C'est La Vie
2 A viagem
Capitulo dois
A viagem
Pela manhã, senti uma alegria imensa, depois do banho como sempre a primeira coisa que fiz foi olhar pela janela. Lá ele estava me esperando no jardim da mãe dele, debaixo das palmeiras, com aquele olhar e seu sorriso de sempre. Coloquei uma blusa com uma estampa do Corinthians e um short jeans, não exagerado, era simples e como uma boa corintiana convicta não podia faltar no meu armário, no pé calcei uma rasteirinha preta. Senti-me bem com aquela roupa, era tão confortável e bonitinha que tive vontade de tirar uma foto, mas não tirei, amarrei meu cabelo rapidamente e corri para a casa de Diogo.
–Corintiana? –perguntou-me depois de um beijo longo.
–Uhum, o que, que tem? –perguntei ingenuamente
–Hum... Nada! Adoro que seja corintiana! –sorriu- Uma a mais para eu zoar quando Corinthians perder outra vez a Libertadores...
–Há, há engraçadinho! –disse
–Eu sou! Muito! –sorriu novamente
Começamos a andar, mas parei segurando sua mão.
–Que foi? –perguntou com uma pontada de confusão no rosto
–Que time você torce? –perguntei fazendo-o rir
–O melhor de todos! –gabou-se ele
–Acabou de dizer que Corinthians vai perder... –disse sarcasticamente
–Legal, até parece, eu Corint... –parou vendo-me vermelha com certeza- Palmeiras! –disse por fim
–Credo! –comecei a rir, andando novamente- Pior que eu pensava!
–Uau, minha gata não gosta de palmeirense! –sussurrou perto de mim, com uma voz de confidencia.
–Amo... Palmeirense... Só um na verdade! –disse. Nossa, acabei de dizer que o amo! Pensei
–Hm – respondeu pensativo, ele percebeu, decidi em meus pensamentos.
Ao entrar na casa de Diogo me deparei com um sofá enorme preto de couro, um tapete redondo no centro, uma estante enorme cheia de livros, uma Tevê gigantesca de Led, o comodo era enorme, as pareces brancas com fotos de atores antigos como James din e Charlies Charpilin. Ele fez questão de me mostrar à casa toda, da garagem ate o quarto.
O quarto dele era sem duvida dele. Lá tinha uma cama de casal com cobertas felpudas azul, travesseiros de pena, o closet dele tinha mais roupas que uma loja de shopping.
–Do que você esta rindo? -franzi a testa
–Da sua cara, -riu de novo- essas roupas, minha irmã esta fazendo estilismo e disse que na família dela não vai ter nenhum maloqueirosinho. –Imitou-a falando- Dai um dia cheguei aqui e encontrei isso. Fiz a mesma cara.
–Hm mm — murmurei
Sentei-me na cama, dando pulinhos para ver se era confortável, era macio em cima dela tinha um livro, que peguei para ver.
–A casa das bonecas, Sério?- abri um sorriso
–Ah, minha irmã deve ter esquecido! -respondeu sem reação ao meu dramático sarcasmo.
Olhei para a estante marrom onde tinha mais um monte de livros, um estava com uma pagina marcada, percebi que a capa preta era igual a um livro que minha mãe tem em casa. O peguei vendo onde ele tinha parado.
–Você gosta de Sidney Sheldon? –perguntou ele atrás de mim, mais uma vez, seu alito me fez arrepiar.
–Gosto! –afirmei- Eu li esse livro, muito bom... Depois da escuridão é um dos meus favoritos!
–É, bem, eu só li esse livros dele, mas gostei muito! –comentou
Do outro lado ao fundo do quarto, o DVD estava ligado, imaginei que antes de me buscar Diogo estava ouvindo Legião urbana, ele parou em Senhor da guerra.
–Amo Renato Russo! -comentei sorrindo
–Sua favorita? –perguntou-me
–Giz e Daniel na cova dos leões! -respondi ainda sorrindo- e a sua?
–Eu gosto de... Monte castelo foi uma mistura bem bolada! Ultimamente me faz lembrar... Ah, -mudou bruscamente o que ia falar- Eu também gosto de Eduardo e Mônica... Essa me lembra um pouco agente! –riu- Nossa, fui brega agora!
–Brega é? Eu adoro quando você fica brega! –sorri ao abraça-lo
Agente se beijou, foi um beijo rápido, mas, tão bom quanto todos os que ele me dera antes. Ficamos deitados na cama, sem fazer nada, só abraçados olhando para o teto solar que ele tinha no quarto.
–O que achou da casa? –perguntou
–Bonita, de bom gosto! -afirmei
–Serio? É minha mãe tem bom gosto para essas coisas, na verdade é o trabalho dela, né? –comentou distraído ainda olhando o teto.
–Trabalho? O que ela faz? –perguntei fitando-o
–Designer de interiores! –Ele se virou para ficar de frente a mim e, começou a afagar meus cabelos.
–Legal... -sussurrei- Diogo?
–Diga meu anjo! –sorriu distraidamente brincando com uma mecha do meu cabelo comprido.
–O que você vai fazer quando terminar a escola? -perguntei
–Prestar vestibular, e fazer faculdade! -disse ele sorrindo docemente, Lindo.
–Não, que faculdade! Você vai fazer, de que? –perguntei novamente mudando as palavras
–Arquitetura, sempre quis fazer... É muito legal, eu fico imaginando aquelas construções antigas, sabe? O Templo de Atena... É legal! –respondeu encontrando meu olhar
–Hm. –respondi olhando-o também
–E você? –perguntou ele
–Eu já pensei em arquitetura, paisagismo, -ele sorriu- mas não estou certa do que fazer! Ah, gosto também de Artes plástica! –disse ainda olhando-o nos olhos
–Você vai achar o que fazer rápido, eu vou estar com você se quiser alguém com quem a ajude a escolher e, qualquer que seja sua escolha, estarei aqui, -pegou meu rosto com uma mão- com você!
–Obrigada, — Comecei a brincar com o cabelo dele. — por tudo!
–Hei! Melhor descermos! –levantou me levantando junto- Já, já minha irmã chega.
–Que horas são? –olhei para a janela
–Quase uma da tarde! –disse ele pegando minha mão- Vamos?
–Vamos, Dih? –chamei-o hesitante
–Que foi? Algum problema? –perguntou vendo minha expressão
–E se ela não gostar de mim? –perguntei baixo ele sorriu pegando meu rosto rosado na mão
–Quem não gostaria de você? Hei você é de mais, não se preocupe! –disse me abraçando
–Mas... –ia falar, mas ele interrompeu.
–Não se preocupe! –disse novamente eu aquiesci lentamente com a cabeça.
A irmã dele era linda, seus olhos eram da cor âmbar, lindos. Ela foi muito gentil comigo, senti-me tão aliviada, nem podia imaginar minha tranquilidade depois dessa situação estranha de conhecer parte da família de Diogo. Depois de almoçarmos com Joyce, fomos ao cinema, Diogo estava alegre e com um olhar tão sedutor que me fez lembrar-me de um livro que li uma vez, “Don Juan” de Moliére, eu sei, uma comparação um tanto infeliz já que Don Juan era um galinha safado, mas, ele era sedutor e esse é o foco.
–Eu te disse que ela ia adorar você! –disse alegremente
–Disse! Ela é um amor, muito legal... –falei pensando- Adorei-a, serio!
–Ela gostou de você também! –eles eram parecidos, tirando os olhos.
–Será? –sorri ele ia falando, mas eu fui mais rápida- Brincadeira!
É serio, dava vontade de sequestra-lo e nunca mais deixa-lo livre, ou de pular no cangote dele e ficar abraçada a ele para sempre...
–... Você não acha? –perguntou-me interrompendo meus desejos secretos
–Desculpa o que você disse?
–Que seria bom assistir Gigantes de ferro! –disse fitando-me- Você esta bem?
–Estou sim, só... Pensando. -admiti
–Lydia? –chamou-me
–Oi? –o olhei
–Ainda pensando na Joyce? –perguntou-me delicadamente.
–Ah, não! –sorri novamente- Estava distraída com alguns... Pensamentos, nada de mais! –disse sorrindo ao lembrar, dos meus devaneios.
–Pensamentos? –olhou para mim novamente
–Ah, só um livro nada de mais! -menti
–Ah... –disse pensando- Que livro?
–Hm... –hesitei- Don Juan! –sorri
–Uau, o que fez...? –ia dizer-me algo quando a mulher da bilheteria chamou nossa atenção
–Escolham os acentos, por favor? –disse uma mulher gorda de óculos muito apressada.
–Ah, claro! Onde amor? –perguntou
–Pega duas no fundo da sala! –disse apontando as cadeiras, ele escolheu sem hesitar.
–Aqui esta, bom filme! –disse ela- Próximo... Quantas...?
Estávamos indo comprar chocolates quando Leticia me ligara, estava com uma voz animada, lembrei-me dela com o nosso novo grupinho, tão inquieta...
–Oi, me deixa falar rápido... Então nesse domingo você vai ao baile...? -Perguntou apressada
–Baile? –Havia esquecido completamente disso, Diogo me olhou.
–É dos anos 80, lembra? –do outro lado parecia que alguém a chamava
–Putz já tinha me esquecido. -falei
–Pois é você fica ai pensando no Diogo! -Nós rimos e eu o olhei rapidamente
–Eu vou ver! Aí, eu posso levar o Diogo? –ele fez um Aonde? Com a boca.
–Pode... –respondeu rapidamente
–Aham, vou falar com ele ai te aviso. -disse
–Ok, Lydia tenho que desligar minha mãe esta chamando! –disse ela
–Está bom vai lá, depois agente se fala beijos... – Desliguei.
Eu coloquei o celular no bolso do meu short e voltei a pegar a mão de Diogo.
–Ir aonde? –ele estava com um sorriso como sempre, era tão lindo...
–Ah, -eu sorri- amanhã vai ter um Baile, a Leticia me convidou faz um tempinho, eu vou me apresentar lá...
–Sério? Finalmente vou ver você dançar? –disse satisfeito
–Vai... –pausei, ele me olhou estranhando- Com o Patrick!
–Patrick? –levantou uma sobrancelha – Quem é esse Patrick? –eu ri
–Meu par, eu já falei dele antes... Agente dança faz um tempo juntos... Ah, só para esclarecer, você nem precisa ficar enciumado, esta mais para eu ficar com ciúmes do que você... –Ri novamente ele fez cara de interrogação
–Como assim? –eu sorri e o olhei nos olhos sem responder- Ele é gay... –sussurrou sorrindo
–É, e tem namorado! O que não o impede de te dar uma secada! –comentei
–Tudo bem amor, -disse me abraçando- se eu virar gay você vai ser a primeira, a saber!
–Uhum, espero... –disse
Depois da sessão fomos para casa, fui me deitar cedo àquela noite, fiquei sozinha novamente em casa esperando o tempo passar para vê-lo. Lembrei-me de cada beijo e abraço dado aquela noite, cada frase dita, mas o sono não vinha. Tentei não pensar, deixar o pensamento em branco, mas, não deu certo também, então, deixei minha mente ir onde queria.
Uma clareira escura, monstros de todas as espécies me cercam, ouço passos, alguém percebeu que estou em uma moita, sinto a mão dele sob meu obro, dou um pulo, mas não tenho tempo de gritar, ele tampa minha boca com a outra mão. Um cara alto, cabelos grandes e negros ate arrepiados, olhos amarelados incomuns, e dentes afiados. Fez gestos para eu me silenciar, mandou-me segui-lo, não tive opção. Chegando a uma rua estreita, poucos monstros ainda estavam ali. O cara pulou nos monstros destroçando-os apenas com as mãos.
–Vá! –ele disse
–Mas eu não posso te deixar! –respondi sentindo no dever de ficar ao lado dele.
–Eu te encontrarei! –prometeu- Ainda estou te procurando!
Eu me virei, corri pela rua, mas chegando ao final, olhei para trás e o vi, pele rasgando-se sozinhas, as costas se curvando, pelos negros apareciam em seu novo corpo enorme. Um lobo negro de olhos amarelos olhava para mim, como se esperasse que eu fosse embora, concordei com a cabeça e comecei a correr novamente, ouvindo seu uivo ecoar pela rua enorme e deserta. A cada passo que eu dava, meu pulmão ardia como nunca acontecera antes, meus pés doíam tanto que já não sabia se conseguiria correr mais.
Acordei pulando na cama.
Diogo estava estonteante, de calça branca, camisa vermelha com um desenho de uma banda de rock, sapato branco da Red Noose. Ele penteou o cabelo, deixando-o arrepiado. Chegamos ao baile, ele começou a dançar e bater palmas para acompanhar a musica, a festa estava ótima, um excelente sistema de som, o pessoal aplaudia a banda que estava no palco, parecia que a música fluía pelo corpo do guitarrista e chegava à guitarra.
A apresentação acabou rapidamente, Diogo queria eternizar aquele momento, então tirou do bolso uma coisa preta com detalhes vermelho, era tão pequeno que mal podíamos ver o que era. Uma câmera. Começou a tirar fotos dos amigos que estavam conosco na festa. O som trepidante, corpos dançando, e luzes piscando, comecei a dançar, Patrick estava elegantíssimo e seu namorado orgulhoso por seu dançarino favorito, nós dançávamos sertanejo juntos como ninguém, e quando terminamos os aplausos foram tantos, que só ai, percebi que estávamos nos apresentando. Logo encontrei o olhar que procurava na multidão de pessoas batendo palma.
Os aplausos pararam quando o DJ assumiu de novo o comando da musica. As luzes continuaram a piscar. Vermelhas e azuis, vermelhas e verdes. Corpos se movimentando acompanhando a musica vibrante. Fui até Diogo rapidamente assim que recebi os parabéns, ele me abraçou.
–Vamos lá fora um pouco? — Perguntou-me Diogo.
–Vamos! — disse respirando fundo estava louca para estar com ele desde a noite passada, e agora parecia uma eternidade que não nos abraçávamos ou beijávamos.
A noite estava bem clara, a lua estava enorme no céu. Nunca a vi assim, parecia que fora feita para aquele momento, Diogo me pegou em seus braços e me deu um longo beijo, olhou nos meus olhos por alguns estantes e voltou a me beijar. Nós voltamos para a festa por algumas horas depois ele me levou para a casa. Eu fiquei imaginando se ele gostou da noite e como seria depois. O carro do irmão da Leticia estacionou na porta de minha casa, desligou o motor, as luzes, e voltamos a falar. Eu e Diogo saímos do carro nos despedindo, quando a Leticia e seu irmão foram embora eu e Diogo ficamos na calçada por um tempo.
–Foi uma festa ótima! -ele suspirou, antes que eu pudesse responder segurou meu rosto delicado aproximou-se ainda mais de mim, pude sentir sua respiração em meu rosto, aproximou seus lábios dos meus beijando-me longamente.
Depois de um intervalo para me olhar, aproximou-se de novo e me beijou, um beijo mais intenso e longo. Enrolei minhas mãos geladas da noite fria no pescoço dele e o beijei novamente. Pude senti-lo arrepiar-se. Quando terminamos, ambos ofegantes. Olhamo-nos por um longo tempo.
–Você estava ótima! –disse ofegante- Já pensou em seguir carreira?
–Já, mas não sei, -sorri- acho que prefiro levar a dança como um hobby! –admiti
–Bem, é uma pena... –beijou-me novamente
–Dih, você não quer me fazer companhia?- disse encostando minha testa na dele, e sussurrei- É que essa noite minha mãe viajou com as meninas!
–E deixaram você sozinha? -perguntou ainda ofegante
–Eu pedi pra não ir! -disse
Ele não respondeu olhou-me de novo e lançou-me outro beijo, mais curto que os outros.
–Então... -ambos estávamos nervosos, sem saber se ia acontecer algo ou não, resolvemos sair da garoa fina que caia naquela noite paulistana. — Vamos, eu fico ate você dormir!!
Na cozinha abri a geladeira e tomei uma golada de agua, quando me virei ele estava muito perto de mim, seus braços em minha cintura, seu rosto colado ao meu, eu podia sentir seu alito de hortelã em meu rosto, em um silencio desnorteador, nos olhávamos sem nos mover, de repente meus olhos foram se fechando lentamente, nossos lábios se juntaram delicadamente, ele me puxara para mais perto, laçando-me em seus braços. Lábios nos lábios, corpo no corpo, estávamos entregue a nossa fragilidade, dois adolescentes apaixonados juntos naquela noite chuvosa, sem poder sequer pensar no que estava acontecendo, eu me joguei em seus braços fortes, me entregando ao momento. Eu estava mole, e de pernas bambas, acontecia algo diferente em mim, minha pele queimava como fogo em brasa, e em poucos instantes eu estava em meu quarto com ele.
O sol bateu na janela do quarto, acordei com meu coração batendo forte, olhei para o lado e o vi, dormindo como um anjo de músculos, Diogo estava com as costas toda arranhada e vermelha. Levantei-me e fui para frente do enorme espelho que havia no meu guarda roupa, de cabelos soltos, eu estava enrolada em um lençol surrado, e sorria sozinha. Sentei-me na cama ao lado do adormecido deus do olimpo, e ainda enrolada no lençol me assustei quando me virei de costas e ele me abraçou.
–Bom dia, doido! -disse assustada
–Muito bom dia meu amor... -me beijou
–Dormiu bem? -ele sorriu ainda me beijando
–Siiiim!–murmurou me beijando- sim... Nem avisei... Pra. Minha... M... Mãe. E... Que... Eu ia dur... Mir f... Fora... –disse pausadamente dando-me beijinhos na nuca
–Ah relaxa, toma um banho e come alguma coisa antes de ir... –disse me virando sendo envolvida em seus braços
Depois de trocados e de tomarmos o café, Diogo e eu fomos para a porta de casa. Beijei os lábios quentes dele rapidamente e saltei para dentro de casa. No Dia seguinte fui para a escola sozinha, por que ele fora tomar uma injeção ant. tétano. Diogo às vezes era tão desastrado, ele furou o pé com um prego enferrujado, onde não me perguntem. As aulas eram chatas, quando não estava com ele.
Sentia-me só, mas me sentei com Ariane na prova de física apesar de tudo me senti bem com ela, só ficamos rindo quando pedimos cola para nosso colega de trás, que nos ditou a resposta. Mais tarde naquele dia, Diogo foi me buscar na escola, ele estava bem disposto com um sorriso largo. Comecei a tagarelar do meu dia para ele, ele ria quando contava as novidades, agente foi para um shopping mais perto que tinha ring de patinação, eu o olhei e disse que não sabia patinar, mas ele não me ouviu, depois de vários tombos, ele decidiu que agente tinha que comer algo e me levou para a praça de alimentação. Ele começou a falar.
–Sabe, acho que esta na hora de conversarmos com nossas famílias, sobre nós! -ele me olhou atentamente- Se você concordar é claro.
–Você tem razão, -concordei- pensei que seus pais soubessem! –disse- a Joyce não contou a eles?
–Não, ela anda meio distraída com o casamento estranho dela... –disse dando um gole na Coca cola dele
–Eu falo com minha mãe, dai agente marca de jantar ou sair em família! -sugeri
–Boa, nossas mães são amigas não vai ter problemas! -Concordou
–Mais tarde eu falo com a dona encrenca! -nós rimos
Na quarta, às 13 horas. Todos estavam na casa de Diogo. No tão esperado almoço de família, eu estava morrendo de medo, mas era preciso. A mesa estava cheia, minhas irmãs, os pais dele e minha mãe, os irmãos de Diogo, enfim todos, eu e Diogo nos sentamos juntos. Minha mãe não gostou muito do nosso namoro, ela achava que era a primeira vez que eu namorava alguém, eu não tinha contado sobre Rafael. Até que foi uma tarde agradável, eu e Diogo fugimos para a biblioteca da casa e ficamos lá com a irmã dele conversando. Estava indo tudo bem, melhor do que eu esperava, a mãe dele me abraçou dizendo "Seja bem vinda à família Pahaliah" a irmã dele também. Senti-me bem, contudo.
–Lydia, minha irmã estava falando sobre agente ir á praia, oque você acha? Não vamos sozinhos, agente pode chamar alguns amigos da escola...?
–Adorei, faz muito tempo que eu não piso em uma praia! –hesitei- Mas... Minha mãe... Não estou certa de que ela deixara!
–Já conversei com ela, lembra aquela hora que você estava conversando com Vitor? –afirmei com a cabeça- Ela deixou, contanto que levemos mais alguém conosco... -sorriu e balançou as sobrancelhas
–Certo, e quando vai ser? –perguntei ansiosa
–Estava pensando nas ferias, falta só uma semana, trinta dias na praia vai ser bom... O que você acha? -Olhou-me atentamente
–Eu?! Eu tenho certeza de que vai ser ótimo! –disse animada
–De acordo então? –sua voz era tão quente...
–Essas ferias vai ser a melhor.. -cantarolei dando-lhe um selinho
Mais uma manha de sol na grande são Paulo, Diogo me esperava na frente da minha casa com o Bruno, fechando a porta de casa, fui em direção aos dois rapazes sorridentes.
–Oi Bruno tudo bom? –disse a Bruno
–Tudo ótimo, amanha agente viaja hein Lydia, amanha... -saiu assobiando alegremente pela calçada
–Esse Bruno... -murmurei baixinho- Oi amor...
–Oi... –falou me fitando
A aula passou rápida, na saída me despedi de minhas amigas, e dos professores, fui embora com o coração apertado. Diogo me consolou em seus braços grandes, fiquei melhor por lembrar que ele estava comigo pro que eu precisasse. Além de Bruno ele chamou alguns amigos nossos para a praia com agente, Samuel, Leticia e Lucas.
Fomos para a casa dele, sua irmã Joyce estava lá sempre bem vestida. Ela foi visita-lo, deu-me um beijo e conversamos, ela ia morar com Diogo agora, disse que estava se separando do seu marido, não falou muito, mas, Diogo me disse que ela se apaixonou por outro cara, e seu casamento não estava muito bom, dai a decisão de separar.
–Sabe, viajar juntos é um grande passo-disse Joyce um pouco séria
–Hm Joy, por favor, não vamos falar disso, sim? –Diogo parecia desconfortável, igual a mim.
–Esta bem Diogo, mas eu quero que tomem cuidados... — Diogo franziu o cenho e depois sorriu.
–Lydia, vamos jantar? Deve estar morrendo de fome. –mudou de assunto
–Vamos sim, meu amor. –aceitei o convite, em parte só queria sair daquela conversa, mas estava também morrendo de fome.
Fomos para a cozinha, ela tinha preparado um espaguete delicioso. Depois, Diogo me levou para a casa, eu não parava de olha-lo, pensei em conversar, para quebrar o gelo, mas, não lembrei nada para falar.
–Não se preocupe com o que a Joyce falou! -pediu
–Nem pensei nisso... -menti
–Aham, vamos viajar amanha a noite, pega seu RG e coloque na mala, esta bem? –seus olhos mostravam a animação
–Tudo bem, que horas você vem amanha? perguntei
– Umas 17 horas, não se preocupe, vai ser divertido! –disse dando-me um beijo e voltando para sua casa, não conversamos sobre nada que ia acontecer lá, a Joyce me deixou uma pilha de preocupação.
Na manha seguinte, fiz minha mala, coloquei tudo que precisava nela, coloquei-a na sala, fui no mercado com minha mãe, comprei uns biscoitos para mim. eram quase cinco da tarde quando voltamos, minha mãe estava sorridente, brincava e comia sua barra de chocolate com amendoim. Diogo fora me buscar na hora marcada, me ajudou com a pequena mala, deu um beijo em minha mãe e deixou-me com ela para nos despedirmos.
–Mãe! Te vejo logo! -eu disse abraçando-a
–Esta bem filha! Vá com Deus! -falou
Dei um beijo nela, e fui para o carro, Samuel e Diogo estavam á minha espera na porta do carro conversando, ele a abriu para mim, e partimos. Sentei-me ao lado de Leticia, ela e Samuel tinham vindo juntos e ela estava diferente, eu pensei: Alguma eles aprontaram! mas decidi não perguntar, por enquanto.
–Dih, você não tinha chamado mais alguém? -perguntei
–Sim, eles foram de busão! -respondeu
–Ah... -disse
Estava quente, chegamos ao apartamento já eram umas dez da noite, tomei um banho e fomos ate a praia dar uma volta. Nós quatro ficamos sentados em uma cantina que estava aberta, mais para frente eu avistei uma fogueira, era um Luau. Nós fomos para lá sorrindo, Leticia e Samuel estavam se beijando pouco depois, não acreditei no que estava vendo. Diogo se virou para mim.
–Eu quero te dar uma coisa! -fiquei em silencio ate ele terminar -isso significa muito para mim, e acho que para você também.
–O que? -perguntei sorrindo
Ele pegou uma caixinha vermelha aveludada, tirou de dentro um anel prata com uma pedra azuis cravadas nele. Colocou-a em meu dedo.
–É lindo -eu disse- Ah Diogo eu te amo sabia?
Antes de ouvir sua resposta, pulei em seus braços dando um beijo longo na boca dele, dei uma pausa para olha-lo e beijei-o de novo.
–Você gostou então? –sussurrou sorrindo
–Muito, muito... E é muito especial para mim também!-ele sorriu e me beijou de novo
Enrosquei meus braços no pescoço dele, e o beijei ficando na ponta dos pés. Voltamos para o A.P, fui direto para o banho, fiquei nervosa, mas logo me acalmei com a agua caindo sobre meus ombros, sai do banho passei creme no meu corpo e me enrolei na toalha. Fiquei em frente ao closet, mas nada me agradara então peguei a primeira muda de roupa que vi e coloquei. Fui para a sala e assistimos um filme, Bruno e Lucas haviam acabado de chegar e estavam arrumando as coisas deles no quarto, Leticia estava no banho e Samuel no sofá ao nosso lado dormindo.
No Apartamento tinha três quartos, uma pequena sala, uma cozinha americana, eu havia pensado em ficar na suíte com Diogo, mas, não ia ficar bem a Leticia ficar no quarto com um do Samuel ou dos meninos, então fiquei com ela. Diogo fez questão de me colocar na suíte com Leticia, ele dormiu no quarto ao lado do meu, mas eu quase não dormia, ficava na sacada olhando o mar que às vezes ficava agitado e às vezes ficava tão calmo. Eu gostava de ficar ouvindo o som do mar, era bom. Diogo me viu debruçada na sacada e foi me abraçar, Leticia se aproximou da gente.
–Lydia, Diogo, -chamou Leticia- vocês se importariam de mudar de quarto?
–Por que algum problema? -perguntou Diogo
–Não! É que, bem, vocês são namorados e.. Eu e o Samy.. -Diogo sorriu- eu não me importaria de ficar no mesmo quarto que ele.
–Sei.. sei.. Por mim não tem problema nenhum, eu não me oponho em ir para a suíte, e para você Lidyh? -eu sorri ainda abraçada com ele
–Problema nenhum..
A Leticia saiu, imaginei que ia arrumar as coisas dela no outro quarto, Diogo ainda sorria eu o fitei por alguns minutos.
–Será que é serio esses dois? -perguntei
–Sei lá, o Samy não é muito galinha... Pode ser que eles se acertem! -respondeu
–É! Seria bom, então vamos arrumar suas coisas no quarto? –olhei para ele
–Vamos! -fomos abraçados ate o quarto em que estava Leticia
–Oi gente, Diogo eu coloquei suas roupas no guarda roupa, do jeitinho que estava aqui.. E tomei a liberdade de deixar uns presentinhos para vocês. -ela piscou pra mim, e eu não entendi
–Presentes? -perguntei franzindo a sobrancelhas
Fomos para a suíte, Diogo olhou meio que com medo do que ele ia ver, ao abrir a gaveta de cueca encontrou um pacotinho fechado de camisinha. Nós dois rimos, quanta camisinha ela tinha com ela? perguntava-me enquanto eu ria com Diogo.
–Parece que ela tem planos para essa noite! -comentou Diogo olhando para a gaveta
Eu o fitei e disse:
–E você? -sussurrei e ele sorriu
–Os que você quiser.. -respondeu
–Hm, bom saber! -disse
Lucas bateu na porta aberta do quarto.
–Vamos á praia daqui a pouco se arrumem! –falou ele fazendo careta- E pelo amor de Deus, fechem a porta se forem, -balançou a mão- sei lá o que! –sorriu saindo
Eu fui ao banheiro tomei banho e coloquei um biquíni, quando sai vi Diogo só de sunga. Cara, meu namorado é muito gosto... Eu me interrompi.
–Amor, já esta pronto? -ele se virou e sorriu
–Uauuu...Quem é essa Deusa? -eu ri baixinho
–Ai seu bobo, já esta pronto? –perguntei novamente
–Não linda! Falta o protetor, passa pra mim? –perguntou apertando os olhos ao sorrir novamente
–Passo! -disse
Peguei a embalagem e comecei a passar, mas ele se virou rapidamente e me segurou no colo, Diogo me deu um beijo longo e só parou quando bateram na porta novamente.
–Ow casal, anda rápido que nós já estamos indo! -disse Bruno
–Vamos? –perguntei a ele ao me colocar no chão
–Espera ai! -disse Diogo indo ate o armário- Coloca isso?
–Um short? -sorri- esta bem eu coloco.. -ele sorriu mais uma vez- Mas vai ter de por isso! –tirei uma bermuda que estava escondida atrás de mim, rimos.
Ele estava colocando uma bermuda por cima da sunga e eu um sortes curto quando a Leticia entrou no quarto.
–Só vai dar vocês de short, serio tirem isso, parecem crianças! -saiu rindo- Ah, podem me agradecer depois pelos... Presentinhos! -sorriu
A praia estava vazia, exceto pelo nosso pequeno grupo, Diogo me pegou no colo e correu para a água, quando eu desci do seu colo, ele escorregou e caiu. Rimos muito, então ele me puxou com ele. Fomos mais cedo para casa, era dia de eu e ele fazer o almoço. Eu cortava os legumes e ele fazia a carne, quando a comida ficou pronta, ninguém havia chego ainda, peguei um copo de suco e tomei, Diogo estava arrumando o quarto, dobrando a coberta. Eu entrei fechei silenciosamente a porta e. Pulei nas costas dele, num pulo ele me jogou na cama rindo, ficamos nos olhando por alguns minutos. Ele havia acabado de tomar banho, estava só de sunga novamente e eu de canga, o beijei calmamente, nos sentamos na cama ainda nos beijando.
–Lydiaaaahh -sussurrava ele, ao retirar a minha canga- meu amor...
Não o deixei falar mais, beijei-o desta vez com voracidade, deitou-me com delicadeza novamente, me beijou novamente, tirei minhas mãos da nuca dele e coloquei em suas costas largas puxando-o para mais perto, ele me beijava apertando seus lábios contra os meus com impaciência, enrosquei-me ainda mais perto dele, sua pele estava quente, coração acelerado, não conseguia pensar em mais nada, só conseguia senti-lo. Diogo me envolvia em seus braços grandes, de repente senti um arrepio, era ele beijando minha nuca. O dia passara rápido, agente chegou no a.p umas onze horas, eu fui acordar uma da tarde. Senti as mãos quentes a minha volta, eu estava enrolada em um lençol de seda vermelha, lembrei-me da outra vez. Ele olhava para mim em silencio, abraçando-me.
–Desculpe, te acordei?- disse com uma voz terna beijando minha bochecha.
–Não! -respondi sorrindo
–Você fica linda quando acorda sabia? -disse-me sorrindo -ainda mais enrolada nesse lençol... -eu ri e o beijei
Ouvimos um barulho na sala, eu me levantei rapidamente ainda enrolada no lençol, corri para o banheiro me troquei e sai para a sala, era o Bruno, tinha acabado de chegar.
–Cadê o povo? -perguntei
–O Lucas foi comprar refri, e o Samuel ficou na praia mais um pouco com a Leticia. Cadê o Diogo?
–No quarto, arrumando as coisas! -disse
–Hm, no quarto... -deixou a frase no ar
–Bruno? -falou Diogo
–Oi garanhão! -respondeu ele para Diogo
–Cadê todo mundo? –desse Diogo já perto de mim
–O Lu... -a porta se abriu interrompendo Bruno- Ah estão ai! -sorriu
–O que ouve? você esta descabelado! -disse Leticia e ele olhou para mim
–Nada, eu.. estava arrumando umas coisas ali no quarto! Estava sujo aquele armário... -eu sorri saindo em direção à cozinha e abri a geladeira.
–Sei...sei... -sussurrou Leticia
Diogo foi logo depois de mim, deu-me um beijo rápido e colocou o refrigerante na geladeira. Eu estava muito contente e orgulhosa de mim, da minha coragem, Diogo foi super paciente e delicado comigo. Bruno já sabia o que nós tínhamos feito, alias todos desconfiavam, mas o Bruno, não, o Brunos sabia, ele já estava em casa e agente não viu. Pra falar a verdade eu não me importava com isso, e só de lembrar aquele momento, eu e Diogo, só de lembrar que nós dois nos amamos pra valer, nada mais me importava. Depois do almoço nós saímos, fomos à praia vizinha, lá estava tendo uma festa do amigo de Diogo.
Fernando era loiro do cabelo cacheado, seus olhos verdes escuros, mais escuros que os olhos de Diogo. Seu nariz era bem feito meio empinado e ao mesmo tempo aberto, seu rosto era angelical, seu sorriso deixava aparecer suas covinhas, se eu não estivesse com Diogo eu juro que me apaixonaria por ele. A festa foi muito legal, Diogo me apresentou varias pessoas e contou varias historias de quando ele morava nessa praia.
Depois de dançarmos muito ele me levou a um lugar, uma parede de pedras, a mare estava baixa mais o mar estava agitado, ficamos sentados nas pedreiras por alguns minutos. A lua estava enorme e o céu estrelado. Ele sentou me puxando pela cintura, me abraçou e me beijou, parou e ficou abraçado comigo.
–Quando eu era pequeno, vinha aqui escondido da minha mãe. -comentou sorrindo- sempre quando a lua estava assim.
–É lindo -respondi olhando o céu estrelado.
–Quando eu estava chateado com alguma coisa, eu sempre me escondia aqui, eu nunca trouxe ninguém , só você! -falou beijando minha bochecha
–É realmente a coisa mais linda que eu já vi.. -sussurrei
–A mais linda? Não, acho que a coisa mais linda que eu já vi nesta vida foi você! -sussurrou em resposta e eu sorri
Ele me abraçou forte, meu coração não parava de brigar para sair do meu peito, eu já não conseguia me controlar, era mais forte que eu. Quando ficava perto do Diogo meu mundo desaparecia, e eu passava a depender dele como uma viciada e seu vicio. Eu nunca me apeguei tanto a uma pessoa como a ele, Diogo era diferente em todos os sentidos, ele era especial, possuía uma coisa que me envolvia, ele possuía um olhar envolvente, não só isso ele era apaixonante.
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