. Agora ele está sozinho, mas não força está bem?
–Obrigada!
–Eu é que tenho que agradecer, se a Joyce tivesse descoberto sozinha, ela ia surtar.
–E seu filho? como está ele e a Monica?
–Eles estão bem graças a Deus, o Guilherme é lindo, pena que não vai conhecer o vô! -suspirou desanimado
–Eu vou lá, tentar falar com ele, dá um beijo na Mó pra mim já já eu vou vê-la. -andei em direção a Diogo
–Lydia -disse olhando para mim- valeu por estar aqui, você tinha razão eu preciso da sua força! -eu o abracei
–Pode contar comigo sempre meu amor, sempre.
–Eu sei! -sussurrou
–S.r. Diogo? -perguntou o medico
–Sou eu -disse rapidamente
–Sua mãe está chamando você, Joyce e Vitor.
–Como ela está -disse Joyce
–Está meia tonta mas vai ficar bem, ah é melhor entrar um de cada vez.
–Eu vou -disse Joyce
–Tudo bem, me acompanhe.
Diogo ficou mais calmo abriu um sorriso fraco e me abraçou, sentamos na sala de espera Vitor estava do nosso lado, sério. Depois de meia hora, Joyce voltou, Diogo foi para o quarto da mãe, Joyce estava chorando no balcão, falando com uma das atendentes e Vitor foi ver o que acontecia. As Horas passavam e nada de Diogo, Vitor entrou no quarto com Diogo ainda lá, o médico veio em direção a Joyce que estava ao me lado.
–Sra. Joyce, pode nos acompanhar? Precisamos de vocês na minha sala, pode ser?
–Aconteceu alguma coisa?
–Por favor me acompanhe!
Eu fiquei na sala de espera, depois de alguns minutos fui a maternidade, visitar bia como havia prometido, nós éramos bem amigas, nos conhecemos em uma das festas que Diogo me levou. Monica estava sentada na beira da cama, olhando um pacotinho ao seu lado, Guilherme estava rindo para a mãe, um sorriso sem dentes. Ao me ver entrar no quarto ela sussurrou:
–Ele é lindo, não é? -olhou ele novamente com uma lagrima no rosto
–Muito, é a cara do pai! -comentei
–Eu também acho! -balançou a cabeça
–Quando falei isso pra ele, você tinha que ver a alegria que tomou conta do seu rosto abatido.
–É eles estão passando por um momento difícil!
–Como está lá? Muito ruim?
–Não sei, eles foram chamados na sala do Doutor!
–É alguma coisa seria então!
Eu balancei a cabeça concordando.
–Estou preocupada com Vitor, perder o pai assim, deve ser uma barra!
–É, deve ser!
Ficamos conversando por um bom empo, até que veio uma enfermeira e disse que acabara o horário de visitas.
–Lydia, fala uma coisa pro Vitor? Diz pra ele vir me ver amanhã? Foi bom te ver, antes de ir embora, vem nos ver de novo!
–Pode deixar, tchau, se cuida! Tchau lindinho. -dei um beijo na testa do pequeno Gui e sai do quarto.
Novamente sozinha na sala de espera, pensei em Diogo e na barra que realmente ele deve estar passando. Coisas horríveis acontecem sempre, mas, nunca achamos que pode ser com agente. Uma pena, Dona Vivi estava viúva, me deu um aperto no coração naquele momento. De cabeça baixa, ouvi as vozes de Diogo e Joyce se aproximando. Quando olhei, Vitor não estava com eles.
–Então, ela precisa que Vitor faça isso? Parece perigoso! -comentou Joyce
–Não é, só uma transfusão, ela perdeu muito sangue, e só ele pode doar pra ela!
–Lydia? Você está bem? -perguntou-me Joyce
Eu a fitei com atenção.
–Estou sim, cadê o Vitor? -ela olhou para Diogo
–Ele está se preparando para um exame! -disse Diogo
–Exame? -perguntei assustada- o que ele tem?
–Ele? Nada, é que é provável que ele possa doar sangue para a mão. -suspirei
–Ele vai demorar?
–Não, só está ouvindo as recomendações do médico! -disse Joyce- Ah, olha ele ali! -apontou para ele
Vitor ainda falava com o médico, ele segurava uma sacola do hospital na mão, em seu rosto estava estampado sorriso fraco, com que de educação.
–Lydia, é melhor você ir para a casa vai demorar aqui. -disse Diogo
–Diogo eu só saio quando estiver tudo acabado por aqui.
–Lydia, Diogo vão para a casa de nossos primos, lá vocês descansam, Edu está a caminho.
–Não minha irmã, eu vou ficar.
–Eu também! -falei rápido
–Dois teimosos! -ela disse- tudo bem, e agora o que vai acontecer?
–Por enquanto ninguém fala do pai para a mão.
–Vitor!
–Fala Lydia? -todos olharam para mim
–A Monica pediu pra você visitar ela amanhã de manhã!
–Ah, tudo bem, então você o viu? Ele é lindo não é?
–Sim, muito.
–Vocês têm que vê-lo, ele é um anjinho! -gabou-se o novo papai
Dois dias se passaram, Vitor estava mais alegre com a alta da Bia e do bebe, mas a mãe deles ainda permaneceria lá, no Hospital. Voltei para São Paulo dias depois, Diogo ficou em Sorocaba mais uns três dias. A noite eu saí com umas amigas, fomos a uma festa, Diogo me ligou quando eu estava na sacada do quarto de minha amiga.
–Dih?
–Oi Lydia, como está ai?
–Sem você está um tedio, eu vim para a festa que eu tinha comentado.
–Eu volto amanhã, aqui está o mesmo, a Joyce está triste, minha mãe está melhorando.
–Como você está?
–Mal, quase perdi minha mãe, e estou longe do meu amor! -não falou do pai
–Você vem de carro com a Joyce?
–Não eu vou de ônibus.
–Então eu vou te buscar!
–Não precisa amor, é longe. Deixa que eu vou pra sua casa!
–Diogo, eu estou louca para te ver, me dê um motivo ótimo pra eu não te buscar!
–É Longe da sua casa?
–Não é um bom motivo.
–Está bom, eu te vejo amanhã então?
–Sim, que horas você chega?
–Umas 16 da tarde.
–Vou estar te esperando.
–Teimosa.
–Eu também te amo!
–Amor tenho que desligar, minha mãe está chamando. Ah já ia esquecendo, Te amo.
–Eu já sabia disso, -disse rindo- vai lá meu bem, até amanhã!
–beijos
Pela manhã sai para comprar pães, Alex o amigo de Diogo estava na fila a minha frente, pensei em cumprimentá-lo mas, resolvi sai a francesa. Não deu muito certo, quando eu estava na porta da padaria ele me chamou.
–Lydia?
–Oi -disfarcei- o que faz por aqui?
–Eu me mudei para cá sexta anoite, fiquei sabendo que Diogo foi viajar é verdade?
–É sim, foi resolver umas coisas.
–Hm e como vocês estão? Não brigaram de novo não né?
–Ah você lembra, não, estamos bem agora.
–Que bom, vocês combinam.
–Lex eu tenho que ir, depois a gente se fala?
–Oh sim, claro, me liga está bem. Manda lembranças ao cabeçudo do Diogo!
–Pode deixar! -sorri
Sai andando, atravessei a rua e entrei em casa, minha mãe havia acabado de fazer o café. Mais tarde naquele dia Diogo me ligou avisando que estava chegando na rodoviária, eu estava chegando lá também. A tarde estava quente, poucas nuvens um sol maravilhoso, rever Diogo depois de tudo aquilo foi muito bom, Diogo estava alegre, seus olhos voltaram a brilhar.
Quando o vi no meio da multidão, tudo começou a fazer sentido, minha vida inteira era ele quem eu precisava. Diogo era a minha vida, não tinha como nos separar, nem Rafael nem ninguém, eu o amava e ele também. Corri me esquivando do povo, quando cheguei perto dele, o abracei com toda minha força, dei-lhe um beijo longo e quando terminei ele sorriu.
–Vou ficar mais tempo longe de você, ai quando eu voltar, vou receber esse beijo gostoso novamente! -nós dois sorrimos
–Bobo -eu disse- se ficar longe mais que uma semana eu morro.
–E eu, para dormir olhava nossas fotos no celular, e te confesso, não deu certo, não conseguia dormir. -eu ri e o abracei novamente- é melhor irmos!
–É mesmo. -o abracei- só mais um... -o beijei novamente
–Senti tanto sua falta! -sussurrou em meus ouvidos
–Eu também.
–Como estão todos lá, em?
–Melhor depois do susto...é melhor irmos, a Joyce vai ficar mais um tempo lá, eu voltei porque não aguentava de saudades de você e também porque tem escola...
–Hm
–Lydia, e a festa? se divertiu?
–Nem um pouco! -disse sorrindo- estava tão preocupada e morrendo de vontade de estar com você, que nem pensei em me divertir.
–Eu só te dou preocupações.. -disse franzindo as sobrancelhas
–Ei, desde quando está tendo auto piedade? e quando eu reclamei das MINHAS preocupações? Por favor né Diogo!
–Calma, eu só comentei... Só acho que você não merece se preocupar atoa, só isso -disse colocando as mãos no meu rosto -Prometo que não digo mais isso.
–Que bom... -olhei em seus olhos- Eu te amo -sussurrei
–Ah, Eu te amo! -ele disse sorrindo e me beijou
No dia seguinte, Diogo e eu fomos a casa dele, ajudei a arrumar as roupas de sua mochila. Ele queria sair, dar uma volta, mas eu queria ficar em casa com ele. Acabei saindo, Diogo quando queria era bem convincente, fomos ao parque Ibirapuera lá perto de casa. Passamos a tarde toda no parque, fizemos piquenique, jogamos bola com um pessoal que tinha nas quadras. Um dia muito agradável, fomos para minha casa jantar depois saímos com uns amigos, a Leticia, Samuel, Juliana e Cadu.
Cadu e Juliana eram um casal mal resolvido, sentiam ciúmes um do outro, mas, só eles não percebiam que estavam apaixonados. Nós dançamos sertanejo a noite inteira, mais ou menos umas 3 horas da manhã eu e Diogo fomos para casa dele. Diogo me pegou nos braços e me beijou, a sala estava escura, um silencio que naquele momento era amável, subimos para o quarto dele, e depois de vários problemas lá estávamos nós, nos beijando intensamente.
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