Cendrillon

1 Capítulo 1 - A Realidade


Notas iniciais
Olá a todos~
Era para eu estar debutando nessa categoria com uma fanfic SeongJoong, mas como esse plot entrou na minha cabeça e fiquei muito animada, resolvi dar prioridade para essa história...
Primeiramente, sim, ela foi inspirada na música da Hatsune Miku "Cendrillon", quem já ouviu vai saber mais ou menos como vai ser o decorrer da história(provavelmente...).
Agradecimentos super especiais para minha melhor amiga Aline Yumi, que me aguentou falar o enredo todo e me apoiou e ao meu peixinho beta(beta reader) Pastrock que revisou o capítulo. Sem vocês dois, essa fanfic provavelmente não iria nascer, muito obrigada!
A capa da história é de minha autoria, por favor não a utilize sem permissão.
O pessoal do ATEEZ aqui será representado como no MV de Say My Name, então eu irei descrevê-los levando em conta o visual deles nessa era, ok~?
Bem, eu acho que não tenho mais nenhum aviso, se tiver eu falo nos próximos capítulos... Espero que gostem e boa leitura~!

Sempre ouvi de meus pais que deveria viver minha vida ao máximo, lutando contra todas as dificuldades que aparecessem em minha frente e só assim eu conseguiria alcançar a felicidade. Mas depois do grande acidente em que eles faleceram, não consigo acreditar que irei superar todos os obstáculos que foram colocados nessa minha jornada chamada vida.

Depois de terem deixado para trás eu e meu querido irmão mais novo, viver se tornou algo muito difícil de se fazer, pois não tínhamos condições de nos manter bem com as economias que nossos pais haviam guardado para caso algo ocorresse. A única solução para isso foi eu começar a trabalhar, tendo que abandonar cedo meus estudos.

Como meu querido irmão é cinco anos mais novo que eu, decidi que ele continuaria os estudos e o ajudaria a encontrar a felicidade da qual meus pais falavam tanto. Assim, faço bicos em vários lugares para conseguir o suficiente para pelo menos colocar uma comida decente em nossa mesa. Se não fosse pelos trabalhos, na certa nem estaríamos na mesma casa onde ainda moramos.

Seria bom se de algum modo pudéssemos mudar nosso estilo de vida, poder comer tudo que queremos e não ter que trabalhar até não sentir mais o corpo. Mas sei que tudo isso não é possível para pessoas da plebe como nós...

— S/N! — ouvi alguém me chamando, me acordando dos devaneios. Parei onde estava, levando um susto com o enorme galho caindo em minha frente, há poucos centímetros dos meus pés. — S/N você é muito distraída, quase foi acertada pelo galho! — a mesma voz de antes gritou, fazendo com que eu olhasse para cima.

— Jongho! Você queria me matar?! — gritei de volta, vendo um garoto de cabelos acastanhados sobre o galho mais grosso da única árvore de nosso quintal. Ele riu um pouco com minha pergunta e balançou a cabeça negativamente, começando assim a descer cuidadosamente de onde se encontrava.

— Aliás, o que você estava tentando fazer quebrando um galho desses? — perguntei enquanto seguia em sua direção, desviando do obstáculo em minha frente. Antes de me responder, ele bateu as mãos nas roupas, retirando algumas folhas e pequenos galhos que estavam presos.

— Minha intenção não era quebrar o galho. Eu apenas dei um soco para derrubar algumas maçãs, mas parece que não consegui controlar muito bem a força — comentou um pouco desconcertado, se abaixando para pegar uma das maçãs que ainda estavam presas no galho que se encontrava no chão.

— Você e sua força monstruosa — falei, rindo um pouco da resposta de meu querido irmão, aceitando a metade da fruta que ele havia quebrado ao meio apenas utilizando suas mãos. — Depois desse lanchinho, se apresse que você tem aula daqui a pouco. E eu preciso ir trabalhar.

Seu olhar voltou-se para mim, mesmo eu sendo mais velha que ele, Jongho era vários centímetros mais alto que eu, parecendo que nossas idades fossem completamente contrárias. Ele terminou de devorar a maçã e sorriu docemente. — Não se preocupe, S/N. Prometo que vou estudar bastante e conseguirei um bom cargo dentro do castelo para subirmos na vida.

O rapaz apenas se aproximou mais de mim, se abaixando para ficar na mesma altura que eu, colando nossas testas para que nossos olhos se encontrassem. As íris castanhas refletindo as minhas que eram um pouco mais escuras, seu olhar sério era a prova de que suas palavras eram reais e não uma brincadeira. Todas as vezes que queríamos prometer algo, fazíamos essa mesma cena.

— Eu acredito em você, Jongho. Sei que conseguirá isso. Mas por enquanto é o dever da sua irmãzona aqui cuidar das contas da casa — falei enquanto me afastava com um sorriso, mostrando o braço direito onde não havia nem sinal do bíceps.

Jongho soltou um riso baixo antes de começar a andar em direção à casa. — S/N você não deveria mostrar algo que não tem! Quando você tiver pelo menos um terço do que eu tenho, me mostre para eu acreditar! — foram as últimas palavras que ouvi antes de vê-lo saindo em disparada para dentro de nossa moradia.

— Eu ouvi, viu Jongho! — gritei para ele, como se eu tivesse me sentido ofendida com o comentário, o que não era verdade. Eu sempre soube que meu irmão era forte desde pequeno, sendo capaz de quebrar várias frutas e se defender sozinho se alguém tentasse qualquer coisa com ele. Essa era uma das infinitas qualidades que possuía.

Olhei para o céu azul e senti uma brisa passar por entre os fios de meu cabelo. Era uma boa tarde para se ficar em casa fitando as nuvens passarem, mas eu tinha trabalho a fazer, e aquela tarde seria um tanto quanto puxado, já que alguns soldados da realeza iriam passar para comemorarem mais uma vitória sobre a guerra que aconteceu com um reino distante.

— Vai ser uma longa tarde e noite... — sussurrei ao vento, me espreguiçando um pouco e jogando o mini caule da maçã para algum lugar perto do tronco da macieira. Voltei minha atenção ao galho esquecido ao meu lado e só agora percebi que era muito comprido e estava cheio de frutos.

Agachei para retirar todos que eu conseguia para levá-los para dentro, quem sabe um lanchinho depois de retornar do trabalho. Em seguida voltei correndo para dentro de casa e me deparei com um Jongho vestido apropriadamente para suas aulas particulares com um mentor que morava próximo ao castelo do reino.

— Estou indo! — comentou, ajeitando seus sapatos antes de sair. — Não se preocupe em me buscar hoje, sairei tarde! — falei antes que ele saísse pela porta, dando um suspiro de alívio por perceber que ele tinha ouvido meu recado por conta do breve aceno do mais novo.

— Bem, agora sou eu quem precisa se esforçar! — comentei, deixando as maçãs em cima da mesa da cozinha. Me troquei e saí em direção ao bar na qual eu trabalhava de tarde até o cair da noite como garçonete. Não era tão próximo de nossa residência, mas os minutos de caminhada me deixavam pensativa.

Esse mundo que é governado por alguns nobres era tão injusto, só aqueles que já nasciam no berço de ouro poderiam ter uma vida tranquila sem se preocupar com nada além de manter e gastar sua fortuna, enquanto pessoas como nós, de classe mais baixa, trabalhávamos até a morte para ter pelo menos o suficiente para viver. Por que não podemos mudar essa realidade? Ou melhor, por que é tão difícil assim quebrar esse paradigma que vivemos?

Tem tantas coisas em que penso que poderiam melhorar, mas só de olhar para minhas mãos cheias de calos e ressecadas, percebo que mesmo querendo mudar o modo de viver, eu não consigo, pois já estou presa nesse ciclo sem fim.

— Eu só queria dar uma vida melhor para o Jongho... — sussurrei ao vento, olhando para o céu que ainda continuava azul. Mais alguns minutos de caminhada chego ao meu destino, um grande bar que já começava a abrir suas portas para os primeiros clientes.

— S/N, se apresse que hoje vai ser corrido! — ouço uma garota gritar meu nome, lhe dou um breve aceno de cabeça e vou para a sala de funcionários, me trocando o mais rápido que podia para começar a trabalhar.

Mal saí para começar a atender os clientes, o local já estava cheio de pessoas, eram velhos, garotas jovens, rapazes e alguns homens utilizando farda. Aquela seria realmente uma longa tarde atendendo sem parar...

— Ei, senhorita! — ouvi alguém próximo à mim me chamando, vou até ele rapidamente com um bloco de notas e uma caneta em mãos. Dou meu melhor sorriso e observo a pessoa em minha frente, já gesticulando a pergunta de sempre. — O que desejas, senhor?

Assim que meus olhos pousam sobre o jovem que havia me chamado, percebo o ar de autoridade que pairava sobre ele. Seu rosto estava parcialmente escondido por baixo de um chapéu negro, apenas alguns fios acizentados ousavam sair pelos lados e seus olhos escuros me observavam da cabeça aos pés, me deixando um pouco incomodada.

Suas vestimentas eram um pouco chamativas, a blusa que utilizava possuía pelagem de algum animal, o que revelava seu status alto. Enquanto seus dedos possuíam alguns anéis brilhantes, o que provavelmente era ouro e pedras preciosas. Dois homens utilizando fardas se encontravam ao seu lado, me observando também com seus olhares afiados.

Por um momento fiquei petrificada ainda com o sorriso no rosto, era a primeira vez naquele trabalho em que me fitavam tanto assim, me sentia como se analisassem cada pedaço do meu corpo, o que me intrigava mais ainda. No momento em que eu ia perguntar novamente o que ele desejava para quebrar aquele clima, o rapaz apenas levantou sua mão direita e apontou diretamente para mim.

— Você.

Notas finais
E agora, o que será que ele quer...?
Já conseguem saber quem é a pessoa por trás disso? Acho que pela descrição que dei, já dá para descobrir quem é do ATEEZ, haha~
Se ficarem com dúvida, podem perguntar à vontade(só não prometo responder direitinho as perguntas que possam ter spoiler!)
Espero que tenham gostado e até o próximo capítulo~!
Não vou prometer nenhuma data, pois sou uma pessoa que não segue isso, então fiquem no aguardo e muito obrigada por lerem!
Única coisa que posso prometer é que tentarei não deixar essa fanfic em hiatus...!