Celt

2 Capítulo 2 - Destino em Chamas


– Ai...Eu desmaiei? “O quê?” – Sahashi acordava depois de alguns minutos inconsciente e se deparava com uma parede em sua frente, contendo uma porta blindada em seu centro, ele estava amarrado em uma cadeira, suas mãos presas nos braços da mesma, não parecia mais haver ninguém por ali, seu coração acelerou no momento em que sentiu suas mãos amarradas, sentiu um calafrio em seu peito, provavelmente seria morto, foi quando lembro que fora desmaiado por um homem misterioso, também se lembrou do outro homem arrastando o saco preto que provavelmente continha um corpo, aquilo o fez gritar estridentemente, clamou por socorro, mas a única pessoa que apareceu em sua frente ao abrir a porta do centro do local onde estava foi o mesmo homem que lhe nocauteou.

– Que criança mais barulhenta, você por acaso se mijou? – O homem entrava na sala carregando uma arma em sua cintura, aquela mesma arma que Minato havia visto e que havia lhe derrubado, não era um revólver qualquer, apesar do seu formato, tinha características peculiares, como um cano bem mais grosso e dois gatilhos, além de uma forma arredondada e metálica.

– Você vai me matar? – Foi a primeira e única frase que o jovem conseguiu proferir naquele momento em que a angústia tomava conta do seu corpo.

– Por que eu iria te matar? Por enquanto, não.

– Mas onde eu estou? O que você quer comigo? Cara eu não pretendia entrar, eu juro que se me libertar eu não volto mais, eu não direi nada, eu não direi mesmo, me vende e me leve lá pra fora que eu nunca mais apareço, eu juro. – O desespero de Minato fazia o homem em sua frente rir. Analisando o seu arredor mais friamente, percebia que havia algumas vozes vindas do outro lado a parede.

– Por que eu acreditaria em você? Desculpa mas, acho que isso não vai acontecer, não até a Nakizawa vir falar contigo.

– Quem é Nakizawa? “Eu preciso fazer alguma coisa, eu estou preso no momento e não adianta eu implorar, então, eu preciso criar algum motivo pra ser liberto, preciso antes descobrir que lugar é esse, será uma organização militar secreta? Algum centro de pesquisas americano? Esse rapaz parece um soldado, seu cabelo raspado, seu físico forte, essa botas para se adentrar em lugares perigosos, o óculos escuro pra não ser reconhecido, assassinos eles não podem ser, se não teriam me matado já, e se não mataram, querem algo a mais comigo, é aí que irei me aproveitar.” – Minato pensou na situação e viu que havia uma possibilidade de se safar.

– Ela é nossa chefe. – Naquele momento em que o homem respondia Sahashi, uma mulher com longos cabelos loiros ondulados, com uma estatura bem alta, um corpo formoso e olhos curtos e sedutores por baixo de um óculos transparente, aparecia se encostando no vão da porta ao abri-la.

– Eu já disse que não gosto de ser chamada de chefe, Carlos, então por favor, pode não repetir isso. – A voz da mulher era bem doce, mas transmitia muita autoridade, tanto que o rapaz ficou ereto naquele momento reverenciando a mulher.

– Esse é nosso prisioneiro? Mas que gracinha, me diga anjo, eles não o machucaram não é? Seu rostinho é tão fofo, oh, espere, tem uma ferida ali. – Nakizawa se aproximava de Minato que não entendia a situação, e com sua mão direita, acariciava suavemente a ferida na testa do jovem, que mirava no decote da mulher que possuía seios fartos e aparentemente bem durinhos.

– Você é a Nakizawa? A líder desse local? Eu vou ser direto, não sei onde estou e nem pretendo, eu sou inocente, pode me libertar? – Sahashi tentava ser sério e firme diante da chefe do local, o que a fazia sorrir agradavelmente.

– Amor, não podemos fazer isso, não sem um pequeno interrogatório, né? Sabe, são os procedimentos, espero que você entenda.

– Eu entendo, responderei tudo que quiserem. – O garoto se mantinha confiante naquele momento, acreditou que se dissesse a verdade, seria liberto, mas naquele momento, algo imprevisível acontecera, um outro homem trajado como Carlos, apareceu na porta com uma ferida em sua barriga, o sangue jorrava enquanto ele perdia suas forças mas se apoiava na porta para avisar Nakizawa.

– Chefe, por favor, é o Teru, ele... – O rapaz se jogou contra o chão perdendo sua força.

– Mas que coisa! Eu disse que não gosto de ser chamada de chefe. – Nakizawa olhou de maneira sedutora para Sahashi e disse: — Me aguarde um pouco querido, surgiu um problema, vamos Carlos, acho que você me será útil. – Carlos chutou o seu amigo caído, o afastando da porta, enquanto junto de Nakizawa, os dois saíam deixando Minato novamente sozinho naquela sala pouco iluminada.

– “O que diabos foi isso? O que tá acontecendo aqui? Tem alguém armado? Alguém machucou aquele cara? E eles o trataram como um inseto! Que lugar é esse?”.

Nakizawa caminhava ao lado de Carlos nos corredores da base CELT, quando por trás dos dois, surgiu um homem nu com uma arma apontada na cabeça de um homem com as mesmas roupas de Carlos e aparentemente de todos que trabalhavam por ali.

– Teru-kun, que modos são esses? Vá se vestir, pode ficar resfriado. – Nakizawa ignorou a arma apontava para a cabeça do homem em sua frente e foi em direção ao rapaz nu.

– Se afaste! Vocês não sabem do que sou capaz, agora que eu tenho o potencial, eu posso detonar essa merda!

– Então vá em frente, você quer mesmo fazer isso?

– Eu faço o que quero agora, chega de ser um rato!

– Mas você nasceu pra ser um rato. – Nakizawa olhava friamente para o homem nu que começava a salivar e tremer, ele então sorriu, e puxou um dos gatilhos de sua arma que era a mesma que Sahashi havia visto, e imediatamente, um enorme buraco se abriu na cabeça do homem que mal teve tempo para gritar, seu cérebro foi espalhado nas paredes do corredor e o sangue jorrou pelos arredores, atingindo Nakizawa e Carlos, que ficaram todos cobertos com sangue e pedaços do coro cabeludo do homem morto, que caía no chão de maneira reta, enquanto o sangue de sua cabeça explodida continuava a escorrer pelo chão.

– Eu não estou brincando porra! – No momento em que Teru gritou, os olhos de Nakizawa mudaram completamente, ela parecia preocupada e séria enquanto dessa vez, a arma era apontada para si.

– O que você quer, querido? Diga que podemos fazer por você, não precisamos de mais mortes.

– O que eu quero? Quero minha justiça. – O rapaz conduziu Nakizawa e Carlos para o fim daquele corredor.

– “Porra, o que foi isso? Eu ouvi um tiro, foi um tiro! O que tá acontecendo lá fora? Não adianta eu gritar, alguém pode vir e me matar, se eu pudesse ao menos escapar daqui...” – No momento em que pensou em sua fuga, Sahashi olhou para o chão e viu uma lâmina de barbear, que antes não estava lá. – “O que caralho é isso? Foi o Carlos que deixou? Ou a Nakizawa? Eles querem que eu fuja? Mas por que não me soltaram logo? E como vou pegar isso?” – Sahashi balançou sua cadeira várias vezes até que a mesma caísse no chão consigo, ele então pegou a lâmina e começou lentamente a passar pela corda de sua mão direita, a ação durou alguns minutos, e com muito esforço, ele conseguiu se soltar, e com sua mão direita solta, pode facilmente cortar as cordas que prendiam a outra, e por fim, as que amarravam sua cintura na cadeira. – Porra, consegui.. mas eu deveria sair? – O garoto agora pensava em um modo de sair de lá. Nem sabia onde estava, seria melhor apenas esperar sentado como Nakizawa disse? – “Se eu sair eu vou ser morto? Parece que tem alguém que não é daqui, pois aquele cara caído era um funcionário já que vestia as roupas iguais às de Carlos, mas se eu esperar posso ser morto, então o que eu faço? Ah, que se foda, eu preciso arriscar!” — Minato abriu a porta e se deparou com o homem ferido que vira anteriormente, e dessa vez, ele estava morto, com moscas espalhadas por sua ferida que era um buraco em sua barriga, sua boca estava aberta e seus olhos esbugalhados, o jovem não ficou olhando aquilo por muito tempo, pois estava enjoado e suas pernas tremiam, só pensava em sua fuga.

– “Eu preciso sair, preciso sair daqui!” – Ele olhou para frente e não viu ninguém no corredor, mas pensou bem antes de dar mais um passo, olhou novamente, de maneira forçada, para o corpo do homem caído, e viu que com ele havia uma arma em sua cintura, a mesma que havia visto com Carlos. – “Se eu pegar isso estarei mais seguro, mas, será que posso atirar? Que design estranho, eu nunca vi algo assim.” – O rapaz pegou a arma sem encarar o morto, ele cambaleou ao se levantar e seguiu pelo corredor.

– E-ei, você! Ei! – Ao ouvir a voz de alguém, Sahashi se virou apontando a arma sem pensar. – Abaixa isso, caralho, você é o garoto que foi pego? Cara, me dá essa arma, eu sou o único ‘aqui fora’. – O homem sua frente trajava o mesmo uniforme que já estava habituado a ver naquele local, e o mesmo também se encontrava ferido em seu braço esquerdo que pingava sangue enquanto seus dentes rangiam.

– Pare por aí! – Enquanto tremia, Minato apontava a arma para o rapaz.

– Calma lá jovem. Estamos em uma situação fodida por aqui. Olhe para os lados, fomos trancados. – O coração de Sahashi estava quase saindo por sua boca, ele não sabia o que fazer, não sabia se corria ou se atirava no homem, ele só queria sair daquele local, e ao olhar para os lados, por curiosidade, via várias portas metálicas bloqueando as supostas saídas daquele local que era bem úmido e com uma aparência de abandonado.

– O que aconteceu? Cadê a Nakizawa? Cadê o resto? “Será que aconteceu algo? Eu só ouço conversas vindas de longe.”

– Cara, me dá essa arma e você pode ir embora, eu prometo, só precisamos mesmo salvar a chefe.

– Dar a arma? Pra você me capturar? Nem fodendo.

– Eu sei que você não teria motivos pra isso, mas estamos presos aqui, o Teru fechou todas as saídas, não tem como você fugir sem chegar até a sala dos controles, e no momento, ele está lá, mantendo todas as 16 pessoas daqui como prisioneiros, inclusive a chefe Nakizawa, eu fui o único deixado pra trás porque ele pensou que tinha me matado, agora precisamos salvar todo mundo antes que ele acabe com a base. – Sahashi não entendia nada do que o rapaz em sua frente dizia, mas sabia que estava em vantagem ali visto que todas as outras 16 pessoas daquela base estavam no momento, sendo mantidas como reféns.

– “Preciso me aproveitar dessa situação. Será que não dá pra sair mesmo? Ou ele tá querendo me usar só? Um cara baleado quase desmaiando não mentiria, eu acho que ele diz a verdade.” E qual o seu plano então? Não tem nenhuma saída mesmo? E se atirarmos nas portas?

– Tá louco? Essas portas foram feitas de um material que não existe na terra, os tiros se repelem, isso só iria nos matar!

– “Ele disse de um material não feito na terra? Quem são essas pessoas? Que lugar é esse? Eu quero ir embora...” Está me dizendo então para te ajudar a resgatar sua chefe e seu pessoal? Mas antes, me diga, quem são vocês e o que querem de mim. – Antes que o homem em sua frente pudesse lhe responder, tiros foram ouvidos vindo da sala de controle, poucos metros dali.

– Precisamos ir, ele começou a matar já! Se não me der essa arma eu mesmo vou pegá-la de você e... ahhhhhhh. – Naquele momento, o homem caiu no chão começando a espumar pela boca, ele havia perdido muito sangue e agora lhe faltava ar.

– Caralho! “Puta merda, ele tá morrendo? Eu devo ajudar? Sem ele eu não vou sair daqui, o que eu faço? Porra, eu só fico cada vez mais fodido aqui.” – Ao se aproximar do rapaz lentamente, Sahashi percebera que o mesmo havia parado de se contorcer no chão. Estava morto.

– Eu não acredito... “E agora? Só tem eu aqui, o cara aí falou que o tal do Teru vai destruir a base, então eu vou morrer de todo jeito se não impedir, e quando ele sair de lá vai me matar também. Mas o que faço?” – Sahashi começou a andar para frente na direção de onde ouvia os tiros anteriormente, ao chegar no local, se deparava com uma porta metálica com uma alavanca, ele segurou na mesma, mas ela estava trancada, como imaginava.

– “Preciso atrair ele pra fora, só tem um cara, como ele conseguiu pegar 16 pessoas? Que absurdo, acho que ele usou a Nakizawa, será que todos prezam a vida daquela sádica mesmo? Mas se ele souber que tem alguém aqui fora, ele vai sair! Eu preciso...fazer isso.” – Ainda tremendo, Minato pensava em um plano. – “Se eu fizer barulho ele pode aparecer aqui e me matar, eu preciso estar preparado e atirar antes, mas e se ele mandar algum dos reféns verificar? E se eu não souber usar essa arma? Aliás, eu não sei atirar! Eu preciso testar isso antes, menos nas portas, é isso ou nada, eu vou fazer.”

Na parte de dentro da sala de controles, Teru mantinha sua arma apontada para Nakizawa enquanto obrigava um dos subordinados da mesma a amarrarem todos no local, e por fim, depois de feito isso, Teru atirava no peito do rapaz o fazendo voar para metros longe de onde estava.

– Você matou quatro já, não está contente ainda? – Nakizawa sorria ao encarar o rosto de Teru que parecia cada vez mais descontrolado.

– Eu nunca ficarei satisfeito até ver essa base em ruínas, o governo vai saber de tudo isso, quando eu sair daqui, vocês já eram. – Naquele momento, Sahashi havia dando alguns chutes na porte do lado de fora, o que deixou Teru inquieto.

– Mas que PORRA É ESSA? Quem tá lá fora? Você me disse que todos estavam aqui cadela! – Teru dava um soco na boca de Nakizawa, fazendo seus óculos caírem no chão.

– E todos estão, exceto os que você disse que matou e... o prisioneiro.

– Que prisioneiro?

– Eu não contei? Pegamos um belo coelho hoje.

– Porra! Mais essa! Mas se é um coelho eu cuido em menos de cinco minutos. Você vem comigo, todos aqui vão me esperar, e quando eu voltar, ou me dizem onde está a vacina, ou mato um por minuto. – Teru desamarrou Nakizawa e a fez caminhar para fora da sala de controles, onde a empurrava pelos corredores da base, e no caminho, acharam o homem que havia morrido na frente de Sahashi.

– Será que foi esse puto? Eu pensei que tinha matado ele! – Teru cuspiu no corpo do homem.

– Pobre Bernard, tinha acabado de ter uma filha.

– Me leve até a porra daquele prisioneiro, eu vou matar ele agora. – Nakizawa caminhava com Teru até a sala onde ela havia mantido Sahashi, e ao chegar na mesma, abria a porta enquanto a arma de Teru era mantida em sua cabeça. Os dois entraram no local, Teru acendeu a luz, e ao se aproximar do centro, viu a cadeira que o jovem estava caída.

– Ele não tá aqui!

– Atrás de você filho da puta. – Ao se virar com Nakizawa, Teru se deparava com Minato apontando a arma para ele.

– Hahahaha, um moleque? Você é pedófila além de tudo sua vadia?

– Eu achei ele fofo sabe.

– Solta ela, agora. “Se eu salvar ela, certamente posso conseguir minha saída daqui, ou então eu ameaço ela pra sair, é isso.”

– Você é burro? Só pacientes 0 podem atirar com um colinium, você é um humano de merda, pensou mesmo que podia me enrascar! Hahahaha, olha, antes de morrer, quero que você sinta o gosto da decepção, puxe o gatilho, mas oras, você não pretendia fazer isso mesmo afinal, não é?

– “Eu atiro? Ele vai me matar se eu não fizer, eu preciso, eu preciso matar, mas, mesmo sendo uma vida humana, esse cara já matou muitos, ele vai acabar o serviço, mesmo que eu me arrependa, eu não posso morrer nesse lugar.” – Sahshi puxava o gatilho apontando a arma para a cabeça de Teru, um pequeno raio azul saía do cano grosso da mesma, e em questão de segundos, a cabeça do rapaz se abrirá, enquanto Nakizawa se soltava e caía no chão toda coberta de sangue.

– “E-eu...eu fiz isso mesmo? Eu matei ele...” – Sahashi não aguentou o baque, e naquele momento, desmaiou.

– Bom dia flor do dia, parece que nosso herói aqui teve bons sonhos. – Ao abrir seus olhos, Minato se deparava mais uma vez com os peitos de Nakizawa em sua frente, a mulher dessa vez estava sem sangue em seu rosto, e ele não estava amarrado, estava deitado em uma maca, e ao se levantar, via vários homens ao seu redor, todos com o mesmo uniforme.

– “Puta merda, eu matei o cara... mas eu desmaiei! Tudo isso foi em vão?”.

– Você fez um ótimo trabalho querido. Salvou a base RUST, e somente por isso, vamos lhe deixar sair. – Nakizawa sorria ao olhar para os olhos de Minato que não acreditava na mulher.

– Quer que eu acredite que me deixarão ir assim do nada? Quem são vocês? O que querem?

– Acha que posso responder isso? Bom, eu até poderia, mas você não trabalha aqui, sabe, mas, você pode trabalhar.

– O quê? Então é isso, vai me deixar vivo só se eu trabalhar pra vocês?

– Não anjo, você pode ir, estou em dívida com você, mas, eu estou lhe fazendo uma proposta. Você pode ir e esquecer tudo que viu hoje, e claro, caso comente com alguém, precisaremos lhe apagar, mesmo tendo salvo todos nós, mas ao mesmo tempo, você pode trabalhar conosco, e com isso, saberá tudo que precisa saber sobre nós, afinal, você conseguiu atirar com a Colinium.

– Mas o que tem naquela arma? Eu não podia atirar?

– Geralmente só pessoas da base tratadas com um medicamento conseguem, eu estou mesmo curiosa sobre você, afinal, como foi capaz?

Sahashi não sabia o que pensar nem o que fazer, só queria voltar para casa. Ele disse que pensaria, mesmo não sabendo que aquilo era uma ameaça, e no dia seguinte, se ele não aparecesse por lá, seria um não. O garoto foi vendado e levado até a parte de fora da base, longe da construção, e por fim, Nakizawa junta de outro homem ao seu lado, o desvendou.

– Pense muito bem a respeito disso querido, afinal, você nunca quis que a sua vida mudasse? Eu vejo em seus olhos. Você está empolgado, você quer saber mais, e aqui terá todas as suas respostas. Vamos Tonasaki-San, Minato-kun está cansado, ele fará o que for melhor. – A mulher, junto do homem que a acompanhara, se virou de costas para o garoto que ficou pensando profundamente enquanto pensava em tudo que ocorrera naquele dia, no homem que matou, nos corpos que viu, naquela arma, em toda situação surreal que viveu, e mais do que tudo, na frase de Nakizawa.

– “Se eu... quero que minha vida mude?” – O rapaz olhou para o céu e viu que o mesmo estava vermelho. O azul ofuscado já não existira mais.