10 de novembro, quinta-feira, o que será que vai ter de bom hoje? perguntei a mim mesma, do meu lado na cama estava Diogo em um sono profundo. Já ouviram a história do cupido? vocês sabiam que ele era filho de Afrodite e que seu nome verdadeiro é Eros? Pois é, Afrodite tanto fez, que acabou jogando seu filho a Psique, é ninguém imaginava que a deusa do amor e o deus da guerra teria um filho cupido.

Mas vamos retomar a história, Diogo estava ao meu lado da cama, em um sono profundo, na ponta dos pés desci até a cozinha preparei o café da manhã e subi. O acordei dando-lhe vários beijos, com um sorriso largo ele despertou do sono.

–Hm mm que delicia -ele disse me puxando para cima dele

–Bom dia dorminhoco. -disse ainda em cima dele

–Bom dia! -sussurrou afagando meus cabelos- Será que estou sonhando?

–Acho que não, bobinho... -me beijou- você não quer comer?

–Você fez o café? que milagre ein... -nós rimos- brincadeira. Está tão bom aqui, já já agente desce né?

–Amor, nós temos que nos arrumar, escola hoje lembra?

–É verdade, que horas são?

–11 horas! -anunciei, sorrindo

–Já? meu Deus e ainda estamos assim.

–Brincadeira Diogo hoje é sábado, você está bem? Você nunca cai nessa!

–É eu estou preocupado.

–Com o que? Com sua mãe?

–Sei lá sabe, as vezes eu me sinto assim, sem ter por que, entende?

–Entendo meu amor, mas não fique assim, está bem?

–Está bom! agora vem aqui, -pegou em meu rosto- me dá um beijo pra eu melhorar? -disse fazendo biquinho, eu dei um sorriso

–Quantos você quiser! — eu ri e ele me beijou.

–Hm acho que já estou melhor -sussurrou me abraçando

–Você acha? Não quer mais um beijo só para ter certeza? -disse brincando ele me virou, deixando-me por baixo dele.

–Adoraria. -deu-me um beijo mais demorado.

Horas depois fomos ao mercado, pois, Joyce iria voltar à noite, compramos de tudo um pouco, na sessão de doces, eu me encontrei. Comprei barras de chocolate, bolachas, e tudo mais, Diogo foi para os salgados, éramos totalmente opostos em questão de paladar, eu amava doce mas nem tanto salgados e ele era o contrário, amava salgados.

Fomos embora rindo de uma senhora que estava na nossa frente na fila, ela reclamava de tudo. Chegamos na casa de Diogo felizes, rindo à toa. Ele guardou as compras e começou a fazer o almoço. Eu olhei imaginando se não era pra ser ao contrário, eu que deveria fazer almoço? Não, vou deixa-lo cozinhar a vontade.

–Dih, quer ajuda?

–Não, está tudo bem, vá pra sala eu comprei uns dvds ontem, escolhe algum para agente ver?

–Está bem.

Fui até a sala, peguei uma sacola cheia de Dvds, sentei no tapete e comecei a procurar. No meio dos filmes, achei um dvds branco escrito "Festa da Eliza". Não dei bola para aquilo, continuei procurando. Depois de vários filmes, eu achei um, eu adorava, era uma versão de Romeu e Julieta, acabei separando eu, já de pé, fui até Diogo.

–E ai, como está indo? -perguntei

–Muito bem, vem aqui, experimenta esse molho!

–Hmmmm, muito bom!

–Esse molho branco foi meu pai quem me ensinou a fazer! -comentou meio rouco

–Ah, Dih..

–Tudo bem, -sorriu novamente- eu estou bem, sério!

–Certeza? Se você quiser falar sobre... eu estou aqui está bom?

–Obrigado, eu estou bem! -me deu um beijo e voltou a cozinhar.

O almoço estava pronto, a Joyce ligou avisando que ia chegar mais tarde, eu e Diogo nos sentamos no sofá e começamos a assistir. Horas depois, ele se levando me deu um beijo rápido e subiu sem dizer nada, quando voltou ele estava com uma pequena caixa na mão, era azul escuro com um laço dourado, me entregou ainda em silencio e sorrindo, na caixa estava uma outra caixa vermelha e aveludada, bem menor que a azul. Abri a caixinha vermelha, nela tinha uma corrente dourada com as nossas iniciais fundidas uma na outra. Diogo colocou no meu pescoço me dando um abraço demorado, ele ainda estava triste por perder o pai, e isso me abalava também.

–Eu vi esse colar na vitrine de Sorocaba com minha irmã, encomendei duas iguais para nós dois, assim, poderemos lembrar um do outro. -contou-me ao pé do ouvido, pude sentir o ar quente da sua respiração

–Nem sei o que dizer! -eu me virei para olha-lo

–Não diga nada, só... me dá um beijo. -antes dele terminar a frase, dei-lhe o beijo que ele pediu, abracei-o forte

–Obrigado por estar sempre do meu lado!–sussurrou.

–Não precisa agradecer, eu nunca vou te deixar... É melhor se acostumar comigo gatinho... Vai ter uma vida longa comigo!

Ele não respondeu, mas, sorriu como eu queria, continuamos abraçados por algum tempo, depois começamos a assistir novamente.

Minha vida toda procurando alguém como ele, a maioria das pessoas diziam que nosso amor é só de passagem, que isso é coisa de adolescente. Não, viver com Diogo era tudo pra mim, tudo que eu passei com ele foi um sonho, dizem que o amor só vem quando paramos de procurar, eu nunca fui a procura, talvez seja por isso que estamos juntos até hoje.

Esse negócio de princesa, cavalo branco, isso, não existe, os príncipes são mito, ao contrário do amor verdadeiro, uma vez ouvi em um filme uma pergunta "Porque eles não fazem o filme depois do beijo?", eu responderei, por que o amor é bem mais do que um filme romântico, é a junção de tudo que é bom e mal ao mesmo tempo. Quando a gente ama, tem que enfrentar tudo, não importa se é bom ou ruim, a gente sempre está lá, pro que precisar, quando a gente ama, não importa o que a outra pessoa queira, você é o que ela quer. Se ela amar outra pessoa, você vai querer vê-la feliz, se ela quiser sua amizade, é isso o que você vai dar a ela. Amor verdadeiro? existe, só é preciso acreditar, pois como diz a música, quem acredita sempre alcança.

Aquele dia estava muito gostoso, um calor de 26º, eu e Diogo estávamos na rua andando de mãos dadas, do outro lado da calçada eu avistei Rafael sem camisa com uma sacola na mão. Quando Diogo olhou para ele, o reconheceu na hora, olhou para mim que ao perceber a situação disfarcei e o beijei na bochecha.

–O que esse miserável está fazendo por aqui?

–Quem? -disfarcei novamente

–Hora Lydia, você não mente muito bem. -eu o olhei corando respirei fundo

–Diogo do que está falando?

–O que o Rafael faz por aqui?

–Eu vou saber? Passei a semana toda na sua casa, como vou saber?

–Lydia.

–Diogo, pelo amor de Deus, não fala nesse cara, por que estou de saco cheio desse seu ciúme estupido.

–Saco cheio estou eu, esse cara é seu ex se lembra?

–Como posso me esquecer, se você faz questão de me lembrar sempre! -disse e sai andando, deixando-o falando sozinho.

–Lydia, -me chamou- espera.

–Pra que? Para você me lembrar que um dia eu namorei um idiota? Parabéns você conseguiu me lembrar, satisfeito? -disse me virando para Diogo- Só uma coisa, por que você sempre faz isso? são para me testar? Sempre faz questão de me culpar por ele estar no nosso caminho.

–Ah Lydia, não seja dramática, eu só te perguntei por que.

–Porque? -disse- Vamos diga, porque?

–Lydia não vamos brigar né?

–Você tem razão, não vamos falar disso agora. Vamos deixar para discutir novamente depois! -disse sarcasticamente- Cansei Diogo, cansei dos seus ciúmes bobos, amanhã a gente se fala. -terminei saindo andando.

–Lydia, -chamou- Lydia!

Minha mãe estava jantando com meus irmãos, eu fui tomar banho e quando terminei, liguei para Letícia, disse que faz tempo que não saímos, convidei ela para uma balada, só garotas, só nós. Eu a Lítica, a Luana, a Ariane e a Juliana, fomos para a balada. O Ambiente bem animado, foi uma noite formidável, sem o Ciumento do Diogo, sem o traste do Rafael, só eu e elas.

Cheguei em casa as cinco da manhã, me troquei e fui direto para a cama, mais tarde Diogo me ligou, eu não atendi, não que estivesse com raiva dele, mas, estava sem cabeça para conversar. Ele ia querer reclamar de Rafael, questionar a aparição dele no meu bairro, eu decidi ficar em casa com minha família, como os velhos tempos. Mais tarde fui me encontrar com Leticia, ela estava namorando com Samuel.

–Você está triste Lydia, o que foi? -disse Leticia

–É Diogo, nós brigamos ontem.

–Isso passa!

–Sabe, Diogo é minha vida, e eu não quero perde-lo. Ainda mais pelo ciúme, Já vivi isso antes e não quero mais isso pra mim.

–Você disse que já viveu isso. Com Rafael? -ela olhou para mim que fique sem jeito-Desculpa, esquece isso.

–Não Leh, eu vou te contar tudo, do começo ao fim. Eu estava na 8º serie, comecei a fazer um curso de informática, um dia minha amiga Bruna me chamou para uma festa de aniversário do seu irmão Willian. Na festa o conheci, no começo, eu e ele éramos apenas amigos, não mais que conhecidos, mas uma tarde qualquer eu fui ao cinema com Bruna e seus amigos, claro Willian estava junto. Viramos melhores amigos depois disso, íamos a todos os lugares juntos, tempos depois ele teve de ir para outra cidade, para um estágio, antes fomos ao shopping para nos despedir.

Chegando lá, Willian me apresentou a Rafael e a Beatriz, Willian estava gostando dela e queria que eu o ajudasse. Beatriz era uma garota muito bonita, seus cabelos grandes e negros, seus olhos verdes e sua pele era lisa de cor marrom, ela era uma garota inteligente e delicada, eu não conseguia tirar os olhos de Rafael, na época ele tinha o cabelo cumprido mais lhe caia bem. Rafael sentou ao meu lado no cinema, não me senti desconfortável em momento algum, gostei dele de primeira.

Mais tarde naquele dia, Rafael me levou até em casa e foi embora, eu fiquei eufórica, nunca senti isso até aquele dia, a paixão, Pelo menos eu me sentia assim. Agente ficou por vários dias ou até mesmo um mês, pouco depois ele me pediu em namoro, eu claro aceitei. Com o tempo eu fui me afastando dos meus amigos, já não era a mesma coisa. Willian voltou de viagem pouco depois disso, quando voltou Beatriz a menina que ele gostava foi se encontrar com ele no aeroporto.

Dias depois, Willian me encontrou na escola, ele me contou sobre seu previsível namoro, e eu contei sobre eu e Rafael, ele me contou umas histórias do meu namorado, eu não quis acreditar então fui correndo para minha casa. Rafael estava em frente a lojinha que eu sempre passava, olhei para ele e atravessei correndo fingindo não tê-lo visto. Rafael me ligou naquela tarde com voz de preocupado. Eu não disse nada sobre Willian, mas, ele disse que soube que Willian voltara e que ele me proibira de vê-lo, disse que ele me olhava de um jeito que não era amizade. Eu, boba, pois ainda gostava dele o obedeci, tempos depois ele me proibiu de sair com amigas, me privou de muitas coisas.

Seis meses passaram, Rafael estava cada vez pior, na rua de mãos dadas, ele chingava os caras que passava por nós, até mesmo garotinhos que nem sabiam o que era paquerar, eu estava começando a acreditar em Willian. Eu e Rafael fomos em uma lanchonete, conversamos muito até que ele veio com um papo de que precisava ir embora, disse que ia pois estava com saudades dos pais. Depois desse dia nós brigamos feio e ele foi embora sem me falar nada. Então eu liguei para ele e brigamos mais uma vez, ele me chamou de criança imatura, e eu desliguei na cara dele, sei ciúme era ainda pior que Diogo, eu já estava cansando e decidi terminar, mas, ele foi mais rápido. Disse que ele ia viajar e que queria estudar, disse que eu não entendia ele e que nunca ia entender. Eu gostava dele ainda, e entrei em depressão.

–Nossa! -disse perplexa Leticia

–O resto você já sabe, ele voltou quando eu já tinha conhecido o Diogo, e até hoje vem me assombrar.

–Diogo te ama dá para ver isso, ignora Rafael e conversa com Diogo.

–Você acha?

–É claro, vá em frente.

Estava uma noite chuvosa, eu fui correndo para a casa de Diogo, Joyce não estava e eu já sabia disso. Diogo estava sozinho, eu toquei a campainha e quando ele atendeu eu taquei-lhe um beijo, abracei-o com toda minha força.

–Eu sinto muito, não posso afastar ele de nós, mas eu prometo não estourar mais...! -sussurrei

–Prometo que. -disse sussurrando mas eu o beijei

Dias se passaram, na casa do Diogo a Joyce e o Eduardo estavam noivando, foi toda minha família e a deles, Diogo falava que mais para frente era eu e ele. O Jantar estava esplendoroso, Eduardo e Joyce estava fazendo mistério, além do noivado havia mais uma coisa. Nem Diogo sabia, o que estava acontecendo? eu me perguntava, quando estavam todos reunidos, Joyce se levantou junto de Edu com uma taça na mão.

–Pessoal, eu queria propor um brinde!

–E a que seria maninha? -perguntou Vitor

–Conta você Dudu? -disse Joyce com seu sorriso largo

–Não meu bem conta você! -disse Eduardo

–Há, vocês não vão fazer suspense não é? Por favor? -disse a mãe de Diogo

–Calma mãe, eu vou contar, eu estou gravida... -disse Joyce dando uma pausa- de Gêmeos!

–Oque? Que maravilha Joyce, parabéns. -eu disse sorrindo

–Minha irmã, quando descobriu isso?

–Hoje mesmo, a alguns dias eu tenho tido enjoos e vontade de comer coisas que eu nem gosto. Antes de ontem eu fui ao médico, e o resultado chegou hoje de manhã. Eu gravida!

–Parabéns minha filha.

A Noite foi divertida, Eduardo não saia do lado de Joyce, ficava alisando sua barriga como se já estivesse grande, Diogo estava com um brilho nos olhos ao ver sua família reunida. Eu estava feliz por ele, só de lembrar do acidente dos seus pais, o jeito de Diogo, a primeira vez que o vi chorar, me despedaça toda. Minha sogra está bem, graças a Deus, ela sempre nos ajudou, sempre deu força para nosso namoro.

–Lydia? -perguntou-me uma voz conhecida- você está bem?

–Oi, estou sim Diogo, e você como se sente com seus sobrinhos a caminho?

–Muito bem, a Joyce está tão feliz, Eduardo fez bem a ela...Quando a gente tiver nossos filhos, quais vão ser os nomes?

–Ow, calma ai bonitão, não está muito cedo para pensar nisso? -disse uma voz ao fundo da sala

–A mãe eu estava brincando!

–Olha como você deixou a coitada da Lydia! -disse apontando para mim rindo

–Você me salvou, obrigada Vi!

–Imagina querida, meu filho é louco mas tem juízo! -disse-me rindo

–Valeu mãe, e você ri né Lydia. -falou aos risos Diogo

–Disponha meu filho, agora deixa eu dar um abraço na Joyce!

–Dih meu amor, relaxa, você quer mesmo saber os nomes?

–Sabe de uma coisa, eu quero sim! Só não vale aqueles nomes esquisitos que elas colocam nos seus bichos...

–Se for menino, eu quero um nome bem legal, que tal Eros? É um deus da mitologia greco-romana!

–Talvez, e se for... Alexandre? Sabe o Magno. -comentou Diogo me abraçando por trás

–Gostei, Quando tivermos um menino vai ser Alexandre! E menina?

–Hm mm, Giovanna? Sabe aquele seu perfume, eu gosto dele, que tal?

–Ah, não sei Giovanna, e se for Isabelly? -eu sorri e ele me deu um beijo na nuca.

–Isabelly? Bonito, já temos os nomes só falta os bebes! -Nós rimos e fomos para a sala com nossos familiares.

O Jantar acabara, nós dois fomos ao cinema, ultima sessão, assistimos 11/11/11, confesso que nem prestei atenção. Eu nem dormi essa noite, fiquei pensando no que Diogo me disse no noivado da Joyce, "Logo logo será agente!", para falar a verdade me deu um medo tremendo quando ele disse essa frase. Nunca me imaginei casando, eu nunca fui daquelas garotas que sonha com o seu vestido de noiva ou com o anel de noivado, eu sempre fui meio moleques.

Fiquei rolando horas na cama, não conseguia dormir e quando eu finalmente consigo, tive um pesadelo. Sonhei que eu estava gravida, e que o bebe estava tentando sair da minha barriga, senti uma dor terrível e quando olhei para minha barriga, vi a mão do meu pequeno monstrinho. Acordei aos berros, minha mãe veio ver o que aconteceu comigo. Já era de manhã e o sol estava na minha janela, Diogo ficou de vir me buscar para irmos ao parque Ibirapuera.

Foi muita gente, a Joyce e claro o Eduardo também estavam lá, foi também minha mãe, meus sogros, o irmão da Joyce, e alguns amigos. Nos divertimos à beça, Diogo comprou um sorvete de casquinha mas acabou derrubando no próprio pé, eu não me aguentei, ri muito neste dia. Perto do lago começamos a jogar Vôlei, quando eu dei um saque que quase que Diogo e a bola vai pra dentro da agua.

Na hora de ir embora, eu e Joyce fomos na frente, Diogo estava conversando com Eduardo e seu pai Calisto. Joyce estava com vontade de comer jabuticaba, foi um sacrifício achar nesta época, Eduardo e Diogo rodou o bairro inteiro só para achar o bendito. A Joyce estava tão nervosa que eu quase tive um treco, mas era só os hormônios.

–Achei -berrou Diogo- agora você já pode melhorar o humor.

–Meu deus, que demora!

–De nada amorzinho -disse Eduardo rindo

–Lydia, vamos dar uma volta? -Disse Diogo ofegante

–Vamos sim amor, Joy você fica bem?

–Claro, vai lá! -falou chupando uma casca de jabuticaba

Diogo estava sorrindo, nós fomos ao jardim e sentamos num bando branco que tinha lá, Diogo me olhava o tempo todo.

–Você está bem? -perguntei

–Estou, porque?

–Sei lá, você está com um olhar diferente!

–Hm, só estava pensando e você... se fosse você no lugar da Joyce. Acha que ia ser pior que jabuticaba?

–Tenho certeza! -comentei

–Vem aqui mais perto -sussurrou me puxando para seus braços, me deu um beijo quente

Ficamos em silencio durante um tempo, quando ouvimos passos em nossa direção.

–Quem será? -perguntei

–Sei não. -disse se virando

–Oi Gente -falou uma voz feminina- Casal 20.

–Leticia? -eu disse

–Samuel?

–Oi gente, animação a de vocês! -comentou Samuel

–Vamos, a gente vai no cinema, saiu aquele filme dos vampiros e eu quero ver! -falou Leticia

–O que você acha amor? -perguntei a Diogo

–Ah, vamos, eu seu que você está louca para ver!

–Hm mm, está bom a gente vai em que sessão?

–Que tal das 21h30? é a última sessão.

–Pode ser, mas, eu quero me arrumar primeiro! -eu disse

–Está bem Lydia, mas vá rápido meu anjo!

–Pode deixar.

Eu e Leticia foi até o quarto de Diogo e pegamos umas roupas que estavam lá para o fim de semana, Lydia arrumou meus cabelos e me maquiou, estava totalmente irreconhecível. Ao sair do quarto, me deparo com Joyce.

–Vocês vão pro shopping né?

–É sim Cunha, por que?

–É que eu vou para a casa de Eduardo, amanhã tem ultrassonografia e fica mais perto para mim.

–Ah está, bom a gente vai chegar meio tarde, mas se quiser alguma coisa?

–Não tudo bem, eu só queria informar a mais responsável da casa. -disse rindo

–Valeu irmã! Vamos Lydia? -disse Diogo logo atrás de Joyce

–Vamos, tchau Joy até amanhã então.

–Tchau para vocês, bom cinema e juízo.

–Juízo é meu nome do meio, -disse Diogo sorrindo- boa ultra irmãnzinha!

–Valeu.

Fomos para o carro de Samuel e saímos da calçada, o caminho todo nós fomos conversando, Diogo não parava de falar em futebol, eu odiava essas épocas, tudo que ele falava sobre isso, para mim soava como bla bla bla, pois não entendia nada. Chegamos no cinema meia hora depois, compramos os ingressos e começamos a andar pelo shopping.

–Mor vamos no mercado eu quero comprar chocolate. -eu disse

–Vamos sim, vocês vão com agente?

–Ah vamos sim Diogo. -falou os dois juntos

Dentro do cinema, eu e Diogo nos sentamos no fundo junto com nossos amigos, deitei no ombro de Diogo, o filme estava quase acabando quando meu celular vibrou. Eu não atendi, desliguei e continuei assistindo. Na saída do cinema ele voltou a tocar, era William.

–Espera um pouquinho amor, é meu amigo Will!

–Tudo bem, mas, não demore. -Disse Diogo

Entrei em um corredor lá perto e atendi.

–Willian?

–Lydia, como você está?

–Estou bem, desculpe não atender antes, é que eu estava no cinema!

–Eu sei!

–Sabe?

–Olha para trás, ao lado de Diogo. -me virei para olha-los

–Não acredito! -disse desligando o celular

–Diogo, você sabia?

–Eu não amor, ele que veio aqui falar com a gente.

–Will, quanto tempo! -disse abraçando-o

–Lydia, o Diogo vai ficar com ciúmes assim!

–Ele sabe que eu só tenho olhos para ele.

–É eu sei..

–Gente vamos ali na lanchonete, estou com fome. -disse Leticia

–Vamos. -eu disse, dando o braço para Diogo e Will

Diogo não gostou nada de Willian, mas ele era meu melhor amigo e eu não podia deixa-lo, ele também era parte de mim. Mais tarde Samuel nos levou pra casa, nós ficamos na sala, Pensei em Diogo e Will a noite inteira. Sem conseguir dormir, comecei a ouvir música, de repente passou uma música do Legião urbana, Vento no litoral, uma das minhas preferidas, lembrei do começo do meu namoro com Diogo, de quando eu estava conhecendo-o melhor.

De repente me veio um momento em especial, a nossa primeira vez, e depois lembrei-me do primeiro beijo que demos, e a primeira vez que ele me disse que me amava. Tudo veio à tona somente em uma música. De repente tudo que vivi até ali era uma história, uma música, não sabia bem decifrar isso, só sabia que eu tinha que pensar naquela história e o que eu sentia sobre tudo. Comecei a revirar dentro de mim algo que não fosse de bom, mas, nada havia mudado, eu amava Diogo acima de todo mundo.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.